sexta-feira, 26 de outubro de 2012

17 novos mártires a cada hora de cada dia

Segundo a Sociedade Internacional para os Direitos Humanos, 80% de todos os atos de discriminação religiosa no mundo de hoje são dirigidos contra cristãos, tornando o cristianismo, de longe, a comunidade religiosa mais perseguida do planeta. Estimativas confiáveis dizem que cerca de 150 mil cristãos são mortos pela fé todos os anos, o que se traduz em 17 novos mártires a cada hora de cada dia.


quinta-feira, 25 de outubro de 2012

“História da Igreja” em vídeo-aulas gratuitas


Professor Felipe Aquino apresenta a série “História da Igreja” em vídeo-aulas gratuitas
fonte: http://blog.cancaonova.com/webtvcn/2012/06/historia_igreja/




“Auxiliar aos fiéis cristãos católicos a conhecer as riquezas históricas da Santa Igreja”. Este é o motivo pelo qual professor Felipe Aquino iniciou a série “História da Igreja” em seu programa “Palavras de Fé“.

Nesta série, você é convidado a conhecer fatos e situações de grande importância na vida da Igreja Católica, desde o momento em que a história da humanidade se divide em antes e depois de Cristo, e cronologicamente, até os dias atuais. Os Concílios, as grandes Heresias e a Santa Inquisição são alguns dos temas abordados neste programa, em vídeos curtos, com linguagem simples e de fácil entendimento. Siga a listagem abaixo e acompanhe, vídeo a vídeo, a série “História da Igreja”.


