quarta-feira, 16 de março de 2011

Testemunho de Marcus Grodi

Testemunho de Marcus Grodi

Marcus Grodi cresceu numa igreja luterana um tanto liberal, perto de Toledo, Ohio. Era ativo no Grupo Jovem, catequizava e confirmava os colegas na fé."Conheci muitas coisas" - disse ele - "mas não penetraram em meu coração. Os acampamentos de verão dos jovens da Igreja pareciam preparados mais para uma exibição de música dque para temas espirituais".

Os colegas de Grodi na Escola Superior provinham de diversas denominações religiosas, não, porém, do Catolicismo. "Minha visão do Catolicismo não era extremamente negativa, mas trazíamos um monte de interpretações mitológicas da Igreja Católica, que se encontrava do outro lado da cidade. Imaginávamos que estivesse cheia de superstições, e que o povo estava quase escravizado pelos padres e as freiras".

Marcus, porém, começou a se surpreender, vistas as diferenças existentes entre as denominações protestantes.

Grodi estudava Engenharia em Case Western Reserve. "Passei três anos sem entrar numa igreja", declarou. "Eu estava envolvido numa convivência fraterna e tudo que lhe diz respeito. Finalmente no verão anterior ao meu último ano experimentei uma profunda renovação da minha fé mediante o testemunho de um amigo - o que representou uma guinada de 180º na minha vida".

Grodi voltou para a sua igreja luterana e achou que as palavras da Liturgia lhe significavam alguma coisa pela primeira vez. "Mas, quando considerei os bancos da igreja, vi estudantes de Escolas Superiores que eram como eu quando tinha a idade deles, a recitar palavras sem as compreender. Eu concluí então que o liturgicismo tradicional estava morto; ele produzia cristãos de nome apenas, quase destituídos de compreensão. Eu julguei que Deus queria ouvir algo de diferente, não as mesmas coisas cada domingo".

Uma vez formado, Grodi começou a trabalhar como engenheiro e como apóstolo da juventude. Escolheu o congregacionalismo. "Cada igreja congregacional é autônoma e pode decidir a respeito do que ela quer fazer. Ela pode redigir seu próprio Credo. É supreendente o que algumas igrejas congregacionais, de fato, crêem".

Em 1978,... Grodi entrou para o Gordon-Conwell Theological Seminary. Muito lucrou nos anos que ali viveu.

"Eu não rejeito meu fundo evangélico. Ele me levou de volta para Jesus Cristo. Colocou em meu coração o sincero desejo de lhe dar totalmente a minha vida. E creio que foi por causa desta convicção que agora eu sou católico. Mesmo o Seminário Gordon-Conwell, com seu zelo pela Sagrada Escritura e pela verdade (visto que era interdenominacional, evitava as questões controvertidas da Igreja Batista, da Metodista e da Presbiteriana), proporcionou a muitos de nós a ocasião de passarmos para a Igreja Católica".

Grodi voltou para a sua igreja congregacional com entusiasmo e convicção. Era uma igreja da Flórida: "Eu não estava lá nem seis meses quando percebi que havia algo menos bom no congregacionalismo. Mas eu não sabia indicar exatamento o que era".

Grodi entrou na Igreja Presbiteriana como pastor, mas as dúvidas continuaram. "Como poderia eu estar certo de que nossos pontos de vista presbiterianos estavam corretos em comparação com os de meus irmãos metodistas ou da Assembléia de Deus ou da Igreja de Cristo ou dos anglicanos - ou até dos católicos? Como poderia eu saber que a minha interpretação da Escritura era coerente com aquilo que Jesus Cristo realmente disse?

Eu queria ser fiel. Eu sabia que um dia compareceria diante de Jesus Cristo, meu Senhor, e teria que dar contas das almas das pessoas que dirijo. Eu tinha consciência de que devia ter certeza de que os meus ensinamentos eram verídicos e o meu procedimento era corrreto".

Grodi não podia ir pedir ajuda à chefia da Igreja Presbiteriana. "Eu tinha rejeitado quase todos os seus pontos de vista. A maioria deles era muito liberal. Deixavam muita coisa ao arbítrio de cada um. Nove sobre dez ofícios que chegavam ao meu escritório provenientes da chefia central, iam parar na cesta de papéis.

