segunda-feira, 4 de abril de 2016

Ex-protestante: “Comungar foi o momento mais feliz de toda a minha vida”


Ele resolveu se tornar católico depois de descobrir a presença real de Jesus na Eucaristia. “A Igreja Católica trouxe minha alma a Cristo e eu não tenho palavras para agradecer por isso."



Para os que me conhecem não é nenhuma surpresa o fato de eu ter nascido no "dia da mentira". Meus pais rezaram desesperadamente para que Deus permitisse o meu nascimento em literalmente qualquer outro dia, mas Deus tem o Seu senso de humor. O Seu humor — ou, melhor dizendo, a capacidade que Ele tem de mudar os meus planos — se tornaria um tema recorrente em minha vida.

Por exemplo, eu cresci tocando guitarra rítmica em bandas de louvor e de rock; agora, eu estudo música clássica na universidade. Também já quis ser atleta, mas, ultimamente, passo maior parte do meu tempo trancado, praticando meu instrumento. Fui criado, enfim, como protestante devoto, mas agora me juntei à Igreja Católica — e esta é a minha história:

Desde a mais tenra idade, meus pais me ensinaram que Deus é real, que Ele nos ama e que a Sua palavra é infalível. Eles me mostraram através das suas ações que seguir a Deus é a prioridade sobre todas as coisas, não importando quão absurdo isso parecesse.

Meu pai conduzia uma pequena igreja evangélica e não denominacional chamada Calvary Chapel("Capela do Calvário", lit.), na cidade de Lodi, no estado da Califórnia. Alguns anos depois, ele se sentiu chamado a mudar para Tulsa, em Oklahoma, onde ele se tornou pastor de outra igreja da mesma organização.

Viver para Cristo não era algo que eu fazia porque meus pais queriam, mas porque o Espírito Santo me atraía a Si. Minha fé era real e se manifestava em um envolvimento ativo no ministério de louvor e adoração, desde a minha adolescência.

Como cabeça do ministério de adoração, eu era simultaneamente pastor e ovelha no rebanho de Cristo. Menor apenas que o meu amor a Cristo era o meu amor à música. A capacidade de expressar o meu amor a Cristo por meio da música, e de levar os outros a fazer o mesmo, era bonita. Quando saí para estudar música na universidade, Deus me colocou na Universidade de Tulsa. Lá eu encontrei as pessoas que eventualmente me levariam a uma união plena com Cristo.

Na faculdade, eu me ocupava a maior parte do tempo com meu quarteto de cordas. Ensaiava por horas incontáveis, toda semana, com duas violinistas e um violista, procurando aperfeiçoar o nosso ofício. Quando você passa tanto tempo com outras pessoas, você termina conhecendo bastante sobre elas. Como queria a divina providência, aconteceu de ambas as violinistas do meu quarteto serem católicas devotas.

Essas mulheres, Ellen e Sarah, logo se tornariam duas das minhas amigas mais próximas. Quanto mais eu crescia em amizade com elas, mais elas me confundiam. De acordo com a minha educação, católicos não eram cristãos de verdade — eles não passavam de idólatras, escravos da lei e da tradição, que tentavam de uma forma ou outra ganhar a sua passagem para o Céu.

Essas católicas, no entanto, eram muito mais santas do que eu. Elas tinham um relacionamento genuíno com Cristo, e Ele era a motivação de cada ação das suas vidas. Elas rezavam com um fervor e consistência que eu queria desesperadamente ter. Interagir pela primeira vez com católicos fervorosos, depois de muito tempo sendo "poupado", foi o primeiro passo rumo à minha conversão.

Sarah e eu tínhamos várias conversas até altas horas da noite sobre Deus. Cada vez mais, eu pensava comigo mesmo: "Essa conversa foi muito boa! Acho que ela deve estar perto de entender as coisas!" Qualquer dia desses, ela veria a verdade, o erro das heresias católicas, e voltaria para casa, para a verdadeira igreja de Cristo. Mal sabia que seria eu a ver o erro dos meus caminhos e a voltar para casa, para a Igreja Católica.
A Eucaristia, verdadeiro corpo de Jesus

Em uma noite de janeiro, Sarah e eu debatíamos teologia, quando veio à tona o tema da Eucaristia. Ela me disse que os católicos acreditavam que, em toda Missa, o pão e o vinho usados para a comunhão (a Eucaristia) cessam de ser pão e vinho e se tornam literalmente a carne e o sangue de Jesus Cristo. A quem não está familiarizado, pode parecer um conceito absurdo — mas, como eu estava prestes a perceber, Deus é um Deus do absurdo.