Vídeo Tema Descrição
001 Nova Série: A História da Igreja Vídeo de apresentação do programa Palavras de Fé, sobre a série “História da Igreja”.
002 Dividindo nosso estudo sobre a Igreja Vamos dividir em quatro partes nosso estudo sobre a História da Igreja.
003 Primeiro Período da História da Igreja Professor Felipe Aquino explica o início da história da Igreja até a queda do Império Romano, do ano 0 até 453.
004 Jesus nasceu no ano 0? Em quais circunstâncias se deu o nascimento de Jesus Cristo?
005 A vida pública de Jesus A vida pública de Jesus, os Seus milagres e o apogeu do império romano, são abordados nesse vídeo.
006 Por que Cristo instituiu a Igreja? A instituição do Santo Magistério e da Igreja de Cristo são os assuntos desse programa.
007 A Igreja é infalível? “O Poder da Igreja vem de Deus”, Com essa afirmação, o Professor Felipe Aquino explica por que a Igreja é invencível. Conheça mais sobre a grandiosa história de nossa fé na série “História da Igreja”.
008 A conversão de Constantino Neste vídeo, da série A História da Igreja, Professor Felipe Aquino nos fala do momento em que foi decretado o fim da perseguição e a instituição do cristianismo como religião oficial do império romano e também começa a falar das grandes heresias enfrentadas pela igreja nos primeiros séculos.
009 Novo Testamento: Registro da História Os escritos bíblicos do novo testamento mostram as promessas que Cristo fez para a Igreja, sendo registros do que Jesus pregava. Professor Felipe Aquino fala nesse programa sobre os acontecimentos a partir desses registros, aqueles que foram revelados aos apóstolos após a vinda do Paráclito.
010 Ciência e Fé: A existência de Jesus Acredite que Jesus realmente existiu! Professor Felipe reafirma essa verdade nesta série “A História da Igreja”, no programa Palavras de Fé.
011 A expansão da Igreja primitiva Após a morte de Cristo, os cristãos começaram a ser perseguidos pelo império romano, forçando-os a se espalharem pelas regiões próximas e assim, difundir e fecundar a semente do cristianismo. Sendo nesse movimento, os apóstolos Pedro e Paulo, seus maiores expoentes.
012 As Viagens Apostólicas de Paulo Com o crescimento e difusão do cristianismo, as viagens apostólicas de Paulo foram muito importantes para a realidade que o cristianismo estava vivendo.
013 A difusão do cristianismo Continuando a série História da Igreja, Professor Felipe Aquino faz um apanhado do primeiro século do cristianismo e explica um pouco mais sobre a difusão cristã.
014 A Perseguição Romana Vamos abordar aqui especificamente a perseguição romana nos primeiros séculos.
015 O problema das heresias Com este programa, Professor Felipe Aquino começa a explicar as principais heresias que o início do cristianismo enfrentou. Assista!
016 As heresias: Gnosticismo O gnosticismo foi uma das grandes heresias que a Igreja sofreu nos seus inícios. Descubra um pouco mais assistindo esse vídeo.
017 As heresias: Arianismo Professor Felipe Aquino explica o Arianismo, outra heresia que atingiu a Igreja nos primeiros séculos.
018 As heresias: Macedonismo Outra grande heresia que assolou a Igreja nos primeiros séculos foi o Macedonismo.
019 História da Igreja: O Concílio de Éfeso Descubra quais heresias o Concílio de Éfeso combateu.
020 As Heresias: O Monofisismo O Monofisismo foi outra grande heresia que a Igreja combateu.
021 Grandes Heresias: Monoteletismo Grande heresia que encontrou muitos adeptos, afirmando que Jesus possuía apenas a natureza divina, desprezando a natureza humana.
022 É certo ou não venerar imagens? Uma grande heresia foi responsável pela convocação do Concilio de Niceia II, o Iconoclasmo.
023 Quando o Império Romano caiu No ano de 476, o Império Romano caiu nas mãos dos Bárbaros. Professor Felipe Aquino explica esse momento histórico.
024 Podemos escolher quem evangelizar? Na queda do Império Romano, apenas a Igreja se manteve firme, e evangelizou esses novos povos.
025 O recomeço da civilização Daremos enfoque ao trabalho realizado pela igreja de evangelização e recomeço da civilização.
026 Grandes Doutores: Santo Agostinho Conheça o trabalho de evangelização realizado por Santo Agostinho com os bárbaros.
027 Santos da Igreja Primitiva “A santidade salvou a Igreja e a Igreja salvou o ocidente”.
028 Você sabe o que é Cesaropapismo? Neste episódio, descobra o que foi o Cesaropapismo.
029 As origens do Islamismo Profº. Felipe Aquino esclarece sobre as origens do Islamismo e o surgimento do alcorão. Relata também os obstáculos que ele ocasionou para o cristianismo.
030 O que é o Estado Pontifício? Conheça o momento histórico em que a Igreja perdeu o Estado Pontifício e o surgimento do Vaticano.
031 Quem foi Carlos Magno? Seguindo na história da Igreja, chegamos aos anos 800. Vamos aprender sobre o imperador Carlos Magno e o fim do Renascimento Carolíngio.
032 A Igreja católica é Divina! O século X afirma a divindade da Igreja. Descubra o porquê!
033 Nos momentos difíceis surgem os Santos! Na decadência moral da Igreja no século X se manifestou a ação do Espírito Santo.
034 Rompimento da Igreja Romana com a Ortodoxa No século XI aconteceu outro marco. Entenda como se deu o rompimento da Igreja Romana com a Igreja Ortodoxa.
035 A Igreja Romana e a Igreja Ortodoxa Descubra aqui outros motivos que levaram ao rompimento da Igreja Romana com a Igreja Ortodoxa.
036 Luta entre o império e o sacerdócio A relação dos Papas com Imperadores: Os motivos que levaram a Papa Gregório VII a excomungar o Imperador Henrique IV.
037 A imponência de nossas Catedrais Falaremos sobre as belíssimas catedrais européias e seus significados para a Igreja.
038 Catedral: experiência de céu As catedrais da Idade Média e suas representações artísticas, espirituais e históricas.
039 A primeira universidade A partir do século XI, surgiu a primeira universidade, tendo seu início dentro da Igreja Católica.
040 A realidade das universidades no século XI Conheça a realidade das primeiras universidades a partir do século XI, o cotidiano e a metodologia de ensino.
041 Os Concílios Ecumênicos Outros marcos importantes na História da Igreja foram os Concílios Ecumênicos realizados pela Igreja.
042 Inquisição: A Igreja abre o arquivo secreto Conheça os estudos que apresentam a verdade sobre os 6 séculos que se deu a Santa Inquisição, realizado pelos 30 melhores historiadores da atualidade.
043 Inquisição: Como conhecer e entender os fatos? Esclareça aqui muitos pontos comprovadamente distorcidos a respeito da inquisição.
044 O belo para Deus Prof. Felipe Aquino explica como as catedrais e as artes eram usadas para glorificar a Deus.
045 Inquisição: A cristandade & heresia Os principais motivos que levaram a origem da Santa Inquisição.
046 Quando a Igreja teve dois Papas. Vamos entender o cisma do Ocidente, o Exílio da Babilônia e o retorno do Papa para Roma.
047 História da Igreja: Crise no Papado Os motivos que gerou o conflito entre o Rei Felipe IV e o Papa Bonifácio VIII, ocasionando uma grande crise no Papado no século XIV.
048 Cativeiro da Babilônia Seguindo a história da Igreja, vamos conhecer o que foi o cativeiro da Babilônia, onde Papas foram exilados na França.
049 A queda de três antipapas Prof. Felipe explica o que eram os “antipapas” e como se deu a queda de três na mesma situação.
050 Queda de Constantinopla Outro marco da história antiga é a queda de Constantinopla, descubra quais fatos embasaram este evento.
051 Uma santa revolucionária Santa Joana D’Arc foi responsável por uma grane revolução. Conheça como se deu estes atos revolucionários.
052 Dificuldades da Igreja no século XIV O século XIV foi um período complicado para a Igreja, descubra quais dificuldades foram enfrentadas nesse momento.
053 O Concílio de Basiléia-Ferrara-Florença O Concílio de Basiléia-Ferrara-Florença foi realizado no ano de 1431 e durou 11 anos. Neste programa “Palavras de Fé”, Professor Felipe Aquino explica os importantes fatos que ocorreram neste concílio.
054 O Fenômeno do Conciliarismo Entre os séculos XIV e XV apareceu na Igreja um fenômeno conhecido por “Conciliarismo”. Professor Felipe Aquino te explica esse fenômeno.
055 O que é o Galicanismo? Um fenômeno que aconteceu no século XVI, onde os reis queriam autonomia para ter igrejas nacionais, este foi o Galicanismo!
