Quem é a Pedra: Jesus ou Pedro?
Por Karl Keating
Fonte: Veritatis Splendor
O diálogo a seguir ilustra muito bem um debate entre um católico e um protestante quando este argumenta que a “Pedra” citada por Jesus em Mt 16,18 jamais poderia referir-se a Pedro, mas sim ao próprio Jesus, uma vez que as Sagradas Escrituras em muitas passagens identifica Jesus como a “rocha”, a “pedra angular”.
Antes de apresentar o diálogo, a Barca de Jesus observa que embora na maioria das passagens bíblicas “pedra” ou “rocha” realmente se refira a Jesus, existem exceções. O próprio Jesus que disse ser a “Luz do Mundo” (Jo 8,12) disse aos apóstolos que também eles deveriam ser “Luz do Mundo” (Mt 5,13). Além da passagem de Mt 16,18 onde a “pedra” referida não se trata de Jesus, como veremos claramente no diálogo abaixo, temos também, por exemplo, Is 51,1-2 (a “pedra” é Abraão) e 1Pd 2, 4-5 (“pedras vivas” é Jesus e também são os cristãos).
O fato de Jesus aplicar a Pedro uma figura que a Bíblia exaustivamente aplica a Jesus, bem mostra a intenção de Jesus em fazer de Pedro um representante de Cristo na terra. O que, por sinal, Ele confirmou explicitamente ao dar autoridade a Pedro não apenas de ligar e desligar na terra, mas também no Céu. Vamos, então, ao diálogo:
Protestante:
Em grego, a palavra para pedra é petra, que significa uma rocha grande e maciça. A palavra usada como nome para Simão, por sua vez, é petros, que significa uma pedra pequena, uma pedrinha.
Católico:
Na verdade, todo este discurso é falso. Como sabem os conhecedores de grego (mesmo os não católicos), as palavras petros e petra eram sinônimos no grego do primeiro século. Elas significaram “pequena pedra” e “grande rocha” em uma velha poesia grega, séculos antes da vinda de Cristo, mas esta distinção já havia desaparecido no tempo em que o Evangelho de São Mateus foi traduzido para o grego. A diferença de significados existe, apenas, no grego ático, mas o NT foi escrito em grego Koiné – um dialeto totalmente diferente. E, no grego koiné, tanto petros quanto petra significam “rocha”. Se Jesus quisesse chamar Simão de “pedrinha”, usaria o termo lithos. (para a admissão deste fato por um estudioso protestante, veja D. Carson, The expositors Bible Commentary [Grand Rapids: Zondervan, 1984], Frank E. Gaebelein, ed., 8: 368).
Porém, ignorando a explicação, insiste o protestante:
Vocês, católicos, por desconhecerem o grego, pensam que Jesus comparava Pedro à rocha. Na verdade, é justamente o contrário. Ele os contrastava. De um lado, a rocha sobre a qual a Igreja seria construída: o próprio Jesus (“e sobre esta PETRA edificarei a Minha Igreja”). De outro, esta mera pedrinha (“Simão tu és PETROS”). Jesus queria dizer que ele mesmo seria o fundamento da Igreja, e que Simão não estava sequer remotamente qualificado para isto.
Católico:
Concordo que devemos ir do português para o grego. Mas, com certeza, você concordará que, igualmente, devemos ir do grego para o aramaico. Como você sabe, esta foi a língua falada por Jesus, pelos apóstolos e por todos os judeus da Palestina. Era a língua corrente da região.
Muitos, talvez a maioria, soubessem grego, pois esta era a língua franca do Mediterrâneo. A língua da cultura e do comércio. A maioria dos livros do NT foi escrita em grego, pois não visavam apenas os cristãos da Palestina, mas de outros lugares como Roma, Alexandria e Antioquia, onde o aramaico não era falado.
Sabemos que Jesus falava aramaico devido a algumas de suas palavras que nos foram preservadas pelos Evangelhos. Veja Mt 27,46, onde ele diz na cruz, “Eli, Eli, Lama Sabachtani”. Isto não é grego, mas aramaico, e significa, “meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste?”
E tem mais: nas epístolas gregas de S. Paulo (por 4 vezes em Gálatas e outras 4 vezes em 1Coríntios), preservou-se a forma aramaica do novo nome de Simão. Em nossas bíblias, aparece como Cefas. Isto não é grego, mas uma transliteração do aramaico Kepha (traduzido por Kephas na forma helenística).
E o que significa Kepha? Uma pedra grande e maciça, o mesmíssimo que petra. A palavra aramaica para uma pequena pedra ou pedrinha é evna. O que Jesus disse a Simão em Mt 16,18 foi “tu és Kepha e sobre esta kepha construirei minha igreja.”
Quando se conhece o que Jesus disse em aramaico, percebe-se que ele comparava Simão à rocha; não os estava contrastando. Podemos ver isto, vividamente, em algumas versões modernas da bíblia em inglês, nas quais este versículo é traduzido da seguinte forma: ‘You are Rock, and upon this rock I will build my church’. Em francês, sempre se usou apenas pierre tanto para o novo nome de Simão, quanto para a rocha.
Protestante:
Se kepha significa petra, porque a versão grega não traz “tu és Petra e sobre esta petra edificarei a minha Igreja”? Por que, para o novo nome de Simão, Mateus usa o grego Petros que possui um significado diferente do petra?
Católico:
Porque não havia escolha. Grego e aramaico têm diferentes estruturas gramaticais. Em aramaico, pode-se usar kepha nas duas partes de Mt 16,18. Em grego, encontramos um problema derivado do fato de que, nesta língua, os substantivos possuem terminações diferentes para cada gênero.
Existem substantivos femininos, masculinos e neutros. A palavra grega petra é feminina. Pode-se usá-la na segunda parte do texto sem problemas. Mas não se pode usá-la como o novo nome de Simão, porque não se pode dar, a um homem, um nome feminino. Há que se masculinizar a terminação do nome. Fazendo-o, temos Petros, palavra já existente e que também significava rocha. (Obs da Barca de Jesus: Estrutura semelhante ocorre na língua portuguesa: Pedro e pedra.)
Por certo, é uma tradução imperfeita do aramaico; perdeu-se parte do jogo de palavras. Mas, em grego, era o melhor que poderia ser feito.
Além da evidência gramatical, a estrutura da narração não permite uma diminuição do papel de Pedro na Igreja. Veja a forma na qual se estruturou o texto de Mt 16,15-19. Jesus não diz: “Bendito és tu, Simão. Pois não foi nem a carne nem o sangue que te revelou este mistério, mas meu Pai, que está nos céus. Por isto, eu te digo: és uma pedrinha insignificante, e sobre a rocha edificarei a minha Igreja. … Eu te darei as chaves do reino dos céus.”
Ao contrário, Jesus abençoa Pedro triplamente, inclusive com o dom das chaves do reino, mas não mina a sua autoridade. Isto seria contrariar o contexto. Jesus coloca Pedro como uma forma de comandante ou primeiro ministro abaixo do Rei dos Reis, dando-lhe as chaves do Reino. Como em Is 22,22, os reis, no AT, apontavam um comandante para os servir em posição de grande autoridade, para governar sobre os habitantes do reino. Jesus cita quase que verbalmente esta passagem de Isaías, o que torna claríssimo aquilo que Ele tinha em mente. Ele elevou Pedro como a figura de um pai na família dos cristãos (Is 22,21), para guiar o rebanho (Jo 21,15-17). Esta autoridade era passada de um homem para outro através dos tempos pela entrega das chaves, que se usavam sobre os ombros em sinal de autoridade. Da mesma forma, a autoridade de Pedro foi transmitida, nestes dois mil anos, através do papado.