Eu disse a ela que era irracional acreditar que Jesus estivesse realmente presente na Eucaristia. O que ela fez em seguida causou em mim uma impressão que eu jamais esqueceria. Ela me disse para pegar a minha Bíblia — que eu, como um bom evangélico, trazia convenientemente guardada em minha mochila — e, então, me levou a João, capítulo 6, onde Jesus pronunciava algumas palavras intensas para Seus seguidores:
"Os judeus começaram a discutir, dizendo: 'Como pode este homem dar-nos de comer a sua carne?' Então Jesus lhes disse: 'Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós mesmos. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia. Pois a minha carne é verdadeiramente uma comida e o meu sangue, verdadeiramente uma bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele." (Jo 6, 52-56)

Enquanto lia aquelas palavras em voz alta, eu tentava segurar as lágrimas. Era como se Deus começasse a soprar buracos em minha até então impermeável teologia. Se as palavras do Evangelho fossem literalmente verdadeiras, Jesus nos chama a comer da Sua verdadeira carne e sangue. A comunhão não seria apenas um símbolo de que eu deveria participar mais ou menos uma vez por mês, mas Deus que Se oferece totalmente para a humanidade.

Naquela noite, eu voltei para casa e perguntei ao meu pai por que acreditávamos no que fazíamos. Até hoje posso ouvir a minha voz trêmula dizendo: "Pai, eu preciso de uma boa razão para não acreditar nisso."

Tentei desesperadamente me convencer de que estava certo, mas, para a minha frustração, meu pai foi incapaz de explicar aquilo em que ele acreditava de um modo que satisfizesse às minhas questões.

Voltei-me para Sarah no dia seguinte com alguns contra-argumentos mal produzidos e claramente nada convincentes. Aleguei que Jesus estava apenas falando em parábolas, mas aquilo não explicava por que os discípulos de Jesus O deixaram depois de ouvir aquelas palavras. Disse que aqueles que saíram simplesmente não tinham entendido, mas isso não explicava por que os Seus discípulos tomaram as Suas palavras ao pé da letra quando confrontados. Como eu logo descobriria, é difícil argumentar contra a verdade.

Olhando para trás, é engraçado perceber o quanto eu aceitava mal a ideia de me tornar católico, mesmo depois que comecei a querer sê-lo. Fiz o que pude para evitar o assunto, mas o Espírito Santo continuou o Seu trabalho. Ele tem um jeito de tornar as coisas abundantemente claras. A cada vez que participávamos da comunhão na minha igreja, Deus me lembrava a todo momento do que eu havia lido em Sua palavra. Tentei imaginar que eu realmente tomava parte na Sua carne, mas eu ainda estava insatisfeito com nosso rito da comunhão.

Como Deus costuma fazer, Ele deixou que o assunto se assentasse por um tempo. No momento, eu não percebia o que estava acontecendo, mas as sementes que tinham sido plantadas começavam lentamente a formar raízes. Depois de um verão tranquilo, surgiu algo de repente, cerca de um mês antes da volta às aulas. Minha única explicação para o que aconteceu foi uma moção do Espírito Santo em mim. Eu estava de férias com minha família, descansando tranquilamente no lago, quando me veio essa ideia disparatada e persistente: "E se Sarah estiver certa? E se os católicos estiverem certos? E se a Eucaristia for realmente Jesus?"

As implicações seriam enormes. Eu precisava investigar a questão, independentemente de qual fosse o resultado. Se fosse verdadeira, seria a coisa mais bela que eu já tinha ouvido. Se Jesus me permitisse comer o Seu corpo físico, a cruz ganharia um significado ainda maior para mim. Se fosse falsa, no entanto, toda a Igreja Católica estaria imersa em completa idolatria.

Quanto mais eu pensava sobre o assunto, mais intenso ele se tornava. Os católicos literalmente adoravam o que parecia ser um pedaço de pão. Eu não queria parte nenhuma nisso se aquele pedaço de pão não fosse realmente Jesus Cristo, mas sabia que iria querê-Lo desesperadamente se fosse.
O testemunho dos Padres da Igreja

Na semana seguinte, fiz uma pesquisa intensa. Começando por João, capítulo 6, consultei as Escrituras de novo por minha conta. Esforcei-me por ver qualquer jeito de que Jesus pudesse ter querido dizer qualquer outra coisa que não literalmente comermos a Sua carne e bebermos o Seu sangue.

Eu ainda não estava completamente convencido da verdade do catolicismo, mas já sabia o suficiente para afirmar que ele não era absurdo. Sarah tinha me dito uma vez que, se eu acreditasse na doutrina católica sobre a Eucaristia, tudo o mais se encaixaria no devido lugar. As palavras dela não fizeram sentido para mim no momento. Quando Deus operou em meu coração, no entanto, comecei a perceber o que ela queria dizer.

