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sexta-feira, 5 de julho de 2019

Os milagres nos chamam para a Igreja Católica - Amanda

Amanda nos conta sua história de conversão a Santa Igreja Católica através dos milagres.
fontes: https://www.youtube.com/watch?v=s-GzmK1dgu0


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sexta-feira, 15 de março de 2019

Scott Hahn - Blasfêmias no café da manhã

Scott Hahn - Blasfêmias no café da manhã

SCOTT HAHN NÃO precisa mais de apresentações, certo? É aquele ex-pastor protestante que se converteu em fervoroso católico mediante o estudo realmente aprofundado das Sagradas Escrituras e hoje é uma das maiores autoridades mundias em Bibliologia. Ele narra a história de sua conversão (e a de sua esposa também protestante) em um livro obrigatório intitulado "Todos os caminhos levam à Roma – O nosso percurso até o catolicismo" (Diel/Cléofas).

Neste divertido vídeo, ele aborda seu debate com um apologeta muçulmano sobre a Trindade. Legendado pelo apostolado "Apologética e Traduções". Imperdível:


Fontes:
https://www.ofielcatolico.com.br/2019/03/scott-hahn-blasfemias-no-cafe-da-manha.html
Video: https://www.youtube.com/watch?v=BfieRcxWzy0

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

O ex-Testemunha de Jeová que se tornou católico

Jeffrey Schwehm foi criado como luterano até que seus pais se tornaram Testemunhas de Jeová, quando ele tinha seis anos de idade. Ele se tornou muito ativo entre as Testemunhas de Jeová e até mesmo deixou sua casa para trabalhar em tempo integral como Betelita, na sede da Torre de Vigia, no Brooklyn, Nova York. Antes de sair de Betel, começou a ter dúvidas sobre o ensino das Testemunhas de Jeová. Ele começou a ler sobre a Patrística, e percebeu que a Igreja não se corrompeu após o Concílio de Niceia, já que as doutrinas ensinadas pós-concílio eram as mesmas ensinadas pelos sucessores dos apóstolos que viveram antes do concílio. Estudando as cartas de Inácio de Antioquia, descobriu que os primeiros cristãos criam que Jesus é Deus, e se referiam à Igreja utilizando o nome "Católica". Depois de ler o “Diário de Santa Faustina”, sobre a Divina Misericórdia de Deus, Jeff e sua esposa foram recebidos na Igreja Católica em 2003.

Fonte: canal youtube - O tradutor católico
link: https://www.youtube.com/watch?v=o-yYVNErlvY

quinta-feira, 4 de maio de 2017

ATEIA SE CONVERTE

[ATEIA SE CONVERTE À IGREJA CATÓLICA]


"Visto que tenho familiaridade com o uso de tecnologia da informática, eu criei um "blog", e comecei a publicar perguntas difíceis, por esse meio eletrônico. Muitos foram os que visitaram meu blog, comentando e apresentando suas respostas.

E as melhores respostas vieram dos católicos. Muito me impressionou o fato de que para cada pergunta minha eles tinham uma resposta pronta; e os argumentos dos católicos eram razoáveis e sólidos.

Quando comecei a mostrar para Joe as respostas recebidas dos católicos, nele também começou a crescer o interesse pela religião e, de maneira especial, pela religião católica. Eu e meu esposo sempre trabalhamos juntos, e era maravilhoso que nós dois, outrora tão anticatólicos, pudéssemos discutir e nos interessar, juntos, pelos assuntos da religião católica.

Porém, nossas perguntas eram diferentes. Quanto a mim, as perguntas que mais me confundiam eram as que se referiam à doutrina da Igreja sobre o matrimônio, contracepção e aborto. Antes, eu era a favor do aborto, e julgava que a posição da Igreja era maluca, sem sentido!

Quanto às dificuldades de Joe, eram diferentes. Ele não entendia a doutrina da Igreja Católica no tocante à apologética, especialmente, com referência a Nossa Senhora. Ainda outro fator que o inquietava era a própria Igreja Católica; Joe jamais entendera, com profundidade, que foi o próprio Cristo que fundou a Igreja Católica. Para ele, qualquer igreja, seja qual fosse, era boa.

No início, eu e meu marido jamais falávamos de religião. Joe era batista, mas não praticante, e eu era ateia, e por isso encontramos uma forma de manter o compromisso entre nós: jamais falamos de religião. Nossa vida era completamente sem Deus." [1]

Para Jennifer Fulwiler, a conversão ao catolicismo foi uma viagem gratificante, cheia de vitórias e provações, tal como o indica em seu último livro chamado "Tudo, Menos Deus" (Ele é vendido aqui http://ecclesiae.com.br/tudo-menos-deus?search=jennifer). [2]

Fonte do texto:
O tradutor católico
[1] https://goo.gl/qUExds
[2] https://goo.gl/QJBoUf
Twitter https://twitter.com/otradcatolico
Vídeo no Youtube: https://youtu.be/rg2qImeQNWY
Blog: https://otradutorcatolico.wordpress.com/

sábado, 20 de agosto de 2016

Uma rápida refutação do "Sola Scriptura" em dez passos


Uma rápida refutação do "Sola Scriptura" em dez passos.

(Dave Armstrong)

1. O "Sola Scriptura" não é ensinado na Bíblia

Os católicos concordam com os protestantes que a Escritura é um "padrão para a verdade" --- até mesmo o mais preeminente ---, mas não em um sentido de que ela exclua a autoridade de uma autêntica Tradição e de uma Igreja. A Bíblia não ensina isso. Os católicos concordam que a Escritura é suficiente materialmente. Em outras palavras, nesta visão, toda doutrina verdadeira pode ser encontrada na Bíblia, mesmo que o seja implicitamente e indiretamente por dedução. Nenhuma passagem bíblica, entretanto, ensina que a Escritura é a autoridade formal ou a norma de fé isoladamente da Igreja e da Tradição. O "Sola Scriptura" não pode sequer ser deduzido de passagens implícitas.

2. A "Palavra de Deus" refere-se ao ensino oral também

"Palavra", na Sagrada Escritura, muitas vezes, refere-se a um ensino oral proclamado por profetas ou por apóstolos. O que os profetas disseram era a Palavra de Deus independentemente de se os seus proferimentos foram registrados mais tarde como Escritura escrita. Assim, por exemplo, lemos em Jeremias:

"Durante vinte e três anos a palavra do Senhor tem vindo a mim [...] E eu a tenho anunciado a vocês, dia após dia [...] Mas vocês não me deram ouvidos [...], declara o Senhor. Portanto, assim diz o Senhor dos Exércitos: 'Visto que vocês não ouviram as minhas palavras [...]" (Jr. 25.3, 7-8 [NVI])

Esta foi a palavra de Deus mesmo que algumas delas não tenham sido registradas por escrito. Ela tinha a mesma autoridade que um escrito enquanto proclamação que nunca foi reduzida à escrita. Isto era verdadeiro também para a pregação apostólica. Quando as frases "Palavra de Deus" ou "Palavra do Senhor" aparecem em Atos e nas epístolas, elas quase sempre se referiam à pregação oral, não à Escritura. Por exemplo:

"[...] ao receberem de nossa parte a palavra de Deus, vocês a aceitaram, não como palavra de homens, mas conforme ela verdadeiramente é, como palavra de Deus [...]" (1 Ts. 2.13).

Se compararmos esta passagem com outra, escrita para a mesma igreja, Paulo parece tomar o ensino oral e a Palavra de Deus como sinônimos:

"[...] nós lhes ordenamos que se afastem de todo irmão que vive ociosamente e não conforme a tradição que vocês receberam de nós." (2 Ts. 3.6).

3. "Tradição" não é uma palavra indecente

Os protestantes, muitas vezes, citam os versículos da Bíblia em que as tradições corruptas dos homens são condenadas (e. g. , Mt. 15.2-6; Mc. 7.8-13; Cl. 2.8). Obviamente, católicos concordam com isso. Não se trata, entretanto, da verdade completa. A verdadeira Tradição apostólica é aprovada positivamente. Esta Tradição está em total harmonia e consistência com a Escritura. Neste sentido, a Escritura é a "juíza última" da Tradição, mas não descarta toda a Tradição e autoridade da Igreja (cf. At. 2.42; 1 Cor. 11.2; 2 Ts. 2.15; 2 Tm. 1.13-14, 2.2)

4. Jesus e Paulo aceitam Tradições escritas ou orais que não estejam registradas na Bíblia

a. A referência a "Ele será chamado Nazareno" não pode ser encontrada no Antigo Testamento, mas foi "dita pelos profetas" (Mt. 2.23). Esta profecia, portanto, que é considerada como sendo "Palavra de Deus", foi transmitida oralmente em vez de ser registrada na Escritura.

b. Em Mateus 23.2-3, Jesus ensina-nos que os escribas e fariseus têm uma legítima autoridade baseada na "cátedra de Moisés", mas esta frase ou idéia não pode ser encontrada em qualquer lugar do Antigo Testamento. Ela é encontrada na (originalmente oral) "Mishnah", que ensina uma espécie de "sucessão de ensino" de Moisés em diante.

c. Em 1 Coríntios 10.4, Paulo refere-se à rocha que "seguia" os judeus ao longo do deserto do Sinai. O Antigo Testamento afirma nada sobre tal movimento miraculoso, mas a tradição rabínica sim.

d. "Como Janes e Jambres opuseram-se a Moisés" (2 Tm. 3.8). Estes dois homens não podem ser encontrados na passagem correlata no Antigo Testamento (cf. Êx. 7:. 8ss) ou em qualquer outro lugar do Antigo Testamento.

5. Os apóstolos exerceram autoridade no Concílio de Jerusalém

No Concílio de Jerusalém (At. 15.6-30), vemos Pedro e Tiago falando com autoridade. Este Concílio profere um pronunciamento autoritativo (mencionando o Espírito Santo) que se tornou obrigatório para todo cristão:

"Pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não impor a vocês nada além das seguintes exigências necessárias: Que se abstenham de comida sacrificada aos ídolos, do sangue, da carne de animais estrangulados e da imoralidade sexual. Vocês farão bem em evitar essas coisas." (At. 15.28-29).

No próximo capítulo, lemos que Paulo, Timóteo e Silas viajaram "pelas cidades" e a Escritura diz que eles "transmitiam as decisões tomadas pelos apóstolos e presbíteros em Jerusalém, para que fossem obedecidas." (At. 16.4).

6. Fariseus, saduceus e a Tradição oral extrabíblica

O Cristianismo foi derivado de muitas maneiras da tradição farisaica do Judaísmo. Os saduceus, por outro lado, rejeitaram a futura ressurreição da alma, a vida após a morte, as recompensas e retribuições, demônios e anjos e a predestinação. Os saduceus, também, rejeitaram todo ensino oral autoritativo e, essencialmente, criam no "Sola Scriptura". Eles eram os teólogos liberais de seu tempo. Os cristãos fariseus são mencionados em Atos 15.5 e em Filipenses 3.5, mas a Bíblia nunca menciona cristãos saduceus.

Os fariseus, apesar de suas corrupções e excessos, foram a principal tradição judaica e tanto Jesus como Paulo reconhecem isto. Desse modo, nem os judeus ortodoxos do Antigo Testamento e nem a Igreja primitiva foram guiados pelo princípio do "Sola Scriptura".

7. Os judeus do Antigo Testamento não criam no "Sola Scriptura"

Para dar dois exemplos do próprio Antigo Testamento:

a. Esdras, um sacerdote e escriba, estudou a lei judaica e ensinou-a a Israel e a desobediência à sua autoridade significava pena de prisão, exílio, perda de bens e até mesmo a morte (cf. Ed. 7.26).

b. Em Neemias 8.3, Esdras lê a Lei de Moisés para o povo em Jerusalém. No verso 7, encontramos treze levitas que assistiram a Esdras e que ajudaram o povo a compreender a Lei. Muito antes, encontramos levitas exercendo a mesma função (cf. 2 Cr. 17.8-9)

Desse modo, o povo, de fato, compreendia a Lei (cf. Ne. 8.8, 12), mas não sem muita assistência, meramente a ouvindo. Da mesma forma, a Bíblia não é totalmente clara em si mesma, mas requer ajuda de professores que estão mais familiarizados com os estilos bíblicos, com o Hebraico, com os antecedentes, com o contexto, com a exegese, com a referência cruzada entre os livros, com os princípios hermenêuticos, com as línguas originais etc. . O Antigo Testamento, então, ensina-nos acerca de uma Tradição e precisa de intérpretes autoritativos, assim como o Novo Testamento (cf. Mc. 4.33-34; At. 8.30-31; 2 Pe. 1.20, 3.16).

8. Efésios 4 refuta o "texto-prova" protestante

"Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra." (2 Tm. 3.16-17).

Esta passagem não ensina a suficiência formal, que exclui um papel de autoridade para a Tradição e a Igreja. Os protestantes extrapolam para o texto algo que não está nele. Se olharmos o contexto geral dessa passagem, podemos ver que Paulo faz referência à Tradição oral três vezes (cf. 2 Tm. 1.13-14, 2.2, 3.14). Para fazermos uso de uma analogia, examinemos uma passagem similar:

"E ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, com o fim de preparar os santos para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja edificado, até que todos alcancemos a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, e cheguemos à maturidade, atingindo a medida da plenitude de Cristo. O propósito é que não sejamos mais como crianças, levados de um lado para outro pelas ondas, nem jogados para cá e para lá por todo vento de doutrina e pela astúcia e esperteza de homens que induzem ao erro. Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo." (Ef. 4.11-15).

Se 2 Timóteo 3 prova a suficiência da Escritura, então, por analogia, Efésios 4, semelhantemente, provaria a suficiência dos pastores e mestres para a produção da perfeição cristã. Em Efésios 4, o crente cristão é equipado, edificado e trazido à unidade e à idade madura, e até mesmo preservado da confusão doutrinária por meio da função de ensino da Igreja. Esta é uma declaração muito mais forte de aperfeiçoamento dos Santos que aquela de 2 Timóteo 3, ainda que não haja qualquer menção da Escritura.

Então, se todos os elementos não escriturísticos são exclusos em 2 Timóteo, então, por analogia, a Escritura, logicamente, teria de estar exclusa em Efésios. É muito mais razoável reconhecer que a ausência de um ou mais elementos na passagem não significa que eles não existem. A Igreja e a Escritura são ambas igualmente necessárias e importantes para o ensino.

9. Paulo, eventualmente, assume que a Tradição que lhe foi transmitida é infalível e autoritativa

"Se alguém desobedecer ao que dizemos nesta carta, marquem-no e não se associem com ele, para que se sinta envergonhado" (2 Ts. 3.14)

"Recomendo-lhes, irmãos, que tomem cuidado com aqueles que causam divisões e colocam obstáculos ao ensino que vocês têm recebido" (Rm. 16.17)

Ele não escreveu sobre "a bastante, em grande parte, amplamente verdadeira, mas não infalível, doutrina que lhes tem sido ensinada.".

10. O "Sola Scriptura" é um posicionamento circular

Quando tudo já está dito e feito, os protestantes aceitam o "Sola Scriptura" como sua regra de fé recorrendo à Bíblia. Se a eles fosse perguntado por que alguém deveria acreditar no ensino da sua denominação em particular em detrimento de outro, cada um apelaria à "clareza do ensino da Bíblia". Muitas vezes, eles agem como se não houvesse qualquer tradição que guiasse a sua interpretação.

Isso se assemelha a pessoas que estivessem em lados diferentes de um debate constitucional em que ambas dissessem: "Bem, nós seguimos aquilo que a Constituição afirma, mas vocês não.". A Constituição dos Estados Unidos, assim como a Bíblia, não é suficiente em si e por si mesma para resolver querelas sobre diferentes interpretações. Juízes e cortes são necessários e os seus decretos são legalmente autoritativos. As decisões da Suprema Corte não podem ser anuladas, a não ser por decisões futuras ou por emendas constitucionais. Em qualquer caso, existe sempre um parecer final que resolve a questão.