056 O início do Renascimento 1453 é a referencia para o início da Idade Moderna, onde surge o renascimento. Professor Felipe Aquino comenta a relação desse momento histórico com a Igreja.
057 A investidura leiga: Papas Indignos A investidura leiga resultava em papas indignos, não preparados para assumir tal função. Um grande exemplo desses papas é Alexandre VI
058 A Reconquista Cristã da Espanha A retomada da Espanha pelos cristãos,que no início do século XVI estava sob o poder dos muçulmanos, foi um momento muito importante para a igreja.
059 A Igreja no descobrimento das Américas Qual foi a participação da Igreja durante as navegações e a descoberta da América, em 1492?
060 A evangelização das Américas O desejo de evangelizar foi um dos vários fatores que moveram as navegações para a descoberta das Américas.
061 As aparições em Guadalupe Na América Latina, no ano de 1531, aconteceu um fator importante para a evangelização, as Aparições de Nossa Senhora de Guadalupe.
062 As Indulgências na Igreja Católica Em 1514 pela primeira vez ouviu-se falar nas indulgências, mas você sabe o que elas são? Neste vídeo, Professor Felipe Aquino explica a origem e função das indulgências.
063 Martim Lutero e a Reforma Protestante Martin Lutero era monge agostiniano e doutor em filosofia, iniciou em 1517 a reforma protestante.
064 Os conceitos da Reforma Protestante Após Martim Lutero iniciar sua reforma, ouve várias ramificações, como a Calvinista, a Anglicana, e tantas outras mais. Conheça nesse vídeo alguns dos conceitos da reforma de Lutero.
065 Analisando a reforma de Lutero Aqui, Professor Felipe Aquino analisa os reflexos do movimento de reforma, realizado por Lutero, para a Igreja Católica.
066 Evolução da Reforma Protestante Na série História da Igreja, Professor Felipe Aquino comenta e explica a evolução da reforma protestante e suas ramificações.
067 O início da Igreja Anglicana Conheça o momento em que a Igreja Anglicana teve seu início, e também sua relação com a Igreja Católica.
068 A relação Igreja x Poderosos A Igreja sempre foi atacada com afirmações de que Ela, ao longo da história, foi aliada dos poderosos. Neste programa Palavras de Fé, Professor Felipe Aquino mostra que essa afirmação não é verdadeira.
069 Qual foi o erro de Lutero? Nesta série “História da Igreja”, Professor Felipe Aquino explica a origem do movimento protestante e questiona: “Qual foi o erro de Lutero?”
070 Cabe a quem interpretar a bíblia? De quem é o papel de interpretar a bíblia para os fiéis? Respondendo essa pergunta, professor Felipe Aquino utiliza da história da igreja para nos falar.
071 Concílio de Trento: A Sagrada Tradição A respeito do Concilio de Trento, Professor Felipe Aquino explica o valor da Sagrada Tradição, como depósito da fé.
072 Protestantismo: Mudanças na literatura bíblica No programa Palavras de Fé, Professor Felipe Aquino dá continuidade a série “Histórias da Igreja”, e aborda neste vídeo o cânon bíblico, que foi alterado pelos protestantes após a reforma.
073 A ideia de Pecado Original por Lutero O Concilio de Trento mudou a direção da Igreja Católica e muitos pontos foram revistos, principalmente por viverem em um momento pós reforma protestante. Um desses pontos foi o Pecado Original, que Lutero difundiu idéias bem diferentes das que a Igreja ensina.
074 Qual a função do Catecismo Romano? Qual a origem, função e importância do Catecismo Romano?
075 História da Igreja: As Guerras de Religião Um triste marco na história da Igreja são as guerras de religião. Neste vídeo, professor Felipe Aquino explica o contexto em que essas guerras aconteceram, e como tudo isso refletiu na Igreja Católica.
076 Noite de São Bartolomeu: Você conhece? Um dos tristes episódios da “História da Igreja” na Europa ficou conhecido por “Noite de São Bartolomeu”. Mas você conhece o decorrer dos fatos que resultou nesse episódio?
077 A Igreja no início do Século XVII Os acontecimentos no início do Século XVII que envolveram a Igreja Católica é o tema abordado por Professor Felipe Aquino.
078 O caso Galileu Galilei Muito comentado por todos mas conhecido por poucos, o caso Galileu Galilei é um momento importante da “História da Igreja”.
079 A origem da Ordem Jesuíta Na série “História da Igreja”, do programa Palavras de Fé, Professor Felipe Aquino fala sobre o início do século XVIII, e a origem dos Jesuítas.
080 Colonização: Relação entre Igreja e os Índios Nesse vídeo, conheça um tema polemico, a relação que a Igreja manteve com os índios, no período da colonização do Brasil
081 A relação entre Igreja e Escravidão A verdadeira, tão falada e polemizada, relação entre Igreja e Escravidão é o tema deste programa com Prof. Felipe Aquino.
082 O fim de uma grande Instituição Eclesial A Companhia de Jesus foi uma importante instituição da Igreja que, em meados do século XVI, passou por grandes percalços. Conheça aqui mais sobre essa instituição e os Jesuítas.
083 O Racionalismo e o combate da Fé Quais problemas o movimento Racionalista gerou para a Igreja? Neste programa, Professor Felipe Aquino explica este movimento que tentou se sobrepor a Fé.
084 A triste realidade da Revolução Francesa Tida por muitos como grandioso evento histórico, a Revolução Francesa se revela como um trágico episódio para a Fé Cristã. Professor Felipe Aquino fala a respeito desse momento histórico desconhecido por muitos.
085 A relação de Napoleão com a Igreja Conheça o momento em que se deu uma conturbada relação entre Napoleão e a Santa Igreja.
086 Século XIX: Momentos marcantes para a Igreja Em nossa série História da Igreja, Professor Felipe Aquino aborda o século XIX, e explica momentos marcantes deste período para a Igreja Católica.
087 Papa Pio IX: Os Dogmas de Fé Hoje Beato, Papa Pio IX foi um dos grande s Pontífices da Igreja. Professor Felipe Aquino nos fala mais a respeito da vida e realizações deste grande homem, nesta série História da Igreja.
088 A queda do Estado Pontifício Momento marcante na História da Igreja foi a queda do Estado Pontifício. Evento que ocorreu em meio a guerras, debilitando a estrutura física da Igreja na Itália.
089 O Papa é infalível? No ano de 1870, o Estado Pontifício foi invadido e teve seu fim, a Igreja perde grande parte do seu poder temporal. Neste momento, foi convocado o Concílio Vaticano I, onde foi proclamado o Dogma da Infalibilidade Papal. Entenda melhor este dogma aqui no programa Palavras de Fé, com Professor Felipe Aquino.
090 Qual é a doutrina social da Igreja? Você conhece a Doutrina Social da Igreja e a sua importância? Neste vídeo, Professor Felipe Aquino explica essa e outras coisas a respeito deste tema que sem sido tão polemizado ultimamente.
091 O século XX para a Igreja Católica Professor Felipe Aquino nos fala sobre a importância dos acontecimentos do Século XX para a Igreja Católica.
092 As perseguições contra a Igreja no Século XX Muitos atos cruéis e perseguições aconteceram contra a Igreja no Século XX, e o mais preocupante é que muitos desconhecem estes fatos. Assim, Professor Felipe Aquino nos conta sobre estes fatos bárbaros e muitas vezes esquecidos.
093 Marco do Séc. XX: O Concílio Vaticano II No dia 11 de Outubro de 1962, iniciou-se o Grande Concílio Universal Vaticano II. Os concílios são uma das riquezas da Igreja, demonstram a diversidade e unidade da Igreja Católica. Professor Felipe Aquino explica o que é, como funciona e qual a rasão de um concílio, em especial o Concílio Vaticano II.
094 João Paulo II: O Papa do Novo Milênio Em nosso curso da “História da Igreja”, dentro do programa “Palavras de Fé”, Professor Felipe Aquino nos fala sobre o Pontificado de João Paulo II, o Papa do Novo Milênio.
095 Os Grandes Feitos de João Paulo II Professor Felipe Aquino nos fala sobre os grandes feitos históricos do Papa João Paulo II e seu importante exemplo de vida para toda a humanidade.
096 Joseph Ratzinger: O Novo Bento! Após a morte de João Paulo II, o Cardeal Joseph Ratzinger é eleito para assumir o Trono de Pedro, tornando-se a partir de então o Papa Bento XVI. Professor Felipe Aquino fala-nos de suas origens, pensamentos, realizações e nos explica quais as razões levaram Sua Santidade a escolher o nome Bento XVI.
097 Os trabalhos do Papa Bento XVI Encerrando a série “História da Igreja”, Professor Felipe Aquino nos fala sobre o pastoreio de Bento XVI e os trabalhos e realizações daquele que comanda a Igreja Católica Apostólica Romana

