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"Onde está Cristo Jesus, aí está a Igreja Católica" S. Inácio de Antioquia (35 - 110 d.C.)
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sexta-feira, 31 de julho de 2020
Alexandre Reis (Ex-protestante de volta à Igreja Católica)
Alexandre Reis, professor de matemática, conta neste vídeo a sua trajetória no cristianismo. Ele foi batizado na Igreja Católica, saiu para a Igreja protestante e, hoje, está de volta à nossa casa, a Igreja Católica Apostólica Romana.
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terça-feira, 26 de maio de 2020
Nominalismo, a origem do calvinismo
Nominalismo, a origem do calvinismo
Carlos Ramalhete
Um amigo, envolto em discussão com um calvinista, enviou-me mensagem que enviara ao dito herege, perguntando se estava boa ou se – no afã de atacar o calvinismo – não caía no pelagianismo. Respondi-lhe assim:
Bunitin, nada a condenar, em absoluto; não achei nem um pouco pelagiano. Acho até que vc poderia ter jogado mais forte (por exemplo – não sei se vc já usou isso antes na discussão), usando o que diz São Tomás sobre as palavras da Consagração. É uma questão bastante atual, inclusive, devido à querela do “pro multis” (que a CNBB fez virar “por todos”). Em grandes linhas, o bom frade diz que a graça de Nosso Senhor é suficiente para todos e oferecida para todos, mas só é aceita por alguns (os “multi”).
Creio – sem querer te fazer reescrever o seu Tractatus Contra [Calvinista] – que seria interessante desviar a discussão para o ponto de base do erro dele, que é a visão ontológica da pessoa humana.
Explico: Calvino, como Lutero, era nominalista. Ou seja: eles negavam a existência de uma “humanidade” (ou natureza humana) fora de cada homem. A visão realista clássica (de S. Tomás, mais ainda de Sto. Agostinho, etc.) é de que haja uma humanidade da qual participamos todos os homens. Esta humanidade é a que foi assumida por Nosso Senhor (uma só Pessoa, duas naturezas: a natureza é determinação ontológica, não acidente). Para o nominalista, entretanto, ser homem é simplesmente um acidente que – por puro acaso – todos nós temos. Ser homem, em outras palavras, não é algo que ocorra realmente em nível ontológico (daí os netinhos deles hoje em dia querendo dizer que chimpanzé é gente, etc.; na falta de uma humanidade extrínseca ao homem, eles querem achá-la em percentuais de DNA ou outras besteiras: ela é apenas um rótulo, uma característica não mais importante que a cor do cabelo, o tamanho do nariz ou o time pelo qual se torce, em termos de determinação ontológica do ente).
Aí os pobrezinhos entram em pânico na hora da determinação do processo salvífico. Nós sabemos que Deus Se fez homem (ou seja, assumiu a natureza humana de que todos participamos e cuja existência extrínseca a cada homem os nominalistas negam). Com isso, tornou-nos todos (todinhos, sem exceção: Ele assumiu algo que nos determina e define antes mesmo de recebermos o ato de ser, antes mesmo de cada alma individual ser criada: quando ela é criada, já é criada humana, participando desta humanidade, desta natureza que eles negam como tal) capazes de salvação e chamados à graça. Sabemos assim que a graça, mais ainda, que a salvação, são o modo e o fato da participação plena do homem em Deus, em Quem ele é. Em outras palavras: santificar-se é ser plenamente em Deus, deixando de escorar o nosso “ser” em algo d’outro (mulher, dinheiro, prazer sensível…).
Já para eles não há conceito possível de santificação porque não há possibilidade de ser mais plenamente em Deus, na medida em que cada um é completamente autônomo, separado dos outros homens, com quem não partilha sequer uma natureza no sentido pleno (uma “humanidade”, que eles negam). Sendo cada um uma coisa à parte, sendo cada um um ser único, de natureza única (como aliás sabemos serem os anjos; é por isso que os demônios não podem ser salvos: cada um tem uma natureza própria, já nos ensinava Santo Agostinho; não há uma “angelicalidade” de que eles participem individualmente e que Deus pudesse assumir), a salvação é necessariamente algo externo ao homem e completamente arbitrário. Daí a arbitrariedade da “moral” puritana dos calvinistas, também, que o é necessariamente por não partir de determinação ontológica (“agir conforme o ser” é a moral clássica – se cada um é uma “natureza” diferente, não há um agir comum que possa ser depreendido de uma natureza comum que determina o ser homem, e qualquer moral é necessariamente arbitrária ou pragmática).