Se os Evangelhos me fizeram perceber que eu podia possivelmente estar errado, os escritos dos primeiros cristãos me convenceram de vez. Descobri que, até o século XVI, os cristãos acreditaram por unanimidade que a Eucaristia era literalmente Jesus. Eis algumas das citações retiradas dos Santos Padres:
"Considerai bem como se opõem ao pensamento de Deus os que se prendem a doutrinas heterodoxas a respeito da graça de Jesus Cristo, vinda a nós. [...] Abstêm-se eles da Eucaristia e da oração, por­que não reconhecem que a Eucaristia é a carne de nosso Salvador Jesus Cristo, carne que padeceu por nos­sos pecados e que o Pai, em Sua bondade, ressuscitou. Os que recusam o dom de Deus, morrem disputando." (Santo Inácio de Antioquia [† 110], Epístola aos Esmirnenses, 6-7)
 "Não os tomamos como alimento e bebida comuns; do mesmo modo como nos foi ensinado que, pela palavra de Deus, Jesus Cristo Nosso Senhor se encarnou, assim também estes alimentos, para os que tenham pronunciado as palavras de petição e ação de graças, são a verdadeira carne e sangue daquele Jesus que se fez homem e que entra na nossa carne quando o recebemos." (São Justino Mártir [† 151], Primeira Apologia, 66)
"'Comei a minha carne', ele diz, 'e bebei o meu sangue'. Com esses alimentos o Senhor convenientemente nos abastece, tanto provendo a sua carne quanto derramando o seu sangue, e nada falta ao incremento dos seus filhos." (São Clemente de Alexandria [† 191], O Pedagogo, I, 6 [PG 8, 302a])
"Assim como, antes da santa invocação da Trindade adoranda, o pão e o vinho da Eucaristia eram simplesmente pão e vinho, depois de feita a invocação, o pão se torna o corpo de Cristo e o vinho, o sangue de Cristo." (São Cirilo de Jerusalém [† 350], Catequeses, XIX, 7)
"Cristo era carregado em suas próprias mãos quando, entregando o seu corpo, disse: Isto é o meu corpo." (Santo Agostinho [† 411], Comentários aos Salmos, XXXIII, 1, 10)
"O que vedes é um pão e um cálice, eis o que vossos olhos vos anunciam. O que a vossa fé, porém, propõe à vossa instrução é que o pão é o corpo de Cristo e o cálice, o sangue de Cristo" (Santo Agostinho, Sermões, 272)
Ler aquilo em que os primeiros cristãos acreditavam foi poderoso. Essas citações são apenas um pequeno exemplo da minha pesquisa, mas cada cristão primitivo com que eu me deparava em particular falava da Eucaristia como o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade de Jesus Cristo. Eu não podia mais lutar contra isso. Fui convencido. Lembrei-me do Evangelho de S. João, especialmente de como aqueles que escutaram as palavras de Jesus ficaram desgostosos e muitos deles O deixaram. Também me lembrei da clássica resposta de São Pedro: "A quem iremos, Senhor? Só tu tens palavras de vida eterna" (Jo 6, 68).

Lembro claramente o momento em que parei de lutar contra Deus. Era ainda verão, e o departamento de música estava deserto. Sentei-me na sala de prática da minha faculdade, completamente sozinho. Parei de tocar o violoncelo por um momento e Deus finalmente me alcançou. Senti como se Jesus estivesse me dando um ultimato: ou eu acreditava em Sua palavra ou eu devia deixá-Lo de uma vez por todas. Eu sabia que seria difícil fazer algo tão contrário a como eu havia sido criado, mas também sabia que não podia jamais deixar de seguir a Cristo. A resposta de São Pedro se tornou a minha oração. Eu então disse a Jesus que realmente não tinha nenhum outro lugar para onde ir.

Voltando para casa



Jeremiah, em foto após a sua primeira Comunhão, na Vigília Pascal de 2015.
Contei a todos os que eu conhecia sobre a minha conversão de coração, e fui recebido com reações as mais positivas. Quase nenhum dos meus amigos católicos podia prever que isso aconteceria; eles ficaram chocados e cheios de alegria.

Desde o início da minha conversão, a Igreja me ajudou a crescer mais do que eu podia imaginar. Comecei a rezar de verdade pela primeira vez na vida. Enquanto crescia, eu tentava rezar, mas nunca chegava muito longe. Participava de encontros de oração e dizia algumas palavras com os irmãos e as irmãs reunidos. Eu conversava com Deus e tentava escutá-Lo, mas hesitava muito e não tinha posto todo o meu coração naquilo. A minha oração era esporádica, para dizer muito.