Não havia normas. Eu estava reinventando o fio condutor. Não teria sentido admitir que Jesus fundou uma Igreja e deixou tudo ao léu".

Grodi tentou voltar sua atenção para uma denominação mais conservadora, mas não se sentia à vontade com o que ele chamava o aspecto de escolha pessoal vigente entre as denominações protestantes. Renunciou então às suas funções de pastor e voltou para Case Western Reserve, com a intenção de conseguir o seu PhD em Biologia Molecular e depois associar ciência e religião no cultivo da Bioética. "Eu imaginava que acabaria sendo um professor de Genética ou de Ética em alguma Faculdade".

Não estava longe de terminar a sua tese doutoral quando numa manhã uma notícia de jornal lhe chamou a atenção: "O teólogo católico Scott Hahn fará uma palestra na paróquia local".

Teólogo católico Scott Hahn? "Havia oito anos que não nos víamos. Fui então ouvi-lo, escutei a sua gravação e li o livro "Catholicism and Fundamentalism" (Catolicismo e Fundamentalismo) de Karl Keating. Ao cabo de fazer estas três coisas, eu era um pato morto". Grodi pôs-se a ler os antigos Padres da Igreja e a história da Igreja. Ele tinha consciência de que não podia continuar a ser protestante. "Meu problema é que eu não podia me tornar católico. Havia coisas estranhas em demasia. Imagine que você foi protestante durante quarenta anos e se põe a considerar o Menino Jesus de Praga; este há de parecer muito estranho. Eu crescera com todos esses preconceitos. A Igreja Católica e a Máfia eram, para mim, a mesma coisa. Os católicos bebiam e fumavam".

Mas verifiquei que, se eu pudesse confiar na autoridade do magistério situado na cátedra de Pedro, tudo mais se assentaria em seu lugar certo. Foi o livro "Development of Christian Doctrine" (O Desenvolvimento da Doutrina Cristã) de Newman que me convenceu disto. E assim eu já era um católico".

Marcus Grodi foi recebido na Igreja Católica em 1993.

· A respeito do testemunho acima, observou o grande teólogo brasileiro dom Estêvão Bettencourt: "Muito interessante é o raciocínio final de Marcus Grodi. O critério que autentica a Igreja de Cristo ou a Igreja fundada por Cristo, não é a virtude ou o pecado dos seus membros, pois estes são criaturas oscilantes que, hoje virtuosos, amanhã podem vir a ser pecadores. O critério de autenticidade é a presença de Cristo na Igreja ou, mais explicitamente, a assistência prometida por Cristo à sua Igreja confiada a Pedro e seus sucessores (cf. Mt 16,16-19; 28,18-20; Jo 14,26; 16,13-15). Quem crê nesta promessa de Jesus, adere logicamente à Igreja Católica e sabe considerar o comportamento dos fiéis católicos dentro dos moldes da fragilidade humana (também existente entre os protestantes); há entre os católicos certamente belos testemunhos de santidade. O que importa, porém, é Cristo presente e atuante, e não a conduta dos homens fiéis ou infiéis a Cristo".

Visite o Site de Marcus Grodi (em inglês): http://www.chnetwork.org

Fonte: http://www.amigosdenossasenhora.hpg.ig.com.br/testemunho_de_marcus_grodi.htm

terça-feira, 15 de março de 2011

Vacilará a Igreja

"Vacilará a Igreja se vacila o seu fundamento, mas poderá talvez Cristo vacilar? Visto que Cristo não vacila, a Igreja permanecerá intacta até o fim dos tempos." Santo Agostinho

Católicos voltem pra casa - Um homem caiu num buraco

Católicos Voltem Para Casa - O Filme da Vida

O que está trazendo tantos católicos para casa? 1 parte

O que está trazendo tantos católicos para casa?

Entrevista com o fundador da campanha, Tom Peterson.