Lutero – aliás agostiniano; é impossível ler Santo Agostinho como nominalista e querer achar algum sentido; o nominalismo nega as próprias premissas filosóficas neo-platônicas do Bispo de Hipona – pregava uma salvação que viesse de uma confiança em Deus, que seria ao mesmo tempo sinal e suscitamento de resposta divina (coisa assaz mal-cozida, aliás, mais cheia de furos que peneira que é usada de alvo de tiro de espingarda). Calvino tenta costurar melhor as pontas, e inventa a dupla predestinação, usando nisso uma versão reducionista do processo de salvação ou danação dos anjos: os anjos, com sua inteligência angélica, no momento em que foram criados “viram”, souberam, o que havia a ver e a saber e fizeram, com seu livre arbítrio, uma escolha. Calvino, não tendo como atribuir a bebês de colo uma inteligência angélica, achou mais “fácil” negar o livre-arbítrio e dar a Deus a nada nobre missão de bancar o Satanás e condenar irremediavelmente ao inferno alguns (e outros predestinar ao Céu).
O problema, então, não é de ordem estritamente teológica, é de má filosofia na base. O que os calvinistas negam – e é este o ponto que deveria ser atacado, na minha humilde opinião – é a humanidade, logo a possibilidade de santificação, logo a participação humana na obra da salvação. O resto é consequência. Ficar neste debate em torno de trechos pinçados de enciclopédias (!!!) por um sujeito que não tem a menor ideia do que está falando não há de levar a lugar nenhum. Isso porque:
– Vocês estão falando de homens diferentes, partindo de visões totalmente diferentes do que seja o homem e a salvação. Não há como chegar a um acordo (a não ser que seja um acordinho fuleiro irênico, como a declaração conjunta com os luteranos) sem que haja uma determinação firme dos termos do que está sendo declarado.
– Vc diz “homem” e pensa em um homem que participa da humanidade que Nosso Senhor assumiu; ele fala “homem” e pensa em um ser quase angélico, que não partilha a mesma natureza que outros homens.
– Vc fala “salvação”, e pensa em purificação do homem para que ele seja plenamente ele ou seja, que ele seja ele mesmo plenamente em Deus; ele fala “salvação” e pensa em um decreto divino que ignora, ou mesmo violenta, o que aquele indivíduo (não-humano, ou seja, não participante na humanidade, não passível de aperfeiçoamento real pela graça) realmente *é*. Para ele, a salvação é o uso de um pistolão, é o amigo que faz entrar no show pela porta dos fundos para que não se tenha que pagar a entrada.
– Você fala de “obras” e pensa na instauração do homem em Cristo, em ser cada vez mais plenamente em Deus-Que-Se-fez-homem; ele pensa em algo completamente arbitrário, que não pode refletir uma natureza pelo simples fato de essa natureza não existir, tendo assim que refletir não a humanidade, mas os desejos pessoais e individuais de cada “homem-como-acidente”: para ele a obra é por definição exatamente o que a visão cristã clássica de “obra” quer demolir (ou seja, a ação que é fundada em algo exclusivo da pessoa, tendo o “obrante” como princípio e fim, sendo assim algo que afasta de Deus, não aproxima).
– Etc.
Deu para entender? No mais, parabéns pela paciência.
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sábado, 1 de junho de 2019
Steve Ray, o ex-batista convertido à Fé Católica (Journey Home - EWTN)
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quinta-feira, 16 de maio de 2019
Ex-protestante será ordenado sacerdote e agradece EWTN pela sua conversão
Ex-protestante será ordenado sacerdote e agradece EWTN pela sua conversão
Por Mary Rezac
FONTE: https://www.acidigital.com/noticias/ex-protestante-sera-ordenado-sacerdote-e-agradece-ewtn-pela-sua-conversao-30216

O diácono Drake McCallister, sua família e Dom Jeffrey Montforton
Crédito: Foto de cortesia
Por Mary Rezac
FONTE: https://www.acidigital.com/noticias/ex-protestante-sera-ordenado-sacerdote-e-agradece-ewtn-pela-sua-conversao-30216

O diácono Drake McCallister, sua família e Dom Jeffrey Montforton
Crédito: Foto de cortesia
Steubenville, 15 Mai. 19 / 02:30 pm (ACI).- O diácono Drake McCalister, ex-pregador pentecostal, agradeceu a maior rede de televisão católica do mundo, EWTN, assim como sua fundadora, Madre Angélica, por serem imprescindíveis em sua conversão à Igreja Católica e em sua próxima ordenação sacerdotal.
Drake, de 50 anos, casado e pai de cinco filhos, será ordenado sacerdote em 21 de junho de 2019, após quase 10 anos de preparação; quando a idade média de ordenação sacerdotal nos Estados Unidos é 33 anos.