Tudo mudou quando percebi que podia passar o meu tempo com Jesus em pessoa. A presença física de Cristo na Eucaristia é algo impressionante. Posso sentar-me em frente ao Deus que criou o universo, que veio a esse mundo na Pessoa de Jesus Cristo. O mesmo corpo que sofreu, foi crucificado, morreu, foi sepultado, ressuscitou do túmulo e subiu aos céus permanece no mesmo lugar comigo quando eu entro em uma capela.

Como a diferença entre passar o tempo pessoalmente com um amigo e mandar mensagem para ele, a presença física é incrivelmente significante em relação a Deus. É bom e necessário rezar a Deus onde quer que estejamos, mas é ainda mais valioso passar o tempo com Ele em pessoa. Comecei a me apaixonar pela oração e, por consequência, me apaixonei mais profundamente por Deus.

O tempo entre minha mudança de coração e minha entrada oficial na Igreja, na Páscoa, foi um dos períodos mais dolorosos da minha vida. Meus pais sentiram como se eu os tivesse traído e nossa relação ficou tensa. Deus usou minhas imperfeições nesse relacionamento para me ensinar a ser humilde e assumir a responsabilidade por meus erros. Mais do que isso, Ele usou meus sofrimentos para me ensinar que eles podiam ser, de fato, algo desejável. Pela primeira vez em minha vida, soube verdadeiramente o que significava não ter ninguém a quem recorrer senão Jesus.

Para tornar as coisas ainda mais difíceis, descobri que não poderia receber Cristo na Eucaristia até a Páscoa. Minha conversão inicial aconteceu por volta de agosto. O período de 8 meses entre agosto e abril pareciam mais como se fossem 8 anos. Apesar da minha impaciência, Deus usou esse tempo de espera para me fortalecer. Na medida em que a Páscoa se aproximava, Ele foi substituindo o meu sofrimento pela alegria.

Durante esse tempo, aprendi que é quando eu sofro que eu mais me pareço com nosso Senhor. Sua última prova de amor foi sofrer e morrer por nossa causa. Assim, quando eu experimento qualquer dificuldade, tenho a oportunidade de imitar o amor de Cristo que se apresenta na Cruz.Se antes eu reclamava da dor, agora eu posso unir minha dor à de Cristo. Assim, meu sofrimento recebe a mesma natureza redentora que tem a paixão de Cristo. Agora eu vejo que o sofrimento não é algo a ser temido, mas a ser acolhido. Se eu quero me unir a Cristo, o caminho mais rápido de fazê-lo é através dos Seus sofrimentos.
Enquanto focava mais completamente em Cristo, Ele colocava tudo o mais em ordem na minha vida. Eu não queria nada mais a não ser unir-me a Ele no sacramento da Sagrada Comunhão, e Deus usou esse desejo para atrair-me a Si.

Durante as semanas de preparação para a Páscoa, os dias pareciam meses. Quando a Semana Santa finalmente chegou, senti-me completamente pronto a receber Cristo. Na noite da Vigília pascal, finalmente fui acolhido na Igreja Católica e recebi o corpo de Cristo na minha primeira Comunhão.

Esse foi de longe o momento mais feliz de toda a minha vida, mas tentar colocar minha experiência em palavras seria injusto. Tudo o que posso dizer é que finalmente me senti completo. Por toda a minha vida estive à procura de algo que me completasse, sem jamais ter encontrado. Eu sabia que a resposta era Jesus, mas, mesmo tendo tentado de tudo, eu ainda sentia que algo estava faltando.

Receber em meu corpo o corpo de Jesus preencheu aquele vazio dentro de mim. No sacramento da Eucaristia, eu comi literalmente o corpo, sangue, alma e divindade de Cristo. Essa não é uma refeição como outra qualquer. O Deus que criou tudo o que existe quis vir fisicamente para dentro do meu corpo. Só de pensar nisso eu me arrepio até o dia de hoje. No coração dos Sacramentos, ninguém mais pode ser encontrado senão Jesus. A missão da Igreja é trazer as pessoas a Ele. A Igreja Católica trouxe minha alma a Cristo e eu não tenho palavras para agradecer por isso.