Por Andrea Kirk Assaf

Roma, 4 de maio de 2010 (Zenit)

Parte 1


Começou como uma simples conversão, um momento em que a alma abre-se para a misericórdia e a graça de Deus. A partir daí, o Espírito Santo, trabalhando através desta alma e dos talentos particulares dados por Deus, tem multiplicado e ricocheteado essa mensagem de conversão ao redor do mundo através de um apostolado na Nova Evangelização, trazendo centenas de milhares de católicos afastados e até não católicos, de volta para Roma.

A alma em questão é a de Tom Peterson, um ex-executivo de publicidade norte americano que colocou seus conhecimentos e experiência à serviço da Igreja com a criação de anúncios e de uma web site: “Católicos, voltem para casa!!!”

A Zenit conversou sobre o passado, presente e o futuro desta campanha com o fundador e presidente durante sua recente visita a Roma para participar de uma conferencia: “Se comunicando com a igreja: Identidade e Diálogo” na Pontifícia Universidade de Santa Cruz.

Zenit: Como o Espírito Santo te inspirou a começar este apostolado?

Peterson: Eu fui a um retiro há 13 anos que mudou minha vida, e em frente à Eucaristia eu conheci o Deus do universo. Eu o conheci antes, mas por causa das distrações do mundo secular, eu comecei a me focar nos trabalhos e em adquirir mais coisas. Através da misericórdia e graça de Deus ele me convidou a me entregar neste retiro e eu disse Sim e minha vida inteira mudou.

Então eu tive uma profunda experiência em frente à Eucaristia, como a conversão de Saulo para Paulo. Eu nunca tinha perdido uma missa antes, mas eu nunca prestava muita atenção. Eu pensava no trabalho, ás vezes no que eu iria almoçar, eu saía do estacionamento e vivia numa zona cinzenta, em um mundo secular de segunda a sábado, e então ia por uma hora á igreja no domingo.

Eu vivia em vida morna. E, quando cresci na fé, percebi o quanto eu ainda tinha de aprender.

Zenit: Depois disso foi um processo lento de mudança ou as coisas aconteceram rapidamente?

Peterson: Obviamente o Bom Pastor está sempre olhando por nós, nos direcionando, então as coisas aconteceram antes e depois do retiro. Mas tudo começou a acelerar depois do retiro, quando eu disse: “OK Senhor, eu quero fazer a Tua vontade, o que o Senhor quer de mim?” O primeiro desejo foi me aproximar dos sacramentos, com confissão frequente, Eucaristia frequente, e comecei a ler a Bíblia. Comecei a ir à missa diariamente, e pedi a Deus para servir. Uns meses depois eu tive dois sonhos: um foi sobre um bebezinho que era colocado em uma mala e sufocado por um travesseiro, e eu ficava removendo os braços que empurravam o travesseiro e abençoando a criança com o sinal da cruz. O segundo sonho foi em que eu produzia algum tipo de anuncio de evangelização católico. Os dois sonhos na verdade se tornaram reais: Virtue Media, o nosso apostolado pró-vida, nasceu após esta tarde em que Deus me chamou para isso, para proteger os bebês e as famílias pela santidade da vida produzindo comerciais de televisão que iriam ao ar em todo o país, e em muitos casos até em outros países no mundo, ajudando garotas grávidas e famílias pós-abortivas, e ensinando a santidade da vida. Chamamos este apostolado de virtuemedia.org