O diácono recebeu uma dispensa de seu bispo, Dom Jeffrey Marc Monforton, da Diocese de Steubenville (Ohio), para ser ordenado sem a obrigação de ser solteiro e de viver o celibato. Casos como este são raros e acontecem com a análise rigorosa do clero, sob certas circunstâncias, como quando alguém, que anteriormente era um ministro anglicano ou episcopal, converte-se ao catolicismo e deseja ser sacerdote.
Em entrevista à CNA - agência em inglês do Grupo ACI - Drake assegurou que Jesus o chamou ao sacerdócio e que esta "não é a primeira vez que pede a ele para fazer algo radical".
Há vinte anos, o diácono era um jovem pentecostal que pedia a orientação de Deus através da oração constante. Naquela época, sentiu o chamado de Deus para dedicar sua vida e começou a se preparar na denominação protestante.
Drake se casou, teve filhos, formou-se em teologia e iniciou um período de 13 anos como ministro pentecostal.
No entanto, em 1999, sentiu-se atraído pela Igreja Católica através do programa Catholic Answers Live da EWTN.
"(Minha conversão) começou através da rádio EWTN, que era minha principal fonte de informação sobre a Igreja Católica, eu realmente não conhecia nenhum católico. Não estava de acordo com toda a teologia, mas os apresentadores eram criativos, evangelizadores, estavam centrados em Cristo, conheciam a sua Bíblia. Nunca tinha encontrado com um católico que tivesse todas estas qualidades”, contou Drake.
O então pastor pentecostal decidiu continuar escutando o programa, não "pelo conteúdo", mas "para descobrir se eram os dois únicos católicos entusiasmados na face da terra".
"Quanto mais escutava, mais eu me sentia atraído pela Igreja Católica. Comecei a fazer minha própria pesquisa, lendo documentos da Igreja, dos Padres da Igreja e dos Papas e Santos".
"Estava menos interessado no que as pessoas tinham a dizer sobre o catolicismo do que o que o catolicismo dizia sobre si mesmo em documentos oficiais e na história da Igreja", contou.
Depois de estudar por cinco anos e conversar seriamente com sua esposa, o casal decidiu ser batizado na Igreja Católica junto com seus filhos em 2004. Drake também atribuiu a sua conversão à Madre Angélica, por ela ter fundado a EWTN.
Pouco depois, mudaram-se para Steubenville, Ohio, e Drake se formou em teologia e catequese pela Universidade Franciscana, onde agora trabalha como coordenador de práticas catequéticas.
Foi somente em 2010 que o pai da família considerou tornar-se membro do clero, quando sua diocese iniciou o primeiro programa de diaconato para diáconos permanentes.
"Quero servir as pessoas da minha paróquia, assim, quando se apresentou a oportunidade de fazer o diaconato, eu me apresentei. Pensei: 'Isso é genial, posso fazê-lo sendo um homem casado'”, explicou.
No entanto, depois afirmou que o Espírito Santo o chamava para fazer algo a mais: "Encorajava-me a dizer que precisava fazer a pergunta se era qualificado para a dispensa do requisito do celibato e assim ter acesso ao sacerdócio”.
Drake explicou que "tais solicitações são consideradas caso a caso".
Mais tarde, quando seu bispo confirmou que uma dispensa poderia ser possível em seu caso, começou seriamente a considerar o sacerdócio e assegurou ao diretor de seu programa de diaconato que seu "único desejo é ser obediente a Jesus Cristo".
"Por isso que deixei tudo”, para “entrar na Igreja Católica, foi o meu amor por Jesus Cristo, e o Senhor está abrindo essa porta e colocando isso no meu coração. Eu não preciso ser um sacerdote como se estivesse cumprindo algum tipo de desejo pessoal, meu desejo é simplesmente ser obediente", contou Drake.
Durante o processo, enquanto recebia a permissão da Santa Sé, orava e discernia, passaram aproximadamente 10 anos de preparação para ser ordenado.
Drake acredita que sua história única e sua história vocacional servirão para ele como futuro sacerdote.
"Eu vejo a vida, o ministério e a Igreja de uma forma diferente, porque tive que lutar com diversas coisas para entrar na Igreja. Uma das formas em que se diferencia é o meu desejo de evangelizar e de alcançar as pessoas nas periferias”, explicou.
Em relação a ser um homem casado, não sabe exatamente como isso afetará o seu ministério, mas planeja aproveitar a vida familiar em suas homilias. Não é comum que os sacerdotes latinos sejam casados, disse, embora tenha observado que outros ritos dentro da Igreja Católica o permitam segundo determinadas circunstâncias.
"Não sou um ativista. Ou seja, eu não estou aqui para defender o fim do celibato no sacerdócio... Eu estou aqui para servir a Cristo e levar as pessoas a Jesus", afirmou.