Desejamos que, utilizando este pequeno curso, você realize um profundo estudo em busca do conhecimento, e assim fortifique as raízes de sua fé, dentro da Igreja instituída pelo próprio Cristo e confiada inicialmente às mãos de Pedro.

Deus o abençoe!

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

"O que significa crer hoje?"

"O que significa crer hoje?"


Catequese de Bento XVI na Audiência Geral de quarta- feira
CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 24 de outubro de 2012(ZENIT.org) - Apresentamos as palavras de Bento XVI dirigidas aos fiéis e peregrino reunidos na Praça de São Pedro para a tradicional audiência de quarta-feira.

Queridos irmãos e irmãs,

Quarta-feira passada, com o início do Ano da Fé, comecei uma nova série de catequeses sobre a fé. E hoje gostaria de refletir com vocês sobre uma questão fundamental: o que é a fé? Ainda há um sentido para a fé em um mundo cuja ciência e a técnica abriram horizontes até pouco tempo impensáveis? O que significa crer hoje? De fato, no nosso tempo é necessária uma renovada educação para a fé, que inclua um conhecimento das suas verdades e dos eventos da salvação, mas que sobretudo nasça de um verdadeiro encontro com Deusem Jesus Cristo, de amá-lo, de confiar Nele, de modo que toda a vida seja envolvida.

Hoje, junto a tantos sinais do bem, cresce ao nosso redor também um certo deserto espiritual. Às vezes, tem-se a sensação, por certos acontecimentos dos quais temos notícia todos os dias, que o mundo não vai em direção à construção de uma comunidade mais fraterna e mais pacífica; as mesmas ideias de progresso e de bem estar mostram também as suas sombras. Apesar da grandeza das descobertas da ciência e dos sucessos da técnica, hoje o homem não parece verdadeiramente mais livre, mais humano; permanecem tantas formas de exploração, de manipulação, de violência, de abusos, de injustiça...Um certo tipo de cultura, então, educou a mover-se somente no horizonte das coisas, do factível, a crer somente no que se vê e se toca com as próprias mãos. Por outro lado, cresce também o número daqueles que se sentem desorientados e, na tentativa de ir além de uma visão somente horizontal da realidade, estão dispostos a crer em tudo e no seu contrário. Neste contexto, surgem algumas perguntas fundamentais, que são muito mais concretas do que parecem à primeira vista: que sentido tem viver? Há um futuro para o homem, para nós e para as novas gerações? Em que direção orientar as escolhas da nossa liberdade para um êxito bom e feliz da vida? O que nos espera além do limiar da morte?

Destas insuprimíveis perguntas emergem como o mundo do planejamento, do cálculo exato e do experimento, em uma palavra o saber da ciência, mesmo sendo importante para a vida do homem, sozinho não basta. Nós precisamos não apenas do pão material, precisamos de amor, de significado e de esperança, de um fundamento seguro, de um terreno sólido que nos ajude a viver com um senso autêntico também nas crises, na escuridão, nas dificuldades e nos problemas cotidianos. A fé nos dá exatamente isto: é um confiante confiar em um “Tu”, que é Deus, o qual me dá uma certeza diferente, mas não menos sólida daquela que me vem do cálculo exato ou da ciência.A fé não é um simples consentimento intelectual do homem e da verdade particular sobre Deus; é um ato com o qual confio livremente em um Deus que é Pai e me ama; é adesão a um “Tu” que me dá esperança e confiança. Certamente esta adesão a Deus não é privada de conteúdo: com essa sabemos que Deus mesmo se mostrou a nós em Cristo, mostrou a sua face e se fez realmente próximo a cada um de nós. Mais, Deus revelou que o seu amor pelo homem, por cada um de nós, é sem medida: na Cruz, Jesus de Nazaré, o Filho de Deus feito homem, nos mostra do modo mais luminoso a que ponto chega este amor, até a doação de si mesmo, até o sacrifício total. Com o Mistério da Morte e Ressurreição de Cristo, Deus desce até o fundo na nossa humanidade para trazê-la de volta a Ele, para elevá-la à sua altura. A fé é crer neste amor de Deus que não diminui diante da maldade do homem, diante do mal e da morte, mas é capaz de transformar cada forma de escravidão, dando a possibilidade da salvação.Ter fé, então, é encontrar este “Tu”, Deus, que me sustenta e me concede a promessa de um amor indestrutível que não só aspira à eternidade, mas a doa; é confiar-se em Deus como a atitude de uma criança, que sabe bem que todas as suas dificuldades, todos os seus problemas estão seguros no “Tu” da mãe. E esta possibilidade de salvação através da fé é um dom que Deus oferece a todos os homens. Acho que deveríamos meditar com mais frequência – na nossa vida cotidiana, caracterizada por problemas e situações às vezes dramáticas – sobre o fato de que crer de forma cristã significa este abandonar-me com confiança ao sentido profundo que sustenta a mim e ao mundo, aquele sentido que nós não somos capazes de dar, mas somente de receber como dom, e que é o fundamento sobre o qual podemos viver sem medo. E esta certeza libertadora e tranquilizante da fé devemos ser capazes de anunciá-la com a palavra e de mostrá-la com a nossa vida de cristãos.