O Protestantismo, entretanto, prescinde disso porque ele apela a um princípio logicamente autodestrutivo e a um livro que deve ser interpretado por seres humanos. Obviamente, dadas as divisões no Protestantismo, simplesmente, "ir para a Bíblia" não tem funcionado. Eles podem, eles mesmos, "ir para a Bíblia" apenas e talvez retornar com outra versão doutrinária de alguma doutrina posta em questão para adicionar à sua lista. Ou você acredita que há uma verdade em qualquer disputa teológica dada (seja ela qual for) ou você adota uma posição relativista e indiferente em que contradições são aceitas ou em que a doutrina é tão "secundária" que não importa.

A Bíblia, entretanto, não ensina que existam categorias inteiras de doutrinas que são "secundárias" e que os cristãos podem, livremente, e alegremente, discordar dessa forma. O denominacionalismo e as divisões são vigorosamente condenadas. A única conclusão a que podemos chegar a partir da Bíblia é que aquilo que chamamos de "o tripé que sustenta um banco" --- Bíblia, Igreja e Tradição --- é aquilo que é necessário para que cheguemos à verdade. Se você bater em qualquer uma das pernas de um banco de três pernas, ele colapsa.

[Tradução: Fábio Salgado de Carvalho. Texto original: https://www.catholicculture.org/culture/library/view.cfm?recnum=7185]

Os motivos que o levaram à conversão



Se um cego guiar outro cego... (Mt 15,14)


Eu, que por muitos anos frequentei igrejas evangélicas de diversas denominações, e por muito tempo fui enganado e explorado pelos seus pastores, dedico este testemunho a todos aqueles que se declaram "ex-católicos", sem nunca terem sido católicos de fato, mas sobem aos púlpitos protestantes-"evangélicos", que eles, por pura ignorância, chamam de "altar", para induzirem ao erro seus irmãos mais ingênuos (Se não há sacrifício não é e nem pode ser altar: só existe Altar na Igreja Católica).

Não creio que um dia tenham sido católicos os que depõem seus falsos testemunhos dizendo que encontraram a salvação em alguma "igreja evangélica", porque os verdadeiros católicos já encontraram Jesus e a Salvação na Igreja que ele mesmo nos deu, e não podem abandonar a Comunhão com Deus, seu Criador e Salvador, a não ser que nunca tenham comungado, de fato, com o Senhor Jesus Cristo.

Enumero abaixo as 32 principais razões porque deixei o protestantismo e retornei à primeira e única Igreja de Jesus Cristo. Espero sinceramente, com isto, poder salvar alguma alma do erro e da perdição eterna.


1) Princípio "só a Bíblia" (Sola Scriptura)

Nada mais falso do que esse princípio. Os cristãos do primeiro século não dispunham de Bíblia. E nem os cristãos dos séculos seguintes. Na verdade, os cristãos só puderam contar com a Bíblia para consulta, como hoje, muitos anos depois da invenção da imprensa, que só aconteceu no ano de 1455. Então, será que o Senhor Jesus esperaria mais de um século e meio para revlelar sua verdadeira doutrina para o mundo? Se assim fosse, Ele teria mentido, pois disse antes de partir para o martírio que estaria com a sua Igreja até o fim do mundo (conf. Mateus 28, 19-20).

Além disso, para que a Bíblia fosse a única fonte de revelação, seria no mínimo necessário que ela mesmo se proclamasse assim; e não é o caso, pelo contrário. A Bíblia diz que a Igreja é a coluna e o sustentáculo da verdade (1 Tim 3, 15), e não as Escrituras. Nela, Jesus Cristo diz ainda:"Vocês examinam as Escrituras, buscando nelas a vida eterna. Pois elas testemunham de Mim, e vocês não querem vir a Mim, para que tenham a Vida!" (João 5, 39-40).

Sim, a Bíblia diz que as Escrituras são úteis para instruir, mas nunca diz, em versículo algum, que somente as Escrituras instruem, ou que só o que as Escrituras dizem é que vale como base para a fé. Isso é uma invenção humana sem nenhum fundamento. E a Bíblia também diz que devemos guardar a Tradição (conf. 2 Tessalonicenses 2, 15 e 2 Tessalonicenses 3, 6, entre outros). Contrariando a Bíblia, os "evangélicos" rejeitam a Tradição.

2) Princípio "Só a fé salva"
A mesma Bíblia ensina que a fé sem obras é morta, na Epístola de Tiago (2, 14-26). A mesma Bíblia ensina que o cristão deve perseverar até o fim para ser salvo (Mt 24, 13). E ainda acrescenta que seremos julgados, todos, por nossas ações boas ou más. Existem várias passagens que dão conta de um julgamento futuro e, sendo assim, é falso que alguém aqui na terra já esteja salvo só porque "aceitou Jesus". Não basta ir à frente de uma assembleia e dizer"Aceito Jesus como meu Senhor e Salvador"para ganhar o Céu. Não, não. É preciso muito mais do que isso. Conversão não é da boca para fora: é preciso que cada um tome a sua cruz e siga o Senhor, que, aliás, nunca prometeu prosperidade para quem o seguisse.

Portanto, é totalmente mentirosa a afirmação de que basta ter fé para ser salvo. Ora, os demônios também crêem (Tiago 2, 19)...

3) Lutero
Foi Martinho Lutero quem começou com as "igrejas" protestantes, que deram origem às "igrejas evangélicas" de hoje. Mas o que ele pensava é seguido apenas em parte pelos "evangélicos" de hoje. Eles seguem somente os princípios “Só a Bíblia” e “Só a Fé”. Mas Lutero é o fundador de todas as igrejas evangélicas que existem hoje, então por que não são todos luteranos? Na verdade, isso seria bem menos pior...
Por outro lado, se reconhecem que Lutero é um homem falível, como é possível a um "evangélico" ter tanta certeza de que os princípios que ele inventou sejam dignos de confiança absoluta? Mais do que o que ensina a única Igreja que tem 2.000 anos e foi instituída diretamente por Jesus Cristo? - Mais: o próprio Lutero contestou o Papa e decretou que não se deve confiar num sacerdote. Mas ele mesmo era um ex-sacerdote católico. Então, se ele mesmo se descarta como pessoa confiável, quem é tolo o suficiente para dar crédito ao que ele disse ou escreveu?

4) Subjetivismo religoso I
Uma denominação evangélica não é igual a outra em matéria de fé. Isso é fato:

Umas batizam crianças, outras não;

Umas admitem o divórcio, outras o repudiam;

Umas aceitam mulheres como "pastoras", outras não;

Umas praticam a "santa ceia", outras não;

Umas ensinam que devemos guardar o sábado, outras não;

Algumas ensinam a teologia da prosperidade, outras a repudiam;

Por aí vai... Tem "bispo evangélico" por aí defendendo até o aborto, só porque a Igreja Católica é (claro) contra! É comum ouvimos frases como estas: “Nesta 'igreja' está o verdadeiro caminho”, ou “Deus levantou este ministério" ou ainda "a tua vitória está aqui”. Mais comum ainda é os "pastores" dizerem que as igrejas deles são "ungidas"... Ora, se todas essas igrejas ditas "evangélicas" são tão diferentes entre si, e a Verdade é uma só, como é possível um "evangélico" ter certeza que está na caminho certo, ou que o seu "pastor" está pregando a "Verdade", se existem tantos outros "pastores" (que também dizem seguir a Bíblia e afirmam que são "ungidos") que discordam dele?

5) Subjetivismo religioso II

Cada "crente" pode interpretar a Bíblia do jeito que quiser, segundo a tese protestante de Lutero. Mas todos nós sabemos que um "crente" não concorda com outro em todas as coisas. Muitas vezes divergem entre si mais do que convergem. Se cada qual interpreta a Bíblia do seu jeito, e nem poderia ser diferente. Então, como é possível um "evangélico" ter a certeza de que está certo na sua interpretação? E por quê, meu Deus, por quê apenas a interpretação da Igreja Católica é que está totalmente errada, em tudo? Essa é a mais cruel de todas as incoerências das "igrejas" ditas "evangélicas": praticamente todas elas se reservam a criticar umas às outras, mas todas são unânimes em criticar a Igreja Católica! O mais incrível é não perceberem que, agindo assim, estão cumprindo as profecias bíblicas do próprio Senhor Jesus Cristo: "Sereis odiados de todos por causa do meu Nome" (Lucas 21, 17); "Bem aventurados sereis quando, mentindo, disserem toda espécie de mal contra vós, por amor ao meu Nome" (Mateus 5, 11-12)...

Os pastores se ajoelham e se prostram diante de réplicas da Arca da Antiga Aliança, mas eles não chamam esses pastores de "idólatras". Só os católicos são chamados assim. Eles idolatram até lencinhos embebidos no suor do falso profeta Valdemiro, mas eles não acham que isso é idolatria... Em algumas denominações, acontece a distribuição de lembrancinhas, sabonetinhos para espantar "olho gordo", vidrinhos de óleo "ungido", "rosas consagradas", etc, etc... Mas nada disso, para eles, é idolatria. Somente os católicos é que são idólatras. Todos pensam assim, porque todos sofreram a mesma lavagem cerebral, que é muito difícil de reverter.
6) Subjetivismo religioso III

A interpretação pessoal da Bíblia por cada "crente" e "pastor" afronta claramente a Bíblia. De acordo com a santa Palavra de Deus, interpretação alguma é de caráter individual. Examinar a Bíblia não é o mesmo que interpretá-la. Posso examinar uma pessoa e lhe informar que encontrei uma mancha na sua pele. Mas o diagnóstico deve ser feito pelo médico, e não por mim, que sou leigo.


7) "Igreja não importa" e "igreja não salva"...

Todo "crente" diz em alto e bom som: “Igreja não salva ninguém”. Ora, se igreja não salva ninguém e cada um pode interpretar a Bíblia pessoalmente, para quê frequentar alguma denominação? Quando ocorre algum escândalo envolvendo algum "pastor", o crente também diz: “Olha para Jesus e não para o pregador”. Mas se o pregador ensina tolices e princípios contrários ao verdadeiro cristianismo, por que eu deveria ouvir o que ele diz? Não é possível "olhar para Jesus" assim. Pelo contrário, isso só vai colocar em risco a minha alma! Se cada crente pode interpretar pessoalmente a Bíblia, se "igreja" não salva ninguém e o pastor não é confiável (ele é só um homem falível), então por que os "evangélicos" continuam dando tanto crédito aos pregadores?


8) Evangelização

E se cada um de fato pode interpretar a Bíblia a partir da sua leitura pessoal, que conta com a assistência do Espírito Santo, por que ao invés de pregar não se imprime Bíblias e se distribui à população? Ora, se basta ter fé para ser salvo e se cada um pode ser o próprio intérprete da Bíblia, para que servem as denominações, os cultos, os "pastores", as pregações, livros, CDs e DVDs? Ao invés dos milhões em dízimos e ofertas, que sustentam toda uma estrutura que é desnecessária (afinal todos os que creram estão salvos), por que não reunir esses recursos e construir gráficas e mais gráficas para a impressão de Bíblias e distribuí-las para todos aqueles que não conhecem Jesus?

Eu digo porquê: porque os "pastores" se encarregam de passar a sua interpretação pessoal da Bíblia aos ingênuos que os seguem. E essa interpretação é deturpada e não tem nada a ver com a Mensagem original nos Evangelhos. Os "evangélicos" pensam que entendem a Bíblia, mas na verdade tudo o que eles conhecem é a interpretação pessoal deste ou daquele "pastor".

Se nem o pregador é digno de confiança, razão pela qual o crente deve confrontar o seu entendimento pessoal da Palavra com a pregação do palestrante, por que razão alguém deveria dar crédito a um desconhecido que lhe vem falar como porta-voz de Jesus?

9) Interpretação bíblica

Agora, se cada um pode interpretar a Bíblia e se todas as interpretações estão corretas, mesmo que sejam todas diferentes entre si, por quê só a interpretação católica está errada? A Bíblia só pode ser interpretada se a pessoa está sob o rótulo de "evangélico"? Nesse caso, o que salva não é a fé, é o rótulo. E se for assim, ao contrário do que eles afirmam, a placa da igreja ou o rótulo de "evangélico" é que salva.

Pela visão protestante, milhares e milhares de denominações estão corretas nas suas interpretações bíblicas, mesmo que sejam diferentes entre si. Todas elas estão certas e apenas uma está errada, que seria a Igreja Católica. Justamente a primeira igreja que existiu é que não conta com a assistência do Espírito Santo. Nesse caso, Jesus mentiu quando disse que os portais do inferno não prevaleceriam contra a Igreja (Mat 16, 18) pois o inferno teria triunfado contra a Igreja Católica, e também quando disse que estaria com a sua Igreja até o fim do mundo: ele só se faz presente para quem carrega o rótulo de "evangélico"...

10) O Pai Nosso
A oração é bíblica. Foi ensinada pelo Senhor Jesus. O "evangélico" a repudia. Por quê? Para não parecer católico. O "crente" jura defender a Bíblia, mas é o primeiro a não obedecê-la. Ele decidiu que não irá recitar o Pai Nosso e fim de papo. E pior. Quem o faz está errado, ainda que esteja obedecendo à Bíblia. O crente se acha melhor do que Jesus. Jesus fez a oração do Pai Nosso, mas o "evangélico" não tem que fazê-la.


11) Maria

Isabel, que ficou cheia do Espírito Santo com a visita de Maria, chamou-a de "mãe do meu Senhor". O crente a chama de "mulher como outra qualquer". Isabel recebeu o Espírito S com a chegada de Maria, grávida de Jesus Cristo, Deus Todo-Poderoso. O "evangélico" fica cheio de ira quando se menciona o nome de Maria. João Batista estremece no ventre de Isabel ao ouvir a voz de Maria. O crente se enfurece quando ouve o nome Maria. A Bíblia diz que Maria será chamada de bem aventurada por toda as gerações. O crente a chama de mulher pecadora como qualquer outra.

O protestante rasga os Textos Sagrados. E jura defender a Bíblia. Seguem o que querem e desprezam o que não lhes interessa.

12) Confissão

A Bíblia é clara: aos Apóstolos foi dado o poder de reter e perdoar pecados (Lucas 20, 21-23). Como é possível reter ou perdoar se alguém não lhes confessa? Desnecessário falar mais a respeito.

13) Fundação de novas "igrejas"

A Bíblia não faz qualquer referência à milhares de “igrejas” diferentes e separadas, mundo afora. Mas para fundarem suas denominações, os "evangélicos" não fazem questão da tal da base bíblica de que tanto falam. A Bíblia diz que devemos ser um só corpo. Eles fazem o contrário. Dividem-se, subdividem-se, de novo e de novo. Se uma igreja não etá agradando, procuram outra mais ao seu gosto, e os mais espertos fundam as suas próprias igrejas, do jeito que acham mais certo (ou do jeito que dá mais lucro, em muitos casos), segundo sua própria interpretação da Bíblia. E todos dizem que estão sendo guiados por Deus. Existe um Deus ou muitos deuses? Se é um só Deus, como tantas igrejas podem ensinar coisas diferentes, e todas estão certas, menos a católica?

Eles fragmentam o Corpo e pulverizam a mensagem do Evangelho. Fazem o contrário do que o Senhor nos ordenou. Basta um crente discordar do outro, - e isso é a coisa mais fácil de acontecer, - que já surge uma nova denominação. Seus líderes podem ter “visões” para fundarem novas denominações. Somente as revelações católicas aprovadas pela Santa Igreja é que são refutadas.

