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"Onde está Cristo Jesus, aí está a Igreja Católica" S. Inácio de Antioquia (35 - 110 d.C.)
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segunda-feira, 15 de julho de 2019
Ex-pastor da Assembleia de Deus volta para Casa
O ex-pastor Lucas nos conta sua história de conversão através da patrística e da legítima interpretação das sagradas escrituras.
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sexta-feira, 5 de julho de 2019
Como Debater Com Um Cristão Biblicista
O Professor Olavo mostra a um cristão biblicista que a salvação não depende de doutrina nem do estudo sistematico da Bíblia.
Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=oZNTaX62UMQ
Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=oZNTaX62UMQ
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quarta-feira, 26 de junho de 2019
Nossa Senhora me tirou do protestantismo - Karina
Karina nos conta seu testemunho de conversão através de Nossa Senhora.
Fonte: https://youtu.be/KFle_DtZb2k
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terça-feira, 25 de junho de 2019
Busquei a verdade e achei a Igreja Católica - Tais (ex-protestante)
Taísa nos conta sua história de conversão à Igreja Católica através da busca da verdade.
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Fonte:https://youtu.be/2_4Q09PO4p4
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quinta-feira, 16 de maio de 2019
Ex-protestante será ordenado sacerdote e agradece EWTN pela sua conversão
Ex-protestante será ordenado sacerdote e agradece EWTN pela sua conversão
Por Mary Rezac
FONTE: https://www.acidigital.com/noticias/ex-protestante-sera-ordenado-sacerdote-e-agradece-ewtn-pela-sua-conversao-30216

O diácono Drake McCallister, sua família e Dom Jeffrey Montforton
Crédito: Foto de cortesia
Por Mary Rezac
FONTE: https://www.acidigital.com/noticias/ex-protestante-sera-ordenado-sacerdote-e-agradece-ewtn-pela-sua-conversao-30216

O diácono Drake McCallister, sua família e Dom Jeffrey Montforton
Crédito: Foto de cortesia
Steubenville, 15 Mai. 19 / 02:30 pm (ACI).- O diácono Drake McCalister, ex-pregador pentecostal, agradeceu a maior rede de televisão católica do mundo, EWTN, assim como sua fundadora, Madre Angélica, por serem imprescindíveis em sua conversão à Igreja Católica e em sua próxima ordenação sacerdotal.
Drake, de 50 anos, casado e pai de cinco filhos, será ordenado sacerdote em 21 de junho de 2019, após quase 10 anos de preparação; quando a idade média de ordenação sacerdotal nos Estados Unidos é 33 anos.
O diácono recebeu uma dispensa de seu bispo, Dom Jeffrey Marc Monforton, da Diocese de Steubenville (Ohio), para ser ordenado sem a obrigação de ser solteiro e de viver o celibato. Casos como este são raros e acontecem com a análise rigorosa do clero, sob certas circunstâncias, como quando alguém, que anteriormente era um ministro anglicano ou episcopal, converte-se ao catolicismo e deseja ser sacerdote.
Em entrevista à CNA - agência em inglês do Grupo ACI - Drake assegurou que Jesus o chamou ao sacerdócio e que esta "não é a primeira vez que pede a ele para fazer algo radical".
Há vinte anos, o diácono era um jovem pentecostal que pedia a orientação de Deus através da oração constante. Naquela época, sentiu o chamado de Deus para dedicar sua vida e começou a se preparar na denominação protestante.
Drake se casou, teve filhos, formou-se em teologia e iniciou um período de 13 anos como ministro pentecostal.
No entanto, em 1999, sentiu-se atraído pela Igreja Católica através do programa Catholic Answers Live da EWTN.
"(Minha conversão) começou através da rádio EWTN, que era minha principal fonte de informação sobre a Igreja Católica, eu realmente não conhecia nenhum católico. Não estava de acordo com toda a teologia, mas os apresentadores eram criativos, evangelizadores, estavam centrados em Cristo, conheciam a sua Bíblia. Nunca tinha encontrado com um católico que tivesse todas estas qualidades”, contou Drake.
O então pastor pentecostal decidiu continuar escutando o programa, não "pelo conteúdo", mas "para descobrir se eram os dois únicos católicos entusiasmados na face da terra".
"Quanto mais escutava, mais eu me sentia atraído pela Igreja Católica. Comecei a fazer minha própria pesquisa, lendo documentos da Igreja, dos Padres da Igreja e dos Papas e Santos".
"Estava menos interessado no que as pessoas tinham a dizer sobre o catolicismo do que o que o catolicismo dizia sobre si mesmo em documentos oficiais e na história da Igreja", contou.
Depois de estudar por cinco anos e conversar seriamente com sua esposa, o casal decidiu ser batizado na Igreja Católica junto com seus filhos em 2004. Drake também atribuiu a sua conversão à Madre Angélica, por ela ter fundado a EWTN.
Pouco depois, mudaram-se para Steubenville, Ohio, e Drake se formou em teologia e catequese pela Universidade Franciscana, onde agora trabalha como coordenador de práticas catequéticas.
Foi somente em 2010 que o pai da família considerou tornar-se membro do clero, quando sua diocese iniciou o primeiro programa de diaconato para diáconos permanentes.
"Quero servir as pessoas da minha paróquia, assim, quando se apresentou a oportunidade de fazer o diaconato, eu me apresentei. Pensei: 'Isso é genial, posso fazê-lo sendo um homem casado'”, explicou.
No entanto, depois afirmou que o Espírito Santo o chamava para fazer algo a mais: "Encorajava-me a dizer que precisava fazer a pergunta se era qualificado para a dispensa do requisito do celibato e assim ter acesso ao sacerdócio”.
Drake explicou que "tais solicitações são consideradas caso a caso".
Mais tarde, quando seu bispo confirmou que uma dispensa poderia ser possível em seu caso, começou seriamente a considerar o sacerdócio e assegurou ao diretor de seu programa de diaconato que seu "único desejo é ser obediente a Jesus Cristo".
"Por isso que deixei tudo”, para “entrar na Igreja Católica, foi o meu amor por Jesus Cristo, e o Senhor está abrindo essa porta e colocando isso no meu coração. Eu não preciso ser um sacerdote como se estivesse cumprindo algum tipo de desejo pessoal, meu desejo é simplesmente ser obediente", contou Drake.
Durante o processo, enquanto recebia a permissão da Santa Sé, orava e discernia, passaram aproximadamente 10 anos de preparação para ser ordenado.
Drake acredita que sua história única e sua história vocacional servirão para ele como futuro sacerdote.
"Eu vejo a vida, o ministério e a Igreja de uma forma diferente, porque tive que lutar com diversas coisas para entrar na Igreja. Uma das formas em que se diferencia é o meu desejo de evangelizar e de alcançar as pessoas nas periferias”, explicou.
Em relação a ser um homem casado, não sabe exatamente como isso afetará o seu ministério, mas planeja aproveitar a vida familiar em suas homilias. Não é comum que os sacerdotes latinos sejam casados, disse, embora tenha observado que outros ritos dentro da Igreja Católica o permitam segundo determinadas circunstâncias.
"Não sou um ativista. Ou seja, eu não estou aqui para defender o fim do celibato no sacerdócio... Eu estou aqui para servir a Cristo e levar as pessoas a Jesus", afirmou.
Quando perguntado sobre o que mais o emociona em seu sacerdócio, Drake respondeu: "Posso dizer tudo? A Missa e a missão. A vida no espírito e a participação na missão, essas são as duas coisas que me interessam e pelas quais estou animado".
VIDEO ABAIXO com testemunho (Legendas ainda em produção)
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segunda-feira, 6 de agosto de 2018
O ex-Testemunha de Jeová que se tornou católico
Jeffrey Schwehm foi criado como luterano até que seus pais se tornaram Testemunhas de Jeová, quando ele tinha seis anos de idade. Ele se tornou muito ativo entre as Testemunhas de Jeová e até mesmo deixou sua casa para trabalhar em tempo integral como Betelita, na sede da Torre de Vigia, no Brooklyn, Nova York. Antes de sair de Betel, começou a ter dúvidas sobre o ensino das Testemunhas de Jeová. Ele começou a ler sobre a Patrística, e percebeu que a Igreja não se corrompeu após o Concílio de Niceia, já que as doutrinas ensinadas pós-concílio eram as mesmas ensinadas pelos sucessores dos apóstolos que viveram antes do concílio. Estudando as cartas de Inácio de Antioquia, descobriu que os primeiros cristãos criam que Jesus é Deus, e se referiam à Igreja utilizando o nome "Católica". Depois de ler o “Diário de Santa Faustina”, sobre a Divina Misericórdia de Deus, Jeff e sua esposa foram recebidos na Igreja Católica em 2003.
Fonte: canal youtube - O tradutor católico
link: https://www.youtube.com/watch?v=o-yYVNErlvY
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terça-feira, 3 de julho de 2018
Steve Ray : Somos salvos somente pela Fé?
Sabemos que a bíblia não ensina a doutrina protestante da Sola Scriptura. Porém, supondo que ensinasse, será que ela ensinaria a Sola Fide, doutrina protestante que defende a visão de que somos salvos somente pela fé? É o que o ex protestante Steve Ray analisa nesse vídeo!
FONTE: O TRADUTOR CATOLICO
https://otradutorcatolico.wordpress.com/
https://www.instagram.com/otradutorca...
https://twitter.com/otradcatolico
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quinta-feira, 4 de maio de 2017
ATEIA SE CONVERTE
[ATEIA SE CONVERTE À IGREJA CATÓLICA]
"Visto que tenho familiaridade com o uso de tecnologia da informática, eu criei um "blog", e comecei a publicar perguntas difíceis, por esse meio eletrônico. Muitos foram os que visitaram meu blog, comentando e apresentando suas respostas.
E as melhores respostas vieram dos católicos. Muito me impressionou o fato de que para cada pergunta minha eles tinham uma resposta pronta; e os argumentos dos católicos eram razoáveis e sólidos.
Quando comecei a mostrar para Joe as respostas recebidas dos católicos, nele também começou a crescer o interesse pela religião e, de maneira especial, pela religião católica. Eu e meu esposo sempre trabalhamos juntos, e era maravilhoso que nós dois, outrora tão anticatólicos, pudéssemos discutir e nos interessar, juntos, pelos assuntos da religião católica.