"Onde está Cristo Jesus, aí está a Igreja Católica" S. Inácio de Antioquia (35 - 110 d.C.)
quarta-feira, 12 de junho de 2013
quinta-feira, 6 de junho de 2013
Com a Sé Romana devem estar em comunhão os cristãos do mundo inteiro
Escrito por Alessandro Lima
O Papa Bento XVI na Audiência Geral celebrada na Praça de São Pedro no dia 28/03/2007 (1) deu continuidade à sua catequese sobre os Padres Apostólicos, apresentando na oportunidade Santo Ireneu, Bispo de Lião (França).
Santo Ireneu (2), foi discípulo pessoal de São Policarpo, Bispo de Esmirna (Turquia), que por sua vez foi discípulo pessoal de São João Apóstolo e Evangelista. Desta forma, Santo Ireneu recebeu de São Policarpo o Depósito da Fé que lhe fora confiado por São João Apóstolo.
Por que o Papa tem falado em suas conferências sobre os Padres Apostólicos? Ora, a razão é muito simples. Foram eles que receberam a Doutrina do Evangelho dos próprios apóstolos ou de seus sucessores diretos; e o receberam de viva voz. Daí a importância de seus ensinamentos e testemunhos. Este é o mesmo Depósito da Fé (Depositum Fidei) que São Paulo confiou a seu discípulo Timóteo (cf. 2Tm 2,12-14), já que os Apóstolos não pregavam uma doutrina pessoal, mas a Verdade única ensinada por Cristo Nosso Senhor.
Assim, a Revelação é a comunicação da Verdade, oriunda não do próprio homem, mas de Deus que se revela extrinsecamente. E a Fé é a adesão do intelecto humano a esta Verdade Revelada. Os Santos Profetas não comunicaram experiências pessoais, e nem as mandaram praticar. Comunicaram a Verdade que Deus lhes manifestou e mandaram que o povo lha desse obsequioso assentimento. Da mesma foram agiram os Santos Apóstolos e foi através da inteligência que os cristãos chegaram à Fé.
Doutrina pessoal ensinaram os hereges (gnósticos, donatistas, montanistas, jansenistas, milenaristas, arianos, cátaros e etc). Para eles a Revelação é fruto de uma manifestação de Deus no interior de cada homem e esta não comunica a Verdade, mas o próprio Deus. A doutrina que ensinavam, não vinha da Igreja, não vinha do Depósito da Fé, mas de suas “experiências”, pois só elas podiam comunicar a Verdade. Por esta concepção da Revelação, não aceitavam o ensino da Igreja, tinham uma exegese própria das Escrituras e negavam a Tradição dos Apóstolos (Depósito da Fé).
A História da Fé registra como eram discordantes doutrinariamente as Heresias e como rogavam para si serem a Voz autêntica da Verdade. Como poderiam ter unidade de doutrina (cf. Ef 4,5) se seus ensinamentos vinham de uma “experiência pessoal?”. Como poderiam ser a Voz da Verdade, se o que ensinavam não vinha da Revelação?
Como os Padres Apostólicos combatiam as doutrinas heréticas? Combatiam-nas mostrando o Depósito da Fé que a eles foi confiado pelos próprios Apóstolos. Mostravam que o Evangelho que foi espalhado por todo o mundo era diverso daquela doutrina pregada pelos os hereges. Estes grandes defensores da ortodoxia (=fé ou doutrina verdadeira) cristã combatiam as heresias relembrando os cristãos a Memória, o Legado, o Depósito da Fé que os Apóstolos deixaram.
Ora, não vivemos tempos igualmente difíceis? Nesta época de surgimento constante de doutrinas divergentes oriundas de toda sorte de profetismo e subjetivismo bíblico, negação dos ensinamentos orais dos apóstolos (cf. 2Ts 2,15), e das dúvidas que o mundo naturalista/materialista impõe à Fé, o remédio não pode ser outro daquele já aplicado no passado e cuja eficácia foi registrada na História da Fé: o retorno dos cristãos ao Depósito da Fé.
Santo Ireneu, que foi o primeiro teólogo da Igreja da Era pós-apostólica, em seu tempo (séc. II) combateu o perigo da Gnose (3), já denuncia pelo Apóstolo Paulo (1Tm 6,20). Ele depois de relembrar a doutrina ensinada por Policarpo, Pápias, Inácio, Clemente e outros discípulos diretos dos apóstolos, sabiamente conclui que somente na Sucessão dos Apóstolos é que o Depósito da Fé foi conservado fielmente pela Graça do Espírito Santo, cumprindo a promessa de Cristo de que as portas do inferno jamais prevalecerão contra a Igreja (cf. Mt 16,18).
A promessa do Senhor vem logo após Ele ter mudado o nome de Simão para Kepha (4), que no aramaico é pedra ou rocha, cuja variante grega é Petrus. Simão era agora o chefe visível de toda Igreja (cf. Jo 21,15-17;) e dos Apóstolos (cf. Lc 22,31-32), a autoridade firme (=rocha) que não podia balançar ao sabor dos ventos de qualquer doutrina (cf. Ef 4,14).
Por esta razão Santo Ireneu, um dos guardiões do Depósito dos Apóstolos, na defesa da Verdadeira Fé contra os erros dos hereges, de forma magistral conclui aos cristãos de sua época:
"Portanto, a tradição dos apóstolos [=depósito da fé], que foi manifestada no mundo inteiro, pode ser descoberta e toda igreja por todos os que queiram ver a verdade. Poderíamos enumerar aqui os bispos que foram estabelecidos nas igrejas pelos apóstolos e seus sucessores até nós; e eles nunca ensinaram nem conheceram nada que se parecesse com o que essa gente [os hereges] vai delirando. [...] Mas visto que seria coisa bastante longa elencar numa obrar como esta, as sucessões de todas as igrejas, limitar-nos-emos à maior e mais antiga e conhecida por todos, à igreja fundada e constituída em Roma, pelos dois gloriosíssimos apóstolos, Pedro e Paulo, e, indicando a sua tradição recebida dos apóstolos e a fé anunciada aos homens, que chegou até nós pelas sucessões dos bispos, refutaremos todos os que de alguma forma, quer por enfatuação ou vanglória, que por cegueira ou por doutrina errada, se reúnem prescindindo de qualquer legitimidade. Com efeito, deve necessariamente estar de acordo com ela, por causa da sua origem mais excelente, toda a igreja, isto é, os fiéis de todos os lugares, porque nela sempre foi conservada, de maneira especial, a tradição que deriva dos apóstolos" (Contra as Heresias, III,3,1-2, Santo Ireneu Bispo de Lião, + ou - 202 d.C).
Onde estavam os cristãos ortodoxos antes do Cisma de 1054? Onde estavam os protestantes antes de surgirem no séc. XVI? Por acaso não estavam todos na casa paterna, em Roma, de acordo e em comunhão com o Papa? Bem sabeis que sim!