Ao nosso redor, porém, vemos todos os dias que muitos permanecem indiferentes ou recusam-se a acolher este anúncio. No final do Evangelho de Marcos, hoje temos palavras duras do Ressuscitado que diz: “Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado” (Mc 16, 16), perde a si mesmo. Gostaria de convidá-los a refletir sobre isso. A confiança na ação do Espírito Santo, nos deve impulsionar sempre a andar e anunciar o Evangelho, ao corajoso testemunho da fé; mas além da possibilidade de uma resposta positiva ao dom da fé, há também o risco de rejeição ao Evangelho, do não acolhimento ao encontro vital com Cristo.Santo Agostinho já colocava este problema em seu comentário da parábola do semeador: “Nós falamos – dizia – lançamos a semente, espalhamos a semente. Existem aqueles que desprezam, aqueles que reprovarão, aquelas que zombam. Se nós temos medo deles, não temos mais nada a semear e no dia da ceifa ficaremos sem colheita. Por isso venha a semente da terra boa” (Discurso sobre a disciplina cristã, 13, 14: PL 40, 677-678). A recusa, portanto, não pode nos desencorajar. Como cristãos somos testemunhas deste terreno fértil: a nossa fé, mesmo com nossos limites, mostra que existe a terra boa, onde a semente da Palavra de Deus produz frutos abundantes de justiça, de paz e de amor, de nova humanidade, de salvação. E toda a história da Igreja, com todos os problemas, demonstra também que existe a terra boa, existe a semente boa, e traz fruto.

Mas perguntamo-nos: de onde atinge o homem aquela abertura do coração e da mente para crer no Deus que se fez visível em Jesus Cristo morto e ressuscitado, para acolher a sua salvação, de forma que Ele e seu Evangelho sejam o guia e a luz da existência? Resposta: nós podemos crer em Deus porque Ele se aproxima de nós e nos toca, porque o Espírito Santo, dom do Ressuscitado, nos torna capazes de acolher o Deus vivo. A fé então é primeiramente um dom sobrenatural, um dom de Deus.O Concílio Vaticano II afirma: “Para que se possa fazer este ato de fé, é necessária a graça de Deus que previne e socorre, e são necessários os auxílios interiores do Espírito Santo, o qual mova o coração e o volte a Deus, abra os olhos da mente, e doe ‘a todos doçura para aceitar e acreditar na verdade’” (Cost. dogm. Dei Verbum, 5). Na base do nosso caminho de fé tem o Batismo, o sacramento que nos doa o Espírito Santo, fazendo-nos tornar filhos de Deus em Cristo, e marca o ingresso na comunidade de fé, na Igreja: não se crê por si próprio, sem a vinda da graça do Espírito; e não se crê sozinho, mas junto aos irmãos. A partir do Batismo cada crente é chamado a re-viver e fazer própria esta confissão de fé, junto aos irmãos.

A fé é dom de Deus, mas é também ato profundamente livre e humano. O Catecismo da Igreja Católica o diz com clareza: “É impossível crer sem a graça e os auxílios interiores do Espírito Santo. Não é, portanto, menos verdade que crer é um ato autenticamente humano. Não é contrário nem à liberdade e nem à inteligência do homem” (n. 154). Mas, as implica e as exalta, em uma aposta de vida que é como um êxodo, isso é, um sair de si mesmo, das próprias seguranças, dos próprios esquemas mentais, para confiar na ação de Deus que nos indica a sua estrada para conseguir a verdadeira liberdade, a nossa identidade humana, a verdadeira alegria do coração, a paz com todos. Crer é confiar com toda a liberdade e com alegria no desenho providencial de Deus na história, como fez o patriarca Abraão, como fez Maria de Nazaré. A fé, então, é um consentimento com o qual a nossa mente e o nosso coração dizem o seu “sim” a Deus, confessando que Jesus é o Senhor. E este “sim” transforma a vida, abre a estrada para uma plenitude de significado, a torna nova, rica de alegria e de esperança confiável.

Caros amigos, o nosso tempo requer cristãos que foram apreendidos por Cristo, que cresçam na fé graças à familiaridade com a Sagrada Escritura e os Sacramentos. Pessoas que sejam quase um livro aberto que narra a experiência da vida nova no Espírito, a presença daquele Deus que nos sustenta no caminho e nos abre à vida que nunca terá fim. Obrigado.

(Trad.MEM)

7 mitos sobre a Igreja Católica e a Ciência

Obrigado ao site http://www.logosapologetica.com

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

"Eles consumiram a sua existência na consagração total a Deus"

"Eles consumiram a sua existência na consagração total a Deus"



Homilia de Bento XVI na Missa de canonização de sete novos Santos

CIDADE DO VATICANO, domingo, 21 de outubro de 2012(ZENIT.org) - Publicamos a seguir a homilia de Bento XVI na Santa Missa e canonização de: Jacques Bethieu, Maria del Monte Carmelo Salles y Barangueras, Marianna Cope, Kateri Tekakwitha e Anna Schäffer, celebrada nesta manhã na Praça de São Pedro.

O Filho do homem veio para servir e dar a sua vida como resgate para muitos (cf. Mc 10,45)

Venerados irmãos,
Queridos irmãos e irmãs!

Hoje a Igreja escuta mais uma vez estas palavras de Jesus, pronunciadas durante o caminho rumo a Jerusalém, onde devia cumprir-se o seu mistério de paixão, morte e ressurreição. São palavras que manifestam o sentido da missão de Cristo na terra, marcada pela sua imolação, pela sua doação total. Neste terceiro domingo de outubro, no qual se celebrar o Dia Mundial das Missões, a Igreja as escuta com uma intensidade particular e reaviva a consciência de viver totalmente em um perene estado de serviço ao homem e ao Evangelho, como Aquele que se ofereceu a si mesmo até o sacrifício da vida.