Quando perguntado sobre o que mais o emociona em seu sacerdócio, Drake respondeu: "Posso dizer tudo? A Missa e a missão. A vida no espírito e a participação na missão, essas são as duas coisas que me interessam e pelas quais estou animado".
VIDEO ABAIXO com testemunho (Legendas ainda em produção)
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segunda-feira, 6 de agosto de 2018
O ex-Testemunha de Jeová que se tornou católico
Jeffrey Schwehm foi criado como luterano até que seus pais se tornaram Testemunhas de Jeová, quando ele tinha seis anos de idade. Ele se tornou muito ativo entre as Testemunhas de Jeová e até mesmo deixou sua casa para trabalhar em tempo integral como Betelita, na sede da Torre de Vigia, no Brooklyn, Nova York. Antes de sair de Betel, começou a ter dúvidas sobre o ensino das Testemunhas de Jeová. Ele começou a ler sobre a Patrística, e percebeu que a Igreja não se corrompeu após o Concílio de Niceia, já que as doutrinas ensinadas pós-concílio eram as mesmas ensinadas pelos sucessores dos apóstolos que viveram antes do concílio. Estudando as cartas de Inácio de Antioquia, descobriu que os primeiros cristãos criam que Jesus é Deus, e se referiam à Igreja utilizando o nome "Católica". Depois de ler o “Diário de Santa Faustina”, sobre a Divina Misericórdia de Deus, Jeff e sua esposa foram recebidos na Igreja Católica em 2003.
Fonte: canal youtube - O tradutor católico
link: https://www.youtube.com/watch?v=o-yYVNErlvY
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quinta-feira, 5 de abril de 2018
YOUTUBER EVANGÉLICA SE CONVERTE À FÉ CATÓLICA
Fonte: https://otradutorcatolico.wordpress.com
Vídeo original: https://youtu.be/PscwvMDR-t0
Lizzie Estella Reezay, do canal do youtube chamado "LizziesAnswers" que contém quase 200 mil inscritos, após estudar os textos dos Padres da Igreja sobre a presença real de Cristo na eucaristia e um livro do autor Stephen K. Ray, chamado "Upon This Rock: St. Peter and the Primacy of Rome in Scripture and the Early Church (Modern Apologetics Library)", acabou abandonando o protestantismo e se convertando à fé verdadeira, a fé católica. Esperamos que alguma editora católica traduza esse livro e publique no Brasil. (Atenção: Editora Ecclesiae Editora Cléofas Quadrante Edições Loyola - Jesuítas Livros Molokai) O vídeo que ela cita sobre o Papado é esse daqui, está legendado: https://youtu.be/3yGo4ICiJxM.
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segunda-feira, 4 de dezembro de 2017
Tim Staples: Fui tentar refutar a Igreja Católica e acabei me convertendo
Enquanto alguns católicos se convertem ao protestantismo sem nunca terem estudado absolutamente nada da doutrina da Igreja, muitos protestantes se convertem à fé Católica através de longos anos de muito estudo. Tim Staples é mais um famoso apologista norte-americano que se converteu à Igreja Católica. Como boa parte dos protestantes, ele conhecia apenas um espantalho da Igreja. Ao estudar a verdadeira doutrina católica, ele acabou se rendendo e abraçando a verdade. Nesse vídeo, cujo o original você pode ver aqui https://goo.gl/SQWf9L, ele conta resumidamente como aconteceu sua conversão. Mais vídeos em: https://otradutorcatolico.wordpress.com
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sexta-feira, 7 de julho de 2017
Arthur Olinto, ex-Anglicano, sobre sua jornada rumo a Igreja Católica
Arthur Olinto, ex-Anglicano, sobre sua jornada rumo a Igreja Católica
hangout Gustavo Abadie entrevista o jovem Arthur Olintofonte: Youtube link: https://www.youtube.com/watch?v=LEcKnLXLXu8
hangout Gustavo Abadie entrevista o jovem Arthur Olintofonte: Youtube link: https://www.youtube.com/watch?v=LEcKnLXLXu8
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Como me tornei católico - Gustavo Abadie (ex-pastor protestante)
Testemunho de Gustavo Abadie, ex-pastor protestante que se tornou católico romano
e-mail: gbabadie@gmail.comFonte: Youtube link:https://www.youtube.com/watch?v=efrgyg4zGQo&
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quinta-feira, 22 de dezembro de 2016
FELIZ DAQUELA QUE ACREDITOU
FELIZ DAQUELA QUE ACREDITOU
(cf. Lc 1, 45)
trecho da CARTA ENCÍCLICA, LUMEN FIDEI, DO SUMO PONTÍFICE FRANCISCO
trecho da CARTA ENCÍCLICA, LUMEN FIDEI, DO SUMO PONTÍFICE FRANCISCO
58. Na parábola do semeador, São Lucas refere estas palavras com que o Senhor explica o significado da « terra boa »: « São aqueles que, tendo ouvido a palavra com um coração bom e virtuoso, conservam-na e dão fruto com a sua perseverança » (Lc 8, 15). No contexto do Evangelho de Lucas, a menção do coração bom e virtuoso, em referência à Palavra ouvida e conservada, pode constituir um retrato implícito da fé da Virgem Maria; o próprio evangelista nos fala da memória de Maria, dizendo que conservava no coração tudo aquilo que ouvia e via, de modo que a Palavra produzisse fruto na sua vida. A Mãe do Senhor é ícone perfeito da fé, como dirá Santa Isabel: « Feliz de ti que acreditaste » (Lc 1, 45).