Grande insensato é aquele que diz retornar à Fé primitiva sem confessar a Fé dos primeiros cristãos e que toma para si mestres que não foram instituídos através da Sucessão regular dos Santos Apóstolos.
Feliz o filho pródigo que reconhecendo seu erro voltou à casa do Pai enquanto era tempo.
Notas
(1) http://www.acidigital.com/noticia.php?id=9574
(2) http://www.veritatis.com.br/article/1146
(3) Gnose = Ciência. Esta heresia negava que a matéria era boa e ensina que o espírito só estaria livre se dela se libertasse. Ensinavam os gnósticos que o Deus do AT era um deus decaído, criador do mundo (por isso a matéria era ruim) e que Cristo é o enviado do deus bom, que procura nos ensinar como se libertar da carne e dar felicidade ao espírito.
(4) Toda mudança de nome registrada na Escritura tem um forte significado teológico. Deus altera o nome de para Abraão, fazendo deste o Pai de muitas as nações. Cristo altera o nome de Simão para Kepha, instituindo chefe visível de toda Igreja. É por Kepha (Cefas aportuguesado) que São Paulo dá preferência ao se referir a Pedro.
fonte: http://www.veritatis.com.br/apologetica/igreja-papado/516-com-a-se-romana-todos-os-cristaos-devem-estar-em-comunhao
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terça-feira, 4 de junho de 2013
A Igreja Católica foi fundada por Constantino?
A Igreja Católica foi fundada por Constantino?
Após a morte do imperador Galério o poder ficou dividido entre Maxênico que se intitulou imperador; e Constantino, aclamado como imperador pelos soldados. Os dois ambicionavam pelo poder absoluto, tal luta se encerrou no dia 28 de outubro de 312, com a vitória de Constantino junto à Ponte Mílvia. Ocorre que Constantino viu no céu uma cruz com a inscrição "In hoc signo vinces" - "Com este sinal vencerás" - este foi um marco para sua conversão, que não se deu de uma hora para outra, foi batizado somente em 337, no fim de sua vida.
Em 313 deu liberdade de culto aos cristãos com o chamado Edito de Milão : "Havemos por bem anular por completo todas as retrições contidas em decretos anteriores, acerca dos cristãos - restrições odiosas e indignas de nossa clemência - e de dar total liberdade aos que quiserem praticar a religião cristã". Era Papa Melcíades, que se tornou São Melcíades, o 32º Papa, tendo Pedro como o 1º. Assim não há que se falar que Constantino é o fundador da Igreja de Cristo, ele apenas deu liberdade aos cristãos, acabando com dois séculos e meio de perseguição e martírio.
Então quem fundou a Igreja Católica?
Foi o próprio Senhor Jesus Cristo.
A palavra igreja deriva de outra palavra grega que significa assembléia convocada. Neste sentido a Igreja é a reunião de todos os que respondem ao chamado de Jesus:
"...ouvirão a minha voz, e haverá um só rebanho e um só pastor" (Jo 10,16).
Jesus Cristo tinha intenção de fundar uma Igreja, a prova bíblica de sua intenção, encontramos em (Mt 16,18): "Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela".
Outras passagens são também importantes para constatarmos o propósito de Jesus em fundar a Igreja:
A escolha dos doze apóstolos:
- Depois subiu ao monte e chamou os que ele quis. E foram a Ele. Designou doze entre eles para ficar em sua companhia". (Mc 3,13-14).
- A escolha precisa de doze apóstolos tem um significado muito importante. O Senhor lança os fundamentos do novo povo de Deus. Doze eram as tribos de Israel, surgidas dos doze filhos de Jacá; doze foram os apóstolos para testemunhar a continuidade do Plano de Deus por meio da Igreja.
A Última Ceia
- "Tomou em seguida o pão e, depois de ter dado graças, partiu-o e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim. Do mesmo modo tomou também o cálice, depois de cear, dizendo: Este é o cálice da nova aliança em meu sangue, que é derramado por vós..." (Lc 22,19-20).
- Assim como era costume para os judeus, Jesus também reuniu os seus apóstolos para celebrar a páscoa. Durante esta cerimônia foi celebrada a última ceia. Jesus se apresenta como o novo e verdadeiro cordeiro, dá aos seus seguidores o alimento do Seu corpo e sangue.
- As palavras "fazei isto em memória de mim" apresentam o distintivo do novo povo de Deus. Deste modo, a última ceia passou a ser o alicerce e o centro da vida da Igreja que estava nascendo. Afinal, por meio da ceia o Senhor se torna de um modo mais forte presente entre o seu povo.
- E, finalmente, segundo Santo Agostinho, a Igreja começou "onde o Espírito Santo desceu do céu e encheu 120 pessoas que se encontravam na sala do Cenáculo". O derramar do Espírito, em Pentecostes, foi como a inauguração oficial da Igreja para o mundo.
Estamos vivendo um momento do cristianismo onde muitas igrejas são criadas a cada momento :
Os luteranos foram fundados por Martinho Lutero em 1524.
Os anglicanos pelo rei Henrique VIII em 1534, porque o Papa não havia permitido seu divórcio para se casar com Ana Bolena.
Os presbiterianos por John Knox em 1560.
Os batistas por John Smith em 1609.
Os metodistas por John wesley em 1739 quando decidiu separar-se dos anglicanos.
Os adventistas do sétimo dia começaram com Guilherme Miller e Helen White no século passado.
A congregação cristã do Brasil fundada por Luigi Francescom em 1910.
As assembléias de Deus têm sua origem no despertar pentecostal de 1900 nos EUA. Muitas pessoas saíram de diferentes igrejas evangélicas para formar novas congregações pentecostais. Em 1914 mais de cem destas novas igrejas se juntaram para formar esta nova organização religiosa.
A igreja do evangelho quadrangular foi fundada na década de 20 pela missionária canadense Aimeé Semple McPathersom, que passou da igreja batista para a pentecostal.
A igreja Deus é amor foi fundada por David Miranda em 1962.
A renascer em Cristo surgiu a alguns anos, fundada po Estevan Hernandez.
A igreja universal do reino de Deus surgiu em 1977, fundada por Edir Macedo.
Isto além de outras denominações menores que foram surgindo a partir dessa, cada uma delas sendo fundadas por homens, com diferenças em suas doutrinas e cultos. A pergunta é simples: Como o Espírito Santo poderia animar tantas divisões, Ele que é fonte de unidade? Como identificar a Igreja de Cristo?
No credo do Primeiro Concílio de Constantinopla (ano 381), são apresentados os traços que permitem reconhecer os sinais da Igreja de Cristo:
"Creio na Igreja, una, santa, católica e apostólica"
UNA : A Igreja deve ser UMA do mesmo modo como existe "um só Senhor, uma só fé, um só batismo" (Ef 4,5). A intenção de Jesus Cristo foi fundar uma só Igreja.
SANTA : em virtude do seu fundador: Jesus Cristo. Foi ela que recebeu uma promessa fundamental:
"...as portas do inferno não prevalecerão contra ela" (Mt 16,18).
Deste modo, a razão da própria existência da Igreja está em ser um instrumento de santificação dos homens: "Santifico-me por eles para que também eles sejam santificados pela verdade" (Jo 17,19).