Porém, nossas perguntas eram diferentes. Quanto a mim, as perguntas que mais me confundiam eram as que se referiam à doutrina da Igreja sobre o matrimônio, contracepção e aborto. Antes, eu era a favor do aborto, e julgava que a posição da Igreja era maluca, sem sentido!
Quanto às dificuldades de Joe, eram diferentes. Ele não entendia a doutrina da Igreja Católica no tocante à apologética, especialmente, com referência a Nossa Senhora. Ainda outro fator que o inquietava era a própria Igreja Católica; Joe jamais entendera, com profundidade, que foi o próprio Cristo que fundou a Igreja Católica. Para ele, qualquer igreja, seja qual fosse, era boa.
No início, eu e meu marido jamais falávamos de religião. Joe era batista, mas não praticante, e eu era ateia, e por isso encontramos uma forma de manter o compromisso entre nós: jamais falamos de religião. Nossa vida era completamente sem Deus." [1]
Para Jennifer Fulwiler, a conversão ao catolicismo foi uma viagem gratificante, cheia de vitórias e provações, tal como o indica em seu último livro chamado "Tudo, Menos Deus" (Ele é vendido aqui http://ecclesiae.com.br/tudo-menos-deus?search=jennifer). [2]
Fonte do texto:
O tradutor católico
[1] https://goo.gl/qUExds
[2] https://goo.gl/QJBoUf
Twitter https://twitter.com/otradcatolico
Vídeo no Youtube: https://youtu.be/rg2qImeQNWY
Blog: https://otradutorcatolico.wordpress.com/
"Visto que tenho familiaridade com o uso de tecnologia da informática, eu criei um "blog", e comecei a publicar perguntas difíceis, por esse meio eletrônico. Muitos foram os que visitaram meu blog, comentando e apresentando suas respostas.
E as melhores respostas vieram dos católicos. Muito me impressionou o fato de que para cada pergunta minha eles tinham uma resposta pronta; e os argumentos dos católicos eram razoáveis e sólidos.
Quando comecei a mostrar para Joe as respostas recebidas dos católicos, nele também começou a crescer o interesse pela religião e, de maneira especial, pela religião católica. Eu e meu esposo sempre trabalhamos juntos, e era maravilhoso que nós dois, outrora tão anticatólicos, pudéssemos discutir e nos interessar, juntos, pelos assuntos da religião católica.
Porém, nossas perguntas eram diferentes. Quanto a mim, as perguntas que mais me confundiam eram as que se referiam à doutrina da Igreja sobre o matrimônio, contracepção e aborto. Antes, eu era a favor do aborto, e julgava que a posição da Igreja era maluca, sem sentido!
Quanto às dificuldades de Joe, eram diferentes. Ele não entendia a doutrina da Igreja Católica no tocante à apologética, especialmente, com referência a Nossa Senhora. Ainda outro fator que o inquietava era a própria Igreja Católica; Joe jamais entendera, com profundidade, que foi o próprio Cristo que fundou a Igreja Católica. Para ele, qualquer igreja, seja qual fosse, era boa.
No início, eu e meu marido jamais falávamos de religião. Joe era batista, mas não praticante, e eu era ateia, e por isso encontramos uma forma de manter o compromisso entre nós: jamais falamos de religião. Nossa vida era completamente sem Deus." [1]
Para Jennifer Fulwiler, a conversão ao catolicismo foi uma viagem gratificante, cheia de vitórias e provações, tal como o indica em seu último livro chamado "Tudo, Menos Deus" (Ele é vendido aqui http://ecclesiae.com.br/tudo-menos-deus?search=jennifer). [2]
Fonte do texto:
O tradutor católico
[1] https://goo.gl/qUExds
[2] https://goo.gl/QJBoUf
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Vídeo no Youtube: https://youtu.be/rg2qImeQNWY
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segunda-feira, 17 de abril de 2017
Triduo Pascal - Liturgia da Semana Santa
Explicação parte a parte de todos os momentos desta Semana Santa
Quinta-feira
Sexta-Feira
Sabado Santo
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terça-feira, 18 de outubro de 2016
Padre Keith Newton, ex-anglicano agora sacerdote católico
"Acredito que depois de tantos anos, aquela visão tida por São Domingos Sávio torna-se realidade hoje. Via, ele, uma multidão de almas protestantes que se converteriam à fé Católica e foi o que exatamente aconteceu no Pontificado de Bento XVI: 400 mil de nossos fiéis pediram ingresso na verdadeira fé. Hoje entendo a beleza que nos fora roubada pela revolução protestante, mas eis que a cada dia mais, a Inglaterra tem se tornado mais católica. A coroa que irá triunfar não será da estirpe de Henrique VIII, mas da estirpe da Virgem Maria." (Padre Keith Newton, ex-anglicano agora sacerdote católico)
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terça-feira, 11 de outubro de 2016
Honestidade e conversão
Compartilhado pelo Revmo.
Padre Ricardo de Barros Marques

ASSIM ESCREVEU-ME um jovem protestante domingo passado, a respeito do que lhe ensinaram sobre a Igreja Católica, para a qual se converte depois de leituras como a de Chesterton: "Esconderam dois mil anos de tradição. Mentiram sobre a inquisição. Mentiram sobre a Idade Média". A verdade tem uma força arrebatadora e quem a descobre tem se convertido às fileiras católicas. Como entender esse fenômeno de jovens que se convertem pela via intelectual senão pelo sopro do Espírito da Verdade?
Como nos lembra nosso irmão João Marcos, G. K. Chesterton dizia que começar a ser honesto com a Igreja já é estar no primeiro passo da conversão.
Padre Ricardo de Barros Marques

ASSIM ESCREVEU-ME um jovem protestante domingo passado, a respeito do que lhe ensinaram sobre a Igreja Católica, para a qual se converte depois de leituras como a de Chesterton: "Esconderam dois mil anos de tradição. Mentiram sobre a inquisição. Mentiram sobre a Idade Média". A verdade tem uma força arrebatadora e quem a descobre tem se convertido às fileiras católicas. Como entender esse fenômeno de jovens que se convertem pela via intelectual senão pelo sopro do Espírito da Verdade?
Como nos lembra nosso irmão João Marcos, G. K. Chesterton dizia que começar a ser honesto com a Igreja já é estar no primeiro passo da conversão.
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"É impossível ser justo com a Igreja Católica. No momento em que o homem cessa de atacá-la, ele sente uma atração em direção a ela. No momento em que ele cessa de gritar, ele começa a ouvi-la com prazer. No momento em que ele tenta ser justo ele começa a admirá-la." Chesterton
fonte:http://www.sociedadechestertonbrasil.org/resenha/a-igreja-catolica-e-conversao/
"É impossível ser justo com a Igreja Católica. No momento em que o homem cessa de atacá-la, ele sente uma atração em direção a ela. No momento em que ele cessa de gritar, ele começa a ouvi-la com prazer. No momento em que ele tenta ser justo ele começa a admirá-la." Chesterton
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terça-feira, 20 de setembro de 2016
Os Mitos da Inquisição - Entendendo a Inquisição
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A igreja católica e a salvação - Video Catequese
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quinta-feira, 1 de setembro de 2016
Conversão de uma Testemunha de Jeová (Video)
Neste video Padre Luis Toro (venezuelano... video em espanhol) mostra, em uma analise bíblica, o erro dessa doutrina das "Testemunhas de Jeová"
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sábado, 20 de agosto de 2016
Como Calvino me fez católico

'Calvino jovem' (Biblioteca de Genebra)
Testemunho de David Anders para o Called to Communion
Tradução de João Marcos – Associação São Próspero
UMA VEZ OUVI um pastor pregar um sermão sobre “História da Igreja”. Ele começou com Cristo e os Apóstolos, passou pelo livro dos Atos, saltou da Idade Média católica diretamente para a Reforma Protestante em 1517. De Lutero, ele foi até o avivalista britânico John Wesley, atravessou o Atlântico com os avivalistas americanos até chegar à sua própria igreja, em Birmingham, Alabama, no início dos anos 1990. Aplausos e louvores sucederam sua pregação. A congregação amou.
Eu também amei a pregação. Cresci numa igreja evangélica nos anos 1970, imerso no mito da Reforma. Eu tinha certeza que minha igreja pregava o Evangelho, que ela recebeu inalterado dos Reformadores. Depois da faculdade, obtive um doutorado em História da Igreja, o que me permitiu provar aos pobres católicos que eles estavam na Igreja errada.
Nunca pensei que o meu próprio fundador, o Reformador João Calvino, me levaria à Igreja Católica.
Eu fui criado presbiteriano, uma igreja que se orgulha das suas origens calvinistas, mas eu não me importava muito com denominações. Minha igreja praticava uma espiritualidade bíblica (sic) semelhante à da maioria das igrejas evangélicas. Na faculdade cristã e no seminário encontrei a mesma atitude. Batistas, presbiterianos, episcopais e carismáticos adoravam e estudavam lado à lado, todos apegados à Bíblia mas em desacordo quanto à forma de interpretá-la. No entanto, nossas diferenças não nos preocupavam. Diferenças sobre os Sacramentos, organização da Igreja e autoridade eram menos importantes para nós do que a relação pessoal com Cristo e a luta contra a Igreja Católica. É assim que compreendíamos a nossa dívida com a Reforma.
Após o seminário, comecei um Ph.D em História da Reforma. Meu foco era João Calvino (1509-1564), o reformador francês que transformou Genebra, na Suíça, no modelo de cidade protestante. Escolhi Calvino não apenas pelo meu passado presbiteriano, mas porque a maioria dos protestantes americanos têm alguma relação com ele. Os puritanos ingleses, os Pais Peregrinos, Jonathan Edwards e o “Grande Avivamento”[1] – todos, fundamentados em Calvino, influenciaram profundamente a religiosidade americana. Meus professores descreviam Calvino como um grande teólogo; nosso teólogo. Eu pensava que se dominasse Calvino, eu conheceria realmente a fé.
Para minha decepção, dominar Calvino não me levou a nenhum lugar que eu esperava. Para começar, eu descobri que não gostava dele. Conheci um homem arrogante, julgador e inflexível. Mais importante, Calvino destruiu minha visão evangélica da História. Eu sempre assumi como verdade a perfeita continuidade entre a Igreja Primitiva, a Reforma e a minha igreja. No entanto, quanto mais eu estudava Calvino, mais estranho ele me parecia, muito diferente dos protestantes de hoje. Isto me levou a questionar toda a narrativa evangélica: Igreja Primitiva – Reforma – Cristianismo Evangélico. E se os "evangélicos" se desviaram de Calvino e da Reforma? O fio da história se rompeu. E se ele se rompeu uma vez, entre a Reforma e hoje, por que não teria se rompido antes, entre a Igreja Primitiva e a Reforma? Será que o fio da história evangélica chegou tão longe?