Por Jeremiah Neely

Fonte Original: We Dare to Say | Tradução: Equipe Christo Nihil Praeponere

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Igreja Católica, construtora da civilização. Autor: Thomas E. Woods



Igreja Católica, construtora da civilização. 
Aula 5- O sistema universitário
Parte 1- http://www.youtube.com/watch?v=g3OZw7s3QHk
Parte 2- http://www.youtube.com/watch?v=Fa9jF3t8hf0
Parte 3- http://www.youtube.com/watch?v=Bri-tAsIZjI


Aula 6- Deus existe?
Parte 1- http://www.youtube.com/watch?v=G8WmTbUxrsM
Parte 2- http://www.youtube.com/watch?v=qtRVkkx4_6I
Parte 3- http://www.youtube.com/watch?v=pqZtjHQarEY


Aula 7- Os monges
Parte 1- http://www.youtube.com/watch?v=zrMqeDdPo3A
Parte 2- http://www.youtube.com/watch?v=z_IBiJrmD9Q
Parte 3- http://www.youtube.com/watch?v=8SaR_fa9jTs


Aula 8- A caridade católica
Parte 1- http://www.youtube.com/watch?v=6QELd2mO5O0
Parte 2- http://www.youtube.com/watch?v=nIYhA_-N-ak
Parte 3- http://www.youtube.com/watch?v=lnyjKeHIXQo


Aula 9- A moralidade ocidental
Parte 1- http://www.youtube.com/watch?v=WWmoYsAJMjg
Parte 2- http://www.youtube.com/watch?v=vRZJGb176iU
Parte 3- http://www.youtube.com/watch?v=Jw8mJHXBiqc


Aula 10- O conceito de direito
Parte 1- http://www.youtube.com/watch?v=46fiJ06q_Ts
Parte 2- http://www.youtube.com/watch?v=5aAQHEENNow
Parte 3- http://www.youtube.com/watch?v=c1a8GPcf0y8


Aula 11- As origens do direito internacional
Parte 1- http://www.youtube.com/watch?v=oCwBZKpKKwc
Parte 2- http://www.youtube.com/watch?v=ng6Bm3UvKO8
Parte 3- http://www.youtube.com/watch?v=huQzSNIq_uI


Aula 12- Atrocidades anti católicas
Parte 1- http://www.youtube.com/watch?v=GOzHl3OoMXk
Parte 2- http://www.youtube.com/watch?v=adYdAE-qYeY
Parte 3- http://www.youtube.com/watch?v=TtrbNVivk-Y


Aula 13- Recapitulação
Parte 1- http://www.youtube.com/watch?v=xOXO0mIsrFk
Parte 2- http://www.youtube.com/watch?v=27wezKg9uHE
Parte3- http://www.youtube.com/watch?v=RPq_8PlsoVM

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

O PAPEL DAS MULHERES NO EVANGELHO

O PAPEL DAS MULHERES NO EVANGELHO


I. E ACONTECEU DEPOIS – narra São Lucas no Evangelho da Missa1 – que Jesus caminhava pelas cidades e aldeias pregando e anunciando o reino de Deus. Acompanhavam‑no os doze e algumas mulheres que tinham sido livradas de espíritos malignos e de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual tinham saído sete demônios, e Joana, mulher de Cusa, procurador de Herodes; e Susana, e outras muitas que o assistiam com as suas posses.

Na vida pública de Jesus, vemos este grupo de mulheres desempenhar um papel comovedor pela sua ternura e adesão ao Mestre. É bonito considerar como o Senhor quis apoiar‑se na generosidade e no desprendimento dessas mulheres. Ele, que nunca deixou de agradecer qualquer favor, como não lhes retribuiria tanto desvelo e delicadeza em atender às suas necessidades domésticas e às dos seus discípulos! E nas horas da Paixão, essas mulheres parecem exceder‑se e superam os discípulos em constância e valor; à exceção de João, foram as únicas que tiveram a coragem de permanecer ao pé da cruz, de contemplar de perto os derradeiros instantes de Jesus e de ouvir as suas últimas palavras. E quando, já morto, o Senhor é retirado do patíbulo, estão presentes no embalsamamento e dispõem‑se a completá‑lo no primeiro dia da semana, depois do repouso obrigatório do sábado.

O Senhor quis apressar‑se a recompensar essa decidida fidelidade, e, na aurora da Ressurreição, não foi aos discípulos, mas às mulheres, que apareceu em primeiro lugar. Os anjos também foram vistos unicamente por elas; João e Pedro verificaram que o sepulcro estava vazio, mas não viram os anjos. As mulheres foram favorecidas com essa visão talvez por estarem mais bem preparadas que os homens e, sobretudo, porque lhes coube a missão de continuar o papel dos anjos e de preparar a fé nascente da Igreja. Têm um espírito aberto e um zelo inteligente. “Desde o início da missão de Cristo, a mulher demonstra para com Ele e para com o seu mistério uma sensibilidade especial, que corresponde a uma característica da sua feminilidade. É preciso dizer também que uma confirmação particular disso se verifica em relação ao mistério pascal, não só no momento da Cruz, mas também na manhã da Ressurreição”2. Elas apressam‑se a cumprir a indicação de avisar os discípulos e de lhes recordar o que Jesus tinha anunciado antes da Paixão. Também estão presentes nas últimas manifestações de Jesus ressuscitado. E são, sem dúvida, as mesmas que voltaram da Galiléia após a Ascensão, com os discípulos e com as outras mulheres de Jerusalém e arredores, como as irmãs de Lázaro de Betânia. Com elas estava Maria, a Mãe de Jesus3.