CATÓLICA : porque foi estabelecida para reunir os homens de todos os povos, para formar o único povo de Deus: "Ide, pois, ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo" (Mt 28,19).
APOSTÓLICA : porque está construída sobre o "fundamento dos Apóstolos..." (Ef 2,20). A garantia da legitimidade da Igreja está na continuidade da obra de Jesus por meio da sucessão apostólica. Tudo o que Jesus queria para a sua Igreja foi entregue aos cuidados dos apóstolos: a doutrina, os meios para santificação e a hierarquia. Quando surgiu a "expressão" Igreja católica?
A palavra católica em relação à Igreja foi usada pela primeira vez no segundo século da era cristã por Santo Inácio bispo de Antioquia, na carta dirigida aos esmirnenses: "Onde quer que se apresente o bispo, ali também esteja a comunidade, assim como a presença de Jesus nos assegura a presença da Igreja católica"(8,2).
Foi empregada para destacar o sentido universal da Igreja de Cristo. Aos poucos a palavra católica foi sendo usada para definir aqueles que estavam de fato seguindo a doutrina de Jesus. No final do século II, a igreja cristã já era conhecida como Igreja católica.
Qual é a única Igreja de Cristo?
Encontramos a resposta em uma afirmação do Concílio Vaticano II: "A única Igreja de Cristo(...) é aquela que nosso Salvador, depois da sua Ressurreição, entregou a Pedro para apascentar (Jo 21,17) e confiou a ele e aos demais apóstolos para propagá-la e regê-la (Mt 28,l8ss), levantando-a para sempre como coluna da verdade (1Tm 3,15)... Esta Igreja(...) subsiste na Igreja católica governada pelo sucessor de Pedro e pelos bispos em comunhão com ele" (LG 8).
Examinando os textos bíblicos já apresentados, somos levados a concluir que Jesus fundou somente uma Igreja.
A Pedro disse: "...sobre esta pedra edificarei a minha Igreja" (Mt 16,18); apresentou-se como o bom pastor dizendo: "...haverá um só rebanho e um só pastor" (Jo 1016); na sua oração sacerdotal orou ao Pai: "...para que sejam um, como nós somos um... para que sejam perfeitos na unidade..." (Jo 17,22.23).
Jesus só pode ser a cabeça de um corpo, do mesmo modo como somente pode desposar uma noiva, assim como Deus teve somente um povo entre os vários povos.
Entretanto, a Igreja católica reconhece que nestes quase 2000 anos de cristianismo os homens, por causa de seus pecados, arranharam a unidade do Corpo de Cristo. Essas divisões fizeram surgir novas denominações. Observa a Igreja que em muitas delas existem "elementos de santificação e de verdade" (LG 8).
fonte: http://www.veritatis.com.br/apologetica/igreja-papado/763-a-igreja-catolica-foi-fundada-por-constantino
Após a morte do imperador Galério o poder ficou dividido entre Maxênico que se intitulou imperador; e Constantino, aclamado como imperador pelos soldados. Os dois ambicionavam pelo poder absoluto, tal luta se encerrou no dia 28 de outubro de 312, com a vitória de Constantino junto à Ponte Mílvia. Ocorre que Constantino viu no céu uma cruz com a inscrição "In hoc signo vinces" - "Com este sinal vencerás" - este foi um marco para sua conversão, que não se deu de uma hora para outra, foi batizado somente em 337, no fim de sua vida.
Em 313 deu liberdade de culto aos cristãos com o chamado Edito de Milão : "Havemos por bem anular por completo todas as retrições contidas em decretos anteriores, acerca dos cristãos - restrições odiosas e indignas de nossa clemência - e de dar total liberdade aos que quiserem praticar a religião cristã". Era Papa Melcíades, que se tornou São Melcíades, o 32º Papa, tendo Pedro como o 1º. Assim não há que se falar que Constantino é o fundador da Igreja de Cristo, ele apenas deu liberdade aos cristãos, acabando com dois séculos e meio de perseguição e martírio.
Então quem fundou a Igreja Católica?
Foi o próprio Senhor Jesus Cristo.
A palavra igreja deriva de outra palavra grega que significa assembléia convocada. Neste sentido a Igreja é a reunião de todos os que respondem ao chamado de Jesus:
"...ouvirão a minha voz, e haverá um só rebanho e um só pastor" (Jo 10,16).
Jesus Cristo tinha intenção de fundar uma Igreja, a prova bíblica de sua intenção, encontramos em (Mt 16,18): "Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela".
Outras passagens são também importantes para constatarmos o propósito de Jesus em fundar a Igreja:
A escolha dos doze apóstolos:
- Depois subiu ao monte e chamou os que ele quis. E foram a Ele. Designou doze entre eles para ficar em sua companhia". (Mc 3,13-14).
- A escolha precisa de doze apóstolos tem um significado muito importante. O Senhor lança os fundamentos do novo povo de Deus. Doze eram as tribos de Israel, surgidas dos doze filhos de Jacá; doze foram os apóstolos para testemunhar a continuidade do Plano de Deus por meio da Igreja.
A Última Ceia
- "Tomou em seguida o pão e, depois de ter dado graças, partiu-o e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim. Do mesmo modo tomou também o cálice, depois de cear, dizendo: Este é o cálice da nova aliança em meu sangue, que é derramado por vós..." (Lc 22,19-20).
- Assim como era costume para os judeus, Jesus também reuniu os seus apóstolos para celebrar a páscoa. Durante esta cerimônia foi celebrada a última ceia. Jesus se apresenta como o novo e verdadeiro cordeiro, dá aos seus seguidores o alimento do Seu corpo e sangue.
- As palavras "fazei isto em memória de mim" apresentam o distintivo do novo povo de Deus. Deste modo, a última ceia passou a ser o alicerce e o centro da vida da Igreja que estava nascendo. Afinal, por meio da ceia o Senhor se torna de um modo mais forte presente entre o seu povo.
- E, finalmente, segundo Santo Agostinho, a Igreja começou "onde o Espírito Santo desceu do céu e encheu 120 pessoas que se encontravam na sala do Cenáculo". O derramar do Espírito, em Pentecostes, foi como a inauguração oficial da Igreja para o mundo.
Estamos vivendo um momento do cristianismo onde muitas igrejas são criadas a cada momento :
Os luteranos foram fundados por Martinho Lutero em 1524.
Os anglicanos pelo rei Henrique VIII em 1534, porque o Papa não havia permitido seu divórcio para se casar com Ana Bolena.
Os presbiterianos por John Knox em 1560.
Os batistas por John Smith em 1609.
Os metodistas por John wesley em 1739 quando decidiu separar-se dos anglicanos.
Os adventistas do sétimo dia começaram com Guilherme Miller e Helen White no século passado.
A congregação cristã do Brasil fundada por Luigi Francescom em 1910.
As assembléias de Deus têm sua origem no despertar pentecostal de 1900 nos EUA. Muitas pessoas saíram de diferentes igrejas evangélicas para formar novas congregações pentecostais. Em 1914 mais de cem destas novas igrejas se juntaram para formar esta nova organização religiosa.
A igreja do evangelho quadrangular foi fundada na década de 20 pela missionária canadense Aimeé Semple McPathersom, que passou da igreja batista para a pentecostal.
A igreja Deus é amor foi fundada por David Miranda em 1962.