Calvino me chocou por rejeitar elementos-chave da minha tradição evangélica. A espiritualidade de nascido de novo, interpretação privada da Bíblia, uma abordagem acolhedora às outras denominações... – Calvino se opôs a tudo isso. Descobri que suas preocupações eram muito diferentes, muito mais institucionais, quase católicas. Apesar dele rejeitar a autoridade de Roma, existiam elementos da fé católica que ele nunca pensou em abandonar. Ele assumia como certo que a Igreja deveria ter uma única autoridade interpretativa, uma liturgia sacramental e uma fé unificada.
Estas descobertas me deixaram com importantes questões à mente. Por que Calvino deu tanta importância a essas “coisas católicas”? Ele estava certo em dar tanta importância a elas? Em caso positivo, ele estaria certo em abandonar a Igreja Católica? O que essas descobertas me ensinavam sobre o Protestantismo? Como minha igreja podia chamar Calvino de "fundador" estando tão longe dos seus ensinamentos? Será que toda a teologia protestante estava destinada à confusão?
Entendendo a Reforma Calvipenista
Calvino foi um reformador da 2ª geração, 26 anos mais novo que Martinho Lutero (1483-1546). Isso significa que já na sua época a Reforma se havia dividido em facções. Na sua terra natal, a França, não havia apoio do rei ao Protestantismo e nem liderança unificada. Advogados, humanistas, intelectuais, artistas e artesãos liam os escritos de Lutero, junto com a Bíblia, e adaptavam o que lhes agradava [na confusão que é um típico fruto da tese do livre exame, e que permanece até hoje].
Essa variedade marcou Calvino como o caminho certo para o desastre. Ele era advogado e sempre odiou qualquer forma de desordem social. Em 1549, escreveu um pequeno tratado (Advertissement contre l’astrologie) no qual aborda essa diversidade protestante:
“Cada estado [de vida] tem seu próprio evangelho, que eles fabricam para si mesmos de acordo com seus apetites, de forma que há tanta diferença entre o evangelho da corte, o evangelho dos juízes e advogados e o evangelho dos mercadores, como há entre as moedas de diferentes regiões."
Comecei a ter dificuldades com as diferenças entre Calvino e seus descendentes quando descobri seu horror à diversidade teológica. Calvino foi formado na teologia de Lutero, mas ele se incomodava com a “multidão grosseira” e a “plebe vulgar” que transformou a doutrina de Lutero numa desculpa para desordem. Ele escreveu o seu primeiro grande trabalho, "As Institutas da Religião Cristã" (1536), em parte para tratar desse problema.
Calvino teve a chance de botar seus planos em prática quando se mudou para Genebra, Suíça. Ele começou a participar da Reforma em Genebra em 1537, quando fazia pouco tempo que a cidade havia abraçado o Protestantismo. Calvino, que já havia começado a escrever sobre teologia, estava insatisfeito com as medidas tomadas pela cidade. Genebra aboliu a Missa, expulsou o clero católico e professou lealdade à Bíblia, mas Calvino queria mais. Seu primeiro pedido ao Conselho da Cidade foi que ele impusesse uma confissão comum de fé (escrita por ele mesmo), forçando todos os cidadãos a professá-la.
A mais importante contribuição de Calvino a Genebra foi a criação do Consistório – um tipo de corte eclesiástica – para julgar a pureza moral e teológica dos cidadãos. Ele também persuadiu o conselho a implementar um conjunto de “Decretos Eclesiásticos” que definiam a autoridade da igreja, estabelecia as obrigações religiosas dos leigos e impunha uma liturgia oficial. O comparecimento à igreja era obrigatório. Contrariar os ministros era crime de blasfêmia. As Institutas de Calvino foram declaradas a doutrina oficial.
O maior objetivo de Calvino era obter o poder de excomungar fiéis “indignos”. O conselho da cidade lhe deu esse poder em 1555, quando a imigração francesa e escândalos locais deixaram o eleitorado a seu favor. Calvino utilizou-se desse poder frequentemente. De acordo com o historiador William Monter, de cada 15 cidadãos um foi intimado a comparecer perante o Consistório entre 1559-1569, e 1 em cada 25 foi excomungado[2]. Calvino utilizou esse poder para implementar sua visão de Cristianismo único e punir dissidentes.
Um Calvinista descobre João Calvino
Eu estudei Calvino durante anos antes que o significado real do meu aprendizado viesse à tona. Então, finalmente, percebi que Calvino, com sua paixão pela ordem e autoridade, estava do lado oposto ao espírito individualista da minha tradição evangélica. Nada deixou isso mais claro para mim do que sua luta contra o ex-monge carmelita Jerome Bolsec.

Jérôme Hermès Bolsec
Em 1551, Bolsec, convertido ao Protestantismo, entrou em Genebra e ouviu uma aula sobre teologia. O tópico era a doutrina calvinista da predestinação, que dizia que Deus predeterminava o destino eterno de cada alma. Bolsec, que acreditava firmemente no Sola Scriptura (Só a Escritura) e no Sola Fide (Só a Fé), não gostou do que ouviu. Ele pensou que essa doutrina fazia de Deus um tirano. Quando desafiou a doutrina de Calvino, foi aprisionado.
O que torna o caso Bolsec interessante é que ele rapidamente evoluiu para uma disputa sobre a autoridade da igreja e a interpretação da Bíblia. Bolsec, da mesma forma que muitos "evangélicos" de hoje, argumentou que ele era cristão, que ele tinha o Espírito Santo e, consequentemente, tinha tanto direito quanto Calvino de interpretar a Bíblia. Ele prometeu se retratar caso Calvino provasse sua doutrina apenas pela Bíblia. Mas Calvino não fez isso. Ele ridicularizou Bolsec chamando-o de agitador (Bolsec desfrutava de grande simpatia do público), rejeitou seu apelo à Bíblia e determinou que o conselho agisse com dureza. Ele escreveu a uma amiga que desejava ver Bolsec “apodrecer numa vala”[3].
O que a maioria dos "evangélicos" de hoje não sabem é que Calvino nunca defendeu a interpretação privada (ou laica) da Bíblia. Enquanto rejeitava a autoridade de Roma, ele arrogou essa autoridade a si mesmo(!). Ensinou que os “pastores reformados” eram sucessores dos profetas e apóstolos, com autoridade para interpretar a Bíblia. Insistiu que os leigos deveriam suspender o julgamento em matérias difíceis e “manter-se unidos com a igreja”4.
Calvino levou muito a sério a obrigação de submissão e obediência dos leigos. Contrariar os ministros era uma das razões mais comuns de ser intimado ao Consistório e as penas podiam ser severas. Há uma imagem em particular na minha mente: abril de 1546. Pierre Ameaux, cidadão de Genebra, foi forçado a rastejar até a porta da residência do bispo, com sua cabeça descoberta e uma tocha em sua mão. Ele suplicou o perdão de Deus, dos ministros e do conselho da cidade. Seu crime? Ele se opôs ao ensino de Calvino. O conselho, graças aos apelos de Calvino, decretou a humilhação pública de Ameaux.
Ameaux não foi o único. Nas décadas de 1540 e 1550, o Conselho condenou vários que se opunham aos ministros ou à sua teologia. Além disso, quando Calvino obteve o direito de excomungar, ele não hesitou em utilizá-lo contra essa “blasfêmia”. Os “evangélicos” atuais, desacostumados com a excomunhão, podem subestimar a severidade desta pena, mas Calvino a compreendia em seus termos mais severos. Ele ensinou várias vezes que os excomungados estavam “distantes da Igreja e, consequentemente, de Cristo”[5].
Se as ideias calvinistas sobre a autoridade da igreja foram uma surpresa, seus pensamentos sobre os sacramentos foram um choque. Diferente dos “evangélicos” de hoje, que tratam a teologia dos sacramentos como algo secundário, Calvino ensinou que eles eram da maior importância. De fato, ele ensinou que um correto entendimento da Eucaristia era necessário para a salvação. Esta era a tese do seu primeiro tratado teológico em francês ('Petit traicté de la Sainte Cène', 1541). Frustrado pela discórdia protestante sobre a Eucaristia, Calvino escreveu o texto numa tentativa de unificar o movimento em torno de uma única doutrina.
Evangélicos costumam confiar na sua “relação pessoal com Cristo”, e não na filiação a alguma igreja ou na participação em algum ritual. Calvino, no entanto, ensina que a Eucaristia dá “garantia indiscutível da vida eterna”[6]. E apesar dele não chegar ao entendimento católico, ou mesmo luterano, da Eucaristia, ele ainda reteve a doutrina da Presença Real. Ele ensinou que a Eucaristia concede uma “verdadeira e substancial participação no Corpo e Sangue do Senhor” e rejeitou a noção de que os comungantes recebem “apenas o Espírito, omitindo a Carne e o Sangue”[7].
Calvino entendia o Batismo da mesma forma. Ele nunca ensinou a doutrina evangélica de que alguém “nasce de novo” apenas através da conversão pessoal. Pelo contrário, ele associou a regeneração com o Batismo e ensinou que negá-lo era negar a salvação. Ele também não permitiu diversidade no modo de receber o Batismo. Os anabatistas de Genebra (que batizavam adultos) foram presos e forçados a pedir perdão. Calvino ensinou que os anabatistas, ao negar o sacramento às suas crianças, colocam-se fora da fé.
Uma vez, Calvino persuadiu um anabatista chamado Herman a entrar na Igreja Reformada. Sua descrição do evento não deixa dúvida sobre a diferença entre Calvino e o “evangélico” moderno. Calvino escreve:
“Herman retornou, se não estou enganado, de boa fé à amizade da Igreja. Ele confessou que fora da Igreja não há salvação, e que a verdadeira Igreja está conosco. Consequentemente, ele era um desertor enquanto permaneceu numa seita separada da Igreja.” [8]
Os “evangélicos” atuais não entendem mais essa linguagem. Eles se acostumaram a tratar “a Igreja” apenas como uma realidade espiritual, somente representada através das denominações ou em qualquer lugar onde se reúnam os “verdadeiros crentes”. Esta não é a visão de Calvino. A sua visão é a da “verdadeira Igreja” marcada pelo Batismo infantil, fora da qual não há salvação.