O exemplo destas mulheres fiéis, que servem o Senhor com os seus bens e não o desamparam nos piores momentos, é um apelo à nossa fidelidade e a um serviço incondicional a Deus. Deve ser um serviço feito exclusivamente por amor, sem esperar retribuição alguma, como não a esperavam as santas mulheres de Cristo morto e sepultado. Serviam! Eu te servirei, Senhor, todos os dias da minha vida.

II. SE ALGUÉM ME SERVE, siga‑me; e onde eu estou, estará também ali o que me serve. Se alguém me serve, meu Pai o honrará4.

Desde os primeiros momentos da Igreja, a mulher prestou uma colaboração de valor inestimável na tarefa de expandir o Reino de Deus. “Vemos em lugar de destaque aquelas mulheres que se tinham encontrado pessoalmente com Cristo, que o tinham seguido e, depois da sua partida, eram assíduas na oração no Cenáculo de Jerusalém, até o dia de Pentecostes, juntamente com os Apóstolos. Naquele dia, o Espírito Santo falou por meio de filhos e filhas do Povo de Deus, cumprindo o anúncio do profeta Joel (cfr. At 2, 17). Aquelas mulheres, e depois outras mais, tiveram parte ativa e importante na vida da Igreja primitiva, na edificação da primeira comunidade cristã desde os começos – e das comunidades que se seguiram – mediante os seus carismas e com o seu serviço multiforme”5.

Pode‑se afirmar que o cristianismo começou na Europa com uma mulher, Lídia, que empreendeu imediatamente a sua missão de converter o novo continente começando pelo seu lar6. Algo de semelhante aconteceu entre os samaritanos, que ouviram falar pela primeira vez do Redentor por intermédio de uma mulher7; os Apóstolos, que tinham ido à aldeia em busca de alimento, possivelmente não se atreveram a anunciar aos habitantes do lugar – como o faria mais tarde a mulher – que o Messias estava ali mesmo, nos arredores da cidade. A Igreja sempre teve uma profunda compreensão do papel que a mulher cristã, como mãe, esposa e irmã, devia desempenhar na propagação do cristianismo. Os escritos apostólicos mencionam muitas dessas mulheres: Lídia em Filipos, Priscila e Cloé em Corinto, Febe em Cêncris, a mãe de Rufo – que também foi como uma mãe para Paulo –, as filhas de Filipe de Cesaréia, etc.

Todos temos de pôr ao serviço do Senhor e dos outros aquilo que recebemos. “A mulher está destinada a levar à família, à sociedade civil, à Igreja, algo de característico, que lhe é próprio e que só ela pode dar: a sua delicada ternura, a sua generosidade incansável, o seu amor pelo concreto, a sua agudeza de engenho, a sua capacidade de intuição, a sua piedade profunda e simples, a sua tenacidade...”8 A Igreja espera da mulher um compromisso em favor do que constitui a verdadeira dignidade da pessoa humana. O Corpo Místico de Cristo “não cessa de enriquecer‑se com o testemunho das numerosas mulheres que realizam a sua vocação para a santidade. As mulheres santas são uma personificação do ideal feminino, mas são também um modelo para todos os cristãos, um modelo de seqüela Christi – de seguimento de Cristo –, um exemplo de como a Esposa deve corresponder com amor ao amor do Esposo”9.

O Senhor pede a todos que o sirvamos a Ele, à Igreja santa, à sociedade e aos nossos irmãos os homens, com os nossos bens, com a nossa inteligência, com todos os talentos que nos deu. Então entenderemos a profundidade desta verdade: Servir é reinar10.

III. “O HOMEM, a única criatura na terra que Deus quis por si mesma, não pode encontrar‑se plenamente senão por um dom sincero de si mesmo”11. O Papa João Paulo II aplica estas palavras do Concílio Vaticano II especialmente à mulher, que “não pode encontrar‑se a si mesma senão dando amor aos outros”12.