A renascer em Cristo surgiu a alguns anos, fundada po Estevan Hernandez.
A igreja universal do reino de Deus surgiu em 1977, fundada por Edir Macedo.
Isto além de outras denominações menores que foram surgindo a partir dessa, cada uma delas sendo fundadas por homens, com diferenças em suas doutrinas e cultos. A pergunta é simples: Como o Espírito Santo poderia animar tantas divisões, Ele que é fonte de unidade? Como identificar a Igreja de Cristo?
No credo do Primeiro Concílio de Constantinopla (ano 381), são apresentados os traços que permitem reconhecer os sinais da Igreja de Cristo:
"Creio na Igreja, una, santa, católica e apostólica"
UNA : A Igreja deve ser UMA do mesmo modo como existe "um só Senhor, uma só fé, um só batismo" (Ef 4,5). A intenção de Jesus Cristo foi fundar uma só Igreja.
SANTA : em virtude do seu fundador: Jesus Cristo. Foi ela que recebeu uma promessa fundamental:
"...as portas do inferno não prevalecerão contra ela" (Mt 16,18).
Deste modo, a razão da própria existência da Igreja está em ser um instrumento de santificação dos homens: "Santifico-me por eles para que também eles sejam santificados pela verdade" (Jo 17,19).
CATÓLICA : porque foi estabelecida para reunir os homens de todos os povos, para formar o único povo de Deus: "Ide, pois, ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo" (Mt 28,19).
APOSTÓLICA : porque está construída sobre o "fundamento dos Apóstolos..." (Ef 2,20). A garantia da legitimidade da Igreja está na continuidade da obra de Jesus por meio da sucessão apostólica. Tudo o que Jesus queria para a sua Igreja foi entregue aos cuidados dos apóstolos: a doutrina, os meios para santificação e a hierarquia. Quando surgiu a "expressão" Igreja católica?
A palavra católica em relação à Igreja foi usada pela primeira vez no segundo século da era cristã por Santo Inácio bispo de Antioquia, na carta dirigida aos esmirnenses: "Onde quer que se apresente o bispo, ali também esteja a comunidade, assim como a presença de Jesus nos assegura a presença da Igreja católica"(8,2).
Foi empregada para destacar o sentido universal da Igreja de Cristo. Aos poucos a palavra católica foi sendo usada para definir aqueles que estavam de fato seguindo a doutrina de Jesus. No final do século II, a igreja cristã já era conhecida como Igreja católica.
Qual é a única Igreja de Cristo?
Encontramos a resposta em uma afirmação do Concílio Vaticano II: "A única Igreja de Cristo(...) é aquela que nosso Salvador, depois da sua Ressurreição, entregou a Pedro para apascentar (Jo 21,17) e confiou a ele e aos demais apóstolos para propagá-la e regê-la (Mt 28,l8ss), levantando-a para sempre como coluna da verdade (1Tm 3,15)... Esta Igreja(...) subsiste na Igreja católica governada pelo sucessor de Pedro e pelos bispos em comunhão com ele" (LG 8).
Examinando os textos bíblicos já apresentados, somos levados a concluir que Jesus fundou somente uma Igreja.
A Pedro disse: "...sobre esta pedra edificarei a minha Igreja" (Mt 16,18); apresentou-se como o bom pastor dizendo: "...haverá um só rebanho e um só pastor" (Jo 1016); na sua oração sacerdotal orou ao Pai: "...para que sejam um, como nós somos um... para que sejam perfeitos na unidade..." (Jo 17,22.23).
Jesus só pode ser a cabeça de um corpo, do mesmo modo como somente pode desposar uma noiva, assim como Deus teve somente um povo entre os vários povos.
Entretanto, a Igreja católica reconhece que nestes quase 2000 anos de cristianismo os homens, por causa de seus pecados, arranharam a unidade do Corpo de Cristo. Essas divisões fizeram surgir novas denominações. Observa a Igreja que em muitas delas existem "elementos de santificação e de verdade" (LG 8).
fonte: http://www.veritatis.com.br/apologetica/igreja-papado/763-a-igreja-catolica-foi-fundada-por-constantino
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segunda-feira, 3 de junho de 2013
Testemunho de (ex-pastor) Fernando casanova
terça-feira, 21 de maio de 2013
Os dons do Espírito Santo
Vamos passar à explicação dos sete Dons: Sabedoria, Entendimento, Conselho, Fortaleza, Ciência, Piedade, Temor de Deus. É preciso compreender cada conceito e o seu significado.
- A Sabedoria é o dom que faz o cristão perceber,
intuir e gostar das coisas espirituais. Sente deleite nas coisas de Deus e por
isso começa a temer a Deus, a respeitá-Lo mais. Diz o salmo que o temor de Deus
é o princípio da sabedoria.
- O Entendimento é o dom do conhecimento, pois a pessoa consegue entender e conhecer aquilo que vai no coração e na mente das pessoas. O Padre Pio era um sacerdote que tinha o dom do entendimento. Ele servia-se do seu dom para ajudar muitas almas. Quando alguns penitentes iam ter com o Padre Pio e, por esquecimento ou timidez, escondiam este ou aquele pecado, o Padre Pio lembrava-lhes: "Falta-te este pecado que cometeste duas ou três vezes". Este dom é utilizado unicamente para o bem do penitente.
- O dom do Conselho: quem o possui consegue dirigir, orientar e aconselhar as almas para a sua própria salvação e felicidade. O dom do conselho que é dado pelo Espírito Santo não é inconveniente, interesseiro, não aconselha segundo a conveniência pessoal mas aconselha somente para o bem da pessoa. Este dom constitui uma preciosidade, pois alerta-nos para os erros que cometemos ou soluções que necessitamos.
- O dom da Fortaleza é também uma virtude. A virtude é um bem e um dom dado pelo Espírito Santo que diz "não" ao pecado, a uma boa proposta, à pressão social, a certas modas que prejudicam a vida espiritual do homem ou da mulher. O dom da fortaleza faz com que o cristão saiba resistir a certas influências sociais e não se deixe conduzir pela pressão do grupo social ou de amigos onde está inserido. Com este dom a pessoa mantém a sua personalidade, sendo aquilo que realmente é, conservando os valores cristãos.
- O dom da Ciência permite ao homem perceber e sentir, através da natureza e dos acontecimentos do dia-a-dia a presença e a linguagem de Deus.
Quem possui o dom da ciência consegue louvar a Deus, olhando para as belezas da natureza, para a beleza de um jardim, das montanhas, da água do mar, do céu azul, das estrelas. Através da natureza, a alma lê e louva o seu Deus, agradecendo-Lhe enquanto observa uma linda flor. Em vez de ficar fixo apenas na beleza da flor, louva o autor da criação, louva o Criador.
- O dom da Piedade inclina o cristão à oração, ao louvor, à adoração, à contemplação; leva o cristão a sentir gosto pela oração, sentir desejo e gosto de estar com Deus, gosto em rezar e em falar com Deus através da oração.
O dom da piedade faz com que a pessoa não se canse de rezar e se sinta bem a rezar. Através deste dom, Deus vai revelando aspectos espirituais que muitos não percebem.
A alma piedosa tem mais luzes e percebe melhor as coisas a nível espiritual. Aquele que não reza não percebe, não entende e não vê porque não lhe é permitido ver.