O Segundo sonho se tornou realidade quando a Diocese de Phoenix me chamou de volta em 1997 e disseram: ”O Santo Papa João Paulo II, para a Nova evangelização, gostaria de convidar os católicos inativos a voltarem para casa para o Jubileu, você nos ajudaria? ”Eu disse, “com certeza”, esse foi o cumprimento do meu sonho, e esse foi o chamado que tive no meu retiro, para usar os talentos que Deus me deu, não para meu próprio beneficio, mas sim para a Igreja.
Então eu disse, “Sim, com certeza”, e fizemos uma versão bem simplista do “Católicos, voltem para casa”, em 1997. Conseguimos um espaço na igreja por duas semanas e meia na Diocese de Phoenix e, miraculosamente, 3.000 pessoas voltaram para a Igreja. Eu calculei o quanto investimos e disse: “Ei, são U$10 por alma. Esse é um retorno incrível de investimento. ”Esse programa de uma hora há anos atrás foi refeito e se tornou um apostolado em tempo integral, fiel ao magistério da Igreja. Temos um excelente conselho de assessores, muitos clérigos, consultores de negócios, teólogos leigos, autores católicos notórios, palestrantes que nos deram conselhos e se certificaram que o nosso comercial soasse como ensinamentos.
Então fizemos os comerciais novamente, sob a nova forma de comerciais épicos, mostrando a universalidade da igreja ao redor do mundo, comerciais como “filmes”, em que as pessoas são levadas a um profundo relacionamento com Jesus e falando de sua divina misericórdia, testemunhos de pessoas que deixaram a igreja por varias razões e voltaram pra casa, e como, miraculosamente, os resultados eram cada vez mais cheios de graça. Fomos em 12 arquidioceses e dioceses nos Estados Unidos – Chicago, Seattle, de volta a Phoenix novamente – e enquanto ainda estamos trabalhando com dioceses para calcular as estatísticas finais, parece que mais ou menos 200.000 pessoas voltaram para sua fé ou se converteram, o que é uma grande benção, e a maioria das dioceses, com base nas estatísticas iniciais, tiveram um crescimento de 11%.

Zenit: Vocês coletam todas as estatísticas de retorno ou da formação de novos católicos influenciados pelos anúncios nessas dioceses?

Peterson: As dioceses fazem este trabalho, e às vezes eles chamam estatísticos para mostrarem se suas análises estão corretas. Eles olham os dados do censo, normalmente coletados das missas de outubro, e comparam com as contas da iniciativa “Católicos, voltem para casa”, então eles olham a diferença, depois de administrar o que talvez possa afetar os números. Então em Phoenix tivemos um crescimento de 12%; no Corpus Christi, 17,5% Até agora a média parece ter sido de 11% ao redor do país mostrando que não somente os católicos inativos voltaram a sua fé, mas para a nossa surpresa, não-católicos, protestantes e assim por diante, estão se convertendo para nossa fé depois de terem visto os anúncios, visitando o website e sendo tocados pelo Espírito Santo. Um jovem chamado Harrison estava inscrito em uma universidade protestante, mas já não sentia que sua fé estava profunda o suficiente, quando ele foi ao site “Católicos, voltem para casa” disse: “Isso é exatamente o que estava procurando”. Há um ano ele se converteu ao catolicismo, e agora está inscrito na Universidade Católica Ave Maria, na Flórida.

Uma outra história maravilhosa foi a de um homem chamado Adrian, do Colorado. Ele nasceu católico mas não se aprofundou na fé. Ele deixou essa fé e se tornou ateu, junto a sua esposa e seus filhos. Quando entrou no site “Católicos, voltem para casa”, e viu o anuncio épico que mostrava uma história linda e espiritual de todas as realizações da Igreja, as coisas fizeram sentido para ele. Quando ele ouviu: “Nós somos católicos, bem vindo de volta pra casa”, ele disse, “Senti como se o Espírito Santo tivesse me tocado, e eu tinha que conhecer mais”. Há um ano atrás ele voltou pra casa Católica com sua esposa e filhos e eles foram recebidos na Páscoa de 2010. Ele disse : “Eu costumava falar para as pessoas saírem da igreja, agora estou ensinando a fé católica para as pessoas e as trazendo de volta para a igreja”.

Zenit: Como pode um ateu olhar a “Católicos, voltem para casa”?

Peterson: Tentamos descobrir o porquê de estar no Colorado, mas não pensamos em nenhuma comunidade particular, então, obviamente através do Espírito Santo, enquanto surfava na internet ou enquanto ele estava em um restaurante e passou o comercial na TV. Não temos certeza, mas obviamente foi uma obra do espírito santo e não diretamente trabalho nosso, porque ele nos encontrou ao invés de nós encontrarmos ele.