Entendendo o Evangelicalismo
Estudar Calvino me fez levantar questões importantes sobre a minha identidade evangélica. Como eu poderia tratar como “assuntos sem importância” questões que meu próprio fundador considerou essenciais? Eu considerei “sem importância” o Batismo e a Eucaristia, e a própria Igreja como algo “meramente simbólico”, “puramente espiritual” ou, em último caso, desnecessário. No seminário também encontrei um ambiente onde os professores discordavam em todo assunto e ninguém se importava! Sem nenhuma instância superior para apelar, nós permanecemos numa teologia do “mínimo denominador comum”.
A História da Igreja, porém, me ensinou que essa atitude é recente. João Calvino tinha grandes expectativas pela unidade e catolicidade da fé, e pela centralidade da Igreja e dos sacramentos. Mas mesmo o Calvinismo não conseguiu fazer isso. Fora de Genebra, sem a força do Estado para impor uma versão, o próprio calvinismo se dividiu em facções. No seu livro "Orthodoxies in Massachussetts: Rereading American Puritanism", a historiadora Janice Knight detalha como este processo começou logo no início do calvinismo americano[9].
Não surpreende saber que, no século 18, líderes calvinistas dos dois lados do Atlântico desistiram da busca pela unidade. A nova abordagem era enfatizar a experiência subjetiva do “novo nascimento” (em si mesma uma doutrina nova, de origem puritana) como única preocupação necessária. O famoso avivalista George Whitefield tipificou essa visão, chegando ao ponto de insistir que Cristo não queria a concordância em outros assuntos. Ele disse: "Era melhor pregar o novo nascimento, e o poder da religiosidade, e não insistir muito na forma: porque as pessoas nunca pensarão o mesmo sobre isso; nem Jesus Cristo pretendeu isso"[10].
Desde o século 18, o Calvinismo foi reduzindo-se mais e mais a um pequeno conjunto de questões sobre a natureza da salvação. Tanto é assim que, para a maioria das pessoas, a palavra Calvinismo significa apenas a doutrina da predestinação. O próprio Calvino tornou-se apenas um símbolo, um mito que os "evangélicos" utilizam apenas para apoiar suas alegações de continuidade histórica.
A grande ironia da minha pesquisa foi constatar que o Evangelicalismo, longe de ser o herdeiro direto de Calvino, na verdade representa a falência do Calvinismo. Enquanto Calvino dedicou sua vida à busca pela unidade doutrinal, o evangelicalismo moderno está enraizado na negação dessa busca. O historiador Alister McGrath nota que o termo “evangélico”, que existiu na Cristandade por séculos, assumiu seu sentido moderno apenas no século 20, com a fundação da Associação Nacional dos Evangélicos (1942). Esta sociedade foi criada para permitir a ação pública coordenada entre grupos que concordavam apenas com o “novo nascimento”, mas discordavam em todo o resto [11].
Um calvinista descobre o Catolicismo
Eu cresci acreditando que o evangelicalismo era “fé que uma vez foi dada aos santos”[12]. Aprendi pelo estudo da história protestante que essa fé dificilmente era mais antiga que Whitefield, e certamente não era a mesma fé dos Reformadores. O que fazer? Retornar ao século 16 e viver como um autêntico calvinista? Eu já sabia que o próprio Calvino, com toda a sua insistência em unidade e autoridade, não teve êxito. Seus próprios seguidores acabaram em anarquia e individualismo.
Então percebi que Calvino era parte do problema. Ele insistiu na importância da unidade e autoridade, mas rejeitou qualquer base racional para essa autoridade. Ele sabia que a Bíblia totalmente sozinha, interpretada por cada consciência individual, era uma receita do desastre. Mas a sua própria autoridade (de Calvino) era totalmente arbitrária. Sempre que era desafiado, ele apelava à sua própria consciência ou à sua experiência subjetiva, mas ele negava esse direito a Bolsec e outros. Como resultado, Calvino se tornou orgulhoso e severo, brutal com seus inimigos, intolerante. Em todo o meu estudo sobre Calvino, eu não me lembro de ele pedir desculpas ou admitir erros uma única vez.
Eventualmente, constatei que a atitude de Calvino contrastava com a atitude dos maiores teólogos católicos. Vários deles eram santos, reconhecidos por sua caridade heroica e humildade. Além do mais, eu sabia pelos seus escritos, especialmente de Sto. Tomás de Aquino, Sta. Catarina de Siena, Sta. Teresa de Ávila e S. Francisco de Sales, que eles negavam qualquer autoridade pessoal para definir doutrina. Eles se curvaram voluntariamente, até alegremente, à autoridade do Papa e dos concílios. Eles podiam manter o ideal bíblico de unidade doutrinária (1Cor 1,10) sem afirmarem ser a fonte dessa unidade.
Estes santos também desafiaram o estereótipo de católicos que eu tinha. "Evangélicos" frequentemente assumem que são eles os únicos que têm uma “relação pessoal com Cristo”. Católicos, com seus rituais e instituições, são supostamente alienados de Cristo e da Bíblia. Apesar disso, encontrei (nos santos) homens e mulheres totalmente focados em Cristo e inebriados com sua Graça.
O teólogo católico que teve o maior impacto em mim foi, sem dúvida, Sto. Agostinho (354-430). Em toda a minha vida, ouvi que a Igreja primitiva era protestante e evangélica. Meus professores do seminário e até mesmo Calvino e Lutero sempre apontavam para Sto. Agostinho como seu grande herói da Igreja Primitiva. Quando eu finalmente pesquisei Agostinho, no entanto, descobri o Catolicismo completo. Agostinho amava a Bíblia e falou profundamente sobre a Graça de Deus, mas ele os compreendia no sentido católico. Ele destruiu o que restava da minha visão evangélica da história.
No fim, eu vi que cada coisa boa do Evangelicalismo já estava presente na Igreja Católica – a devoção calorosa à espiritualidade evangélica, o amor pela Bíblia e até mesmo, em certo ponto, a tolerância evangélica à diversidade. O Catolicismo sempre tolerou escolas de pensamento, várias teologias e liturgias diferentes. Mas, ao contrário do Evangelicalismo, a Igreja Católica possuía uma maneira lógica e consistente de distinguir entre o essencial e o não-essencial. O Magistério da Igreja, estabelecido por Cristo (Mt 16,18; 28,18-20), era a fonte daquela unidade que Calvino queria substituir.
Uma das coisas mais agradáveis da minha descoberta da Igreja Católica é que ela satisfaz plenamente meu desejo por raízes históricas. Eu comecei a estudar História acreditando na continuidade da fé e tentando desesperadamente encontrá-la. Até mesmo quando eu pensei encontrá-la na Reforma, eu ainda devia lidar com o enorme período da Idade Média, católica. Agora, graças ao que Calvino me ensinou, não existem mais pontas soltas. Em 16 de novembro de 2003, finalmente abracei a “fé que uma vez foi dada aos santos”. Eu entrei na Igreja Católica.
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Notas:
1. N.T.: os 'Avivamentos' ou 'Despertamentos' eram períodos de grande expansão evangélica nos EUA e Reino Unido. Um pouco da sua história pode ser encontrada em:
http://www.mackenzie.br/7080.html
2. 'The Consistory of Geneva, 1559-1569',Bibliothèque d’Humanisme et Renaissance 38 (1976): 467-484
3. Carta à Madame de Cany, 1552
4. 'Institutes of the Christian Religion', ed. J. T. McNeill, trans. Ford Lewis Battles. Philadelphia: Westminster Press, 1960: 3.2.3, 4.3.4
5. Institutas 4.12.9
6. Institutas 4.17.32
7. Institutas 4.17.17; 4.17.19
8. 'Letters of John Calvin', trans. M. Gilchrist, ed. J.Bonnet, New York: Burt Franklin, 1972, I: 110-111
9. Cambridge: Harvard University Press, 1994
10. Citado em Mark A. Noll, 'The Rise of Evangelicalism: The Age of Edwards, Whitefield and the Wesleys'. Downers Grove: IVP, 2003, 14
11. 'Evangelicalism and the Future of Christianity'. Downers Grove, IL: InterVarsity Press, 1995, 17-23.
12. N.T.: Judas 1,3
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Fonte:
Called to Communion, 'How John Calvin Made me a Catholic', disp. em
http://www.calledtocommunion.com/2010/06/how-john-calvin-made-me-a-catholic/
Acesso 27/6/016www.ofielcatolico.com.br
Henrique Sebastião
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segunda-feira, 27 de julho de 2015
40 anos de protestante, 12 de pastora. Testemunho de uma conversão pela intercessão de Maria
* Vídeo imperdível: 40 anos de protestante, 12 de pastora. Testemunho de uma conversão pela intercessão de Maria.
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terça-feira, 7 de julho de 2015
Ex pastor protestante explica a fórmula que usava para enganar católicos (Steve Wood)
Eu era protestante durante vinte anos antes de me converter ao catolicismo. Eu fiz muitas pessoas deixarem a Igreja Católica. Minha fórmula para os católicos deixarem a Igreja em geral era composta de três etapas.
Passo 1: Convidar os católicos a terem uma experiência de conversão em um ambiente protestante.
Muitas igrejas fundamentalistas, evangélicos e carismáticos têm programas dinâmicos para os jovens, intensos ofícios religiosos toda quarta-feira e domingo à tarde e pequenos grupos de estudos bíblicos. Além disso, eles patrocinam cruzadas, seminários e concertos especiais. Os católicos, convidados por um amigo protestante, podem assistir a um ou mais desses eventos sem deixarem sua participação nas missas de domingo em sua paróquia local.
A maioria da doutrina protestante é simples, se arrependerem de seus pecados e seguir a Cristo na fé. Além disso, salientam a importância de uma relação pessoal com Jesus e a recompensa da vida eterna. A maioria dos católicos que frequenta estes eventos não está acostumada a ouvir tais desafios diretos a abandonar o pecado e seguir a Cristo. Consequentemente, muitos católicos experimentam uma verdadeira conversão.
Isto é, devemos louvar o fervor protestante, colocando para promover conversões.
Os líderes católicos devem aumentar as oportunidades para as pessoas terem um ambiente católico.
A razão é simples: há cerca de cinco em cada dez pessoas adotam as crenças na qual experimentou sua conversão. Esta percentagem é ainda maior para aqueles com conversões profundas ou experiências carismáticas graças aos protestantes. (Acredite em mim, eu sei muito bem, me formei em uma escola da Assembléia de Deus e fui ministro da juventude em duas igrejas carismáticas).