Há pessoas que dizem: "Mas padre, eu rezo tanto!" e eu pergunto: "Como reza?". Não basta rezar, é preciso rezar bem, meditando nas palavras e nos mistérios que contemplamos da vida de Jesus. Experimentem rezar bem, concentrados, compenetrados e verão as maravilhas que Deus irá realizar nas vossas almas.
É lindo rezar bem. A pessoa sente na alma uma grande paz, suavidade, gozo e alegria.
- O dom do Temor de Deus leva-nos a fugir do pecado com receio de ofender e de perder Quem amamos - o nosso Deus. Este dom está, em certa medida, associado ao dom da fé porque nos faz sentir e perceber que estamos na presença de Deus e, se estou na Sua presença, não quero pecar.
O temor de Deus é um grande dom pois faz com que o homem faça tudo para não perder a graça de Deus, o Seu amor e a Sua presença. Por isso, o temor de Deus é o princípio da sabedoria.
Desta forma falamos sobre o significado de cada dom e de cada fruto do Espírito Santo, para melhor compreendermos a necessidade de invocarmos e suplicarmos ao Espírito Santo que aumente em nós os Seus dons e frutos, perseverando-nos neles até à morte.
Padre Manuel Sabino, Fundador dos Servos do Bom Pastor
Fonte: http://www.servosdobompastor.net/EnsEspiritoSanto.html
- O Entendimento é o dom do conhecimento, pois a pessoa consegue entender e conhecer aquilo que vai no coração e na mente das pessoas. O Padre Pio era um sacerdote que tinha o dom do entendimento. Ele servia-se do seu dom para ajudar muitas almas. Quando alguns penitentes iam ter com o Padre Pio e, por esquecimento ou timidez, escondiam este ou aquele pecado, o Padre Pio lembrava-lhes: "Falta-te este pecado que cometeste duas ou três vezes". Este dom é utilizado unicamente para o bem do penitente.
- O dom do Conselho: quem o possui consegue dirigir, orientar e aconselhar as almas para a sua própria salvação e felicidade. O dom do conselho que é dado pelo Espírito Santo não é inconveniente, interesseiro, não aconselha segundo a conveniência pessoal mas aconselha somente para o bem da pessoa. Este dom constitui uma preciosidade, pois alerta-nos para os erros que cometemos ou soluções que necessitamos.
- O dom da Fortaleza é também uma virtude. A virtude é um bem e um dom dado pelo Espírito Santo que diz "não" ao pecado, a uma boa proposta, à pressão social, a certas modas que prejudicam a vida espiritual do homem ou da mulher. O dom da fortaleza faz com que o cristão saiba resistir a certas influências sociais e não se deixe conduzir pela pressão do grupo social ou de amigos onde está inserido. Com este dom a pessoa mantém a sua personalidade, sendo aquilo que realmente é, conservando os valores cristãos.
- O dom da Ciência permite ao homem perceber e sentir, através da natureza e dos acontecimentos do dia-a-dia a presença e a linguagem de Deus.
Quem possui o dom da ciência consegue louvar a Deus, olhando para as belezas da natureza, para a beleza de um jardim, das montanhas, da água do mar, do céu azul, das estrelas. Através da natureza, a alma lê e louva o seu Deus, agradecendo-Lhe enquanto observa uma linda flor. Em vez de ficar fixo apenas na beleza da flor, louva o autor da criação, louva o Criador.
- O dom da Piedade inclina o cristão à oração, ao louvor, à adoração, à contemplação; leva o cristão a sentir gosto pela oração, sentir desejo e gosto de estar com Deus, gosto em rezar e em falar com Deus através da oração.
O dom da piedade faz com que a pessoa não se canse de rezar e se sinta bem a rezar. Através deste dom, Deus vai revelando aspectos espirituais que muitos não percebem.
A alma piedosa tem mais luzes e percebe melhor as coisas a nível espiritual. Aquele que não reza não percebe, não entende e não vê porque não lhe é permitido ver.
Há pessoas que dizem: "Mas padre, eu rezo tanto!" e eu pergunto: "Como reza?". Não basta rezar, é preciso rezar bem, meditando nas palavras e nos mistérios que contemplamos da vida de Jesus. Experimentem rezar bem, concentrados, compenetrados e verão as maravilhas que Deus irá realizar nas vossas almas.
É lindo rezar bem. A pessoa sente na alma uma grande paz, suavidade, gozo e alegria.
- O dom do Temor de Deus leva-nos a fugir do pecado com receio de ofender e de perder Quem amamos - o nosso Deus. Este dom está, em certa medida, associado ao dom da fé porque nos faz sentir e perceber que estamos na presença de Deus e, se estou na Sua presença, não quero pecar.
O temor de Deus é um grande dom pois faz com que o homem faça tudo para não perder a graça de Deus, o Seu amor e a Sua presença. Por isso, o temor de Deus é o princípio da sabedoria.
Desta forma falamos sobre o significado de cada dom e de cada fruto do Espírito Santo, para melhor compreendermos a necessidade de invocarmos e suplicarmos ao Espírito Santo que aumente em nós os Seus dons e frutos, perseverando-nos neles até à morte.
Padre Manuel Sabino, Fundador dos Servos do Bom Pastor
Fonte: http://www.servosdobompastor.net/EnsEspiritoSanto.html
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sábado, 20 de abril de 2013
A Crucificação de Cristo, a partir de um ponto de vista médico
de C. Truman Davis
Lendo o livro de Jim Bishop “O Dia Que Cristo Morreu”, eu
percebi que durante vários anos eu tinha tornado a crucificação de Jesus mais
ou menos sem valor, que havia crescido calos em meu coração sobre este horror,
por tratar seus detalhes de forma tão familiar - e pela amizade distante que eu
tinha com nosso Senhor. Eu finalmente havia percebido que, mesmo como médico,
eu não entendia a verdadeira causa da morte de Jesus. Os escritores do
evangelho não nos ajudam muito com este ponto, porque a crucificação era tão
comum naquele tempo que, aparentemente, acharam que uma descrição detalhada
seria desnecessária. Por isso só temos as palavras concisas dos evangelistas
“Então, Pilatos, após mandar açoitar a Jesus, entregou-o para ser crucificado.”
Eu não tenho nenhuma competência para discutir o infinito
sofrimento psíquico e espiritual do Deus Encarnado que paga pelos pecados do
homem caído. Mas parecia a mim que como um médico eu poderia procurar de forma
mais detalhada os aspectos fisiológicos e anatômicos da paixão de nosso Senhor.
O que foi que o corpo de Jesus de Nazaré de fato suportou durante essas horas
de tortura?
Dados históricos
Isto me levou primeiro a um estudo da prática de
crucificação, quer dizer, tortura e execução por fixação numa cruz. Eu estou
endividado a muitos que estudaram este assunto no passado, e especialmente para
um colega contemporâneo, Dr. Pierre Barbet, um cirurgião francês que fez uma
pesquisa histórica e experimental exaustiva e escreveu extensivamente no
assunto.