Zenit: Vocês também vão ao ar em canais seculares?
Peterson: Em todo o tempo, de fato a maioria das vezes estamos no ar em canais seculares. Nossas estatísticas mostram que mais ou menos 1 milhão de pessoas de 80 nações diferentes viram o anuncio através do site, alguns até no Oriente Médio. Normalmente esperamos pessoas da Itália e Irlanda nos assistirem porque eles ao menos são conhecidos como países católicos, mas quando pessoas do Qatar ou outro país que não é tradicionalmente católico nos assiste, parece um milagre. Então é assim que a internet funciona, como uma mensagem viral indo pelo mundo inteiro onde um amigo ou membro da família talvez tenha visto ou ouvido algo sobre um email e quem sabe isso se difunda dessa maneira, ou através de vários mecanismos de busca na internet, ou facebook, mídia social, blogs, as pessoas acabam tropeçando na gente.

Mas a grande maioria das pessoas que ouvem a mensagem de esperança e redenção no amor de Jesus por eles os vê no canal secular. Nós normalmente colocamos no ar os anúncios por seis meses em determinada diocese, de forma pesada para que a média de pessoas assistam duas ou três vezes ao dia. Temos 25 anúncios diferentes, com vários testemunhos, temos o “filme” e o “épico” em diferentes tamanhos e diferentes línguas. Tipicamente, do advento, passando pelo final do ano, ano novo até a quaresma, colocamos no ar esses anúncios várias vezes. Noventa por cento das pessoas na área de cobertura da televisão assistem aos anúncios duas ou três vezes por dia e quando a campanha acaba tem muito burburinho na mídia secular, muitas discussões em bares e salões de beleza, no trabalho, todo mundo viu os anúncios e estão falando deles. Protestantes, católicos, ex-católicos, muçulmanos, judeus, mídia secular... isso abre um dialogo positivo.

De forma maravilhosa, rodamos os testes antes dos anúncios irem ao ar em nosso grupo de pessoas que será nossa amostra, foi demostrado que as pessoas com frequência vinham ao grupo de estudos com uma impressão negativa sobre o catolicismo e a igreja católica, sendo eles protestantes, ex-católicos, ou mesmo católicos praticantes, e pessoas sem fé...mas depois de verem o comercial uma vez, 76% dos pesquisados pelo grupo de foco diziam: “Eu acho que é uma mensagem muito positiva, gostei muito”. Esses dados são uma aprovação muito forte, e as empresas de Hollywood que se especializaram em testes para trailers de filmes e introdução de produção nos disseram: “Vocês tem um sucesso, pegaram o tigre pela cauda, então lancem isso”. Tivemos mais algumas perguntas de acompanhamento , que são provavelmente mais importantes: “Agora que você viu os anúncios, você consideraria voltar para a igreja?” – se eles fossem católicos afastados, e se fossem não-católicos, protestantes, ou quem sabe, agnósticos: “Você consideraria olhar para a fé católica? Miraculosamente 53% de ambos os grupos disseram sim, eu levaria isso em consideração.
Então, estamos aprendendo muito com essa comunicação, de forma profissional, usando os dons dados por Deus, e os nossos primeiros frutos, da mesma maneira os anunciantes seculares colocaram uma mensagem para o mundo , “Podemos fazer o trabalho de Deus pela Nova Evangelização que o Papa João Paulo II tanto falou”. Ele chamou os leigos através da Encíclica “Christi Fidelis Laici" para viver e servir à igreja em nossas ocupações. Quando combinamos conhecimento e experiência com os talentos que Deus nos deu , no mundo secular com a fé e a oração guiada pelo Santo Espírito, os frutos nascem como milagres, como esse apostolado e seus resultados.

Tradução: Thais Silfer
Revisão: Cezar Martins Fiorio

quinta-feira, 10 de março de 2011

Versos que eu nunca vi

Versos que eu nunca vi
por Marcus Grodi

Uma das experiências mais comuns dos Protestantes convertidos a Igreja Católica é a de descobrir os versos “Nunca visto”. Mesmo após anos estudando, pregando e ensinando a Bíblia, às vezes de capa a capa, de repente um verso “Nunca visto” aparece como por um passe de mágica e acontece um “Ah!?”, como se a mente se abrisse, uma mensagem que muda a vida espiritual toda “despenca”! Às vezes somente a constatação de uma alternativa, um significado mais claro de um verso conhecido, mas muitas vezes, com alguns dos versos mencionados abaixo, eles literalmente aparecem como se algum Católico tivesse sorrateiramente colocado aquele verso ali no texto de algum jeito durante a noite!