Pastores, líderes da juventude, e ministros leigos estão bem cientes de que as experiências de conversão em ambientes protestantes muitas vezes causam a adesão a fé ea igreja protestante.
Questões importantes:
Por que existem tantos líderes católicos que não têm conhecimento disto?
Por que são tão indiferentes a um processo que tirou centenas de milhares de católicos da Igreja?
Passo 2: "Dê a conversão a uma interpretação protestante".
A conversão genuína é uma das experiências de vida mais preciosas, comparável ao casamento ou o nascimento de uma criança. A conversão desperta uma fome profunda de Deus. Os ministros protestantes eficazes treinam seus trabalhadores para que deem seguimento a esse vivo desejo espiritual.
Antes de uma cruzada em um estádio, ele capacita seus trabalhadores por seis semanas. Ele mostra como apresentar uma interpretação protestante da experiência de conversão fazendo uso seletivo de versículos da Bíblia.
A citação escolhida, é claro, João 3.3, o verso sobre "nascer de novo": ". Jesus lhe respondeu: "Eu lhe asseguro, se alguém não nascer de novo, não poderá ver o reino de Deus".
Ele está usando a técnica semelhante a "touch and go" que é usada em treinamento de pilotos para pousos e decolagens. Jogamos João 3,3 brevemente para mostrar que era necessário nascer de novo para a vida eterna. Logo a conversão era descrita em termos de nascer de novo. Fazíamos uma abordagem rápida antes de ler João 3.5 que enfatiza a necessidade de nascer da água e do Espírito.
Eu nunca disse a eles que por 20 séculos as Igrejas ortodoxas e católicas, ecoando os ensinamentos unânimes dos Padres da Igreja, entendia esta passagem como referência ao sacramento do batismo! E, obviamente, nunca dizia a citação de Tito 3.5 ("Nos salvou ... pela regeneração pelo batismo e renovação pelo do Espírito Santo") como referência paralela à João 3: 5.
Na minha experiência como um protestante, todos os católicos que tiveram uma conversão em um ambiente protestante não tinham firme conhecimento da fé católica.
Em vinte anos de ministério protestante, eu nunca conheci um católico que sabia que João 3: 3-8 descreve o sacramento do batismo. Não foi muito difícil convencê-los que ignoraram os sacramentos e ao mesmo tempo a igreja que os enfatizavam.
O livro de Provérbios diz:
"Quem advoga sua causa, por primeiro, parece ter razão; sobrevém a parte adversa, que examina a fundo "(18:17).
Católicos que não têm uma base bíblica para as suas crenças nunca ouvem o resto da história. Meu uso seletivo da escritura fazia parecer que a perspectiva protestante tinha todas as luzes seguras. Ao longo do tempo, esta abordagem unilateral das escrituras fazia os católicos rejeitarem sua fé católica.
Passo 3: "Acusar a Igreja Católica de negar a salvação pela graça."
Os católicos geralmente consideram que os protestantes que fazem proselitismo são intolerantes. Isto é injusto e impreciso; uma profunda caridade vigoriza seu fervor equivocado.
Só havia uma razão que me fazia levar que os católicos deixassem a sua Igreja; pensava que estavam indo para o inferno. Eu pensava que a Igreja Católica negava a salvação pela graça; Eu sabia que qualquer um que acreditava nisso não ganharia o Céu.
Eu usei Efésios 2,8-9 para convencer os católicos, que era essencial para deixar a Igreja:
"Porque fostes salvos pela graça mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; Não vem das obras, para que ninguém se glorie. "
Primeiro, dizia "a Bíblia indica que a salvação é pela graça e não pelas obras. Certo? " A resposta foi sempre sim.
Então dizia "a Igreja Católica ensina que a salvação é pelas obras. Certo? " (Eu nunca conheci um católico que não dissesse sim. Absolutamente todos os católicos que conheci durante meus 20 anos de ministério confirmou minha ideia errada de que o catolicismo ensinava que a salvação era pelas obras e não pela graça).
Finalmente, lhes dizia "a Igreja Católica está sendo fiel ao inferno quando eles negam que a salvação é pela graça. Melhor parte de uma igreja que ensina o que é o verdadeiro caminho para o céu ".
Como também fazia uma rápida revisão do livro de Efésios, eu raramente citava versículo 10 que diz:
"Com efeito, somos obras sua criados em Cristo Jesus para as boas obras, que Deus de antemão preparou para que nós praticássemos."
Preste muita atenção ao Evangelho que pregam nos estádios, na televisão e no rádio.Nove em cada dez vezes enfatizam Efésios 2,8-9, mas nunca mencionam o versículo
“Porque é gratuitamente que fostes salvos mediante a fé. Isto não provém de vossos méritos, mas é puro dom de Deus.
Não provém das obras, para que ninguém se glorie.
Somos obra sua, criados em Jesus Cristo para as boas ações, que Deus de antemão preparou para que nós as praticássemos.
O Catolicismo ensina e acredita na mensagem completa de Efésios 2, 8-10, sem equívocos ou cerceando a verdade.
Por vinte séculos da Igreja Católica fielmente ensinou que a salvação é pela graça.
Pedro, o primeiro Papa disse:
"Mas nós acreditamos que somos salvos pela graça do Senhor Jesus" (Atos 15, 11).
O Catecismo da Igreja Católica, totalmente endossado pelo Papa João Paulo II, diz: "Nossa justificação vem da graça de Deus" (No. 1996).
O protestantismo começou quando Martinho Lutero declarou que somos justificados (feitos justos) pela fé. Quando tratava para que os católicos deixassem a Igreja, eu não me dava conta que Martinho Lutero acrescentou a palavra "somente" à sua tradução de Romanos 3:28 para provar sua doutrina. (A palavra "apenas" não é encontrada em qualquer tradução contemporânea protestante em inglês de Romanos 3, 28).
Eu não percebi que o único lugar na Bíblia que a menção de "fé somente" no contexto da salvação é em São Tiago 2,24, onde a idéia de somente fé é explicitamente refutada:
"Você vê como o homem é justificado pelas obras e não somente pela fé."
Este versículo era perturbador, mas eu o ignorei ou deturpei para significar outra coisa que o versículo e seu contexto claramente ensina.
******
Católicos podem participar em eventos protestantes?
Eu não me importo que os católicos participem de eventos orientados-protestante e atividades ecumênicas de valor, desde que:
- Tenham uma sólida compreensão da sua fé católica.
- Conheçam sua fé bem o suficiente para manifestar-la a um não-católico através da Escritura e dos Padres da Igreja.
- São maduros o suficiente para perceber que a presença mais profunda de Cristo não é, necessariamente, em um ambiente com muito barulho e muita emoção, mas em momentos tranquilos como na adoração da Eucaristia (cf. 1 Rs 19: 11-12 ).
Infelizmente, a maioria dos homens e mulheres católicos que nasceram após a Segunda Guerra Mundial não preenchem essas condições. Para eles, participar de eventos protestantes poderia significar abrir uma porta que levará diretamente para uma estrada fora da Igreja Católica.
Durante as últimas três décadas, milhares de católicos deixaram a Igreja por suas posições protestantes.
A maior igreja nos Estados Unidos é a Igreja Católica; o segundo maior importante grupo de cristãos na América são de ex-católicos. O movimento de homens católicos tem uma solene obrigação de ajudar os homens a descobrir as raízes bíblicas e históricas de sua fé católica. Então, ao invés de deixar a Igreja, eles se tornarão instrumentos para ajudar os outros a descobrir os tesouros do catolicismo.
Lembre-se que um homem que deixa a Igreja muitas vezes também leva com ele a sua família (por gerações e gerações).Demorou quatrocentos anos, 10 gerações, para minha família voltar para a igreja após uma geração de meus ancestrais na Noruega, Inglaterra, Alemanha e Escócia decidiram abandonar a Igreja Católica.
Como alguém cuja família fez seu caminho de volta ao catolicismo, deixe-me fazer um apelo pessoal para os homens católicos, especialmente aos líderes de vários grupos de homens católicos:
Não coloquem os católicos não treinados em um ambiente protestante. Eles podem ganhar experiência religiosa, a curto prazo, mas o risco de perder a fé a longo prazo. Seria muito irresponsável expô-los ao protestantismo antes de expô-los totalmente ao catolicismo.******
No funeral do meu pai, 29 anos atrás, eu cantei, cheio de lágrimas, seu hino favorito, "Faith of Our Fathers" (A Fé dos Nossos Pais). Nem meu pai, o filho de um ministro, nem nos demos conta de que a verdadeira fé dos nossos antepassados foi o catolicismo romano.
Todos os dias agradeço a Deus que me trouxe de volta para a antiga Igreja de meus ancestrais. Todos os anos que Deus me permitir passar neste mundo continuarei proclamando tanto aos meus irmãos protestantes e aos meus irmãos católicos emergentes como é a fé católica gloriosa de nossos pais.
Paz e bem irmãos!
Steve Wood
Steve Wood
Quem é Steve Wood?
Ex-diretor do Instituto Bíblico da Flórida, ex-pastor de uma igreja evangélica interdenominacional. Ele também estava servindo em Costa Mesa na Igreja Evangélica "El Calvario" ao fazer os seus estudos em um instituto da Assembléias de Deus. Ele trabalhou em projetos de evangelização da juventude; Foi líder de ministérios evangélicos na prisão; organizou o Instituto de estudo bíblico para adultos. Em seguida, fez estudos de pós-graduação no famoso Seminário Evangélico de Teologia de Massachusetts Gordon-Conwell.
Entre outras coisas em seu testemunho de conversão Steve diz: "Quanto mais eu estudava os primeiros séculos da igreja primitiva mais eu percebia que se assemelhava a Igreja Católica. Estudar mais os "primeiros padres da Igreja" e examinar mais a Bíblia. Mas houve uma confusão em mim. Para piorar as coisas, eu descobri que dois dos meus colegas do seminário mais inteligentes e anti-católicos começaram também a pensar em se tornarem católicos. “Um dia, quando estava pregando” , continuou Steve dizendo:" Eu senti o Senhor me dizendo: “Agora ou nunca”. Se no meio de tudo isso eu dava um passo à fé eu reconhecia a verdade que eu ia perder tudo.Perder o meu emprego como pastor, eu não poderia sustentar a minha família, era a minha carreira e meu chamado. Eu tinha passado 20 anos me preparando para ser um ministro protestante e Deus me disse :. Faça isso agora ... e eu fiz "
"Pedi desculpas à minha congregação reunida. Os líderes "anciãos" me acompanhavam. Eu lhes disse que não podia continuar enganando a mim mesmo. Minha peregrinação à Igreja que Cristo fundou: A Igreja Católica, já tinha começado. Então: eu orei mais, estudei mais, conheci a plenitude e cheguei. A plenitude de um relacionamento pessoal com Cristo é ter uma relação pessoal também com o corpo de Cristo, a Sua Igreja (1 Cor 12) Católica.