Em Maria, Filha de Sião, tem cumprimento a longa história de fé do Antigo Testamento, com a narração de tantas mulheres fiéis a começar por Sara; mulheres que eram, juntamente com os Patriarcas, o lugar onde a promessa de Deus se cumpria e a vida nova desabrochava. Na plenitude dos tempos, a Palavra de Deus dirigiu-se a Maria, e Ela acolheu-a com todo o seu ser, no seu coração, para que n’Ela tomasse carne e nascesse como luz para os homens. O mártir São Justino, na obra Diálogo com Trifão, tem uma expressão significativa ao dizer que Maria, quando aceitou a mensagem do Anjo, concebeu « fé e alegria ».[49] De facto, na Mãe de Jesus, a fé mostrou-se cheia de fruto e, quando a nossa vida espiritual dá fruto, enchemo-nos de alegria, que é o sinal mais claro da grandeza da fé. Na sua vida, Maria realizou a peregrinação da fé seguindo o seu Filho.[50] Assim, em Maria, o caminho de fé do Antigo Testamento foi assumido no seguimento de Jesus e deixa-se transformar por Ele, entrando no olhar próprio do Filho de Deus encarnado.
59. Podemos dizer que, na Bem-aventurada Virgem Maria, se cumpre aquilo em que insisti anteriormente, isto é, que o crente se envolve todo na sua confissão de fé. Pelo seu vínculo com Jesus, Maria está intimamente associada com aquilo que acreditamos. Na concepção virginal de Maria, temos um sinal claro da filiação divina de Cristo: a origem eterna de Cristo está no Pai — Ele é o Filho em sentido total e único — e por isso nasce, no tempo, sem intervenção do homem. Sendo Filho, Jesus pode trazer ao mundo um novo início e uma nova luz, a plenitude do amor fiel de Deus que Se entrega aos homens. Por outro lado, a verdadeira maternidade de Maria garantiu, ao Filho de Deus, uma verdadeira história humana, uma verdadeira carne na qual morrerá na cruz e ressuscitará dos mortos. Maria acompanhá-Lo-á até à cruz (cf. Jo 19, 25), donde a sua maternidade se estenderá a todo o discípulo de seu Filho (cf. Jo 19, 26-27). Estará presente também no Cenáculo, depois da ressurreição e ascensão de Jesus, para implorar com os Apóstolos o dom do Espírito (cf. Act 1, 14). O movimento de amor entre o Pai e o Filho no Espírito percorreu a nossa história; Cristo atrai-nos a Si para nos poder salvar (cf. Jo 12, 32). No centro da fé, encontra-se a confissão de Jesus, Filho de Deus, nascido de mulher, que nos introduz, pelo dom do Espírito Santo, na filiação adoptiva (cf. Gl 4, 4-6).
60. A Maria, Mãe da Igreja e Mãe da nossa fé, nos dirigimos, rezando-Lhe:
Ajudai, ó Mãe, a nossa fé.
Abri o nosso ouvido à Palavra, para reconhecermos a voz de Deus e a sua chamada.
Despertai em nós o desejo de seguir os seus passos, saindo da nossa terra e acolhendo a sua promessa.
Ajudai-nos a deixar-nos tocar pelo seu amor, para podermos tocá-Lo com a fé.
Ajudai-nos a confiar-nos plenamente a Ele, a crer no seu amor, sobretudo nos momentos de tribulação e cruz, quando a nossa fé é chamada a amadurecer.
Semeai, na nossa fé, a alegria do Ressuscitado.
Recordai-nos que quem crê nunca está sozinho.
Ensinai-nos a ver com os olhos de Jesus, para que Ele seja luz no nosso caminho. E que esta luz da fé cresça sempre em nós até chegar aquele dia sem ocaso que é o próprio Cristo, vosso Filho, nosso Senhor.