A lista destes surpreendentes versos é sem fim, depende especialmente da tradição religiosa do convertido, mas a seguir estão alguns versos chave que mudaram a direção do meu coração em direção de volta para casa. Este artigo é uma reedição do tópico que escrevi em 31 de Julho de 2006 e que foi ao ar no programa “The Journey Home” (A jornada para casa) pela rede EWTN de TV.

1. Provérbios 3, 5-6

Que teu coração deposite toda a sua confiança no Senhor! Não te firmes em tua própria sabedoria! Sejam quais forem os teus caminhos, pensa nele, e ele aplainará tuas sendas.

Desde que eu tive meu novo despertar (leia-se experiência de “Nascer de novo”) na idade de 21 anos, este provérbio tem sido meu “verso de vida”. Ele tornou-se um verdadeiro guia para todos os aspectos de minha vida e ministério, mas então durante meus nove anos como pastor presbiteriano, eu me tornei desesperadamente frustrado pela confusão do protestantismo. Eu amava Jesus e acreditava que a Palavra de Deus era a única digno de confiança e infalível regra de fé. Assim como vários dos não pastores presbiterianos e leigos que eu conhecia: Metodistas, Batistas, Luteranos, Pentecostais, Congregacionistas, etc., etc., etc... O problema era que nós todos terminávamos com diferentes conclusões, muitas vezes radicalmente diferentes a partir dos mesmos versos. Como fica então “Confie no Senhor com todo o seu coração”? Como você pode ter certeza que você não está “inclinando-se para seu próprio entendimento”? Nós todos temos diferentes opiniões e listas de exigências. Um verso que eu sempre confiei de repente se torna nebuloso, imensurável e inatingível.

2. I Timóteo 3, 14-15

Escrevo-te estas coisas, embora espere ir logo ter contigo. Caso, porém, eu demore, já estarás sabendo como deves proceder na casa de Deus, que é a Igreja de Deus vivo, coluna e fundamento da verdade.

Scott Hahn empurrou-me este ai sobre mim. “Então Marc, qual é a coluna e fundamento da verdade?” Eu respondi “A Bíblia claro.” “É mesmo? Mas o que a Bíblia diz?” “O que você quer dizer?” Quando ele me disse para dar uma olhada nestes versos, isso foi como se eles tivessem de repente aparecido do nada, fiquei com o queixo caído. A Igreja!? Não é a Bíblia? Isso sozinho mexeu com minha mente e essencialmente minha vida inteira; a questão de qual Igreja era essa era uma que eu não estava pronto para abordar.



3. II Timóteo 3, 14-17
Quanto a ti, permanece firme naquilo que aprendeste e aceitaste como verdade. E sabes de quem o aprendeste! Desde criança conheces as Escrituras Sagradas. Elas têm o poder de te comunicar a sabedoria que conduz à salvação pela fé no Cristo Jesus. Toda Escritura é inspirada por Deus e é útil para ensinar, para argumentar, para corrigir, para educar conforme a justiça. Assim, a pessoa que é de Deus estará capacitada e bem preparada para toda boa obra.
Versos 16-17 sempre foram os textos que eu e outros nos voltávamos para afirmar nossa crença na Sola Scriptura, então por isso rapidamente voltei minha atenção para eles. Entre várias coisas, três coisas importantes tornaram-se muito claras pela primeira vez: (1) Quando Paulo usava o termo “Escritura” nestes versos, ele podia simplesmente falando sobre o que nós chamamos de Velho Testamento. O Cânon do Novo Testamento não seria estabelecido pelos próximos 300 anos! (2) “Toda” escritura não quer dizer “somente” a escritura nem especificamente o que nós temos em nossas bíblias modernas. E (3), a ênfase no contexto dos versos (versos 14-15) é a confiabilidade da tradição oral que Timóteo tinha recebido de sua mãe e de outros, não somente Sola Scriptura!

4. II Tessalonicenses 2, 15

Portanto, irmãos, ficai firmes e guardai cuidadosamente os ensinamentos que vos transmitimos, de viva voz ou por carta.