Traduçao Roma de Sempre: http://romadesempre.blogspot.com.br/2015/05/ex-pastor-protestante-explica-formula.html para o artigo publicado na infocatolica: http://infocatolica.com/?t=noticia&cod=23993
****** Revisão e tradução da ultima parte: Cezar Martins Fiorio
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segunda-feira, 22 de junho de 2015
Por que deixei o protestantismo : Testemunho
Por que deixei o protestantismo
FONTE: Catena Aurea
Testemunho de conversão de Ricardo Ribeiro.
Introdução
Nasci em família de "católicos não-praticantes" e, tendo crescido sem nenhuma instrução religiosa, na adolescência comecei aos poucos a descobrir a fé do meu Batismo. No entanto, as dúvidas e uma fé imatura levaram-me ao protestantismo. Eu já conhecia bem a Igreja Católica quando fui atraído para lá, e cheguei a frequentar igrejas presbiterianas e pentecostais. Por algum tempo, estudei autores clássicos e atuais da tradição protestante, e fiz amigos neste meio (inclusive muitos cristãos piedosos e sérios). Também participei ativamente dos cultos, embora nunca tenha sido inscrito como membro de nenhuma igreja.
Aprendi muitas coisas boas com o cristianismo protestante. Existem vários artigos de fé que eles ensinam corretamente, como a autoridade e inspiração das Escrituras, a providência de Deus sobre o mundo, a divindade de Cristo e sua ressurreição, pontos importantes da moral cristã, etc. Admiro a ênfase que colocam na confiança em Cristo e na necessidade de conversão pessoal, e o modo apaixonado como alguns defendem esses artigos de fé. Deixei os protestantes porque percebi a necessidade de algo mais para seguir a Cristo plenamente – ser parte de Sua Igreja. Quanto a todas as coisas que eles pregam e vivem corretamente, não tenho dificuldade em reconhecê-las.
O que me levou ao protestantismo foi a mentalidade de querer investigar e entender perfeitamente todas as questões teológicas possíveis. É claro que muitas vezes eu ficava insatisfeito com a posição da Igreja Católica e então buscava compor meu próprio sistema teológico. O protestantismo me atraiu justamente pela promessa de "liberdade intelectual", que é inerente a ele. Por algum tempo acreditei que a fé poderia desenvolver-se melhor sem as amarras da tradição católica, porém mantendo o essencial - a partir das Escrituras.
Mas o resultado dessa busca, depois de muita reflexão, é que o protestantismo tem grande dificuldade em manter este núcleo essencial da fé. Em vez de funcionar como Igreja de Cristo, ele cria confusão. Isso vem da própria mentalidade em que opera. E é isso que pretendo demonstrar a seguir. Este artigo é um esforço de resumir os pontos principais de uma longa reflexão.
O problema do denominacionalismo
Para ilustrar a confusão, pense no grande pregador inglês C. H. Spurgeon, um batista. Em 1865, ele pregou um sermão intitulado A Regeneração Batismal, no qual defende a visão tipicamente batista de que o sacramento do Batismo nada efetua - não é um instrumento nas mãos de Deus para comunicar a graça, mas sim um símbolo, um modo de fazermos nosso testemunho público de fé. Spurgeon expressa toda sua indignação diante do fato de que alguns protestantes professavam a doutrina da regeneração batismal e diziam que o Batismo realmente confere a graça.
Ele diz (os destaques são meus):
[...] de todas as mentiras que levaram milhões ao inferno, esta eu vejo como a mais cruel - que em uma Igreja Protestante seja encontrado quem jure que o Batismo salva a alma. Chame-se batista, ou presbiteriano, ou dissidente... isso nada importa para mim. Se ele diz que o Batismo salva a alma, fora com ele, fora com ele, ele diz algo que Deus nunca ensinou, algo que a Bíblia nunca deixou, e algo que nunca deve ser mantido por quem professa que a Bíblia, e toda a Bíblia, é a religião dos protestantes.
Spurgeon está indignado que alguém ouse afirmar ser "protestante" e confesse a regeneração batismal. Ele chega até mesmo a lembrar o nome de Lutero durante o sermão. Pois bem, se aí nós temos um exemplo de ponto essencial da doutrina, então também temos um problema sério: a maioria esmagadora dos Padres da Igreja expressou a regeneração batismal com toda clareza. E isso não era algo acidental ou de menor importância para eles. Da mesma forma, o próprio Lutero defendeu a regeneração batismal. Na verdade, o reformador alemão via este ponto de doutrina como o próprio "coração do Evangelho", pois por ele vemos a promessa gratuita de Deus nos sacramentos. No Catecismo Maior, Lutero ensina que o Batismo traz "vitória sobre a morte e o diabo, perdão dos pecados, a graça de Deus, Cristo inteiro e o Espírito Santo com seus dons".
Claramente, Spurgeon não entendeu a doutrina da regeneração batismal. Parece que ele a confundia com ser salvo pelo Batismo de forma automática (mesmo que a pessoa recuse-se a crer e arrepender-se)! Tendo interpretado mal a doutrina, ele não hesita em rejeitar séculos de tradição cristã e chamar tudo isso de "mentiras que levam milhões ao inferno". Mas como pode a Igreja subsistir assim?
Pode parecer uma discordância simples, mas ela revela uma profunda diferença de perspectiva, entre um cristianismo sacramental e um não-sacramental. O primeiro é o caso dos luteranos, católicos, ortodoxos, coptas e muitos anglicanos. O segundo é o que existe entre batistas, pentecostais e outros grupos evangélicos. Há quem tente traçar um meio-termo aqui. Mas o problema permanece: como a Igreja pode subsistir se aquilo que há de mais sagrado para uns cristãos é tido como mentira e absurdo para outros?
Essa confusão é perpetuada pelo sistema denominacionalista, isto é, os protestantes não se obrigam a permanecer todos numa só comunhão, com um só governo e uma só confissão de fé (ou um conjunto de confissões aceitas por todos). Qualquer um, a qualquer momento, podem proclamar-se um presbítero junto com uma nova comunidade e assim fundar sua denominação. As denominações são absolutamente independentes entre si. Não precisam aceitar os mesmos documentos (confissões de fé, catecismos, etc). Toda interpretação é tida como, em princípio, passível de revisão.
Uma outra questão ajuda a ver isso. Lutero e Calvino defenderam vigorosamente o Batismo de bebês, que os anabatistas rejeitavam; mais tarde, os batistas e outros grupos adotaram a interpretação anabatista e hoje ela é a mais comum. John Gill, um dos maiores teólogos batistas de todos os tempos, chamou o Batismo infantil de "pilar e fundamento do Papado", uma heresia que precisava ser extirpada urgentemente [1]. Quer dizer então que a Igreja inteira, desde as primeiras gerações dos Padres da Igreja, permaneceu em erro essencial sobre o sacramento, e isso sem que ninguém aparecesse, por séculos, para protestar contra essa situação! O absurdo é tão grande que o próprio Martinho Lutero fez notar, em seu Catecismo Maior, que a negação do Batismo infantil era equivalente a negar o artigo do Credo que diz: Creio na Igreja [2].
E quanto à presença real de Cristo na Eucaristia? Lutero defendeu essa doutrina com enorme insistência, mas Zwínglio a negou (e com ele a maioria dos evangélicos modernos). Calvino traçou uma doutrina intermediária, mas chamou o sacramento luterano de "ídolo". Novamente, o que para uns é sagrado e essencial, para outros é um ato de idolatria.
Outra divisão é que algumas igrejas protestantes celebram um culto litúrgico como o dos católicos e ortodoxos, com imagens, sinos, vestes litúrgicas, velas, etc. O próprio Lutero manteve as coisas assim. De outro lado, um grande número de igrejas mantém uma filosofia de culto oposta. Rejeitam qualquer uso de orações não-espontâneas, cerimônias, velas, imagens, sinos, etc. Muitas adotam música de estilo moderna, com baterias e guitarras. O abismo é tão grande que os membros de uma igreja batista, geralmente, não suportariam passar cinco minutos em uma liturgia luterana tradicional! O que para uns é sagrado e correto, para outros é superstição e cerimonialismo vazio.
A soma de denominações protestantes - mesmo tomando-se somente as mais tradicionais - não compartilha uma só "filosofia de culto". Não tem uma só lex orandi. Enquanto isso, as liturgias tradicionais desenvolveram-se organicamente desde os primórdios e representam a verdadeira universalidade da Igreja.
Outro tipo de divergência entre os protestantes é nas questões de soteriologia (doutrina da salvação). Muitos calvinistas fazem de certos pontos de sua doutrina a própria essência do Evangelho, como, por exemplo, a doutrina da perseverança dos santos, segundo a qual todos os verdadeiros crentes perseverarão e aqueles que caem nunca chegaram a crer verdadeiramente. Se isso é um ponto essencial de doutrina, então é forçoso admitir que o Evangelho teve sua pregação prejudicada pela heresia desde as primeiras gerações até a Reforma [3]. O próprio Lutero não admitia esse ponto, e com ele os luteranos e arminianos.
Aqui só estou fornecendo alguns exemplos. Na obra História das Variações das Igrejas Protestantes (esse livro teve um impacto muito grande na minha conversão), o bispo francês Bossuet descreve as idas e vindas do protestantismo até sua época (século XVII) e, ao mesmo tempo, corrige as más interpretações da doutrina católica. Hoje precisaríamos escrever uma obra maior para abranger as variações atuais.
Não estou dizendo que algum testemunho claro da Bíblia possa ser ignorado em prol da continuidade histórica. É óbvio que eu passei pelas diversas questões disputadas - quer as orações pelos mortos, ou a justificação, a expiação ilimitada ou o sacrifício eucarístico, etc - e procurei entender os argumentos bíblicos de ambos os lados. Não acredito que a Bíblia seja um livro enigmático e obscuro, cujo conteúdo só chega a nós pela Igreja. Se eu abracei a tradição católica, é porque consegui enxergar sua coerência com as Escrituras. O problema é que muitos não querem ver a subjetividade e sectarismo de suas interpretações.