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terça-feira, 18 de outubro de 2016
Padre Keith Newton, ex-anglicano agora sacerdote católico
"Acredito que depois de tantos anos, aquela visão tida por São Domingos Sávio torna-se realidade hoje. Via, ele, uma multidão de almas protestantes que se converteriam à fé Católica e foi o que exatamente aconteceu no Pontificado de Bento XVI: 400 mil de nossos fiéis pediram ingresso na verdadeira fé. Hoje entendo a beleza que nos fora roubada pela revolução protestante, mas eis que a cada dia mais, a Inglaterra tem se tornado mais católica. A coroa que irá triunfar não será da estirpe de Henrique VIII, mas da estirpe da Virgem Maria." (Padre Keith Newton, ex-anglicano agora sacerdote católico)
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terça-feira, 11 de outubro de 2016
Honestidade e conversão
Compartilhado pelo Revmo.
Padre Ricardo de Barros Marques

ASSIM ESCREVEU-ME um jovem protestante domingo passado, a respeito do que lhe ensinaram sobre a Igreja Católica, para a qual se converte depois de leituras como a de Chesterton: "Esconderam dois mil anos de tradição. Mentiram sobre a inquisição. Mentiram sobre a Idade Média". A verdade tem uma força arrebatadora e quem a descobre tem se convertido às fileiras católicas. Como entender esse fenômeno de jovens que se convertem pela via intelectual senão pelo sopro do Espírito da Verdade?
Como nos lembra nosso irmão João Marcos, G. K. Chesterton dizia que começar a ser honesto com a Igreja já é estar no primeiro passo da conversão.
Padre Ricardo de Barros Marques

ASSIM ESCREVEU-ME um jovem protestante domingo passado, a respeito do que lhe ensinaram sobre a Igreja Católica, para a qual se converte depois de leituras como a de Chesterton: "Esconderam dois mil anos de tradição. Mentiram sobre a inquisição. Mentiram sobre a Idade Média". A verdade tem uma força arrebatadora e quem a descobre tem se convertido às fileiras católicas. Como entender esse fenômeno de jovens que se convertem pela via intelectual senão pelo sopro do Espírito da Verdade?
Como nos lembra nosso irmão João Marcos, G. K. Chesterton dizia que começar a ser honesto com a Igreja já é estar no primeiro passo da conversão.
fonte: http://www.ofielcatolico.com.br/2016/08/honestidade-e-conversao.html
"É impossível ser justo com a Igreja Católica. No momento em que o homem cessa de atacá-la, ele sente uma atração em direção a ela. No momento em que ele cessa de gritar, ele começa a ouvi-la com prazer. No momento em que ele tenta ser justo ele começa a admirá-la." Chesterton
fonte:http://www.sociedadechestertonbrasil.org/resenha/a-igreja-catolica-e-conversao/
"É impossível ser justo com a Igreja Católica. No momento em que o homem cessa de atacá-la, ele sente uma atração em direção a ela. No momento em que ele cessa de gritar, ele começa a ouvi-la com prazer. No momento em que ele tenta ser justo ele começa a admirá-la." Chesterton
fonte:http://www.sociedadechestertonbrasil.org/resenha/a-igreja-catolica-e-conversao/
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terça-feira, 16 de agosto de 2016
ATOR DE STAR WARS CONTA SUA HISTÓRIA DE CONVERSÃO À IGREJA CATÓLICA

Alec Guinness ficou mundialmente conhecido por interpretar Ben Kenobi em “Guerra nas Estrelas”. O que poucos sabem é que o ator britânico era católico, não só de nome, mas por convicção.
Alec Guinness († 2000) é considerado um dos melhores atores do século XX, conhecido por sua habilidade em interpretar um amplo leque de personagens. Sua atuação como Hamlet no teatro de Londres foi largamente aclamada e ele granjeou sucesso internacional em seus filmes.
Em 1957, Guinness ganhou da academia um prêmio de melhor ator por sua performance em “A Ponte do Rio Kwai”. Dois anos mais tarde, ele foi condecorado com o título de cavaleiro da Ordem do Império Britânico pela Rainha Elizabeth II. Em 1962, fez o Príncipe Faiçal, em “Lawrence da Arábia” e, em 1977, ficou famoso por interpretar o personagem Ben Kenobi, em “Guerra nas Estrelas”.
Mesmo assim, em sua autobiografia Blessings in Disguise(Akadine Pr, 2001), Guinness quase dá maior destaque a sua conversão à Igreja Católica que ao sucesso de sua carreira artística.
Eis a história de sua conversão fora do comum.