Aparentemente, a primeira prática conhecida de crucificação
foi realizado pelos persas. Alexandre e seus generais trouxeram esta prática
para o mundo mediterrâneo--para o Egito e para Cartago. Os romanos
aparentemente aprenderam a prática dos cartagineses e (como quase tudo que os
romanos fizeram) rapidamente desenvolveram nesta prática um grau muito alto de
eficiência e habilidade. Vários autores romanos (Lívio, Cícero, Tácito)
comentam a crucificação, e são descritas várias inovações, modificações, e
variações na literatura antiga.
Por exemplo, a porção vertical da cruz (ou “stipes”) poderia
ter o braço que cruzava (ou “patibulum”) fixado cerca de um metro debaixo de
seu topo como nós geralmente pensamos na cruz latina. A forma mais comum usada
no dia de nosso Senhor, porém, era a cruz “Tau”, formado como nossa letra “T”.
Nesta cruz o patibulum era fixado ao topo do stipes. Há evidência arqueológica
que foi neste tipo de cruz que Jesus foi crucificado. Sem qualquer prova
histórica ou bíblica, pintores Medievais e da Renascença nos deram o retrato de
Cristo levando a cruz inteira. Mas o poste vertical, ou stipes, geralmente era
fixado permanentemente no chão no local de execução. O homem condenado foi
forçado a levar o patibulum, pesando aproximadamente 50 quilos, da prisão para
o lugar de execução.
Muitos dos pintores e a maioria dos escultores de
crucificação, também mostram os cravos passados pelas palmas. Contos romanos
históricos e trabalho experimental estabeleceram que os cravos foram colocados
entre os ossos pequenos dos pulsos (radial e ulna) e não pelas palmas. Cravos
colocados pelas palmas sairiam por entre os dedos se o corpo fosse forçado a se
apoiar neles. O equívoco pode ter ocorrido por uma interpretação errada das
palavras de Jesus para Tomé, “vê as minhas mãos”. Anatomistas, modernos e
antigos, sempre consideraram o pulso como parte da mão.
Um titulus, ou pequena placa, declarando o crime da vítima
normalmente era colocado num mastro, levado à frente da procissão da prisão, e
depois pregado à cruz de forma que estendia sobre a cabeça. Este sinal com seu
mastro pregado ao topo teria dado à cruz um pouco da forma característica da
cruz latina.
O suor como gotas de sangue
O sofrimento físico de Jesus começou no Getsêmani. Em Lucas
diz: "E, estando em agonia, orava mais intensamente. E aconteceu que o seu
suor se tornou como gotas de sangue caindo sobre a terra." (Lc 22:44)
Todos os truques têm sido usados por escolas modernas para explicarem esta
fase, aparentemente seguindo a impressão que isto não podia acontecer. No
entanto, consegue-se muito consultando a literatura médica. Apesar de muito
raro, o fenômeno de suor de sangue é bem documentado. Sujeito a um stress
emocional, finos capilares nas glândulas sudoríparas podem se romper,
misturando assim o sangue com o suor. Este processo poderia causar fraqueza e
choque. Atenção médica é necessária para prevenir hipotermia.
Após a prisão no meio da noite, Jesus foi levado ao Sinédrio
e Caifás o sumo sacerdote, onde sofreu o primeiro traumatismo físico. Jesus foi
esbofeteado na face por um soldado, por manter-se em silêncio ao ser
interrogado por Caifás. Os soldados do palácio tamparam seus olhos e zombaram
dele, pedindo para que identificasse quem o estava batendo, e esbofeteavam a
Sua face.
A condenação
De manhã cedo, Jesus, surrado e com hematomas, desidratado,
e exausto por não dormir, é levado ao Pretório da Fortaleza Antônia, o centro
de governo do Procurador da Judéia, Pôncio Pilatos. Você deve já conhecer a
tentativa de Pilatos de passar a responsabilidade para Herodes Antipas,
tetrarca da Judéia. Aparentemente, Jesus não sofreu maus tratos nas mãos de
Herodes e foi devolvido a Pilatos. Foi em resposta aos gritos da multidão que
Pilatos ordenou que Bar-Abbas fosse solto e condenou Jesus ao açoite e à
crucificação.
Há muita diferença de opinião entre autoridades sobre o fato
incomum de Jesus ser açoitado como um prelúdio à crucificação. A maioria dos
escritores romanos deste período não associam os dois. Muitos peritos acreditam
que Pilatos originalmente mandou que Jesus fosse açoitado como o castigo
completo dele. A pena de morte através de crucificação só viria em resposta à
acusação da multidão de que o Procurador não estava defendendo César
corretamente contra este pretendente que supostamente reivindicou ser o Rei dos
judeus.
Os preparativos para as chicotadas foram realizados quando o
prisioneiro era despido de suas roupas, e suas mãos amarradas a um poste, acima
de sua cabeça. É duvidoso se os Romanos teriam seguido as leis judaicas quanto
às chicotadas. Os judeus tinham uma lei antiga que proibia mais de 40
(quarenta) chicotadas.
O açoite
O soldado romano dá um passo a frente com o flagrum (açoite)
em sua mão. Este é um chicote com várias tiras pesadas de couro com duas
pequenas bolas de chumbo amarradas nas pontas de cada tira. O pesado chicote é
batido com toda força contra os ombros, costas e pernas de Jesus. Primeiramente
as pesadas tiras de couro cortam apenas a pele. Então, conforme as chicotadas
continuam, elas cortam os tecidos debaixo da pele, rompendo os capilares e
veias da pele, causando marcas de sangue, e finalmente, hemorragia arterial de
vasos da musculatura.
As pequenas bolas de chumbo primeiramente produzem grandes,
profundos hematomas, que se rompem com as subseqüentes chicotadas. Finalmente,
a pele das costas está pendurada em tiras e toda a área está uma irreconhecível
massa de tecido ensangüentado. Quando é determinado, pelo centurião
responsável, que o prisioneiro está a beira da morte, então o espancamento é
encerrado.
Então, Jesus, quase desmaiando é desamarrado, e lhe é
permitido cair no pavimento de pedra, molhado com Seu próprio sangue. Os
soldados romanos vêm uma grande piada neste Judeu, que se dizia ser o Rei. Eles
atiram um manto sobre os seus ombros e colocam um pau em suas mãos, como um
cetro. Eles ainda precisam de uma coroa para completar a cena. Um pequeno galho
flexível, coberto de longos espinhos é enrolado em forma de uma coroa e
pressionado sobre Sua cabeça. Novamente, há uma intensa hemorragia (o couro do
crânio é uma das regiões mais irrigadas do nosso corpo).
Após zombarem dele, e baterem em sua face, tiram o pau de
suas mãos e batem em sua cabeça, fazendo com que os espinhos se aprofundem em sua
cabeça. Finalmente, cansado de seu sádico esporte, o manto é retirado de suas
costas. O manto, por sua vez, já havia aderido ao sangue e grudado nas feridas.
Como em uma descuidada remoção de uma atadura cirúrgica, sua retirada causa dor
toturante. As feridas começam a sangrar como se ele estivesse apanhando outra
vez.
A cruz
Em respeito ao costume dos judeus, os romanos devolvem a
roupa de Jesus. A pesada barra horizontal da cruz á amarrada sobre seus ombros,
e a procissão do Cristo condenado, dois ladrões e o destacamento dos soldados
romanos para a execução, encabeçado por um centurião, começa a vagarosa jornada
até o Gólgota. Apesar do esforço de andar ereto, o peso da madeira somado ao
choque produzido pela grande perda de sangue, é demais para ele. Ele tropeça e
cai. As lascas da madeira áspera rasgam a pele dilacerada e os músculos de seus
ombros. Ele tenta se levantar, mas os músculos humanos já chegaram ao seu
limite.