Esta foi outra “palavra difícil de lidar” Scott simplesmente jogou estes versos no meu colo. As tradições (me atrevo a dizer, tradições) que estes primeiros Cristãos não somente se agarravam as cartas escritas e evangelhos que iriam eventualmente se tornar o Novo Testamento, mas a tradição oral. E ainda muito mais significante, o contexto das cartas de Paulo indicam que isso era normal dele, o modo preferido de passar adiante “o que ele tinha recebido” era oralmente; suas cartas escritas foram acidentais, algumas vezes sem planejar, lidando com problemas imediatos – deixando sem ser dito muita coisa do que ele tinha aprendido por meio do ensino oral.



5. Mateus 16, 13-19

Jesus foi à região de Cesaréia de Filipe e ali perguntou aos discípulos: “Quem é que as pessoas dizem ser o Filho do Homem?” Eles responderam: “Alguns dizem que és João Batista; outros, Elias; outros ainda, Jeremias ou algum dos profetas”. “E vós”, retomou Jesus, “quem dizeis que eu sou?” Simão Pedro respondeu: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”. Jesus então declarou: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi carne e sangue quem te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. Por isso, eu te digo: tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e as forças do Inferno não poderão vencê-la. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus”.

Tem tanta coisa para discutir nestes versos, tanta coisa que eu nunca vi antes. Eu sempre soube que os Católicos usavam isto para discutir sobre a autoridade Petrina, mas eu não estava convencido. Por ingênua ignorância, as palavras em Inglês “Pedro” e “Rocha” (em português ainda temos a palavra “Pedra”) são tão diferentes que é obvio que Jesus estava se referindo a fé que Simão Pedro tinha recebido como um presente do Pai. Para os mais estudiosos estudantes seminaristas de educação bíblica, como eu mesmo, eu sabia que atrás do Inglês havia o Grego, onde alguém descobriu que Pedro é a tradução de petros, significa pedrinha, e pedra é a tradução de petra, pedra grande. Outra vez uma obvia falta de ligação, por isso por anos eu acreditava e ensinava especificamente contra a autoridade Petrina. Então, através da leitura do maravilhoso livro de Karl Keating, Catolicismo e Fundamentalismo, eu descobri as implicações de uma coisa que eu sabia todo este tempo: por trás do grego estava o Aramaico que Jesus originalmente falava, e cujas palavras Pedro e Rocha eram idênticas – kepha. Uma vez que eu vi que Jesus tinha dito essencialmente “Você é kepha e eu irei construir minha Igreja sobre esta kepha. Eu sabia que eu estava com problemas.

6. Apocalipse 14, 13

Ouvi, então, uma voz vinda do céu, que dizia: “Escreve: Ditosos os mortos, os que desde agora morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, que eles descansem de suas fadigas, pois suas obras os acompanham.”

Por anos, como um pregador Calvinista, eu recitei este verso em cada funeral. Eu acreditava e ensinava sola fide (somente a fé) e não levava em conta as obras no processo de nossa salvação. Mas então, depois do meu último funeral servindo como ministro, um membro da família do defunto me encurralou. Ele perguntou me, com a voz estremecida “O que você quis dizer com as obras de Bill o acompanhavam” eu não me lembro qual foi minha resposta, mas esta foi a primeira vez que eu tomei consciência do que eu tinha dito. Isto foi o inicio de um longo estudo sobre o que o Novo Testamento e em seguida os Padres da Igreja ensinavam sobre a misteriosa, mas necessária sinérgica conexão entre nossa fé e nossas obras.