Alec Guinness nasceu em Londres, em 1914, de Agnes Cuffe, uma mãe solteira que cuidou dele de maneira desordenada. Ela recusou-se a divulgar a identidade do seu pai e ele nunca descobriu por que o nome Guinness aparecia em sua certidão de nascimento. Aos seis anos de idade, frequentemente a criança era deixada sozinha por várias horas seguidas. Sua mãe entrou em um breve relacionamento com um homem brutal que era odiado e temido pelo jovem Alec. Ele só veio a livrar-se da miséria da pobreza e da negligência quando mandado à escola. Na adolescência, Guinness descobriu o encantamento pelo teatro.
Com 16 anos, ele foi confirmado na fé anglicana. Secretamente, porém, declarava-se ateu. “Certos acontecimentos ou palavras do Novo Testamento – ele escreveu – me moviam, de tempos em tempos, a algo próximo da fé, e eu, mesmo sendo um ignorante em teologia, mantinha um constante interesse por assuntos religiosos. Na maioria das vezes, porém, tudo cedia ao meu cinismo de adolescente.”
Esse “constante interesse por assuntos religiosos” levou o jovem Guinness a participar de cultos presbiterianos por um tempo, mas o entusiasmo não durou. Ele escreve em sua autobiografia nunca ter sequer passado pela sua mente a possibilidade de entrar em uma igreja católica. Sua “tolerância em relação aos católicos se limitava a uma visão simpática, mas condescendente”.
Guinness deixou a escola aos 18 e começou a trabalhar como redator para uma agência de publicidade. Já não pensava muito sobre religião, acreditando que tudo não passava de “um monte de lixo, um esquema maligno do establishmentpara manter o trabalhador em seu devido lugar”. Flertou com o comunismo, divulgando literatura marxista-leninista, participou de reuniões dosquakers, investigou o budismo e chegou a envolver-se com a tarologia.
Como a carreira de redator fracassasse, ele voltou ao teatro, realizando um sonho que tinha desde a infância. O sucesso não demorou chegar.
Enquanto interpretava Hamlet no Old Vic de Londres, um padre anglicano foi ter com ele no vestiário. O clérigo reclamou que Guinness não estava fazendo direito o sinal da cruz na peça. O encontro fez despertar novamente o seu interesse pelo Cristianismo.
Em uma noite terrível durante a Segunda Guerra Mundial, quando Londres estava sob um ataque da força aérea alemã (Deutsche Luftwaffe), Guinness refugiou-se no vicariato do reverendo Cyril Tomkinson. Ele estava preocupado com sua mulher e o filho pequeno, que se encontravam em um chalé alugado, na cidade de Stratford-upon-Avon. Entre um copo e outro de vinho, o padre anglicano deu a Guinness uma cópia de “Introdução à Vida Devota”, de São Francisco de Sales, e advertiu-o a sempre fazer uma genuflexão diante do altar. Guinness não fazia ideia do que fosse a tal “presença real”, mas, com bombas explodindo ao seu redor, aquele não parecia o momento apropriado para uma conversa do tipo.
Guinness voltou à fé anglicana e frequentemente andava de bicicleta nas manhãs escuras de inverno para receber a comunhão em uma igreja do interior. Sua amizade com Tomkinson diminuiu o seu anticlericalismo, mas não a sua aversão à Igreja de Roma. Foi preciso o Padre Brown para iniciar esse processo.
Padre Brown é um ordinário e brilhante personagem criado pelo escritor católico G. K. Chesterton. Uma das mais memoráveis interpretações de Guinness nos cinemas foi a desse humilde clérigo e detetive (Father Brown, de 1954). O filme estava sendo gravado em um remoto vilarejo da França. Uma noite, Guinness, ainda de hábito, estava em seu caminho de volta para os seus aposentos. Um garotinho, confundindo-o com um padre de verdade, segurou a sua mão e confiantemente fez-lhe companhia.
Aquele episódio aparentemente insignificante marcou profundamente Guinness. “Seguindo meu caminho – ele diz –, refleti que uma Igreja que conseguia inspirar tal confiança em uma criança, tornando padres tão facilmente acessíveis, mesmo quando desconhecidos, não poderia ser tão astuciosa ou assustadora como tantas vezes se pintava. Meus preconceitos de longa data começaram a ser abalados.”
Pouco tempo depois, o filho de Guinness, Matthew, de 11 anos, foi acometido por poliomielite e ficou paralisado da cintura para baixo. O futuro do garoto parecia incerto e, no final do trabalho diário no filme, Guinness começou a passar em uma pequena igreja católica no caminho para casa. Ele decidiu arriscar uma barganha com Deus: se Ele curasse o seu filho, Guinness não se oporia a que o filho se fizesse católico.
Felizmente, Matthew foi completamente curado e Guinness e sua esposa matricularam-no em uma escola jesuíta. Com 15 anos, ele anunciou que queria tornar-se católico. Mantendo a sua parte da promessa, o pai prontamente concordou com a decisão de Matthew.