Dirijo a minha cordial saudação a todos vós, que encheis a Praça de São Pedro, nomeadamente as Delegações oficiais e os peregrinos vindos para festejar os novos sete Santos. Saúdo com afeto os Cardeais e Bispos que nestes dias estão participando da Assembléia sinodal sobre a Nova Evangelização. É providencial a coincidência entre esta Assembléia e o Dia das Missões; e a Palavra de Deus que acabamos de escutar se mostra iluminadora para ambas. Esta nos mostra o estilo do evangelizador, chamado a testemunhar e anunciar a mensagem cristã conformando-se a Jesus Cristo, seguindo a Seu mesma vida.

O Filho do homem veio para servir e dar a sua vida como resgate para muitos (cf. Mc 10,45)

Estas palavras constituíram o programa de vida dos sete beatos que a Igreja hoje inscreve solenemente na gloriosa fileira dos Santos. Com coragem heróica eles consumiram a sua existência na consagração total a Deus e no serviço generoso aos irmãos. São filhos e filhas da Igreja, que escolheram a vida do serviço seguindo o Senhor. A santidade na Igreja teve sempre a sua fonte no mistério da Redenção, que já prefigurava o profeta Isaias na primeira Leitura: o Servo do Senhor, o justo que «fará justos inúmeros homens, carregando sobre si suas culpas» (Is 53,11), este Servo é Jesus Cristo, crucificado, ressuscitado e vivo na glória. A celebração hodierna constitui uma confirmação eloquente dessa misteriosa realidade salvífica. A tenaz profissão de fé destes sete discípulos generosos de Cristo, a sua conformação ao Filho do Homem resplandece hoje em toda a Igreja.

Jacques Berthie, nascido em 1838, na França, foi desde muito cedo um enamorado de Jesus Cristo. Durante o seu ministério paroquial, desejou ardentemente salvar as almas. Ao fazer-se jesuíta, queria percorrer o mundo para a glória de Deus. Pastor incansável na Ilha de Santa Maria e depois em Madagascar, lutou contra a injustiça, levando alívio para os pobres e enfermos. Os malgaxes o consideravam um sacerdote vindo do céu, e diziam: Tu és o nosso “pai e mãe”! Ele sefez tudo para todos, haurindo na oração e no amor do Coração de Jesus a força humana e sacerdotal para enfrentar o martírio, em 1896. Morreu dizendo: «Prefiro antes morrer que renunciar à minha fé». Queridos amigos, que a vida deste evangelizador seja um encorajamento e um modelo para os sacerdotes, para que sejam homens de Deus como ele o foi! Que o seu exemplo ajude os numerosos cristãos que são perseguidos por causa da sua fé nos dias de hoje! Que a sua intercessão, durante este ano da fé, produza frutos em Madagascar e no Continente africano! Que Deus abençoe o povo malgaxe!

Pedro Calungsod nasceu aproximadamente no ano 1654, na região de Visayas, nas Filipinas. Seu amor a Cristo o inspirou a preparar-se como catequista com os missionários jesuítas da região. Em 1668, junto com outros dois jovens catequistas, acompanhou o Padre Diego Luiz de San Vitores para as Ilhas Marianas com o fim de evangelizar o povo Chamorro. Nesse lugar, a vida era difícil e os missionários enfrentaram a perseguição nascida da inveja e de calunias. Pedro, contudo, demonstrou uma grande fé e caridade, e continuou catequizando os seus muitos convertidos, dando testemunho de Cristo através de uma vida de pureza e dedicação ao Evangelho. O seu desejo de ganhar almas para Cristo se sobrepunha a tudo, e isso o levou a aceitar decididamente o martírio. Morreu no dia 2 de abril de 1672. Algumas testemunhas contaram que Pedro poderia ter fugido para um lugar seguro, mas escolheu permanecer ao lado do Padre Diego. O sacerdote, antes de ser morto, pôde dar a absolvição a Pedro. Que o exemplo e o testemunho corajoso de Pedro Calungsod inspire o dileto povo das Filipinas a anunciar corajosamente o Reino e ganhar almas para Deus!

Giovanni Battista Piamarta, sacerdote da Diocese de Brescia, foi um grande apóstolo da caridade e da juventude. Percebia a necessidade de uma presença cultural e social do catolicismo no mundo moderno, por isso se dedicou ao progresso cristão, moral e profissional das novas gerações, com a sua esplêndida humanidade e bondade. Animado por uma confiança inabalável na Providência Divina e de um profundo espírito de sacrifício, enfrentou dificuldades e fatigas para dar vida a diversas obras apostólicas, entre as quais: o Instituto dos pequenos artesãos, a Editora Queriniana, a Congregação masculina da Sagrada Família de Nazaré e a Congregação das Humildes Servas do Senhor. O segredo da sua vida, intensa e ativa, residia nas longas horas que ele dedicava à oração. Quando estava sobrecarregado pelo trabalho, aumentava o tempo do encontro, de coração a coração, com o Senhor. Demorava-se de muito bom grado junto do Santíssimo Sacramento, meditando a paixão, morte e ressurreição de Cristo, para alcançar a força espiritual e voltar a lançar-se, sempre com novas iniciativas pastorais, à conquista do coração das pessoas, sobretudo dos jovens, para levá-los de volta para as fontes da vida.

«Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça, pois, em vós, nós esperamos!» Com essas palavras, a liturgia nos convida a fazer nosso este hino a Deus criador e providente, aceitando o seu plano nas nossas vidas. Assim o fez Santa Maria del Carmelo Salles y Barangueras, religiosa nascida em Vic, Espanha, em 1848. Vendo a sua esperança preenchida, após muitas dificuldades, ao contemplar o progresso da Congregação das Religiosas Concepcionistas Missionárias do Ensino, pôde cantar junto com a Mãe de Deus: «Seu amor de geração em geração, chega a todos que o respeitam». A sua obra educativa, confiada à Virgem Imaculada, continua a dar frutos abundantes entre os jovens e através da entrega generosa das suas filhas que, como ela, se confiam ao Deus que pode tudo.