É no amor, na entrega, no serviço aos outros que a pessoa humana, e talvez de um modo especial a mulher, realiza a vocação recebida de Deus. Quando a mulher coloca ao serviço dos outros as qualidades recebidas do Senhor, então “a sua vida e trabalho serão realmente construtivos e fecundos, cheios de sentido, quer passe o dia dedicada ao marido e aos filhos, quer se entregue plenamente a outras tarefas, se renunciou ao casamento por alguma razão nobre. Cada uma no seu próprio caminho, sendo fiel à vocação humana e divina, pode realizar e realiza efetivamente a plenitude da personalidade feminina. Não esqueçamos que Santa Maria, Mãe de Deus e Mãe dos homens, é não apenas modelo, mas também prova do valor transcendente que pode alcançar uma vida aparentemente sem relevo”13.

Hoje, ao considerarmos a generosidade dessas mulheres que seguiram o Senhor, pensemos como é a nossa. Vejamos se contribuímos, também materialmente – com meios econômicos – para a expansão do Reino de Cristo, se somos magnânimos com o nosso tempo no serviço aos outros... E se, ao levarmos a cabo todas as nossas tarefas, as impregnamos de uma profunda alegria, da particular felicidade que essa generosidade produz.

Não esqueçamos, ao terminarmos a nossa oração, que, tanto na vida pública como nas horas da Paixão, e muito provavelmente nos dias que se seguiram à Ressurreição, essas mulheres mencionadas por São Lucas gozaram de um especial privilégio: permaneceram num trato com Maria mais assíduo e mais íntimo do que os próprios discípulos. Aqui encontraram o segredo da generosidade e da constância com que seguiram o Mestre. Recorremos à Virgem para que nos ajude a ser fiéis e desprendidos. Junto dEla, só encontraremos ocasiões de servir, e assim conseguiremos esquecer‑nos de nós mesmos.

(1) Lc 8, 1‑3; (2) João Paulo II, Carta Apostólica Mulieris dignitatem, 15.08.88, 16; (3) cfr. P. Indart, Jesús en su mundo, Herder, Barcelona, 1963, pág. 81 e segs.; (4) Jo 12, 26; (5) João Paulo II, Carta Apostólica Mulieris dignitatem, 27; (6) cfr. At 16, 14‑15; (7) cfr. Jo 4, 39; (8) Bem-aventurado Josemaría Escrivá, Questões atuais do cristianismo, 3ª ed., Quadrante, São Paulo, 1986, n. 87; (9) João Paulo II, Carta Apostólica Mulieris dignitatem, 27; (10) cfr. Concílio Vaticano II, Constituição Lumen gentium, 36; (11) Concílio Vaticano II, Constituição Gaudium et spes, 24; (12) João Paulo II, Carta Apostólica Mulieris dignitatem, 30; (13) Bem-aventurado Josemaría Escrivá, Questões atuais do cristianismo, n. 87.

fonte: http://www.hablarcondios.org/
FRANCISCO FERNÁNDEZ-CARVAJAL

Por que o catolicismo é tão pouco atrativo para os evangélicos?


Por que o catolicismo é tão pouco atrativo para os evangélicos?

Testemunho revelador de um ex-evangélico convertido ao catolicismo

Quando eu era um jovem evangélico, fazia uma clara distinção entre católicos e cristãos. Não eram sinônimos e, na minha opinião, um católico não era um cristão. Quando os católicos apareciam em nossa exegese evangélica do Novo Testamento, eram identificados diretamente como um grupo concreto de pessoas: os fariseus. Os fariseus com sua religião.

“Estúpidos fariseus – pensávamos. Não reconheceriam o Messias nem que lhes fosse tirado o barro dos olhos!”

O que fazíamos era o típico erro protestante: identificávamos os fariseus com a religião, e a religião com algo ruim. Jesus condenou os fariseus. Os fariseus eram religiosos. Então, a religião era ruim. A lógica parecia esmagadora.

O catolicismo não é atrativo para os evangélicos, penso eu, pordois motivos.

Em primeiro lugar, eu e muitos dos meus conhecidos evangélicos desconfiávamos implicitamente da religião. Isso se deve, em grande medida, a uma falta de compreensão das interações de Jesus com os fariseus e às raízes históricas da Reforma.

Uma leitura mais acertada da relação entre Jesus e os fariseus mostra que o que Cristo condena é a religião vazia, a falsa piedade. Mas os evangélicos generalizaram isso e acham que a religião em si é ruim. Têm medo de cair na armadilha dos fariseus.

Em segundo lugar, os evangélicos acham os católicos pouco convincentes em seu testemunho. Faltam católicos com uma relação pessoal com Cristo.