O "crente" acredita no que deseja. E rejeita tudo que é católico. Sempre dois pesos e duas medidas. O pastor falou que teve uma visão e todo mundo engole. Nessa hora o “biblicamente” ou “a Palavra de Deus” não tem qualquer importância.

14) Julgamento dos homens

Embora Jesus Cristo nos ensine, - e insista muito nisso, - que não devemos julgar as pessoas, o que o "evangélico" mais faz é julgar os erros das pessoas católicas, especialmente quando dizem respeito aos sacerdotes. Mais uma vez a Bíblia é desprezada. E fazem pior: ao mesmo tempo em que são implacáveis com os católicos, são tolerantes com as outras "igrejas evangélicas". São muito, muito tolerantes para com os falsos profetas que se apoderam dos títulos de "bispo" e "pastor". Para falar desses verdadeiros picaretas, as expressões mais usadas são: “Não toca no ungido do Senhor”; “Ai de quem toca no santo do senhor”; “Não podemos julgar”; “Deixa que ele está fazendo a obra de Deus"... Como sempre, dois pesos e duas medidas.

15) A Doutrina da Trindade

Como disse no primeiro item, a maior falácia de todas é acreditar que só o que está escrito na Bíblia é que vale, por isso mesmo é que insisto em demonstrar a demonstrar a incoerência entre o que os "evangélicos" pregam e o que ensina a Bíblia. A Doutrina da Trindade, por exemplo, não está explícita na Bíblia. Mesmo assim, a grande maioria dos "evangélicos" a confessa. Só não sabem explicar o motivo. Se não é está dito clara e explicitamente na Bíblia deveria ser rejeitada por eles. E por que a maioria professa tal doutrina? Porque os Concílios Católicos assim definiram, e Lutero os acatou.

É sempre assim. Alguns "evangélicos", em alguns momentos, seguem Lutero, e outros, em alguns momentos, o rejeitam. Depende da conveniência de cada "crente", em cada situação. O Purgatório, outro exemplo, também está implícito na Bíblia, e a maioria deles rejeita. A Doutrina da Trindade está implícita na Bíblia e a maioria acata.

É sempre o que o "evangélico" quiser. Ele cria a sua doutrina a partir das escolhas que faz. Ele decide que textos da Bíblia irá seguir e quais deverão ser rejeitados. Ele escolhe o que quer seguir de Lutero, Calvino e Wesley. Ele junta tudo isso com sua própria interpretação individual e também filtra aquilo que vem de outros "crentes" e outros pregadores. Assim o protestante monta a sua própria religião, e, fazendo-se sábio aos seus próprios olhos, torna-se um apologista de sua própria doutrina.

16) Falta de união

Tudo que um "evangélico" menos gosta é de instrução. Então eles inventam "aulinhas" em suas congregações e chamam de "curso de teologia"... Mas eles não fazem a menor ideia do que essa palavra quer dizer. Hoje em dia, tem até curso para "formar pastor" em 3 meses! Você faz o cursinho e já está apto para assumir uma comunidade religiosa, que vai segui-lo cegamente. Um sacerdote católico precisa estudar em média 8 anos para assumir uma paróquia. Ele precisa se graduar em teologia, filosofia, vivenciar a experiência pastoral, ser testado psicologicamente, intelectualmente... E precisa saber ler a Bíblia nas l´pinguas em que foi escrita, hebraico e grego. E para ser pastor? Basta se declara "ungido" por Deus... E sempre tem quem acredita. E como tem!

Mas quando um "evangélico" não concorda com a doutrina da sua denominação ou do seu pastor ele logo vai atrás de outro vento. Quando contrariado, troca a sua denominação por outra, e não raras vezes funda a sua própria “igreja”. Divisão da divisão da divisão... e assim por diante.

17) Pedro

Todo protestante para contestar o catolicismo abraça a interpretação literal. No entanto, quando se refere a Primazia de Pedro, o "evangélico" vai buscar a deturpação em infinitas traduções e malabarismos de lógica para fazer a sua contestação. A interpretação que o crente vier a escolher é a que interessa. Se ele precisar usará o grego, o aramaico, o latim, hebraico, textos de Lutero, textos de Calvino, opiniões de outros pregadores, livros de autores protestantes e assim por diante. Tudo, menos abrir os olhos e simplesmente ler o que está escrito lá no Evangelho de Mateus (16, 18).

O importante é nunca concordar com o catolicismo e recusar que Jesus tenha firmado sua igreja sobre Pedro. Negam a Pedro e o poder que ele recebeu diretamente do próprio Senhor para ligar e desligar na terra. Negam que Jesus tenha lhe entregado as Chaves do Céu, e tudo o que isso implica. Nessa hora, pouco importa o texto bíblico. Os defensores da Bíblia literalmente a desprezam. E fica tudo bem, afinla, todos eles(as) são homens e mulheres de Deus. Só os católicos estão errados, os pastores e pastoras estão todos certos, certíssimos, até mesmo quando ensinam o contrário do que a Bíblia ensina. E continuam achando que seguem a Bíblia...18) Povo de Deus

Todo "evangélico" denomina a sua comunidade como o “Povo de Deus”. E por extensão, considera como pertencente a este mesmo "povo" todo e qualquer crente de outra denominação. Todos são irmãos em Cristo. Não importa que doutrina o outro "evangélico" prega ou pratica.

Não importa nem mesmo que ele não conheça o outro "evangélico" ou a sua denominação. Mas um bom católico, ainda que viva uma vida santificada, nunca é considerado “irmão em Cristo” ou “Povo de DEUS”. O que fala a Bíblia a respeito? “Todos aqueles que ouvem e praticam a Palavra de DEUS são meus irmãos e minha mãe” O que Jesus está nos dizendo? Todo aquele que ouve e obedece pertence a sua família. Ele não faz distinção de qualquer espécie. Nessa hora, o texto bíblico não tem a menor importância. O que importa é o desejo do crente e sua necessidade de definir quem está salvo e quem está condenado.

O crente não só despreza a Bíblia, como também toma o lugar de Jesus como Juiz Único e ainda antecipa o julgamento de todos os homens. Nem Lutero em seus melhores ou piores dias, ninguém sabe, seria capaz de produzir uma heresia tão deprimente.

19) Obras de Lutero

Alguém conhece um protestante que tenha lido alguma obra de Lutero? A maioria nem sabe quem foi Lutero. Sumiram todas as “obras” de Lutero. Também pudera. Foi Lutero quem chamou Jesus Cristo de bêbado e de adúltero (vide Tischeredden. Conversas à Mesa, 1472, edição de Weimar, volume II, p. 107, apud Franz Funck Brentano, Martim Lutero, editora Vecchi, Rio de Janeiro, 1956, p. 151). É de Lutero que os "evangélicos" copiam o “Só a Bíblia” e o “Só a fé”, mas a maioria deles nem sabe disso.

20) A Eucaristia e o Espírito Santo

O Senhor foi claro: seu Corpo éverdadeiramente Comida. Seu Sangue é verdadeiramente bebida (João 6, 55). Quem se alimenta da sua Carne e bebe do seu Sangue tem a Vida Eterna. Ele mesmo diz de si mesmo que é o Pão Vivo que desceu do Céu. Está na Bíblia. Mas como de costume, nessa hora, a Bíblia não importa.

Depreza-se o texto bíblico e tudo bem. Afinal, todos os "pastores" são "ungidos" e "profetas". Qualquer dorzinha que alivia na hora do culto e logo dizem que foi um milagre. Com imensa facilidade atribuem tudo o que se fala ou se faz, como pular ou cair no chão, como "obra do Espírito Santo"... Não sabem que a Bíblia diz que o único pecado que não tem perdão é a blasfêmia contra o Espírito Santo?


21) Reforma

Curiosidade: os "evangélicos" negam a Igreja Católica como sendo a Igreja original de Jesus Cristo. Mas então, se é assim, como é possível que esses mesmos "crentes" abracem a chamada "reforma" protestante?? Dizem que a Igreja Católica é falsa. Mas a reforma daquilo que é falso só pode resultar em algo igualmente falso. Se a Igreja Católica ensina mentiras, qualquer outra denominação que tenha derivado dela só pode ensinar igualmente mentiras. Se algo que nasceu de uma reforma é bom, isso implica que a fonte original era boa, mas precisava de uma reforma. Como pode a reforma de uma igreja falsa ser acatada como honesta?

E se a Igreja é falsa, falsos são também os seus fiéis, sacerdotes, ritos e tudo mais. Em última análise, seu Deus também deveria ser falso. E se os seus membros são falsos, entre os quais Lutero, como pode esse mesmo falso sacerdote e falso cristão ser considerado um "grande reformador"? Como pode a sua reforma de uma Igreja onde tudo é falso ser aceita como padrão de fé e modelo de cristianismo ?

Mas nada precisa fazer sentido no mundo dos "evangélicos". Para cada "crente", conta apenas o que ele quer entender e aceitar. Só vale o que o "pastor" fala no púlpito. Só vale o que os pastores interpretam da Bíblia. Extremos absurdo: eles nos acusam de acreditar que o Papa é infalível (o que é mentira), mas na verdade eles é que consideram seus pastores infalíveis! O que o pastor entende da Bíblia é inquestionável, é aceito por todos como a verdade absoluta e divina!

Existem até alguns menos esclarecidos chegam a dizer que foi Constantino que fundou a Igreja Católica(!). Mas nessa hora precisamos fazer justiça e reconhecer que uma estupidez desse tamanho nunca foi dita pelos antigos protestantes. Até hoje as igrejas protestantes históricas (luterana, calvinista, presbiteriana, etc.) reconhecem que a Igreja Católica é a Igreja instituída por Cristo sobre a Terra. e que se não fosse por ela nós nem teríamos a Bíblia, hoje.

Agora, se essa tolice fosse verdade, então os evangélicos estariam abraçando uma reforma da “Igreja de Constantino”!? Eles rejeitam a Igreja de “Constantino”, mas aceitam a sua reforma?? Seria engraçado, se não fosse triste...

22) Tradições

A Bíblia Sagrada nos orienta que guardemos as tradições.

"Então, irmãos, estai firmes e guardai a Tradição que vos foi ensinada, seja por palavras, seja por epístola nossa". (2 Tessalonicenses 2, 15)

"Mandamo-vos, porém, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que vos afasteis de todo o irmão que anda desordenadamente, e não segundo a Tradição que de nós recebeu." (2 Tessalonicenses 3, 6)

Mas os evangélicos renegam a Tradição. A pergunta que não quer calar: por que os evangélicos não guardam a Tradição, se a Bíblia orienta o contrário? No fundo no fundo, para eles pouco importa o que diz a Bíblia. Eles pensam que entendem de Bíblia, mas o que eles conhecem bem é a interpretação pessoal que o pastor faz da Bíblia. Aqueles que juram defender a Bíblia são os primeiros a contrariá-la, porque não a conhecem de fato.

23) Batismo de crianças

De onde os protestantes tiraram que a pessoa deve ser batizada somente depois da idade adulta? Alguns chegam a se comparar a Jesus Crito, dizendo que se Ele foi batizado depois de adulto, nós devemos fazer a mesma coisa!.. Como alguém consegue escutar um absurdo desses, sem chorar nem morrer de rir, é difícil entender! Meu Deus, Jesus Cristo é Deus, e foi Ele mesmo quem instituiu o Batismo! Além disso, o batismo que ele recebeu de João, como os próprios Evangelhos ensinam, não era o mesmo Batismo que Jesus ordenou à sua Igreja! Isso é tão óbvio que é difícil entender como podem se confundir a esse respeito! O Batismo que nós praticamos é outro. Além disso, Jesus carregou a sua Cruz e foi crucificado aos 33 anos. Se os "evangélicos" querem imitar Jesus tão fielmente, em tudo, porque não procuram fazer também o mesmo?

Mais uma vez, eles ignoram a Bíblia, pois ela não proíbe o Batismo das crianças, ao contrário: os Atos dos Apóstolos contam que muitas famílias inteiras foram batizadas pelos Apóstolos, e nós sabemos que todas as famílias judaicas tinham sempre muitas crianças, por uma questão justamente religiosa. Mesmo assim, o protestante prefere a interpretação dos "pastores" do que considerar o que diz a Bíblia.

Além disso, por que os "convertidos" devem ser batizado numa denominação "evangélica", mesmo que já tenham sido batizados na Igreja Católica? Quando um ex-protestante adere à Igreja Católica, na grande maioria das vezes não se exige um novo batismo. Por quê? Porque se alguém é batizado e com todas as palavras se diz no batismo que Jesus Cristo é o Senhor, como é possível ignorar a ação do Espírito Santo de forma que o mesmo batismo se torne inválido?

24) Unidade

Não fosse por fé ou por raciocínio intelectual, não fosse pelos fatos históricos que conheço ou simplesmente por questão de constatar inúmeros erros doutrinários nas milhares de denominações protestantes, a divisão e discórdia que há no meio já seria suficiente motivo para me afastar deles.

A Bíblia diz que devemos ser um só Corpo. Tudo que os "evangélicos" não querem é a união. Onde se vê "um só Batismo e uma só Fé" entre eles? Ao invés da determinação bíblica, existem mais de 50.000 denominações diferentes e divergentes entre si. A Bíblia diz que não deve haver divisão entre os cristãos. Qual dos protestantes nesse planeta leva em consideração esse texto bíblico? Mais uma vez jogam fora a Bíblia que juram defender.

25) A Bíblia é mais importante do que a Igreja?

Este é, disparado, o maior erro dos evangélicos. A Bíblia é filha da Igreja, e não a sua mãe. Foi a Igreja que escreveu a Bíblia, pouco a pouco. Os cristãos dos primeiros séculos não tinham Bíblia. É a igreja que dá credibilidade à Bíblia, e não o contrário. Acreditamos na Bíblia porque acreditamos na sua fonte. E a fonte da Bíblia Cristã é a Igreja Católica, por intermédio da qual Deus a entregou à humanidade: a Igreja Católica foi a responsável pela compilação, canonização e preservação dos textos. Quem não acredita na Igreja não deveria acreditar na Bíblia, que foi por ela produzida. Mera usurpação. Nem mesmo Lutero chegou a tal absurdo. Não é a Bíblia que define a Igreja ou que define o que Deus pode ou não fazer. A igreja é que definiu a Bíblia, por inspiração de Deus!

Mas dizer que Deus está preso à Bíblia e dela não pode “fugir” é algo escandalosamente mentiroso e blasfemo. Mas eu ouvi, pessoalmente, homens que se dizem pastores afirmando exatamente isso, que Deus não pode agir contra a Bíblia. Deus não conhece limitação de espécie alguma! A Bíblia é um instrumento, uma arma do cristão para ser usada no combate, e não uma regra imutável da qual nem Deus escapa. Dizer isto é blasfêmia! Acaso é o Criador menor do que a criatura? Aquele que chama todas as coisas a existência está preso às definições e interpretações das milhares de denominações ditas "evangélicas"? O que se vê por aí é a religião do livro. Bibliolatria pura.

A Bíblia é o ídolo de todos e o seus intérpretes que julgam-se sábios aos seus próprios olhos, tornando-se ídolos de si mesmos. A Igreja Católica não propõe a religião do livro, mas a Religião da Palavra Viva e Encarnada, o Verbo do Deus Vivo, Jesus Cristo, que se doa em Corpo, Alma e Divindade no Santíssimo Sacramento do Altar, o qual eles não conhecem e contra o qual blasfemam.

26) Intercessão

Inúmeras são as passagens bíblicas que falam sobre a intercessão de homens santos e anjos. Tudo ignorado pelos protestantes. No entanto não raras vezes uns oram pelos outros e mesmo chegam a pedir orações aos pregadores “ungidos” pelo Senhor. A Bíblia diz que muito vale a oração de um justo. Mas diz também que não há justo algum na terra. Sabendo que a Bíblia não é contraditória, de que justos estamos falando? Acaso aqueles que já foram julgados e muitos estão certamente entre os bons, são menores do que aqueles que ainda vivem por aqui?