Passo agora para Marianne Cope, nascida em 1838 em Heppenheim, na Alemanha. Com apenas um ano de vida, foi levada para os Estados Unidos, e em 1862 entrou na Ordem Terceira Regular de São Francisco, em Siracusa, Nova Iorque. Mais tarde, como Superiora geral da sua congregação, Madre Marianne abraçou voluntariamente a chamada para ir cuidar dos leprosos no Havaí, depois da recusa de muitos. Ela partiu, junto com seis irmãs da sua congregação, para administrar pessoalmente um hospital em Oahu, fundando em seguida o Hospital Mamulani, em Maui, e abrindo uma casa para meninas de pais leprosos. Cinco anos depois, aceitou o convite para abrir uma casa para mulheres e meninas na Ilha de Molokai, partindo com coragem e, encerrando assim seu contato com o mundo exterior. Ali, cuidou do Padre Damião, então já famoso pelo seu trabalho heróico com os leprosos, assistindo-o até a sua morte e assumindo o seu trabalho com os leprosos. Em uma época em que pouco se podia fazer por aqueles que sofriam dessa terrível doença, Marianne Cope demonstrou um imenso amor, coragem e entusiasmo. Ela é um exemplo luminoso e valioso da melhor tradição de religiosas católicas dedicadas à enfermagem e do espírito do seu amado São Francisco de Assis.

Kateri Tekakwitha nasceu no que hoje é o Estado de Nova Iorque, em 1656, filha de pai Mohawk e de mãe Algoquin cristã, que lhe transmitiu a fé no Deus vivo. Foi batizada aos 20 anos de idade, para escapar da perseguição, se refugiou na Missão São Francisco Xavier, perto de Montreal. Ali ela trabalhou, fiel às tradições culturais do seu povo, embora renunciando as convicções religiosas deste, até a sua morte com 24 anos. Levando uma vida simples, Kateri permaneceu fiel ao seu amor por Jesus, à oração e à Missa diária. O seu maior desejo era saber e fazer aquilo que agradava a Deus.

Kateri impressiona-nos pela ação da graça na sua vida, carente de apoios externos, e pela firmeza na sua vocação tão particular na sua cultura. Nela, fé e cultura se enriqueceram mutuamente! Possa o seu exemplo nos ajudar a viver lá onde nos encontremos, sem renunciar àquilo que somos, amando a Jesus! Santa Kateri, protetora do Canadá e primeira santa ameríndia, nós te confiamos a renovação da fé entre os povos nativos e em toda a América do Norte! Que Deus abençoe ospovos nativos!

A jovem Anna Schäffer, de Mindelstetten, quis entrar em uma congregação missionária. Nascida em uma família humilde, ela conseguiu, trabalhando como doméstica, acumular o dote necessário para poder entrar no convento. Neste emprego, sofreu um grave acidente com queimaduras incuráveis nos seus pés, que a prenderam em um leito pelo resto da vida. Foi assim que o seu quarto de enferma se transformou em uma cela conventual, e o seu sofrimento, em serviço missionário. Inicialmente se revoltou contra o seu destino, mas em seguida, compreendeu que a sua situação era uma chamada amorosa do Crucificado para O seguisse. Fortalecida pela comunhão diária, tornou-se uma intercessora incansável através da oração e um espelho do amor de Deus para as numerosas pessoas que procuravam conselho. Que o seu apostolado de oração e de sofrimento, de oferta e de expiação seja para os crentes de sua terra um exemplo luminoso e que a sua intercessão fortaleça a atuação abençoada dos centros cristãos de curas paliativas para doentes terminais.

Queridos irmãos e irmãs! Estes novos Santos, diferentes pela sua origem, língua, nação e condição social, estão unidos com todo o Povo de Deus no mistério de Salvação de Cristo, o Redentor. Junto a eles, também nós aqui reunidos com os Padres sinodais, provenientes de todas as partes do mundo, proclamamos, com as palavras do salmo, que Senhor é «o nosso auxílio e proteção», e pedimos: «sobre nós venha, Senhor, a vossa graça, da mesma forma que em vós nós esperamos» (Sal 32, 20-22). Que o testemunho dos novos Santos, a sua vida oferecida generosamente por amor a Cristo, possa falar hoje a toda a Igreja, e a sua intercessão possa reforçá-la e sustentá-la na sua missão de anunciar o Evangelho no mundo inteiro.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

As provas para a existência de Deus são muitas e convergentes

As provas para a existência de Deus são muitas e convergentes
Papa João Paulo II
Tradução: Emerson de Oliveira
fonte: LOGOS APOLOGÉTICA

Audiência dada em 10 de julho de 1985. Esse artigo papal sobre a existência de Deus é o segundo de uma série baseada no Salmo 18/19:2-5.

1. Quando nos perguntamos: "Por que cremos em Deus"? a primeira resposta é dada por nossa fé: Deus se revelou a humanidade e entrou em contato com ela. A suprema revelação divina veio através de Jesus Cristo, Deus encarnado. Nós cremos em Deus porque Deus se fez conhecido a nós como o Ser Supremo, o "Auto-Existente".

No entanto, esta fé em Deus que revela a si mesma, também encontra suporte na razão de nossa inteligência. Ao refletirmos, vemos que não faltam provas para a existência de Deus. Estas tem sido elaboradas por pensadores que as colocaram em forma de demonstrações filosóficas com rígidas deduções lógicas. Mas eles também podem ter uma forma mais simples e por isso serem acessíveis a todos os que buscam entender o real significado do mundo. .