7. Romanos 10, 14-15
Porém, como invocarão aquele em quem não têm fé? E como crerão naquele de quem não ouviram falar? E como ouvirão falar, se não houver quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados?
Eu sempre usei estes versos para defender a importância principal de pregar e porque eu, por esta razão, tinha desistido de minha carreira como engenheiro pelo seminário e o grande privilégio que é tornar-se um pregador do Evangelho. Eu nunca tinha me importado com a ultima frase sobre a necessidade se ser “enviado”, porque eu podia apontar para minha ordenação onde um grupo de ministros locais, presbíteros, diáconos e leigos impuseram suas mãos sobre minha cabeça suada enviando-me no Nome de Jesus. Mas então, em primeiro lugar através da leitura da historia e dos escritos dos Padres da Igreja e segundo da releitura das escrituras desta vez dentro do contexto das Cartas de Paulo, eu percebi que Paulo enfatizava a necessidade de ser “enviado” porque o que levou o a escreve suas cartas foi combater o negativo e heréticas influencias de se autonomear como falso mestre. Eu nunca tinha pensado em mim como um falso mestre, mas com que autoridade estas pessoas tinham me enviado? Quem enviou elas? Por isso tudo eu percebi a importancia da sucessão Apostólica (daqueles que haviam sido enviados).

8. Joao 15, 4 e 6, 56
Permanecei em mim e eu permanecerei em vós. O ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira. Assim também vós: não podeis tampouco dar fruto, se não permanecerdes em mim. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele.
Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. O livro da bíblia que eu mais pregava era o Evangelho de João e seção de João 15 era a que eu mais me atia, a analogia da videira e dos ramos. Eu bombardeava minha congregação com a necessidade de “esperar” ou “permanecer” em Cristo. Mas o que isso significa? Eu sempre tinha uma resposta, mas quanto eu vi “pela primeira vez” o único verso onde Jesus define claramente o que nós devemos fazer para permanecer Nele, eu fiquei chocado. “Aquele que come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele”. Isto levou me a estudar um barco lotado de versos em João 6 “Eu nunca tinha visto antes”, e no final, quando isso aconteceu eu aceitei Jesus em Sua palavra na Eucaristia, Eu só tinha uma resposta: “Para onde mais podemos nós ir? Só tu tem palavras de vida eterna”.
9. Colossenses 1, 24

Alegro-me nos sofrimentos que tenho suportado por vós e completo, na minha carne, o que falta às tribulações de Cristo em favor do seu Corpo que é a Igreja.

Eu não sei se eu propositadamente evitei esta passagem ou simplesmente cego ele me passou despercebido, mas pelos primeiros 40 anos de minha vida eu nunca tinha visto este verso e para ser honesto, quando eu finalmente o vi, eu ainda não sabia o que fazer com ele. Nada em minha experiência com Luteranos, Congregacionistas ou Presbiterianos me ajudaram a entender como eu ou qualquer um poderia de regozijar no sofrimento e especialmente porque era necessário algo completar o sofrimento de Cristo: nada esta faltando! O sofrimento de Cristo, morte e ressurreição eram suficientes e completos. Dizer algo menos que isso era atacar a total onipotência da graça soberana de Deus. Mas então novamente foi o apostolo Paulo falando infalivelmente nas infalíveis Escrituras que nós devíamos imita-lo como ele imitou Jesus. Isto me levou a ler a Encíclica do Papa João Paulo II sobre o significado do sofrimento para abrir meus olhos para a misteriosa beleza do redentor sofrimento.

10. Lucas 1, 46-49

E Maria disse: Minha alma glorifica ao Senhor, meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador, porque olhou para sua pobre serva. Por isto, desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações, porque realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo.

Por último o mais difícil obstáculo de se superar para muitos protestantes convertidos: a nossa Mãe Maria Santíssima. A maior parte da minha vida, o único lugar que Maria entrou em cena foi no Natal, e ouso dizer, como uma estátua! Mas nunca me referi a ela como "Bem-aventurada". Todavia, a Escritura diz que todas as gerações a chamarão bem-aventurada. Porque não eu? Isso me levou a ver outros versos, pela primeira vez, incluindo João 17, onde a partir da cruz, Jesus dá sua mãe para que João cuidasse dela, ao invés de qualquer um dos seus supostos irmãos, e pela graça foi que eu comecei, na imitação do meu Senhor e Salvador e eterno irmão Jesus a reconhecê-la, também, como minha mãe amorosa.

The Coming Home Network International PO Box 8290, Zanesville, OH 43702 (740) 450-1175 www.chnetwork.org
Texto traduzido por: Cezar Martins Fiorio

Kyrie Eleison - Comunidade Católica Shalom