Se nós, que somos injustos, podemos interceder uns pelos outros, muito mais podem aqueles que já estão na Glória Eterna.27) Sacrifício e Mediação

É intolerável afirmar que os católicos creem em outros mediadores além de Jesus. O Mediador para a nossa Salvação, entre Deus e nós, é Cristo, que com seu Sacrifício Eterno e eficaz nos resgatou na Cruz. Só Jesus, sendo Deus, se fez homem frágil e humilde, e suportou as piores dores e martírio e morte terríveis pela nossa salvação. É por isso que na Santa Missa oferecemos o Sacrifício do próprio Jesus Cristo a Deus Pai em expiação dos nossos pecados. Por isso nos alimentamos de Cristo na Sagrada Eucaristia.

Intercessão é outra coisa. Mediadores entre Jesus e os homens podem ser os nossos irmãos de fé ou os santos e anjos no Céu. A Santa Igreja, que segundo a Bíblia é a coluna e sustentáculo da Verdade (1 Timóteo 3, 15), recomenda.

28) Fé e Doutrina

O que é significa a expressão “coluna e sustentáculo da Verdade”? Significa que, sem a Igreja que Jesus deixou no mundo, a Verdade desmorona. Não somos capazes, por nossas próprias forças, de alcançar a Verdade Divina. E Deus mesmo designou a sua Igreja para nos auxiliar nesse processo. Mas tem gente por aí dizendo que Igreja não serve para nada. "Igreja não importa, importa é Jesus..." - Tá. Só tem um detalhe: foi o próprio Jesus quem nos deixou a sua Igreja Una, e disse que dependeríamos dela para encontrar o Caminho e para obter o perdão dos pecados. Mais uma vez isso está escrito lá, bem claro, na Bíblia... O problema é que, quando eles falam em "igreja", estão pensando numa empresa, que qualquer um pode fundar quando quiser, basta inventar um nome, registrar em cartório e abrir firma... Não entendem o profundo significado da Igreja Celeste, a qual Jesus fundamentou sobre o Apóstolo Pedro, o primeiro Papa

Ora, o Senhor Jesus foi claro ao dizer que as portas do inferno nunca prevaleceriam sobre a sua Igreja. Nunca significa jamais. Mas o "evangélico" não crê na promessa do filho de Deus. Para ele, o inferno prevaleceu sobre a Igreja Católica, que teria incorrido em “erros graves”. E foi preciso Lutero para corrigi-los. O que disse um homem é mais valorizado do que o que disse Jesus Cristo!

E agora são indispensáveis os atuais pregadores "evangélicos" que, mesmo divergindo entre si, estão todos certos e fazendo reparos na doutrina. Mas cada nova denominação introduz novidades, ritos e hábitos. E de Lutero ninguém lembra. Ora, ou Lutero acertou ou Lutero errou. Ou Deus levantou Lutero para corrigir os erros do catolicismo ou não levantou ninguém. E se Deus tivesse levantado Lutero, quem é o "evangélico" para continuar reformando aquilo que Deus já teria reformado? Para o "evangélico" Jesus mentiu. As portas do inferno prevaleceram "evangélico" sobre a sua Igreja e sobre o Cristianismo, por 1.500 anos, até nascer Lutero para restaurar a Verdade.

E se não fosse o “santo” Lutero, até hoje o cristianismo que se pratica por aí seria falso. Mas o "evangélico" não permaneceu com Lutero. E nem com Jesus. Conclusão: o "evangélico" amarrou uma pedra ao pescoço e lançou-se ao mar. Para ele, Jesus, depois do sofrimento atroz e do Sacrifício, deixou o homem por conta própria. Cada um interprete a Bíblia como puder. O "jesus" deles diz algo mais ou menos assim: “Virem-se. Leiam, interpretem, escolham uma denominação qualquer, porque igreja não importa. Eu deixei minha própria Igreja só de brincadeira, isso não faz a mínima diferença. Fundem igrejas novas se não gostarem de alguma denominação, contestem seus próximos, ofendam aquela que escolhi para ser minha mãe e odeiem os católicos... Assim vocês se salvarão”.

O Jesus em que nós cremos não é assim. Seu desejo é que nenhum de nós se perca. Por isso nos deu nossa Santa Mãe Igreja para nos apontar o Caminho, sem erro. Ele sabe que o coração humano é incerto e contestador. O Apóstolo Paulo confirma que nosso julgamento é sempre tendencioso. Por isso mesmo, Jesus prometeu que estaria com esta mesma Igreja até o fim dos tempos.

É sem dúvida infinitamente mais seguro ser católico.

E se alguém quiser criar um texto para responder "porque não sou católico", vou dar uma ajuda:

Por que alguém deixa de ser católico ?

Primeiro, ninguém deixa de ser católico. Os falsos católicos, aqueles que estão somente fazendo número no meio do Povo de Deus, deixam de frequentar a Igreja, quando se decepcionam com alguma coisa. E o fazem por arrogância, soberba e presunção. Me parece que a maioria o faz por ignorância, pura e simples. Alguém que não estuda nada sobre sua própria Igreja e religião.

Presumir que tudo sabe e não aceitar qualquer tipo de correção ou instrução é típico do "evangélico", e foi exatamente assim que a antiga serpente tentou o homem e a mulher: "vocês serão como Deus, conhecerão o Bem e o Mal por conta própria"... Ser um divisor por natureza já é motivo para fundar uma “igreja” e contestar aquela que Jesus institui sobre a Terra. 

terça-feira, 16 de agosto de 2016

O caminho de Devin Rose: ateu orgulhoso, agnóstico deprimido, protestante duvidoso, católico fervoroso.


Um testemunho impressionante de conversão



Devin Rose e Katie sua esposa

O caminho de Devin Rose: ateu orgulhoso, agnóstico deprimido, protestante duvidoso, católico fervoroso
“Minha inteligência anteriormente confiável falhou completamente, por isso eu enfrentei uma escolha: ou me matar ou tentar acreditar em Deus.”

Devin Rose nasceu em uma família de tradição cristã, com o entendimento de que era apenas no nome. Na verdade, em casa, ele aprendeu que os homens vieram de uma evolução da “lama original.” Assim, não admira que na adolescência, após a obtenção do uso da razão, Devin declarou orgulhosamente incrédulo. Então nasceu um ateu.
Seu estudo na escola ajudou-o ainda mais a encorajar-lhe nessa posição, dada a suposição de consenso amplo de seus colegas neste campo. Mas na faculdade, algo aconteceu. Apesar de ter êxito naquilo que realizava (boas notas, uma noiva bonita, o amor de sua família, um monte de amigos …) havia algo que não funcionava: “Comecei a ser devorado pela ansiedade”, diz ele.
“Eu ficava nervoso em reuniões sociais, em restaurantes, cinema, mesmo durante a aula. Meu estômago agitse agitava e ficava com medo de ter que sair da classe, colocando-me no rdículo na frente de todos. “
Com o tempo, essa ansiedade só aumentou, chegando a verdadeiros ataques de pânico sem motivo aparente. Chegou até desejar a morte: ele, um estudante de honra, com bolsa integral, atleta talentoso e cercado por bons amigos e o amor de sua família.
Diante desta situação, finalmente enfrentou seu ateísmo, que agora era sinônimo de desespero: “A fina camada do conforto, da prosperidade e bem-estar geral sempre me protegeram na minha vida para enfrentar as terríveis conclusões existenciais da minha visão de mundo. Um dia, em um inquietante “sonhar acordado” vi diante de mim, de maneira total, a escuridão, uma vazia manifestação viva do meu desespero. “
Em meio a esta dor, foi até sua mãe e abriu sua alma: “Agradeço a Deus agora porque, mesmo no desespero, me deu uma mãe amorosa que eu podia ir em uma situação onde achava que não tinha outra lugar para ir. ” Juntos, eles foram para um psicólogo, outra dificuldade para Devin, que olhava com desdém para as pessoas que iam a uma terapia e então começou a dar resultados.
Mas a evolução era positiva apenas em parte. Na verdade, suas ansiedades ainda estavam lá. Foi quando ele aceitou o seu problema: ele era clinicamente deprimido, uma luta que se lhe apresentava titânica e interminável.
“Eu acreditava que meus problemas eram apenas um produto químico do meu cérebro, mas eu já tinha tentado todas as táticas possíveis para superar a ansiedade e não tinham funcionado. Minha inteligência anteriormente confiável falhou completamente, por isso eu enfrentei uma escolha:. Ou me mato ou trato de acreditar em Deus “
Com essa dicotomia no caminho, o antes ardente ateu se lançou na empresa de acreditar: “Eu sabia que se Deus não existisse, tentar acreditar nele não iria funcionar, pois seria só uma tática a mais no meio da multidão das que havia tentado antes, sem sucesso. E pedir a Deus ajuda, era algo dentro de mim que se rebelava, não tendo nada a perder, eu lhe dou uma chance. ” E assim, depois de muitos anos, Devin lançou seu primeira frase: “Deus, você sabe que eu não acredito em você, mas eu estou com problemas e precisa de ajuda. Se você é real, me ajude. “

Imagem do Blog de Kevin


À princípio, o resultado de suas orações foi nulo, de modo que, ironicamente, havia confirmado seu ateísmo. “Mas quando você está no mar e tudo que você tem é um salva-vidas, ainda que pequeno, é a sua única esperança.” Então eu continuou a orar.
Assim, pouco a pouco, apareceram ligeiros sinais de melhoria. E mesmo dentro do desculpas foram revelados os ateus e queria quebrar essa árvore que começou a crescer, Devin disse que eu deveria lhe dar uma chance à fé. Assim se protegia e continuava sua oração, acompanhada pela leitura da Bíblia.
Seu companheiro de quarto na faculdade era um batista fiel (protestante) e começou a levá-lo em sua igreja todos os domingos. Mesmo sentindo ataques de ansiedade, fazia violência para permanecer nas reuniões e, surpreendentemente, a sua fé começou a se fortalecer e crescer, mas estava imerso em um mar de dúvidas. No final daquele ano, Devin se considerava já, e sem dúvidas, um cristão.
Devin no livro sobre o protestantismo disse que foi nesse momento que Deus se fez presente, “Deus se precipitou e era como nada do que antes pudesse ter experimentado. Ele me deu coragem e força para enfrentar as minhas ansiedades e começar a superá-las […] Deus me deu esperança de enfrentar o meu desespero, e fé e o amor começaram a curar minhas feridas mais profundas. ” Em outras palavras, ele conheceu o amor de Deus. No final daquele ano, foi batizado na igreja Batista, dando um novo rumo para sua vida.
Mas Deus não parou por aí; queria que Devin se encontrasse definitivamente com Ele dentro da Igreja Católica. Desde o início nasceu a pergunta por que havia tantas divisões e denominações dentro do Cristianismo. Assim o fez notar a Matt, um bom amigo seu Batista, considerado um líder entre seu grupo. Mas ele não soube responder.
Seu desejo pela verdade roía a alma e não lhe deixava em paz ver as diferenças entre as pregações cristãs. Procurou a ajuda em sua leitura da Bíblia … porém aí se deu conta que umas confissões o viam de uma maneira um e outros de outra maneira.
A questão subjacente não era simples: quem são realmente guiado pelo Espírito Santo? Porque o Espírito Santo é “o Espírito da Verdade”, e verdade é uma só. Como, então, produzia tantos efeitos?
Depois de muito pensar e de oração, Devin decidiu investigar qual denominação teve a audácia de dizer que era a Igreja que tinha a plenitude da verdade. Sua Igreja Batista certamente não disse, porém os católicos, ortodoxos e os mórmons o fizeram. Espantado com os resultados e com muito medo, começou a investigar a Igreja Católica.
Durante muito tempo debateu com amigos protestantes, fazendo todo o possível para não se tornar católico. Mas quanto mais estudava, mais se dá conta da autenticidade da Igreja. E assim, depois de receber uma boa catequese, foi recebido na Igreja na Páscoa de 2001, cerimônia da qual participaram alguns de seus amigos protestantes.
Hoje, após dez anos de Católico, Devin só pode ver com gratidão o caminho percorrido: “Meu “Caminho à Roma”começou com o risco de que Deus fosse real. Continuou com a descoberta de que ele me amava e que era digno de minha confiança. Hoje posso dizer que, depois de viver a fé católica por dez anos, a minha confiança em Cristo e Sua Igreja tornou-se cada vez mais forte. “


http://www.religionenlibertad.com/articulo.asp?idarticulo=21413
versao em portugues: https://eisquevenhofazeravossavontade.wordpress.com/2012/03/26/o-caminho-de-devin-rose-ateu-orgulhoso-agnostico-deprimido-protestante-duvidoso-catolico-fervoroso/

outros livros dele podem ser encontrados: https://www.amazon.ca/s/ref=dp_byline_sr_book_1?ie=UTF8&field-author=Devin+Rose&search-alias=books-ca


outra versão do seu testemunho: http://whyimcatholic.com/index.php/conversion-stories/atheist-converts/53-atheist-convert-devin-rose

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Por que o catolicismo é tão pouco atrativo para os evangélicos?


Por que o catolicismo é tão pouco atrativo para os evangélicos?

Testemunho revelador de um ex-evangélico convertido ao catolicismo

Quando eu era um jovem evangélico, fazia uma clara distinção entre católicos e cristãos. Não eram sinônimos e, na minha opinião, um católico não era um cristão. Quando os católicos apareciam em nossa exegese evangélica do Novo Testamento, eram identificados diretamente como um grupo concreto de pessoas: os fariseus. Os fariseus com sua religião.

“Estúpidos fariseus – pensávamos. Não reconheceriam o Messias nem que lhes fosse tirado o barro dos olhos!”

O que fazíamos era o típico erro protestante: identificávamos os fariseus com a religião, e a religião com algo ruim. Jesus condenou os fariseus. Os fariseus eram religiosos. Então, a religião era ruim. A lógica parecia esmagadora.

O catolicismo não é atrativo para os evangélicos, penso eu, pordois motivos.

Em primeiro lugar, eu e muitos dos meus conhecidos evangélicos desconfiávamos implicitamente da religião. Isso se deve, em grande medida, a uma falta de compreensão das interações de Jesus com os fariseus e às raízes históricas da Reforma.

Uma leitura mais acertada da relação entre Jesus e os fariseus mostra que o que Cristo condena é a religião vazia, a falsa piedade. Mas os evangélicos generalizaram isso e acham que a religião em si é ruim. Têm medo de cair na armadilha dos fariseus.

Em segundo lugar, os evangélicos acham os católicos pouco convincentes em seu testemunho. Faltam católicos com uma relação pessoal com Cristo.

Quando eu era evangélico, achava a fé católica pouco atrativa, muito anticristã, pois os católicos que eu conhecia não tinham uma relação de amizade real com Jesus. Não eram, como costumam dizer os evangélicos, “discípulos”.

Estes dois aspectos que comentei caminham juntos, porque a prática de uma religião vazia acaba substituindo a relação com Cristo. Então, os evangélicos pensam: vamos tirar a religião e ficar com Jesus.

Eu fui evangélico e devo confessar que concordo com isso: a religião vazia é perigosa, é um obstáculo para uma vida em Cristo.

Mas depois me tornei católico. Nós, católicos, não precisamos dar argumentos. Precisamos demonstrar. Demonstrar o poder vivificante da Eucaristia. Demonstrar a incrível e encarnada vida que começa no Batismo e que se fortalece na Confirmação.

Precisamos demonstrar a bênção sacerdotal que Deus nos deu. Celebrar a beleza do matrimônio sacramental.

Por que o catolicismo é tão pouco atrativo para os evangélicos?