Também não quero dizer que não existam divergências doutrinárias entre católicos. Muitas vezes nós temos até disputas e controvérsias difíceis também. A diferença é que, se há uma Igreja visível, as controvérsias não podem servir para separá-la e cada um ir pelo seu caminho. Por exemplo, duas escolas teológicas católicas discutem sobre a predestinação: os tomistas e molinistas. Mas eles continuam frequentando os mesmos sacramentos, estando debaixo do mesmo governo eclesiástico, e tendo que aceitar que o outro lado também é plenamente cristão. Se, eventualmente, a Igreja manifestar-se sobre o assunto em um Concílio Ecumênico ou algo assim, aí sim, a questão seria resolvida definitivamente.
Essa visão da Igreja corresponde exatamente ao que Sto. Agostinho descreve em uma controvérsia de seu tempo:
(...) dentro da Igreja diferentes homens tiveram opiniões divergentes sobre a questão [do Batismo ministrado por hereges], sem violar a paz, até que um claro e simples decreto fosse passado por um Concílio universal... Pois naquele tempo,antes do consenso de toda a Igreja ter declarado autoritativamente, pelo decreto de um Concílio plenário, qual a prática a ser seguida nessa matéria, pareceu a ele [Cipriano], de comum acordo com cerca de oitenta irmãos bispos das igrejas africanas, que todo homem que tinha sido batizado fora da comunhão da Igreja Católica deveria, ao juntar-se à Igreja, ser batizado novamente (Sobre o batismo, I, 18).
Perceba que Agostinho distingue dois momentos: antes e depois da Igreja ter-se manifestado definitivamente. Ele vai empregar a mesma linguagem para falar de outras controvérsias. Isso quer dizer que nem tudo é passível de revisão. Na verdade, há uma dupla garantia aí: primeiro, que a unidade não precisa ser quebrada quando a Igreja não se manifestou definitivamente (essa é uma garantia de pluralidade); segundo, que a manifestação definitiva da Igreja deixa claro para todos que o assunto não pode mais ser discutido.
É claro que isso só faz sentido se houver uma Igreja visível [4], mas é exatamente assim que os Padres viam aquela Igreja una, santa, católica e apostólica do Credo Niceno. É por isso que a sucessão apostólica é tão importante, porque é um elo físico de continuidade histórica da comunidade. Essa é a visão da Igreja que inspirou S. Irineu, escrevendo no século II:

Este dom [da verdade] de Deus foi confiado à Igreja, como o sopro de vida inspirado na obra modelada, para que sejam vivificados todos os membros que o recebem. É nela também que foi depositada a comunhão com o Cristo, isto é, o Espírito Santo, penhor de incorrupção, confirmação da nossa fé e escada para subir a Deus. Com efeito, "Deus estabeleceu Apóstolos, Profetas e Doutores na Igreja", e todas as outras obras do Espírito, das quais não participam todos os que não acorrem à Igreja, privando-se a si mesmos da vida, por causa de suas falsas doutrinas e péssima conduta. Onde está a Igreja, aí está o Espírito de Deus, e onde está o Espírito de Deus ali está a Igreja e toda a graça. E o Espírito é Verdade. Por isso os que se afastam dele e não se alimentam para a vida aos seios da Mãe, não recebem nada da fonte puríssima que procede do corpo de Cristo, mas cavam para si buracos na terra como cisternas fendidas e bebem a água pútrida de lamaçal; fogem da Igreja por medo de serem desmascarados e rejeitam o Espírito para não serem instruídos (Contra as heresias, III, 24).
Eis por que se devem escutar os presbíteros que estão na Igreja, e que são os sucessores dos Apóstolos, como o demonstramos, e que com a sucessão no episcopado receberam o carisma seguro da verdade segundo o beneplácito do Pai. Quanto a todos os outros que separam-se da sucessão principal e em qualquer lugar que se reúnam, devem ser vistos com desconfiança, como hereges e de má fé, como cismáticos cheios de orgulho e de suficiência, ou ainda, como hipócritas que fazem isso à procura de lucro e de vanglória (IV, 26).
A verdadeira gnose [conhecimento] é a doutrina dos apóstolos, é a antiga difusão da Igreja em todo o mundo, é o caráter distintivo do Corpo de Cristo que consiste na sucessão dos bispos aos quais foi confiada a Igreja em qualquer lugar ela esteja; é a conservação fiel das Escrituras que chegou até nós, a explicação integral dela, sem acréscimos ou subtrações, a leitura isenta de fraude e em plena conformidade com as Escrituras, explicação correta, harmoniosa, isenta de perigos ou de blasfêmias e, mais importante, é o dom da caridade, mais precioso do que a gnose, mais glorioso do que a profecia, superior a todos os outros carismas (IV, 33, 8).
Isso lembra muito a descrição que S. Paulo faz da Igreja em Efésios, capítulo 4: a Igreja como um corpo crescendo de forma harmoniosa, guiada pelo Espírito. Isso não significa infalibilidade de congregações individuais, e muito menos que todos serão perfeitos o tempo todo. As igrejas locais tem seus defeitos. A questão é que toda a Igreja, Corpo de Cristo, é um organismo visível instituído pelo Senhor. Isso faz toda a diferença. Porque uma mera soma de denominações protestantes não é um "corpo", logo não é a Igreja de Cristo.
Como o protestantismo tem uma eclesiologia deficiente, você vê, em uma mesma cidade ou localidade, dezenas de denominações. Cada uma absolutamente independente da outra. A unidade da Igreja deve manifestar-se pela comunhão eucarística e sacramental, pela concórdia dos Bispos e dos fiéis. Um só governo, uma só fé. O sistema denominacionalista falha completamente.
A fragmentação da fé
A origem dos problemas do protestantismo é, a meu ver, sua natureza derivada de esforços individuais. Uma vez que há a possibilidade de rever tudo, o cristão tende a focar sempre no ponto em que ele tem maior compreensão ou vê maior urgência, deixando de lado (ou negando) aquilo que ele não compreende. Veja este exemplo: os reformadores enfatizaram a devoção a Cristo porque compreenderam corretamente que Sua Pessoa deve estar no centro de tudo, mas tiraram daí a conclusão errada de que invocar a intercessão dos santos é idolatria. Provavelmente eles viram muitos cristãos mornos, que gostavam de encher as relíquias dos santos de flores, enquanto aprendiam pouco sobre Cristo. Nossa devoção deve ser "cristocêntrica" - este é o lado positivo do protesto. Mas daí vem o lado negativo: então devemos negar tudo aquilo que se falou na tradição sobre os santos serem nossos intercessores no Céu [5], denunciando como idolatria.
Um dos elementos típicos do evangelicalismo é a ênfase na necessidade de conversão pessoal. Por isso mesmo, muitos rejeitam a eficácia dos sacramentos. Eles compreenderam corretamente que devemos viver a conversão pessoal, e viram muitos cristãos que frequentavam os sacramentos (sem as disposições necessárias) e confiavam que isso era suficiente. Daí tiraram a conclusão errada de que, para enfatizar a conversão pessoal, é melhor rebaixar os sacramentos a meros símbolos. A tradição católica prega uma coisa sem negar a outra. Como o protestante tende a focar em esforços individuais (seus ou de alguns poucos líderes), prossegue fragmentando a fé.
Desse modo, o pietista dirá que a ênfase na conversão pessoal deve passar por cima também da doutrina. Isso porque ele viu cristãos que conheciam bem a teologia, e envolviam-se em disputas teológicas, mas não mudavam de vida. Então ele tirará a conclusão errada de que a doutrina é um empecilho. E assim com várias outras ênfases que caracterizam as denominações.
Em outras palavras, o protestantismo vai sempre enfatizar (muitas vezes corretamente) um aspecto da fé cristã; porém em detrimento de outros aspectos igualmente válidos, mas que ele ignora ou não compreende bem. O remédio mais eficaz para essa situação é justamente voltar à vivência da tradição da Igreja, onde há um patrimônio comum da fé que não pode ser reduzido. Mas isso é deixar o protestantismo, pelo menos em suas formas mais comuns (alguns grupos de anglo-católicos e luteranos tradicionais constituem uma possível exceção aqui).
Conclusão
Deixei o protestantismo porque ele não pode ser aquele organismo fundado por Cristo e descrito nas páginas da Bíblia Sagrada, e porque ele não prega "todo o conselho de Deus" (At. 20:27) - a plenitude da tradição apostólica. É preciso ir além da mera soma ou disputa de denominações e interpretações diferentes. Já tive muitas dúvidas com relação a questões que os protestantes contestam na doutrina católica. Eventualmente, eu percebi que não posso compreender perfeitamente tudo e resolver todas as disputas teológicas da história do cristianismo! Será que Deus espera que todos os cristãos saibam resolver ponto por ponto dessas disputas, em todos os seus detalhes (incluindo aí as disputas entre protestantes)? Eu creio que a tradição católica traz respostas razoáveis e muitas vezes claramente superiores.
Por tudo isso, decidi voltar à Igreja. Isso exigiu confiança. Não é confiança em homens falhos, mas em que Deus tem guiado Sua Igreja. Isso acrescenta uma outra dimensão à fé, com a qual o protestante não está acostumado. Assim como descobrir as riquezas da Missa, dos sacramentos e da espiritualidade católica e da doutrina, tudo isto tem sido uma aventura bastante inspiradora - mas somente quando entramos neste edifício com fé.
Neste artigo eu apenas resumi um dos aspectos da minha jornada. Existem outros pontos importantes no diálogo entre católicos e protestantes que eu gostaria de trazer à luz, mas farei isso em outra oportunidade.
Notas:
1. Desde os primeiros tempos do cristianismo, a unidade da Igreja era manifestada pela recepção comum de “um só Batismo” (Ef. 4.5). A posição dos batistas e outros evangélicos faz com que eles tenham que rebatizar presbiterianos e luteranos já batizados na infância. Então o sacramento perde também o sentido de “entrada na Igreja”.