Quando eu era evangélico, achava a fé católica pouco atrativa, muito anticristã, pois os católicos que eu conhecia não tinham uma relação de amizade real com Jesus. Não eram, como costumam dizer os evangélicos, “discípulos”.

Estes dois aspectos que comentei caminham juntos, porque a prática de uma religião vazia acaba substituindo a relação com Cristo. Então, os evangélicos pensam: vamos tirar a religião e ficar com Jesus.

Eu fui evangélico e devo confessar que concordo com isso: a religião vazia é perigosa, é um obstáculo para uma vida em Cristo.

Mas depois me tornei católico. Nós, católicos, não precisamos dar argumentos. Precisamos demonstrar. Demonstrar o poder vivificante da Eucaristia. Demonstrar a incrível e encarnada vida que começa no Batismo e que se fortalece na Confirmação.

Precisamos demonstrar a bênção sacerdotal que Deus nos deu. Celebrar a beleza do matrimônio sacramental.

Por que o catolicismo é tão pouco atrativo para os evangélicos?

Porque os evangélicos não veem uma vida espiritual católica vivida, celebrada e abraçada de todo coração. E será que podemos jogar a culpa neles por achar que muitos católicos vivem uma religião vazia?

Quantos bancos das nossas igrejas estão cheios de católicos que vão à missa por inércia? Quantas pessoas passam pela catequese e não entendem sequer a presença real de Jesus na Eucaristia? Quantos católicos dão mais importância à justiça de Deus que à sua misericórdia?

No momento em que compreendi a história da Igreja Católica, a beleza dos sacramentos, e que os católicos podiam estar tão perto de Jesus, não resisti e me tornei católico. Mas o que nós, católicos, precisamos fazer?

Precisamos ser católicos. De verdade. Pedir ao Espírito Santo que nos dê uma vida mais autêntica. Ter uma amizade pessoal com Jesus, esse Jesus que nos alimenta com seu próprio Corpo na Eucaristia.

Se nós, católicos, vivermos realmente a vida a que estamos destinados, a vida que nossa fé nos mostra, estaremos mais centrados em Cristo, em uma vida maravilhosa.

Infelizmente, a imagem que eu tinha dos católicos quando eu era evangélico, em grande medida, é real. Não estou satisfeito com isso, e nenhum de nós deveria estar.

Se temos, como professa a Igreja Católica, a “plenitude” de Cristo, então, nossos irmãos e irmãs evangélicos deveriam ver algo diferente do que veem. Deveríamos passar uma imagem diferente.

Finalmente, como católicos, temos o trio ganhador: a realidade histórica de uma Igreja de mais de dois mil anos, uma grande quantidade de rigor intelectual de peso, e o atrativo da beleza da nossa fé.

Mas sem viver isso na realidade, demonstrando que amamos Jesus, não seremos diferentes dos fariseus. E isso não é atrativo.

(Adaptado de The Cordial Catholic, de K. Albert Little)
fonte: http://pt.aleteia.org/2015/09/17/por-que-o-catolicismo-e-tao-pouco-atrativo-para-os-evangelicos

fonte primaria: http://www.patheos.com/blogs/albertlittle/why-catholicism-is-so-unattractive-to-evangelicals/

terça-feira, 15 de setembro de 2015

7 Dores de Maria e os 7 Dons do Espirito Santo


As 7 dores de Maria tambem correspondem aos 7 dons do Espírito Santo:


Uma vez que Maria é a Esposa do Espírito santo isso não deveria nos surpreender.


Temor de Deus : A Profecia de Simeão. (Lucas 2,34-35) - Maria se recorda de sua sofrida vocação: "uma espada transpassará sua alma".)

Piedade : A Fuga para o Egito. (Mateus 2,13) - Maria cumpre seus deveres com José e Jesus numa terra estrangeira.

Ciência : A perda do Menino Jesus no templo. (Lucas 2, 43-45) - Maria tem o conhecimento da Identidade de Cristo como o Filho de Deus.

Fortaleza : Maria encontra Jesus no caminho para o Calvário. (Lucas 23,26) - a Força de Maria ao ver a Cristo em sua Paixão.

Conselho : Jesus morre na Cruz. (João 19,25) - Maria é o guia espiritual e conselheira para todos aqueles que buscam seu Filho crucificado.

Entendimento : Maria recebe o corpo de Jesus em seus braços. (Mateus 27, 57-59) - Uma vez que Maria segura o corpo morto de seu Filho em seu braços, ela percebe que Ele irá ressuscitar.

Sabedoria : O Corpo de Jesus é colocado na Tumba. (João 19, 40-42) - Cristo esta oculto mas a alma de Maria continua a ver Cristo e manter contato com Ele.