Porque os evangélicos não veem uma vida espiritual católica vivida, celebrada e abraçada de todo coração. E será que podemos jogar a culpa neles por achar que muitos católicos vivem uma religião vazia?

Quantos bancos das nossas igrejas estão cheios de católicos que vão à missa por inércia? Quantas pessoas passam pela catequese e não entendem sequer a presença real de Jesus na Eucaristia? Quantos católicos dão mais importância à justiça de Deus que à sua misericórdia?

No momento em que compreendi a história da Igreja Católica, a beleza dos sacramentos, e que os católicos podiam estar tão perto de Jesus, não resisti e me tornei católico. Mas o que nós, católicos, precisamos fazer?

Precisamos ser católicos. De verdade. Pedir ao Espírito Santo que nos dê uma vida mais autêntica. Ter uma amizade pessoal com Jesus, esse Jesus que nos alimenta com seu próprio Corpo na Eucaristia.

Se nós, católicos, vivermos realmente a vida a que estamos destinados, a vida que nossa fé nos mostra, estaremos mais centrados em Cristo, em uma vida maravilhosa.

Infelizmente, a imagem que eu tinha dos católicos quando eu era evangélico, em grande medida, é real. Não estou satisfeito com isso, e nenhum de nós deveria estar.

Se temos, como professa a Igreja Católica, a “plenitude” de Cristo, então, nossos irmãos e irmãs evangélicos deveriam ver algo diferente do que veem. Deveríamos passar uma imagem diferente.

Finalmente, como católicos, temos o trio ganhador: a realidade histórica de uma Igreja de mais de dois mil anos, uma grande quantidade de rigor intelectual de peso, e o atrativo da beleza da nossa fé.

Mas sem viver isso na realidade, demonstrando que amamos Jesus, não seremos diferentes dos fariseus. E isso não é atrativo.

(Adaptado de The Cordial Catholic, de K. Albert Little)
fonte: http://pt.aleteia.org/2015/09/17/por-que-o-catolicismo-e-tao-pouco-atrativo-para-os-evangelicos

fonte primaria: http://www.patheos.com/blogs/albertlittle/why-catholicism-is-so-unattractive-to-evangelicals/

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Ucrânia: Exemplo de coragem dos Cristãos de hoje!

A Igreja Greco-Católica Ucraniana, o maior rito oriental do mundo, foi severamente perseguida e quase aniquilada pelo comunismo. Nesta sociedade completamente ateia, o único veículo da fé era a família. E foi assim que a Igreja sobreviveu, em segredo, como nas “catacumbas” dos primeiros cristãos. Dom Sviatoslav Shevchuk, antigo administrador apostólico da eparquia ucraniana em Buenos Aires e hoje Arcebispo-Maior da Igreja Greco-Católica Ucraniana, dá seu testemunho - ele mesmo estudou num seminário clandestino - e partilha o testemunho dos padres que foram presos e torturados e da ressurreição dessa Igreja, apesar das feridas deixadas pelo sistema. Sua mensagem é sobre a coragem de ser cristão nos dias de hoje e sobre o paradoxo da liberdade: “Aquelas pessoas que eram realmente cristãs, até mesmo na prisão, eram livres! No momento somos politicamente livres, mas frequentemente sentimos uma falta da liberdade interior”.
comentários: facebook, Orientale Lumen

 
Ucrânia: A Mãe de Deus destruiu o Império Soviético do Mal from Ajuda à Igreja que Sofre on Vimeo.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Arcebispo Fulton J. Sheen: Se eu não fosse Católico…

Se eu não fosse Católico e estivesse procurando a verdadeira Igreja no mundo de hoje, eu iria em busca da única Igreja que não se dá muito bem com o mundo. Em outras palavras, eu procuraria uma Igreja que o mundo odiasse. Minha razão para fazer isso seria que, se Cristo ainda está presente em qualquer uma das igrejas do mundo de hoje, Ele ainda deve ser odiado como o era quando estava na terra, vivendo na carne.
Se você tiver que encontrar Cristo hoje, então procure uma Igreja que não se dá bem com o mundo. Procure por uma Igreja que é odiada pelo mundo como Cristo foi odiado pelo mundo. Procure pela Igreja que é acusada de estar desatualizada com os tempos modernos, como Nosso Senhor foi acusado de ser ignorante e nunca ter aprendido. Procure pela Igreja que os homens de hoje zombam e acusam de ser socialmente inferior, assim como zombaram de Nosso Senhor porque Ele veio de Nazaré. Procure pela Igreja, que é acusada de estar com o diabo, assim como Nosso Senhor foi acusado de estar possuído por Belzebu, príncipe dos demônios .


Procure a Igreja que em tempos de intolerância (contra a sã doutrina,) os homens dizem que deve ser destruída em nome de Deus, do mesmo modo que os que crucificaram Cristo julgavam estar prestando serviço a Deus.

Procure a Igreja que o mundo rejeita porque ela se proclama infalível, pois foi pela mesma razão que Pilatos rejeitou Cristo: por Ele ter se proclamado a si mesmo A VERDADE. Procure a Igreja que é rejeitada pelo mundo assim como Nosso Senhor foi rejeitado pelos homens. Procure a Igreja que em meio às confusões de opiniões conflitantes, seus membros a amam do mesmo modo como amam a Cristo e respeitem a sua voz como a voz do seu Fundador.

E então você começará a suspeitar que se essa Igreja é impopular com o espírito do mundo é porque ela não pertence a esse mundo e uma vez que pertence a outro mundo, ela será infinitamente amada e infinitamente odiada como foi o próprio Cristo. Pois só aquilo que é de origem divina pode ser infinitamente odiado e infinitamente amado. Portanto, essa Igreja é divina .”

Arcebispo Fulton J. Sheen, Radio Replies, Vol. 1, p IX, Rumble & Carty, Tan Publishing – Tradução: Gercione Lima

Fonte: http://fratresinunum.com/

sábado, 2 de agosto de 2014

A minha conversão ao Catolicismo - Gabriel Campos


“A dificuldade em explicar ‘por que sou Católico’ é que há dez mil razões para isso, e todas se resumem uma núnica: o catolicismo é verdadeiro”. G.K. Chesterton

Nasci em uma família de longa e larga tradição Protestante. Os avós maternos do meu pai, meus bisavós, já eram integrantes de uma Igreja Baptista no início do séc. XX, e minha família, salvo algumas excepções, assim permanece até hoje (não tratarei aqui da peculiar condição dos Baptistas em relação aos protestantes históricos, prefiro igualá-los neste momento).

Por volta de 1981, quando eu tinha 15 anos, fui batizado na Igreja Baptista Calvário em Itapetinga. Vivi a minha fé protestante com paixão, leitura intensa da Bíblia, livros teológicos e de história da Igreja. Por algum tempo, pensei em tornar-me Pastor. Na verdade, em 1985, quando cheguei em Brasília com 19 anos, estudei num Seminário da Assembleia de Deus durante 1 ano.
Mas, sempre admirei a gostei da Igreja Católica. Li alguma coisa sobre a Igreja Católica, ainda em Itapetinga, e fui lendo ao longo do tempo. Assim, desenvolvi um sentimento duplo em relação à Igreja.

De um lado, admirava-a, pois enfrentou Roma, foi perseguida, sobreviveu à queda do Império, enfrentou e sobreviveu à Idade Média, guardou a cultura clássica, sobreviveu ao Renascimento, ao Iluminismo, à Revolução Francesa, sobreviveu a dois Cismas (o Cisma do Oriente em 1054 e a Reforma em 1517), conviveu e não se contaminou frente a duas Guerras Mundiais e segue no mundo do sec. XXI. E ainda assim, a Igreja mantém-se: una e íntegra, não obstante os percalços, os problemas, os erros dos seus integrantes. Indubitavelmente, é impossível acumular um mínimo de conhecimento e não admirar a Igreja Católica.

Mas de outro lado, eu tinha de ser anti-católico, com todas as opiniões, crenças, fantasias e desconhecimentos que os Protestantes têm em relação à Igreja e a sua doutrina. Sim, tinha de ser anti-católico, pois como Protestante eu tinha uma ideia caricata da Igreja Católica.

Acompanhei, como qualquer pessoa minimamente informada, o pontificado de João Paulo II e a sua enorme influência no final do séc. XX. Como um esquerdista que era na década de 1980, acompanhei o processo contra o então Frei Leonardo Boff, em torno de sua obra “Igreja, Carisma e Poder”. Nessa época conheci e aprendi a admirar a imponente figura do então Cardeal Joseph Ratzinger. Também acompanhei a agonia e o falecimento de João Paulo II, seguida do conclave e do papado de Bento XVI; a sua renúncia, e a chegada de Francisco.

Aqui, um parêntesis para falar da Rivanda. Em 1989, quando eu tinha 23 anos, e morava em Brasília, conheci uma moça de 19 anos que tinha acabado de se converter ao protestantismo: era a Rivanda. Como ela não resistiu aos meus encantos, resolvemos casar-nos, o que fizemos em 1990 numa Igreja Baptista. Daí nasceu o Ciro Brasil Campos, em 1992.

Algumas leituras e estudos mais recentes fizeram-me mudar por completo o pensamento. A leitura da história da Igreja, a leitura dos Padres da Igreja (Policarpo de Smirna, Inácio de Antioquia, Clemente de Roma, Ambrósio, Jerónimo, João Crisóstomo), além, claro, de Agostinho e Tomás de Aquino, à luz da Bíblia, fez-me ver que algo estava “complicado” com o Protestantismo.

Mas de um modo nostálgico, não queria abandonar Jan Hus, Wycliffe, Lutero, Calvino, Zwinglio, Melanchthon e os demais reformadores. Dessa forma, o que fiz foi o confronto do pensamento, da doutrina e da tradição católica, com o pensamento, doutrina e tradição protestante.

Nos últimos dois anos, já estava consciente de que tudo o que eu pensava sobre a Igreja Católica e o que os protestantes pensam da Igreja Católica é apenas uma caricatura, uma versão-espantalho. A Igreja é muito mais sublime, rica e cristã do que julgava a minha vã filosofia protestante.

Depois de muito pensar a respeito, orar e conversar com Rivanda, tomando sempre como referência a Bíblia, tomei a decisão de ir a uma Missa. Comprei um pequeno livro litúrgico para compreender cada acto da Missa e, no dia 15 de Setembro de 2013, fui então à igreja mais próxima de casa, a igreja de Nossa Senhora de Nazaré.

Fiquei absolutamente impressionado com a Missa e pela primeira vez cheguei à conclusão de que aquela era a Casa de Deus e era o meu lugar. Após a Missa, falei com o Padre Roberto Carlos Rambo (acreditem, Rambo é sobrenome de origem alemã, não tem nada a ver com o filme) sobre a minha crise e conversamos algumas vezes.

Interessante notar que nos encontros seguintes que tive com o Padre Rambo, ele jamais se portou como um proselitista, jamais estimulou a minha entrada na Igreja Católica, sempre foi um ouvinte, sempre me deixando à vontade.

Rivanda, no Domingo seguinte (22/09/2013), começou a ir à Missa comigo e mesmo com alguma relutância, passou a ler alguns textos católicos e o Catecismo. Não demorou muito tempo a convencer-se que jamais deveria ter saído da Igreja.

Actualmente, estamos na mesma Igreja. Rivanda deverá receber o sacramento da confissão no início de Janeiro e voltar à Barca de Pedro. Quanto a mim, preparo-me para o baptismo e primeira comunhão.

Como sempre li muito, ando devorando tudo o que encontro sobre o tema apaixonante da Igreja Católica... livros, sites, música, catecismo, história da Igreja... Lamento apenas ter demorado tanto tempo para tomar essa decisão.

As objecções protestantes à doutrina católica caíram em semanas, uma a uma, pois nada resiste à graça de Cristo e o entendimento da Tradição e do Magistério da Igreja.

Após esta minha conversão, ao pesquisar na internet, descobri que não estava sozinho. Em diversos países do mundo, em menor escala no Brasil, Pastores e líderes protestantes e muitos outros têm se convertido ao catolicismo. Scott Hahn, Marcus Brodi, Francis Beckwith, dentre outros tantos.

Aos meus amigos Protestantes, saibam que muito aprendi com todos vocês, e que as diferenças que agora se apresentam, não vão diminuir o apreço e a amizade que tenho por todos.