2. “Que o Batismo das crianças é agradável a Cristo é suficientemente provado de Sua própria obra, ou seja, que Deus santifica tantos desses que foram batizados assim, e deu-lhes o Espírito Santo; e que há ainda hoje muitos nos quais percebemos que possuem o Espírito Santo tanto por sua doutrina quanto por suas vidas... Mas se Deus não aceitasse o batismo infantil... durante todo esse longo tempo, até os nossos dias, nenhum homem sobre a terra poderia ser cristão. Ora, se Deus confirma o Batismo pelos dons do Espírito Santo, como é plenamente perceptível em alguns dos Padres da Igreja, como em S. Bernardo, Gerson, John Huss, e outros, os quais foram batizados na infância, e se a Santa Igreja Cristã não pode perecer, até o fim do mundo, eles devem admitir que esse batismo infantil é agradável a Deus. Porque Ele não poderia fazer oposição a Si mesmo, ou patrocinar a falsidade e iniquidade, ou por sua promoção comunicar Sua graça e Espírito. Essa é, na verdade, a melhor e mais forte das provas para os simples e iletrados. Pois eles não tirarão de nós, ou subverterão, este artigo: Eu creio na Santa Igreja Cristã, a comunhão dos santos” (Catecismo Maior de Martinho Lutero).
3. Não quero dizer com isso que o teste histórico é o único que interessou-me. Procurei entender questões como a perseverança dos santos a partir da Bíblia e, mesmo como protestante, já estava rejeitando a noção. Mas aqui pretendo mostrar que existem suficientes razões para rejeitar essa abordagem da sola scriptura, como se nós pudéssemos avaliar ponto por ponto da teologia e desenhar nosso próprio sistema teológico (isto é, independentemente da autoridade da Igreja).
4. Muitos protestantes admitem que há uma Igreja visível, mas a definem como uma mera soma de denominações. Essa definição é inaceitável pelas razões que tenho apresentado.
5. A Igreja ensina que podemos e devemos orar diretamente a Deus, mas que também é um privilégio poder pedir a intercessão das almas que já gozam da presença de Deus no Céu. Agostinho explica a questão assim: “É verdade que os cristãos prestam homenagem religiosa à memória dos mártires, tanto para excitar-nos a imitá-los quanto para obter uma participação em seus méritos e a assistência de suas orações. (...) O que é propriamente adoração divina, que os gregos chamam 'latria', e para o qual não temos uma palavra em latim, tanto na doutrina quanto na prática, prestamos somente a Deus” (Contra Fausto, XX).
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sábado, 30 de maio de 2015
Uma resposta católica a uma polêmica protestante
Uma resposta católica a uma polêmica protestante
O sentido das Escrituras só pode ser esclarecido pela interpretação autorizada do Magistério da Igreja.

Prestem atenção! É preciso pôr um fim nesta polêmica — muito mal fundamentada, aliás — de que a Igreja Católica não possui base bíblica. Essa conversa sem pé nem cabeça, forjada por Martinho Lutero e repisada ainda hoje pelos seus seguidores, já vai longe demais. O cristianismo, dissemos aqui várias vezes, não é a religião do livro, mas de toda a Palavra de Deus. A insistência dos protestantes no dogma da Sola Scriptura, esse, sim, sem qualquer respaldo dos autores sagrados (cf. 2 Ts 2, 15), só consegue produzir ainda mais desconfiança sobre a fé cristã, seja em relação ao catolicismo, seja ao protestantismo. Que tipo de pessoa, hoje em dia, acreditará numa Igreja que prega uma enormidade de conceitos desarticulados, sem a devida consideração pelo contexto cultural e pelos gêneros literários? Que tipo de pessoa se deixará convencer pelos ensinamentos cristãos, quando os próprios cristãos, fazendo mau uso das Escrituras, dividem-se em não se sabe quantas denominações?
A memorização de alguns versículos bíblicos nunca deu, nem dará, o direito a um cidadão qualquer de fundar uma igreja. Não faz muito tempo surgiu na internet um vídeo de um pastor que incentivava o adultério por não saber distinguir entre o adjetivo "adúltera" e o verbo "adultera". Isso se deve não somente a uma dificuldade de interpretação de texto. O problema é mais grave. Chesterton estava certo ao afirmar que "a Bíblia por si mesma não pode ser a base do acordo quando ela é a causa do desacordo" [1]. Lógico. Quando as Sagradas Escrituras são retiradas de seu contexto eclesial, um texto alegórico passa-se facilmente por histórico e vice-versa. Perde-se o referencial. Que garante a autenticidade dos quatro evangelhos senão o testemunho da Igreja? Como se prova que o Evangelho segundo São Lucas é verdadeiro e o Evangelho segundo Maria Madalena não? Os protestantes — assim como muitos católicos que se deixam levar por aquela famosa pergunta: "Onde está na Bíblia?" — precisam aprender que a Bíblia não caiu do céu. 300 anos antes da definição do Cânon, já existia uma única Igreja — católica apostólica romana, para deixar claro — governada por bispos, sob a autoridade do Romano Pontífice. Já existia um Magistério antes mesmo que Constantino soubesse soletrar Roma. E é precisamente desse Magistério, cuja autoridade os protestantes adoram tomar para si, que podemos haurir a veracidade do Antigo e do Novo Testamento (cf. 1 Tm 3,15). Negá-lo equivale a negar as próprias Escrituras.
Celebramos nestes dias a Solenidade de Pentecostes. É também a festa da manifestação da Igreja. Os apóstolos, reunidos com Maria, a Mãe de Jesus — como faz notar São Lucas —, rezam no Cenáculo, pedindo a Deus a vinda do Espírito Santo. O Texto Sagrado autoriza-nos a fazer um paralelo muito pertinente com a visita da Virgem Maria à sua prima Isabel. O hagiógrafo diz: "Apenas Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança estremeceu no seu seio; e Isabel ficou cheia do Espírito Santo" (Lc 1, 41). É uma espécie de pentecostes antecipado. O cumprimento de Maria suscita, por assim dizer, a descida do Espírito Santo, que diz pela boca de Isabel: "Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor?" (Lc 1, 43). Desde o começo, Deus mostra-se, de certo modo, dócil à Virgem Maria. Esta cena vai se repetir nas bodas de Caná, quando o Filho antecipa o início de seu ministério conforme o pedido da mãe (cf. Jo 2, 1-11), e, finalmente, em Pentecostes, quando os apóstolos, unidos à intercessão d'Ela, são inflamados pelas línguas de fogo que caem do céu (cf. At 1, 13-14). A Igreja já nasce mariana. Nasce pela intercessão da Virgem Santíssima. Como se pode constatar, a acusação de que o culto à Nossa Senhora não faz parte do cristianismo é simplesmente ridícula. Na verdade, trata-se de uma blasfêmia — e das mais grosseiras —, porque é o próprio Espírito Santo quem o aprova. Ele diz por Isabel: "Bem-aventurada és tu que creste, pois se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor te foram ditas!" (Lc 1, 45).
Uma porção de outros textos bíblicos poderiam ser elencados aqui para respaldar o uso de imagens, a intercessão dos santos, o primado petrino, o celibato clerical etc. Não é nosso objetivo, porém, iniciar um debate deste gênero. Mesmo porque esses temas já foram tratados exaustivamente em outras oportunidades, e de maneira muito mais articulada. Além disso, os protestantes poderiam facilmente apresentar uma outra porção de versículos que, aparentemente, refutariam nossa posição, como sói acontecer quando nos arriscamos a seguir pela falsa premissa da Sola Scriptura. Ora, é exatamente este equívoco que pretendemos desfazer. A Bíblia não é a premissa fundamental porque ela mesma possui argumentos aparentemente contraditórios. É a interpretação autorizada da Igreja que a ilumina e revela a intenção de cada autor sagrado. Como uma criança diante de dois brinquedos a escolher — a comparação é do padre Lima Vaz —, o cristão escolhe não apenas um dos artigos da fé, mas ambos; vê universalmente, pois católico, aceita o todo [2].
Entendam uma coisa. Não existe Bíblia sem Igreja. Sacra Scriptura principalius est in corde Ecclesiae quam in materialibus instrumentis scripta, dizem os Santos Padres. Ou seja, a Sagrada Escritura está escrita no coração da Igreja, mais do que em instrumentos materiais. E isso por uma razão muito simples: Jesus se encarnou, não se encadernou. A Igreja, por sua vez, guiada pelo Espírito Santo, perpetua-se na história e dá continuidade a essa encarnação. Não nos esqueçamos: Ela é o Corpo de Cristo. Quem a nega, destarte, nega o próprio Cristo, pois não é possível aceitar a cabeça sem o corpo (cf. Mt 10, 40). Alguns contestam: "Ah, mas os bispos cometem muitos pecados". E daí? Cristo assegurou a infalibilidade da Igreja. Nada disse sobre a impecabilidade de seus pastores. Uma coisa nada tem que ver com a outra. Se aceitamos que a Igreja erra nos juízos de fé, a própria veracidade das Escrituras é posta em xeque. Dan Brown ganha muitas razões para apontar o dedo em nossas caras. As coisas mudam de rumo somente se acolhemos a Tradição, na certeza de que a promessa de Cristo sobre a incorruptibilidade da Igreja é verdadeira — non praevalebunt (cf. Mt 16, 18).
Que fique claro: não pretendemos com isso ofender nossos irmãos protestantes. A Igreja, vale lembrar, admite, em várias circunstâncias — mas sobretudo na defesa da dignidade do homem —, a colaboração "com outras Igrejas cristãs, comunidades e grupos religiosos, a fim de ensinar e promover" o conteúdo moral e social do Evangelho [3]. Apenas desejamos esclarecer alguns pontos de discordâncias que, as mais das vezes, só contribuem para aumentar as divisões e, pior, para a difusão do indiferentismo religioso.
Um pouco de bom senso e humildade nunca fez mal a ninguém. Cristo deixou-nos a Igreja e seus sacramentos para a santificação de nossas almas. Não podemos, a pretexto de uma interpretação particular da Bíblia, relativizar tudo isso (cf. 2 Pd 1, 20). É pecado. É temerário. Sem a Igreja, a Bíblia vira letra morta. Ou aceitamos o Magistério, ou perdemos as Sagradas Escrituras. Tertium non datur.
Por Equipe Christo Nihil Praeponere
Referências
Capítulo Why I am a catholic publicado no livro The Thing (1929), sem tradução no Brasil. Fonte: Sociedade Chesterton Brasil.VAZ, Henrique C. de Lima. Ontologia e história: escritos de filosofia VI. 2 ed. São Paulo: Edições Loyola, 2012, pág. 31.
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