Provas científicas

2. Ao falar da existência de Deus devemos salientar que não estamos falando de provas no sentido entendido pelas ciências experimentais. As provas científicas no sentido lato da palavra só são válidas para coisas observáveis aos sentidos, sendo portanto, passíveis de serem pesquisadas pelos laboratórios. Desejar uma prova científica de Deus seria o equivalente a transformarmos Deus no nível das criaturas deste mundo, e por isso, nos equivocaríamos metodologicamente a respeito do que Deus é. A ciência deve reconhecer seus limites e sua impossibilidade de alcançar a existência de Deus: nem pode afirmar nem pode negar sua existência.

Disto, no entanto, nós podemos concluir que os cientistas em suas pesquisas são incapazes de encontrar razões válidas para admitir a existência de Deus. Se a ciência como tal não pode achar Deus, o cientista inteligente não se limita somente às coisas observáveis, mas pode concluir que há algo que transcende a matéria. Muitos cientistas pensam assim e fizeram esse descobrimento..

Quem reflete com mente aberta no que é implícito na existência do Universo, pode não ajudar mas pode propor uma questão do problema da origem. Instintivamente, ao darmos testemunho de certos fatos, perguntamos o que o causou. Podemos fazer a mesma pergunta com respeito aos fenômenos que acontecem no mundo?

Uma Causa suprema

3. Uma hipótese científica como a expansão do Universo, torna o problema mais claro. Se o Universo está em expansão constante, deve ter havido um "momento inicial", em que esta expansão começou? Mas segundo a teoria adotada por alguns essa pergunta não tem resposta. Este Universo em movimento constante postula uma Causa que, inicialmente, tem começado este movimento. Sem tal causa Suprema, o mundo e cada movimento permaneceria "inexplicado" e "inexplicável" e nossa inteligência ficaria sem respostas. A mente humana só pode receber uma resposta a suas perguntas admitindo a existência de um Ser que criou o mundo com todo o seu dinamismo e é quem o continua mantendo em existência.

4. A necessidade de voltarmos a uma Causa suprema fica mais evidente se vermos as provas incessantes que a ciência descobre sobre a estrutura da matéria. Quando a inteligência humana observa a constituição e estruturas das partículas elementares, não percebe ali uma Inteligência que a concebeu? Ao ver a imensa maravilha que existe na pequenez do átomo e na imensidão do cosmos, a mente humana sente que todo esse trabalho de qualidade foi feito por um Criador cuja sabedoria está mais além do que todas as medidas e que seu poder é infinito.

Impressionante Final

5. Todas as observações acerca do desenvolvimento da vida leva a uma conclusão parecida. A evolução dos seres vivos, que a ciência procura descobrir os elos e estudar o mecanismo, revela uma finalidade superior que desperta admiração. Esta finalidade que dirige os seres em sua trajetória de existência revela a Mente de Um Criador.

A história da humanidade e da vida de cada ser humano tem uma finalidade mais profunda. Logicamente, o homem não pode explicar a ele o significado de tudo, portanto, o homem não é o senhor de seu prórpio destino. Não só não o fez mas também não tem o poder de dominar sua existência. No entanto, ele sabe que tem um destino e tenta descobrir quem o escreveu e como isso está escrito dentro dele. Em certos momentos ele pode discernir uma finalidade oculta que aparece de uma convergência de circunstâncias e eventos mais facilmente. Assim ele descobre que um Criador o tem feito e dirigido em existência.

6. Entre as qualidades deste mundo que nos impele a buscar respostas, há finalmente, beleza. Ela se manifesta nas maravilhas da natureza; se expressa nas obras de arte inumeráveis, literatura, música, pintura e artes plásticas. Também se evidencia pela conduta moral: há tantos bons sentimentos, tantos feitos fantásticos.

O homem fica consciente ou "recebe" toda esta beleza, sempre que ele coopera por sua ação ou manifestção. Ele descobre e a entende totalmente quando reconhece sua fonte, a beleza transcendente de Deus.

A fé estimula


7. Para todas estas "indicações" da existência de Deus, alguns poderiam opor o poder da chance ou de propor os mecanismos da matéria. Falar de um Universo que apresenta semelhante constituição complexa em seus elementos e semelhante finalidade seria o equivalente a deixar a busca de uma explicação do mundo quando aparece a nós. De fato, isso seria o mesmo a admitir efeitos sem uma causa. Seria uma negação da inteligência humana que rejeitasse pensar assim, para buscar uma solução para seus problemas.

Concluindo, uma olhada das indicações que o Universo nos mostra impele o homem a ver que há um Criador. As provas para a existência de Deus são muitas e convergentes. Eles contribuem para mostrar que a fé não humilha a inteligência humana, mas a estimula nas reflexões e permitem entender os "porquês" propostos pela observação de uma realidade melhor.

domingo, 14 de outubro de 2012

A maioria dos ateus estão mais próximos do que eles pensam de acreditar em Deus.

"A maioria dos ateus estão mais próximos do que eles pensam de acreditar em Deus. Eu acho que os ateus que eu conheço que são tão dedicados a viver uma vida de amor, empatia, bondade, e que, caso fosse comprovado cientificamente amanhã que essas coisas não eram nem benéfico para o indivíduo, nem a sociedade, o meu palpite é que eles ainda assim viveriam suas vidas de amor, bondade e empatia. Eles acreditam que, se estas coisas não fossem boas e verdadeiras, então nada então seria bom e verdadeiro, que de alguma forma eles são mais reais do que a realidade. E, assim como eu descobri, quando você abraçar essa compreensão, você teve o seu primeiro encontro com Deus". 
Jennifer Fulwiler 

Jennifer Fulwiler escreve para o jornal National Catholic Register, convertida ao Catolicismo após uma vida de ateísmo. Ela é colunista da revista Envoy, também constante convidada na radio católica EWTN, também contribuiu para os livros "The Church and New Media"( A Igreja e os novos meios de comunicação) e "Atheist to Catholic: 11 Stories of Conversion" (Do Ateísmo ao Catolicismo: 11 histórias de conversão). Ela também esta escrevendo um livro baseado em seu blog pessoal, ConversionDiary.com. Da mesma forma que ela ama escrever, seu trabalho favorito é ser mãe de suas 5 pequenas crianças.