Testemunho Ex-protestante: Rivanda Marcelino Brasil

Em outubro de 1970, eu, Rivanda Marcelino Brasil Campos, nasci numa família católica, simples, sem conhecimentos sobre a doutrina da Igreja, mas católica. Em fevereiro de 1972, com um ano e quatro meses de idade, fui batizada. Anos após, recebi o sacramento da Eucaristia e, algum tempo depois, ainda no início da adolescência, o sacramento do Crisma. Cresci sendo levada, aos domingos e demais dias santos, às Missas da Igreja Católica Apostólica Romana. E assim, continuei o hábito dos meus pais, frequentando às Missas. Aos dezessete anos de idade, passei a frequentar um grupo de jovens da renovação carismática da Igreja São José de Taguatinga Norte, cidade do Distrito Federal, próxima à capital Brasília. Mas eu estava sem amparo, ficando um tanto desmotivada e encarando a Missa como algo repetitivo e sem sentido. Não confessei isso a ninguém e, certamente, foi aí que eu errei. Jovem e sem o conhecimento firme da doutrina católica, acabei aceitando explicações vindas do protestantismo. Fui, sem meus pais saberem, a cultos em igrejas protestantes. E assim, acabei sucumbindo, sem procurar nenhuma resposta dentro da doutrina da Igreja Católica Apostólica Romana para as dúvidas que me afligiam e aceitei, sem nenhuma avaliação, as “verdades” que o protestantismo me oferecia e que eu nem sabia que tinham por base a Sola Fide e a Sola Scriptura.
Aos dezoito anos, em 1989, conheci um jovem batista, ao voltar do trabalho para casa. Era o Gabriel Campos. Na mesma noite, acordei ao cair da cama e ter sonhado me casando com aquele rapaz que acabara de conhecer. Fiquei um tanto assustada com aquilo, mas não dei importância. Semanas depois e por acaso, tornamos a nos encontrar. Iniciamos um namoro, que desembocou num casamento, em maio de 1990, na Igreja Batista Alvorada de Taguatinga. Ressalto que não frequentávamos essa igreja, mas nos “casamos” lá, pois eu ainda estava a visitar várias igrejas protestantes. E assim ficamos durante muito tempo. Após um ano e sete meses, fiquei grávida e nosso filho nasceu oito meses depois. Tempos depois, passamos a frequentar a Igreja Batista Monte Horebe, na qual fui “batizada”. E lá estava eu com minhas novas dúvidas. Afinal, por que tinha de ser batizada novamente, se nunca deixara de crer em Jesus como meu Senhor e Salvador? Por que só a fé salva? E as obras? Na verdade, eu não me pronunciava, mas sempre considerei inaceitável ler na Epístola de São Tiago 2,24 que a justificação ocorre pelas obras e não somente pela fé e continuar dizendo que a salvação viria somente pela fé. O tempo foi passando, mudamos de residência e fomos frequentando outras igrejas protestantes. Nunca entendi o porquê de tantas divisões, mas também não me esforçava ou não queria, seriamente, buscar a resposta. Acabamos por frequentar cada vez menos e começamos a observar cada vez mais o fenômeno das divisões que não paravam e não param nas igrejas protestantes, a teologia da prosperidade e mais recentemente os grupos que abominam a reunião em igreja e o sacerdócio, mesmo possuindo estes um líder espiritual e um local para se reunirem. Mas guardávamos a crença protestante e ir para a Igreja Católica era algo, simplesmente, não cogitado.
Ocorre que Gabriel sempre gostou de ler diversos temas e a Igreja Católica Apostólica Romana era um destes. No início, leituras sem o intento de pesquisar, de buscar respostas para nossas dúvidas escondidas em algum recôndito da alma, mas essas mesmas leituras foram gerando questões, que por algum tempo foram deixadas de lado, mas como um rio mal represado, acabaram por inundar nossa alma e necessitavam de respostas honestas. Assim, Gabriel começou a dividir comigo suas dúvidas. Confesso que cada vez que ele me trazia uma informação ou uma dúvida, eu ouvia, mas não queria dar importância àquilo. Eu percebia que havia pertinência naquelas dúvidas e isso me preocupava. Num certo dia, ele apareceu com um livro chamado Todos os caminhos levam à Roma, escrito pelo ex-pastor calvinista Scott Hahn e sua esposa Kimberly. Eu não queria saber daquilo. Eu nunca havia ouvido falar de um protestante convertido à Igreja Católica! Por acaso, existiria explicação para a Igreja Católica Apostólica Romana? Mesmo que existisse, eu não queria tomar conhecimento. Eu queria, mesmo sem ter isso de forma clara, permanecer na minha ignorância. Mas a história de conversão daquele ex-pastor me parecia por demais interessante para que eu me negasse à leitura. Eu tinha que satisfazer minha curiosidade. Sinceramente, não esperava encontrar naquele livro nada que pudesse abalar minhas convicções protestantes sobre a Igreja Católica. Mas alguns trechos desse livro me fizeram pensar. E um desses trechos foi o seguinte: “Bom, doutor Gerstner, tanto protestantes como católicos estão de acordo em que Deus deve ter tornado infalível Pedro pelo menos em duas ocasiões: quando escreveu a Primeira e a Segunda Epístola de Pedro, por exemplo. Ora, se Deus o pode tornar infalível para ensinar com autoridade por escrito, porque é que não podia preservá-lo do erro ao ensinar com autoridade em pessoa? Do mesmo modo, se Deus pode fazer isso com Pedro e com os outros apóstolos que escreveram a Escritura, porque não podia fazer o mesmo com os seus sucessores, especialmente ao prever a anarquia a que se chegaria se não o fizesse? Por outro lado, como podemos estar seguros de que os vinte e sete livros do Novo Testamento são em si mesmos a infalível Palavra de Deus se foram Papas falíveis e concílios falíveis que nos deram essa lista?”
Naquele livro, vi, de certo modo, eu e Gabriel vivendo um momento semelhante. Obviamente que a bagagem de conhecimento do casal Hahn está a anos luz de distância da nossa. Estão muito adiante.
Em meados de setembro de 2013, Gabriel me convidou para irmos à Missa na Paróquia Nossa Senhora de Nazaré, uma igreja que fica a uns dez minutos de nossa casa, se formos de carro. Disse que não queria ir, mas não me incomodava que ele fosse lá matar sua curiosidade. Ele me perguntou, ao sair: E se eu me tornar católico, o que você fará? Na verdade, eu sabia que ele já estava convencido de suas descobertas, só queria confirmar suas certezas. Então respondi: Olha, você está com um pouco mais de sorte que o Scott Hahn, pois como já fui católica, não tenho toda aquela aversão que a Kimberly teve e que era totalmente compreensível considerando o passado dela. Vou respeitar sua decisão, quero que você se sinta bem com Jesus e com suas convicções, mas não quero ser pressionada e nem quero você tentando me convencer. Antes que entrasse no carro e se dirigisse à Igreja, perguntei a ele se não ficaria perdido durante a missa, pois não sabia as orações, quando ajoelhar, o que responder, e ele me disse que já havia lido um pequeno livro que explicava cada ato da missa. E assim, foi e voltou certo de que a Igreja Católica Apostólica Romana é a Igreja de Cristo. Na verdade, ele já estava convencido disto, após leituras dos primeiros padres da Igreja, aulas do Pe. Paulo Ricardo e escritos do Scott Hahn e do Papa Bento XVI, tudo em consonância com a Bíblia. Mas, mesmo assim, eu não esperava que ele tomasse essa decisão tão rápido. Eu estava com um certo medo. Eu não queria tomar conhecimento das respostas lógicas para a veneração e intercessão de Maria e de todos os santos, para a infalibilidade papal, para a formação do cânon da Bíblia e da própria Eucaristia e demais sacramentos. Ocorre que essas respostas me incomodavam, movimentavam algo dentro de mim, me causavam desconforto. Mas a cada dúvida, me era dada uma resposta, nos livros, nas aulas do Pe. Paulo Ricardo, no Catecismo da Igreja Católica, na sua tradição e na Bíblia. Eu poderia, simplesmente, não aceitar. E por muitas vezes, eu voltava a ler ou a assistir aos vídeos para verificar se não havia algum ponto falho, algo inaceitável, mas não encontrei. O fato é que as explicações se mostravam cada vez mais óbvias. Algumas pessoas devem ter concluído que meu retorno à Igreja Católica Apostólica Romana se deu por uma comodidade de acompanhar meu marido, mas não foi para agradá-lo que aceitei as explicações para minhas dúvidas, pois sempre respeitamos muito o momento um do outro. Vi que eram respostas verdadeiras e que eu não podia mais ignorá-las. Passei a acessar vários vídeos e textos do Pe. Paulo Ricardo (https://padrepauloricardo.org/). Fiquei tão sedenta, que acabei por fazer minha assinatura no site para acessar as aulas restritas aos assinantes. Em meados de janeiro de 2014, meu marido assumiu sua conversão aos amigos por meio do facebook, pois assim, não teria de ficar repetindo a mesma história. O mais difícil foi revelar à família dele, que tem longa tradição batista. Após o comunicado, percebemos o silêncio e também o distanciamento. Alguns conhecidos mais exaltados proferiram expressões grosseiras para nos descrever, outros deram gargalhadas, pois pensaram que estávamos contando uma piada. Fazer o quê? Vamos deixando nas mãos Deus.
Com minhas limitações, sigo lendo e ouvindo e aprendendo, cada vez mais, sobre a Igreja Católica Apostólica Romana. Aquela mesma Igreja, que Cristo deixou sob os cuidados de Pedro e sob a promessa de que as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Termino esse testemunho afirmando que Creio em Deus Pai Todo-Poderoso, Criador do céu e da terra e em Jesus Cristo, seu Único Filho e nosso Senhor, que foi concebido pelo Poder do Espírito Santo. Nasceu da Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado, desceu a mansão dos mortos, ressuscitou ao terceiro dia, subiu ao céu, está sentado à direita de Deus Pai Todo- Poderoso, de onde há de vir e julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo, na Santa Igreja Católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressureição da carne, na vida eterna. Amém.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Pilar de fogo, Pilar da verdade: A Igreja Católica e o Plano de Deus para você.

Pilar de fogo
Pilar da verdade
A Igreja Católica e o Plano de Deus para você.

Sendo ou não católico, você pode ter dúvidas sobre a fé católica. Você pode ter ouvido objecões contra a Igreja Católica no que ela reivindica ser a intérprete e a guardiã dos ensinamentos de Jesus Cristo.

Tais desafios vêm de missionários que de porta em porta perguntam, "Você já esta salvo?", da pressão de irmãos que convida você a ignorar os ensinamentos da Igreja, de uma cultura secular que sussurra "Não há nenhum Deus".

Você não pode lidar com estes desafios, a menos que você compreende os fundamentos da fé católica. Este folheto vai apresenta-los para você.

No catolicismo, você encontrará respostas às perguntas mais inquietantes da vida: por que estou aqui? Quem me fez? O que devo crer? Como devo agir? Todos estas perguntas podem ser respondidas satisfatoriamente, apenas se você se abrir à graça de Deus, recorrer a Igreja que ele estabeleceu e seguir seu plano para você (Jo 07:17).


UMA HISTÓRIA CONTÍNUA

Jesus disse que sua igreja seria "a luz do mundo". Em seguida, observou que "uma cidade situada numa colina não pode ser escondida" (Mt 05:14). Isso significa que sua Igreja é uma organização visível. Ela deve ter características que claramente a identifica e que a distinguem de outras igrejas. Jesus prometeu, "edificarei minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela" (Mt 16:18). Isso significa que sua Igreja nunca será destruída e nunca vai ir pra longe dele. Sua Igreja vai sobreviver até o seu retorno.

Entre as igrejas cristãs, apenas a Igreja Católica existe desde a época de Jesus. Todas as outras igrejas cristãs são ramos da Igreja Católica. As igrejas ortodoxas orientais se separaram da unidade com o Papa em 1054. As igrejas protestantes foram estabelecidas durante a reforma, que começou em 1517. (A maioria das igrejas protestantes de hoje são ramificações das ramificações protestantes originais.)

Apenas a Igreja Católica existia no século X, no século V e no primeiro século, ensinando fielmente as doutrinas dadas por Cristo aos Apóstolos, não omitindo nada. A linha de papas pode ser rastreada, em sucessão ininterrupta, até o próprio Pedro. Isso é inigualável por qualquer instituição na história.

Mesmo o governo mais antigo é novo em comparação com o papado, e as igrejas que enviam missionários a domicílio são jovens em relação à Igreja Católica. Muitas destas igrejas começaram tão recentemente quanto os séculos XIX e XX. Algumas até mesmo começaram durante a sua própria vida. Nenhuma delas pode alegar ser a Igreja que Jesus estabeleceu.

A Igreja Católica já existe há quase 2.000 anos, apesar da oposição constante do mundo. Isso é testemunho da origem divina da Igreja. Deve ser mais do que uma organização meramente humana, especialmente considerando que seus membros humanos — até mesmo alguns de seus líderes — têm sido imprudentes, corruptos ou propensos a heresia.

Qualquer organização meramente humana com tais membros teria desmoronado desde o início. A Igreja Católica hoje é a Igreja mais vigorosa do mundo (e a maior, com um bilhão de membros: um sexto da humanidade), e isso é testemunho não à esperteza dos líderes da Igreja, mas da proteção do Espírito Santo.

QUATRO MARCAS DA IGREJA VERDADEIRA
Se quisermos identificar a Igreja fundada por Jesus, precisamos localizar aquela que tem as quatro marcas principais ou qualidades de sua Igreja. A Igreja que procuramos deve ser Una, Santa, Católica e Apostólica.

A Igreja é una
 (Rm. 12:5, 1 Cor 10:17, 12:13, CIC 813–822)
Jesus estabelecido apenas uma Igreja, não uma coleção de diferentes Igrejas (Luterana, Batista, Anglicana e assim por diante). A Bíblia diz que a Igreja é a noiva de Cristo (Ef 5:23–32). Jesus só pode ter uma esposa e sua esposa é a Igreja Católica.

Sua Igreja ensina também apenas um conjunto de doutrinas, que devem ser as mesmas ensinadas pelos Apóstolos (Judas 3). Esta é a unidade da crença a que nos chama a Escritura (Fl 01:27, 2:2).

Embora alguns católicos não concordam com doutrinas oficialmente ensinadas, os mestres oficiais da Igreja — o Papa e os Bispos, Unidos a ele — nunca mudaram nenhuma doutrina. Ao longo dos séculos, como as doutrinas foram examinadas mais plenamente, a Igreja veio a entendê-las mais profundamente (Jo 16:12–13), mas ela nunca veio compreende-lá  a significar o contrário do que se entendeu uma vez.

A Igreja É Santa
 (Ef 5:25–27, Ap 19:7–8, CIC 823–829)
Por sua graça, Jesus torna a Igreja Santa, assim como Ele é Santo. Isso não significa que cada membro é sempre santo. Jesus disse que iria haver bons e maus membros na Igreja (Jo 6:70) e nem todos os membros iriam para o céu (Mt 7:21–23).

Mas a Igreja é Santa, porque Ela é a fonte de santidade e é a guardiã dos meios especiais da graça que Jesus estabeleceu, os sacramentos (cf. Ef 05:26).

A Igreja é Católica
(Mt 28:19–20, Ap 5:9–10, CIC 830–856) 
A Igreja de Jesus é chamada Católica ("universal" em grego) porque ela é seu dom para todas as pessoas. Ele disse a seus apóstolos para ir em todo o mundo e fazer discípulos de "todas as Nações" (Mt 28:19–20).

Há 2.000 anos a Igreja Católica levou a cabo esta missão, pregando a boa notícia que Cristo morreu por todos os homens e que Ele quer que todos nós sejamos membros da sua família universal (Gl 03:28).

Hoje em dia a Igreja Católica é encontrada em todos os países do mundo e ainda está enviando missionários para "fazer discípulos de todas as Nações" (Mt 28:19).

A Igreja que Jesus estabeleceu era conhecida por seu título mais comum, "a Igreja Católica," o registro mais antigo e datado do ano 107, quando Inácio de Antioquia usou esse título para descrever a Igreja que Jesus havia fundado. O título aparentemente já era velho no tempo de Inácio, que significa que provavelmente esse titulo faz todo o caminho de volta até tempo dos Apóstolos.

A Igreja é Apostólica
(Ef 2:19–20, CIC 857–865)
A Igreja que Jesus fundou é apostólica porque Ele mesmo  nomeou os apóstolos para serem os primeiros líderes da Igreja, e seus sucessores seriam os futuros líderes. Os apóstolos foram os primeiros bispos e, desde o primeiro século, tem existido uma linha ininterrupta de Bispos transmitindo fielmente o que os apóstolos ensinaram aos primeiros cristãos através das Escrituras e da tradição oral (2 Tm 2:2).

Estes ensinamentos incluem a ressurreição corporal de Jesus, a presença Real de Jesus na Eucaristia, a natureza sacrificial da Missa, o perdão dos pecados por meio de um sacerdote, a regeneração baptismal, a existência do purgatório, papel especial de Maria e muito mais — até mesmo a doutrina da sucessão apostólica.

Os escritos dos primeiros cristãos provam que os primeiros cristãos eram completamente católicos na crença e prática e sempre viram os sucessores dos Apóstolos como seus líderes. O que estes primeiros cristãos acreditavam ainda hoje é acreditado pela Igreja Católica. Nenhuma outra igreja pode fazer essa reivindicação.

Pilar de fogo, pilar da verdade
A inteligência do homem não pode explicar isso. A Igreja manteve-se Una, Santa, Católica e Apostólica — não através do esforço do homem, mas porque Deus preserva a Igreja que Ele estabeleceu (Mt. 16:18, 28:20).
Ele comandou os israelitas em sua fuga do Egito, dando-lhes um pilar de fogo para iluminar seu caminho através do deserto escuro (Ex 13:21). Hoje, ele nos guia através de sua Igreja Católica.

A Bíblia, Sagrada tradição e os escritos dos primeiros cristãos testificam que a Igreja ensina com a autoridade de Jesus. Nesta época de inúmeras religiões concorrentes, cada uma clamando por atenção, uma só voz sobe acima desse barulho ensurdecedor: a Igreja Católica, que a Bíblia chama de "o Pilar e a Fundação da verdade" (1 Tm 03:15).

Jesus garantiu aos apóstolos e seus sucessores, os papas e os Bispos, "aqueles que ouvem vocês ouvem a mim, e quem vos rejeita, rejeita a mim" (Lucas 10:16). Jesus prometeu orientar sua Igreja em toda a verdade (Jo 16:12–13). Podemos ter confiança de que sua Igreja ensina só a verdade.

A ESTRUTURA DA IGREJA
Jesus escolheu os apóstolos para serem os líderes terrenos da Igreja. Ele lhes deu sua própria autoridade para ensinar e governar — não como ditadores, mas como amorosos pastores e pais. Daí que os católicos chamam seus líderes espirituais "padre". Em fazê-lo, seguimos o exemplo de Paulo: "Me tornei seu pai em Jesus Cristo por meio do Evangelho" (1 Cor 04:15).
Os Apóstolos, cumprindo a vontade de Jesus, ordenaram Bispos, sacerdotes e diáconos e assim passaram seu ministério apostólico a eles — o grau mais elevado de ordenação para os Bispos, e grau menor para os sacerdotes e diáconos.