O centurião, ansioso para realizar a crucificação, escolhe
um observador norte-africano, Simão, um Cirineu, para carregar a cruz. Jesus
segue ainda sangrando, com o suor frio de choque. A jornada de mais de 800
metros da fortaleza Antônia até Gólgota é então completada. O prisioneiro é
despido - exceto por um pedaço de pano que era permitido aos judeus.
A crucificação
A crucificação começa: Jesus é oferecido vinho com mirra, um
leve analgésico. Jesus se recusa a beber. Simão é ordenado a colocar a barra no
chão e Jesus é rapidamente jogado de costas, com seus ombros contra a madeira.
O legionário procura a depressão entre os osso de seu pulso. Ele bate um pesado
cravo de ferro quadrado que traspassa o pulso de Jesus, entrando na madeira.
Rapidamente ele se move para o outro lado e repete a mesma ação, tomando o
cuidado de não esticar os ombros demais, para possibilitar alguma flexão e
movimento. A barra da cruz é então levantada e colocado em cima do poste, e
sobre o topo é pregada a inscrição onde se lê: "Jesus de Nazaré, Rei dos
Judeus".
O pé esquerdo agora é empurrado para trás contra o pé
direito, e com ambos os pés estendidos, dedos dos pés para baixo, um cravo é
batido atraves deles, deixando os joelhos dobrados moderadamente. A vítima
agora é crucificada. Enquanto ele cai para baixo aos poucos, com mais peso nos
cravos nos pulsos a dor insuportável corre pelos dedos e para cima dos braços
para explodir no cérebro – os cravos nos pulsos estão pondo pressão nos nervos
medianos. Quando ele se empurra para cima para evitar este tormento de
alongamento, ele coloca seu peso inteiro no cravo que passa pelos pés.
Novamente há a agonia queimando do cravo que rasga pelos nervos entre os ossos
dos pés.
Neste ponto, outro fenômeno ocorre. Enquanto os braços se
cansam, grandes ondas de cãibras percorrem seus músculos, causando intensa dor.
Com estas cãibras, vem a dificuldade de empurrar-se para cima. Pendurado por
seus braços, os músculos peitorais ficam paralisados, e o músculos intercostais
incapazes de agir. O ar pode ser aspirado pelos pulmões, mas não pode ser
expirado. Jesus luta para se levantar a fim de fazer uma respiração.
Finalmente, dióxido de carbono é acumulado nos pulmões e no sangue, e as
cãibras diminuem. Esporadicamente, ele é capaz de se levantar e expirar e
inspirar o oxigênio vital. Sem dúvida, foi durante este período que Jesus
consegui falar as sete frases registradas:
Jesus olhando para os soldados romanos, lançando sorte sobre
suas vestes disse: "Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.
" (Lucas 23:34)
Ao ladrão arrependido, Jesus disse: "Em verdade te
digo que hoje estarás comigo no paraíso." (Lucas 23:43)
Olhando para baixo para Maria, sua mãe, Jesus
disse: “Mulher, eis aí teu filho.”E ao atemorizado e quebrantado
adolescente João, “Eis aí tua mãe.” (João 19:26-27)
O próximo clamor veio do início do Salmo 22, “Deus meu,
Deus meu, por que me desamparaste?”
Ele passa horas de dor sem limite, ciclos de contorção,
câimbras nas juntas, asfixia intermitente e parcial, intensa dor por causa das
lascas enfiadas nos tecidos de suas costas dilaceradas, conforme ele se levanta
contra o poste da cruz. Então outra dor agonizante começa. Uma profunda dor no
peito, enquanto seu pericárdio se enche de um líquido que comprime o coração.
Lembramos o Salmo 22 versículo 14 “Derramei-me como água, e
todos os meus ossos se desconjuntaram; meu coração fez-se como cera,
derreteu-se dentro de mim.”
Agora está quase acabado - a perda de líquidos dos tecidos
atinge um nível crítico - o coração comprimido se esforça para bombear o sangue
grosso e pesado aos tecidos - os pulmões torturados tentam tomar pequenos
golpes de ar. Os tecidos, marcados pela desidratação, mandam seus estímulos
para o cérebro.
Jesus clama “Tenho sede!” (João 19:28)
Lembramos outro versículo do profético Salmo 22 “Secou-se o
meu vigor, como um caco de barro, e a língua se me apega ao céu da boca; assim,
me deitas no pó da morte.”
Uma esponja molhada em “posca”, o vinho azedo que era a
bebida dos soldados romanos, é levantada aos seus lábios. Ele, aparentemente,
não toma este líquido. O corpo de Jesus chega ao extremo, e ele pode sentir o
calafrio da morte passando sobre seu corpo. Este acontecimento traz as suas
próximas palavras - provavelmente, um pouco mais que um torturado
suspiro “Está consumado!”. (João 19:30)
Sua missão de sacrifício está concluída. Finalmente, ele
pode permitir o seu corpo morrer.
Com um último esforço, ele mais uma vez pressiona o seu peso
sobre os pés contra o cravo, estica as suas pernas, respira fundo e grita seu
último clamor:“Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito!” (Lucas 23:46).
O resto você sabe. Para não profanar a Páscoa, os judeus
pediam para que o réus fossem despachados e removidos das cruzes. O método
comum de terminar uma crucificação era por crucificatura, quebrando os ossos
das pernas. Isto impedia que a vítima se levantasse, e assim eles não podiam
aliviar a tensão dos músculos do peito e logo sufocaram. As pernas dos dois
ladrões foram quebradas, mas, quando os soldados chegaram a Jesus viram que não
era necessário.
Conclusão
Aparentemente, para ter certeza da morte, um soldado traspassou
sua lança entre o quinto espaço das costelas, enfiado para cima em direção ao
pericárdio, até o coração. O verso 34 do capítulo 19 do evangelho de João diz:
"E imediatamente verteu sangue e água." Isto era saída de fluido do
saco que recobre o coração, e o sangue do interior do coração. Nós, portanto,
concluímos que nosso Senhor morreu, não de asfixia, mas de um enfarte de
coração, causado por choque e constrição do coração por fluidos no pericárdio.
Assim nós tivemos nosso olhar rápido – inclusive a evidência
médica – daquele epítome de maldade que o homem exibiu para com o Homem e para
com Deus. Foi uma visão terrível, e mais que suficiente para nos deixar
desesperados e deprimidos. Como podemos ser gratos que nós temos o grande
capítulo subseqüente da clemência infinita de Deus para com o homem – o milagre
da expiação e a expectativa da manhã triunfante da Páscoa.
© Copyright C. Truman Davis
C. Truman Davis é um Oftalmologista nacionalmente
respeitado, vice-presidente da Associação Americana de Oftalmologia, e uma
figura ativa no movimento de escolas Cristãs. Ele é o fundador e presidente do
excelente Trinity Christian School em Mesa, Arizona, e um docente do Grove City
College.
[fonte: www.hermeneutica.com]
sexta-feira, 19 de abril de 2013
O Santo Sacrificio da Missa
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