O Papa e os Bispos
(CIC 880–883)
Jesus deu autoridade especial a Pedro dentre os apóstolos (Jo 21:15–17) e confirmou isso, alterando seu nome de Simon para Pedro, que significa "rocha" (Jo 01:42). Ele disse que Pedro era para ser a rocha sobre a qual ele iria construir sua Igreja (Mt. 16:18).

Em aramaico, a língua que Jesus falou, o novo nome de Simon era Kepha (que significa uma enorme rocha). Mais tarde este nome foi traduzido para o grego como Petros (Jo 01:42) e para o português Pedro. Cristo deu a Pedro sozinho as "chaves do Reino" (Mt 16:19) e prometeu que as decisões de Pedro seriam prescritas no céu. Ele também deu poder semelhante aos outros Apóstolos (Mt 18:18), mas só Pedro recebeu as chaves, símbolos da sua autoridade para governar a Igreja na terra na ausência de Jesus.

Cristo, bom pastor, chamou Pedro para ser o pastor principal da sua Igreja (Jo 21:15–17). Ele deu a Pedro a tarefa de fortalecer os outros apóstolos na sua fé, garantindo que a fé deles nunca desfalecesse (Lc 22:31–32). Pedro liderou a Igreja no anúncio do Evangelho e nas decisões a serem tomadas (At 2:1– 41, 15:7–12).

Os escritos dos primeiros cristãos nos dizem que os  sucessores de Pedro, os Bispos de Roma (que desde os tempos mais antigos têm sido chamado pelo título afetuoso de "Papa", que significa "papai"), continuaram a exercer o Ministério de Pedro na Igreja.

O Papa é o sucessor de Pedro como bispo de Roma. O outros bispos do mundo são sucessores dos Apóstolos em geral.

COMO DEUS FALA CONOSCO
Deus fala à sua Igreja através da Bíblia e da Sagrada tradição. Para certificar-se de que nós O compreendemos, Ele orienta a autoridade de ensino da Igreja — o Magistério — assim que o magistério sempre interpreta a Bíblia e a tradição com precisão. Este é o dom da infalibilidade.
Como as três pernas em um banquinho, a Bíblia, tradição e o magistério são todos necessários para a estabilidade da Igreja e para garantir a sã doutrina.

Sagrada Tradição
(CIC 75–83)
A Sagrada tradição não deve ser confundida com meras tradições de homens, que são mais comumente chamados de costumes ou disciplinas. Jesus, por vezes, condenou costumes ou disciplinas, mas apenas se elas fossem contrárias aos mandamentos de Deus (Mc 7:8). Ele nunca condenou a Sagrada tradição, e ele mesmo não condena toda tradição humana.

Sagrada tradição e a Bíblia não são concorrentes ou diferentes revelações. São duas maneiras que a Igreja usa para transmitir o evangelho. Ensinamentos apostólicos, como a Trindade, batismo infantil, a inerrância da Bíblia, Purgatório e a virgindade perpétua de Maria foi mais claramente ensinado através da tradição, embora eles também estão implicitamente presentes (e não contrário) a Bíblia. A própria Bíblia nos diz para ficarmos firmes na tradição, se ela vem a nós na forma escrita ou oral (2 Ts. 02:15, 1 Cor 11:2).

Sagrada tradição não deve ser confundida com costumes e disciplinas, tais como o Rosário, o celibato sacerdotal e a não comer carne nas sextas-feiras da Quaresma. Estas são coisas boas e úteis, mas elas não são doutrinas. A Sagrada tradição preserva doutrinas antes ensinadas por Jesus aos Apóstolos e mais tarde transmitida a nós através dos sucessores dos Apóstolos, os bispos.

Escritura
(CIC 101–141)
Escritura, pelo qual entendemos o Antigo e Novo Testamento, foi inspirada por Deus (2 Tm 03:16). O Espírito Santo guiou os autores bíblicos para escreverem o que Ele queria que se escrevesse. "os livros inspirados ensinam a verdade. Então tudo o que os escritores inspirados ou os escritores sagrados afirmam deve ser entendido como afirmado pelo Espirito Santo, devemos reconhecer que os livros da Sagrada Escritura, firmemente, fielmente e sem erros ensinam a verdade que Deus

Uma vez que Deus é o principal autor da Bíblia, e uma vez que Deus é a própria verdade (Jo 14:6) e não pode ensinar nada falso, a Bíblia é livre de todos os erros em tudo afirma ser verdadeira.

Alguns cristãos afirmam, "A Bíblia é tudo o que eu preciso", mas esta noção não é ensinada na Bíblia. Na verdade, a Bíblia ensina a idéia contrária (2 Pd 1:20–21, 3:15–16). A teoria de "somente a Bíblia" não foi acredita por nenhuma pessoa na Igreja primitiva.

É uma idéia nova, tendo surgida apenas no século XVI durante a reforma protestante. A teoria é uma "tradição dos homens", que anula a palavra de Deus, distorce o verdadeiro papel da Bíblia e  desrespeita a autoridade da Igreja que Jesus estabeleceu (Mc 7:1–8).

Embora popular em muitas igrejas da "Bíblia cristã", a teoria de "somente a Bíblia" simplesmente não funciona na prática. Experiência histórica desaprova isso. Cada ano vemos mais divisões entre as religiões "Crentes da Bíblia sozinha".

Hoje existem dezenas de milhares de denominações concorrentes, cada uma insistindo que a sua interpretação da Bíblia é a correta. As divisões resultantes causaram indizível confusão entre os milhões de sinceros mas desencaminhados cristãos.

Basta abrir as páginas amarelas da seu lista de telefone e veja quantas diferentes denominações estão listadas, cada uma alegando ir pela "somente a Bíblia," mas não há duas delas concordando exatamente em que a Bíblia ensina.

Sabemos isso com certeza: O Espírito Santo não pode ser o autor desta confusão (1 Cor 14:33). Deus não pode levar as pessoas a acreditarem em coisas contraditórias, porque sua verdade é uma. Conclusão? A teoria de "somente a Bíblia" deve ser falsa.

O Magistério
(CIC 85 — 87, 888–892)
O Papa e os Bispos formam a autoridade da Igreja, que é chamada o Magistério (do latim para "professor"). O Magistério, guiado e protegido contra erro pelo Espírito Santo, nos dá certeza em matéria de doutrina. A Igreja é a guardiã da Bíblia e fielmente e com precisão proclama sua mensagem, uma tarefa que Deus deu à sua Igreja poderes para cumprir.

Tenha em mente que a Igreja veio antes do Novo Testamento, não o Novo Testamento antes da Igreja. Divinamente inspirados, membros da Igreja escreveram os livros do Novo Testamento, assim como os escritores divinamente inspirados tinham escrito o Antigo Testamento, e a Igreja é guiada pelo Espírito Santo para guardar e interpretar a Bíblia inteira, Antigo e Novo Testamento.

Tal intérprete oficial é absolutamente necessária se quisermos entender a Bíblia corretamente. (Todos sabemos o que a Constituição diz, mas ainda precisamos de um Supremo Tribunal para interpretar o que ela significa.)

O Magistério é infalível quando ele ensina oficialmente porque Jesus prometeu enviar o Espírito Santo para orientar os apóstolos e seus sucessores "em toda a verdade" (Jo 16:12–13).

COMO DEUS DISTRIBUI SEUS DONS
Jesus prometeu que Ele não nos deixaria órfãos (Jo 14:18) mas enviaria o Espírito Santo para guiar e proteger-nos (Jo 15:26). Ele nos deu os sacramentos para curar, alimentação e fortalecer-nos.
Os sete sacramentos-batismo, Eucaristia, penitência (também chamado de reconciliação ou confissão), confirmação, ordem, matrimônio e a Unção dos enfermos — não são apenas símbolos. Eles são sinais de que realmente transmitem amor e graça de Deus.

Os sacramentos foram prenunciados no Antigo Testamento por coisas que na realidade não transmitiam graça mas apenas simbolizaram graça (circuncisão, por exemplo, prefigurou o batismo e a refeição da Páscoa prefigurou a Eucaristia. Quando Cristo veio, ele não acabou com os símbolos da graça de Deus. Ele os supernaturalizou, energizando-os com a graça. Ele os fez mais do que símbolos.

Deus constantemente usa coisas materiais para mostrar seu amor e poder. Afinal de contas, a matéria não é má. Quando Deus criou o universo físico, tudo o que Ele criou era "muito bom" (Gn. 01:31). Ele se delicia tanto com matéria que Ele mesmo a dignou através de sua própria encarnação (Jo 01:14).

Durante seu Ministério terreno Jesus curou, alimentou e reforçou as pessoas por meio de elementos humildes como lama, água, pão, azeite e vinho. Ele poderia ter realizado seus milagres diretamente, mas Ele preferiu usar coisas materiais para conferir sua graça.

Em seu primeiro milagre público Jesus transformou água em vinho, a pedido de sua Mãe, Maria (Jo 2:1–11). Ele curou um cego, esfregando lama em seus olhos (Jo 9. 1-7). Ele multiplicou alguns pães e peixes em uma refeição para milhares (Jo 6:5–13). Ele mudou o pão e o vinho em seu próprio corpo e sangue (Mt 26:26– 28). Através dos sacramentos, ele continua a curar, alimentar e fortalecer-nos.

Batismo
(CIC 1213–1284)
Por causa do pecado original, nós nascemos sem a graça em nossas almas, então não há meios para que possamos ter amizade com Deus. Jesus tornou-se homem para trazer-nos em União com seu Pai. Ele disse que ninguém pode entrar no Reino de Deus a menos que primeiro nasça da "água e do Espírito" (Jo 3:5) — trata-se do batismo.

Pelo batismo nós nascemos novamente, mas desta vez a nível espiritual em vez de um nível físico. Nós somos lavados no banho do renascimento (Tt 3:5). Nós somos batizados na morte de Cristo e, portanto, compartilham em sua ressurreição (Rm 6:3–7).

O Batismo nos purifica dos pecados e traz o Espírito Santo e sua graça em nossas almas (At 02:38, 22:16). E o Apóstolo Pedro é talvez o mais direto de todos: "O batismo agora te salva" (1 Pd 03:21). O batismo é a porta de entrada para a Igreja.

Penitência
(CIC 1422–1498)
Às vezes, em nossa jornada em direção a celestial terra prometida, nós tropeçamos e caímos em pecado. Deus está sempre pronto para nos levantar e restaurar-nos em plena comunhão de graça com ele. Ele faz isso através do Sacramento da penitência (que é também conhecido como confissão ou reconciliação).

Jesus deu a seus apóstolos, o poder e autoridade para reconciliar-nos com o Pai. Eles receberam o poder de Jesus próprio para perdoar pecados quando ele soprou sobre eles e disse: "recebam o Espírito Santo, os pecados que vocês perdoarem serão perdoados, e os pecados que vocês reterem serão retidos"(Jo 20:22–23).

Paulo observa que "tudo isso é de Deus, que nos reconciliou com Ele mesmo através de Cristo e nos deu o Ministério da reconciliação.... Assim, nós somos embaixadores de Cristo, como se Deus mesmo apelasse através de nós"(2 Cor 5:18–20). Através da confissão a um sacerdote, Ministro de Deus, temos nossos pecados perdoados, e recebemos a graça para nos ajudar a resistir a tentações futuras.

A Eucaristia
(CIC 1322–1419)
Uma vez que nos tornamos Membros da família de Cristo, Ele não nos deixa passar fome, mas alimenta-nos com seu próprio corpo e sangue pela Eucaristia.
No Antigo Testamento, enquanto eles se preparava para a sua viagem no deserto, Deus ordenou a seu povo para sacrificar um cordeiro e aspergir o seu sangue nos portais, então o anjo da morte iria passar por suas casas. Em seguida, eles comeram o cordeiro para selar sua aliança com Deus.

Este Cordeiro prefigurou Jesus. Ele é o verdadeiro "Cordeiro de Deus," que tira os pecados do mundo (Jo 01:29). Através de Jesus entramos em uma nova aliança com Deus (Lc 22:20), que nos protege da morte eterna. O Povo de Deus do Antigo Testamento comeu o Cordeiro pascal. Agora nós devemos comer o Cordeiro que é a Eucaristia. Jesus disse, "A menos que comeis a minha carne e bebeis o meu sangue não terão vida dentro de vós" (Jo 06:53).

Na última Ceia, ele tomou o pão e o vinho e disse, "tomai e comei. Esto é o meu corpo... Este é o meu sangue que vai ser derramado por vós" (Mc 14:22–24). Deste modo que Jesus instituiu o Sacramento da Eucaristia, a refeição sacrificial que católicos consomem em cada Santa missa.

A Igreja Católica ensina que o sacrifício de Cristo na Cruz ocorreu "uma vez por todas"; Ele não pode ser repetido (Hb 09:28). Cristo não "morre novamente" durante a missa, mas o mesmo sacrifício que ocorreu no Calvário se faz presente no altar. Eis por que a missa não é "outro" sacrifício, mas uma participação do mesmo sacrifício oferecido uma vez por todas de Cristo na Cruz.

Paulo recorda-nos que o pão e o vinho realmente se tornam, por um milagre da graça de Deus, no corpo e sangue de Jesus: "Quem come e bebe sem reconhecer o corpo do Senhor come e bebe seu próprio  julgamento" (1 Cor 11:27–29).

Depois da consagração do pão e do vinho, pão ou vinho já não permanecem no altar. Só permanece Jesus, ele mesmo, sob a aparência de pão e vinho.

Confirmação
(CIC 1285–1321)
Deus fortalece nossas almas de outra maneira, através do Sacramento da confirmação. Mesmo que os discípulos de Jesus receberam a graça antes de sua ressurreição, no Pentecostes, o Espírito Santo veio para reforçá-los com novas graças para o trabalho difícil pela frente.

Eles saíram e pregaram o evangelho sem temor e cumpriram a missão que Cristo deu a eles. Mais tarde, eles impunham suas mãos em outros para fortalecê-los também (At 8:14–17). Através de confirmação você também é reforçado para enfrentar os desafios espirituais em sua vida.

Matrimônio
(CIC 1601–1666)
A maioria das pessoas são chamados para a vida de casados, ao invés de uma vida religiosa ou uma vida de solteiro.
Através do Sacramento do matrimônio, Deus dá graças especiais para ajudar casais com as dificuldades da vida, especialmente para ajudá-los a criar seus filhos como amorosos seguidores de Cristo.

Casamento envolve três partes: a noiva, noivo e Deus. Quando dois cristãos recebem o Sacramento do matrimônio, Deus está com eles, para testemunhar e abençoar a aliança de seu casamento. Um casamento sacramental é permanente; só a morte pode quebrar (Mc 10:1–12, Rm 7:2–3  1 Cor 7:10–11). Esta União sagrada é um símbolo vivo da relação inseparável entre Cristo e sua Igreja (Ef 5:21–33).

Ordem
(CIC 1536–1600)
Outros são chamados a compartilhar especialmente no sacerdócio de Cristo. Na antiga aliança, apesar de Israel seu um Reino de sacerdotes (Ex. 19:6), o Senhor chamou certos homens para um ministério sacerdotal especial (Ex. 19:22). Na nova Aliança, mesmo que os cristãos são um Reino de sacerdotes (1 Pd 2:9), Jesus chama alguns homens para um ministério sacerdotal especial (Rm 15:15–16).

Este Sacramento é chamado Ordem. Através deste, sacerdotes são ordenados e lhes são concedidos poderes para servir a Igreja (2 Tm 1:6–7), como pastores, professores e pais espirituais que curam, alimentam e reforçam o povo de Deus — sobretudo através da pregação e a administração dos sacramentos.

Unção dos enfermos
(CIC 1499–1532)
Sacerdotes cuidam de nós quando estamos fisicamente doentes. Eles fazem isso através do Sacramento, conhecido como a Unção dos enfermos. A Bíblia instrui-nos, "Tem alguém dentre vós sofrendo? Ele deve orar.... Tem alguém dentre vós que está doente? Ele deve convocar os presbíteros [sacerdotes] da Igreja que devem rezar sobre ele e ungi-lo com óleo em nome do Senhor e a oração pela fé salvará o doente, e o Senhor vai levantar-lhe. Se ele tiver cometido qualquer pecado, ele será perdoado"(Tg 5:14–15). Unção dos enfermos não só nos ajuda a suportar a doença, mas ela purifica nossas almas e nos ajuda a preparar-nos para encontrar Deus.

FALANDO COM DEUS E SEUS SANTOS
Uma das atividades mais importantes para um católico é a oração. Sem ela, não pode haver nenhuma verdadeira vida espiritual. Através da oração pessoal e a oração comunitária da Igreja, especialmente a Santa missa, adoramos e louvamos a Deus, manifestamos tristeza pelos nossos pecados, e intercedemos em favor de outros (1 Tm 2:1–4). Através da oração nós crescemos em nosso relacionamento com Cristo e com membros da família de Deus (CIC 2663–2696).

Esta família inclui todos os membros da Igreja, se na terra, no céu, ou no purgatório. Uma vez que Jesus tem apenas um corpo, e desde que a morte não tem poder para nos separar de Cristo (Rm 8:3–8), os cristãos que estão no céu ou que, antes de entrar no céu, estão sendo purificados no purgatório pelo amor de Deus (1 Cor 3:12–15) ainda fazem parte do corpo de Cristo (CIC 962).

Jesus disse que o segundo maior mandamento é "ama o teu próximo como a ti mesmo" (Mt 22:39). Aqueles no céu nos amam mais intensamente do que eles poderiam ter nos amado enquanto na terra. Eles oram por nós constantemente (Ap. 5:8), e suas orações são poderosas (Tg 5:16, CIC 956, 2683, 2692).

Nossas orações para Santos no céu, pedindo suas orações por nós e sua intercessão junto ao Pai não diminui o papel de Cristo como único mediador (1 Tm 2:5). Pedindo aos Santos no céu para orar por nós estamos seguindo as instruções de Paulo: "Peço que seja feitas súplicas, orações, intercessão e agradecimentos" para todos pois "Isso é bom e agradável a Deus nosso Salvador" (1 Tm 2:1–4).

Todos os membros do corpo de Cristo são chamados a ajudar uns aos outros através da oração (CIC 2647). As orações de Maria são especialmente eficazes em nosso nome por causa de sua relação com o seu Filho (Jo 2:1–11).

Deus deu a Maria um papel especial (CIC 490–511, 963– 975). Ele a salvou de todo pecado (Lc 01:28, 47), fez Ela exclusivamente bendita entre todas as mulheres (Lc 01:42) e fez Dela um modelo para todos os cristãos (Lc 01:48). No final de sua vida Ele a levou, de corpo e alma ao céu — uma imagem de nossa própria ressurreição no fim do mundo (Ap 12:1–2).

QUAL É O PROPÓSITO DA VIDA?
Antigos catecismos perguntavam: "Porque Deus nos criou?" A resposta: "Deus me criou para conhecê-lo, amá-lo e para serví-lo neste mundo e ser feliz com Ele para sempre no próximo." Aqui, em poucas palavras, está toda a razão de nossa existência. Jesus respondeu essa pergunta ainda mais brevemente: "Eu vim para que vocês possam ter vida e tê-la mais abundantemente" (Jo 10:10).
O plano de Deus para você é simple. Seu Pai amoroso quer dar-lhe todas as coisas boas — especialmente a vida eterna. Jesus morreu na Cruz para salvar-nos todos do pecado e da separação eterna de Deus que o pecado causa (CIC 599–623). Quando Ele nos salva, Ele nos torna parte do seu corpo, que é a Igreja (1 Cor 12:27–30). Assim, estamos unidos com Ele e com os cristãos de todos os lugares (na terra, no céu, e no purgatório).

O que você deve fazer para ser salvo

O melhor de tudo, é que a promessa da vida eterna é um dom, oferecido livremente a nós por Deus (CIC 1727). Nosso perdão inicial e justificação não são coisas que nós "merecemos" (CIC 2010). Jesus é o mediador que supera a lacuna que nos separa de Deus provocado pelo pecado (1 Tm 2:5); Ele superou esse abismo morrendo por nós. Ele nos escolheu para fazer-nos participantes no plano da salvação (1 Cor 3:9).

A Igreja Católica ensina o que os apóstolos ensinaram e o que a Bíblia ensina: que nós somos salvos somente pela graça, mas não somente pela fé (que é o que "os cristãos da Bíblia sozinha" ensinam; consulte Tg 02:24).

Quando vamos pra Deus e somos justificados (ou seja, entramos em um relacionamento correto com Deus), nada antes da justificação, seja fé ou boas obras, ganha a graça. Mas, após a justificação, Deus planta seu amor em nossos corações, e nós devemos viver a nossa fé, fazendo atos de caridade (Gl 6:2).

Mesmo que só a graça de Deus nos capacita a amar os outros, estes atos de amor agrada a Ele e Ele promete recompensar-nos com a vida eterna (Rm 2:6–7, Gl 6:6–10). Assim, boas obras são meritórias. Quando chegamos primeiro a Deus pela fé, nada temos em nossas mãos para oferecer-lhe. Então Ele nos dá a graça para obedecer seus mandamentos no amor, e Ele nos premia com a salvação quando oferecemos estes atos de amor de volta a Ele (Rm 2:6–11, Gl 6:6–10, Mt 25:34–40).

Jesus disse que não é suficiente ter fé nele; Devemos também obedecer seus mandamentos. " porque você me diz 'Senhor, Senhor,' mas não faz as coisas que eu mando"? (Lc 06:46, Mt. 7:21–23, 19:16–21).

Nós não "ganhamos" nossa salvação através de boas obras (Ef 2:8–9, Rm 09:16), mas a nossa fé em Cristo nos coloca em uma relação especial de "agraciados" com Deus para que nossa obediência e amor, combinada com a nossa fé, sejam recompensados com a vida eterna (Rm 2:7, Gl 6:8–9).

Paulo disse, é Deus que produz em vós tanto o querer como o fazer, conforme o seu agrado (fl 02:13). Jo explicou que "a maneira que nós podemos ter certeza de que nós conhecemos Ele é manter seus mandamentos. Quem diz, 'Eu conheço ele,' mas não guarda seus mandamentos é um mentiroso, e a verdade não está com ele"(1 Jo 2:3–4, 3:19–24, 5:3–4).

Uma vez que a Graça não pode ser forcada no recipiente  — a graça pode ser sempre rejeitada — mesmo depois de nós sermos justificados, podemos jogar fora o dom da salvação. Podemos jogá-lo fora por meio de pecado grave (mortal) (Jo 15:5–6, 11:22–23 Rm, 1 Cor 15:1–2; CIC 1854–1863). Paulo nos diz: "O salário do pecado é a morte" (Rm 06:23).

Lê suas cartas e vê quantas vezes Paulo adverte os cristãos contra o pecado! Ele não teria advertido a fazê-lo se seus pecados não poderiam excluí-los do céu (ver, por exemplo, 1 Cor 6:9–10, Gl 5:19–21).

Paulo lembrou os cristãos em Roma que Deus "irá recompensar todos de acordo com suas obras: Àqueles que, perseverando na prática do bem, buscam a glória, a honra e a incorruptibilidade, Deus dará a vida eterna. Para aqueles, porém, que por rebeldia desobedecem à verdade e se submetem à iniquidade, estão reservadas a ira e a indignação" (Rm 2:6–8).

Pecados são nada mais que praticas do mal. (CIC 1849-1850). Podemos evitar pecados realizando habitualmente boas obras. Cada Santo tem reconhecido que a melhor maneira de se manter livre de pecados é ter uma vida de oração regular, os sacramentos (Eucaristia em primeiro lugar) e atos de caridade.

Você já tem o céu garantido?
Algumas pessoas promovem uma idéia especialmente atraente: todos os verdadeiros cristãos, independentemente de como eles vivem, têm uma garantia absoluta de salvação, uma vez que eles aceitam Jesus em seus corações como "seu Senhor pessoal e Salvador". O problema é que essa crença é contrária à Bíblia e ao contínuo ensino cristão.

Tenha em mente o que Paulo disse aos cristãos de sua época: "se nós morremos com Ele [no batismo; Consulte Rm 6:3–4] devemos também viver com Ele. Se nós perseverarmos nós também reinaremos com Ele"(2 Tm 2:11–12).

Se nós não perseverarmos, não reinaremos com Ele. Em outras palavras, os cristãos podem perder o céu (CIC 1861).

A Bíblia nos deixa claro que os cristãos têm uma certeza moral da salvação (Deus será fiel à sua palavra e irá conceder a salvação àqueles que têm fé em Cristo e são obedientes a Ele [1 Jo 3:19–24]), mas a Bíblia não ensina que os cristãos têm uma garantia do céu. Não há nenhuma garantia absoluta de salvação. Escrevendo aos cristãos, Paulo disse: "Repara na bondade e na severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; para contigo, bondade, contanto que perseveres nessa bondade; do contrário, também tu serás cortado" (Rm 11:22–23; Mt. 18:21–35, 1 Cor 15:1–2, 2 Pd 2:20–21).

Note que Paulo inclui uma condição importante: "desde que permaneça na sua bondade." Ele está dizendo que os cristãos podem perder a salvação, jogando-a fora. Ele adverte, "Portanto, quem julga estar de pé tome cuidado para não cair." (1 Cor 10:11–12).

Se você é católico e alguém lhe pergunta se você foi "salvo," você deve dizer, "Eu sou redimido pelo sangue de Cristo, confio apenas nele para minha salvação, e, como a Bíblia ensina, eu estou 'trabalhando para minha salvação em temor e tremor' (Fl 2:12), sabendo que é a Graça de Deus que está trabalhando em mim."

A ONDA DO FUTURO
Todas as alternativas ao catolicismo estão mostrando-se insuficientes: o secularismo desgastado que está em toda parte em torno de nós e que não satisfaz ninguém mais, os cultos estranhos e movimentos que oferecem uma comunidade temporária mas não uma casa permanente, mesmo outras, marcas incompletas do cristianismo.
Como nosso mundo cansado torna-se cada vez mais desesperado, as pessoas estão se voltando para uma alternativa que elas realmente nunca tinham considerado: a Igreja Católica. Elas estão encontrando a verdade no último lugar em que esperavam encontrá-la.

Nunca popular, sempre atraente

Como pode? Por que tantas pessoas estão seriamente olhando para a Igreja Católica pela primeira vez? Algo está puxando-as em direção a ela. Esse algo é a verdade.

Isto nós sabemos: elas não estão considerando as alegações da Igreja com um desejo de ganhar o favor do público. Catolicismo, pelo menos hoje em dia, não é popular. Você não pode vencer um concurso de popularidade por ser um fiel católico. Nosso mundo caído recompensa o inteligente, não o bom. Se um católico é elogiado, é pelas habilidades mundanas, que ele demonstra, não pela suas virtudes cristãs.

Embora as pessoas tentam evitar as duras verdades doutrinais e morais que a Igreja católica ensina (porque duras verdades exigem mudança de vida), elas, no entanto, são atraídas para a Igreja. Quando elas escutam o Papa e os Bispos em União com ele, elas ouvem palavras que soa a verdade — mesmo se elas acham que essa verdade é difícil de viver.

Quando elas contemplam a história da Igreja Católica e as vidas dos seus santos, elas percebem que deve haver algo de especial, talvez algo sobrenatural, sobre uma instituição que pode produzir pessoas santas como a Madre Teresa, Santo Agostinho e são Tomás de Aquino.

Quando elas saem fora de uma rua movimentada e entram em uma Igreja Católica aparentemente vazia, eles sentem não um vazio completo, mas uma presença. Eles sentem que alguém reside ai dentro, esperando para confortá-los.

Eles percebem que a oposição persistente que confronta a Igreja Católica — seja de não-crentes ou "cristaos da Bíblia" ou mesmo de pessoas que insistem em chamar-se católicos — é um sinal da origem divina da Igreja (Jo 15:18–21). E eles começam a suspeitar que a Igreja Católica, de todas as coisas, é a onda do futuro.

Cristianismo incompleto não é suficiente
Durante as últimas décadas muitos católicos deixaram a Igreja, muitos abandonaram religião inteiramente, muitos se juntaram a outras igrejas. Mas o tráfego não foi penas em uma direção.

O tráfego em direção a Roma tem aumentado rapidamente. Hoje estamos vendo mais de cento e cinqüenta mil convertidos a Igreja Católica anualmente nos Estados Unidos e em outros lugares, como no continente africano, há mais de um milhão convertidos à fé católica anualmente. Pessoas de nenhuma religião, católicos sem compromissos ou inativos e membros de outras igrejas cristãs estão "voltando para casa, Roma."

Elas são atraídos para a Igreja por uma variedade de razões, mas a principal razão delas se converterem é a principal razão de que você deve ser católico: A verdade sólida da fé católica.

Nossos irmãos separados mantêm muitas verdades cristã, mas não toda ela. Nós poderíamos comparar a religião deles a um vitral no qual alguns dos painéis originais foram perdidos e foram substituídos por vidro opaco: algo que estava presente no início e agora já não está mais, e algo que não se encaixa foi inserido para encher o espaço vazio. A unidade da janela original foi desfigurada.

Quando, séculos atrás, eles se separaram da Igreja Católica, os teólogos ancestrais destes cristãos eliminaram algumas crenças autênticas e adicionaram novas crenças deles próprios. As formas de cristianismo que eles estabeleceram são realmente incompletas.

Apenas a Igreja Católica foi fundada por Jesus, e só ela foi capaz de preservar toda a verdade cristã sem qualquer erro — e grande número de pessoas estão se dando conta disto.

SUAS TAREFAS COMO CATÓLICO
Suas tarefas como um católico, não importa a sua idade, são três:

Conhecer sua fé católica.
Você não pode viver sua fé, se você não a conhece, e você não pode compartilhar com outras pessoas o que você primeiro não faz seu próprio (CIC 429). Aprender sua fé católica exige algum esforço, mas é esforço bem empregado porque o estudo é, literalmente, infinitamente gratificante.

Viva sua fé católica.
Sua fé católica é uma coisa pública. Ele não serve para ser deixada para trás quando você sair de casa (CIC 2472). Mas fica advertido: sendo um católico público envolve riscos e perdas. Você vai encontrar algumas portas fechadas para você. Você vai perder alguns amigos. Você será considerado um 'de fora'. Mas, como um consolo, lembre-se palavras do nosso Senhor para os perseguidos: "Regozijai-vos e fique feliz, porque sua recompensa é grande no céu" (Mt. 05:12).

Difunda a fé católica.
Jesus Cristo quer que levemos o mundo inteiro ao conhecimento da verdade e a verdade é o próprio Jesus, que é "o caminho, a verdade e a vida" (Jo 14:6). Espalhar a fé é uma tarefa não só para os Bispos, sacerdotes e religiosos — é uma tarefa para todos os católicos (CIC 905).

Pouco antes de sua ascensão, nosso Senhor disse seus apóstolos, "IDE, pois e fazei discípulos de todas as Nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo," ensinando-lhes a observar tudo o que Eu vos tenho mandado (Mt. 28:19–20).

Se quisermos observar tudo o que Jesus ordenou, se queremos acreditar em tudo o que Ele ensinou, nós devemos segui-lo por meio de uma Igreja. Este é o nosso grande desafio — e nosso grande privilégio.

Fonte: http://www.catholic.com/documents/pillar-of-fire-pillar-of-truth