Mas Deus queria muito mais. Guinness começou a estudar a religião católica. Teve longas conversas com um padre católico. Fez um retiro em um mosteiro trapista. Chegou inclusive a assistir Missa com a atriz Grace Kelly, enquanto trabalhava em um filme em Los Angeles. As doutrinas das indulgências e da infalibilidade papal seguraram-no por um tempo, mas, um dia, ele finalmente cedeu. “Não houve nenhuma turbulência emocional, nenhuma grande intuição, nenhum interesse adequado por questões teológicas; apenas um senso de história e de proporção das coisas.”
Guinness foi recebido na Igreja Católica pelo bispo de Portsmouth, e enquanto estava no Sri Lanka gravando “A Ponte do Rio Kwai”, foi surpreendido pela conversão de sua esposa. Como geralmente acontece com novos convertidos, ele experimentou períodos de profunda paz, alternados com deleites físicos. Ele relatava como, certa vez, começou a correr feito um louco para visitar o Santíssimo Sacramento em uma pequena igreja anônima. Refletindo sobre esse episódio, ele escreve: “Se a religião significava alguma coisa, era que o homem todo – mente e corpo igualmente – tem o dever de adorar. Senti uma certa segurança quando descobri que o bom, brilhante e agudamente sensato Ronald Knox já se tinha flagrado a si mesmo correndo, em várias ocasiões, para visitar o Santíssimo Sacramento.”
Sir Alec Guinness morreu em 2000, com 86 anos, agradecido ao Padre Brown, de Chesterton, que o conduziu pela mão até a Igreja, e grato pela recuperação de seu filho, que terminou fechando um negócio altamente proveitoso para o ator: a vida da graça, prelúdio da eternidade.
Fonte: Catholic Culture –
Tradução e adaptação: Portal Terra de Santa Cruz
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Quinze anos tentando converter ao luteranismo sua mulher católica… e no final o convertido é ele.
Fonte: religionenlibertad.com
“Por que eu sou católico? Bem, a verdade é que nunca foi a minha intenção, mas eu sempre digo às pessoas que o Espírito Santo tem um grande senso de humor … e eu sou a prova”.
Quem fala é Ron Doub, que foi luterano toda sua vida até que se converteu ao catolicismo na Páscoa de 2004. O “humor” do assunto é que ele levava desde 1989, ano de seu matrimônio com a católica Theresa, tentando que fosse ela que abandonasse a Igreja.
Ron mudou de trabalho: deixou sua profissão como programador de computador e informática para organizar peregrinações à santuários dos Estados Unidos e de todo o mundo, e evangelizar com eles. É membro da Legião de Maria, de um grupo de homens católicos da paróquia de Santa Maria em Haberstown (Maryland, Estados Unidos) e ativo difusor dos programas missionários de EWTN, a cadeia de televisão da Madre Angélica. Que, como veremos, teve algo a ver em sua conversão.
Filho de uma pastora luterana
Ron conta a ‘Why I am catholic’(Porque sou católico)? que seus pais eram membros ativos da igreja luterana, tanto que ao morrer seu pai, sua mãe se ordenou como pastora luterana em 1985. Ele seguia seus passos, e seu compromisso lhe levou a liderar durante dois anos a organização juvenil ‘Liga de Lutero’.
Posteriormente, depois de concluir a universidade e começar sua vida adulta, abandonou um pouco a prática e não ia ao templo com frequência. Conheceu Theresa, católica mas não praticante, e se casaram na igreja luterana. Durante anos iam juntos aos templos dessa confissão.
“Mas minha mulher começou retornar à suas raízes católicas. Pouco antes que nascesse nosso filho aceitei a relutantemente que nosso matrimônio fosse abençoado pela Igreja católica para que ela pudesse voltar aos sacramentos. No entanto, quando nasceu William o batizamos como luterano”. E o formaram como luterano também, com aulas dominicais.
William surpreende-os e aparece a TV EWTN
Ao completar sete anos, no entanto, o levaram à escola católica local: “Queríamos a melhor educação para ele”. Um ano depois William disse a seus pais que queria fazer a Primeira Comunhão e ingressar na Igreja católica. Ron voltava a fracassar em sua tentativa de fazer de sua família uma família luterana, seguindo sua própria tradição!
“Perdia de 2 a 0! Minha mulher e meu filho tinham escolhido a fé católica. Mas eu sabia que jamais seria católico…
Foi quando a TV EWTN entrou em minha vida. Minha mulher a via de vez em quando e eu saía da sala quando ela punha . Mas comecei a ver algum programa e depois a apreciá-los…jamais admitia diante de minha mulher! A TV EWTN esclareceu alguns preconceitos e incompreensões que eu tinha com a fé católica, e chegou o momento em que a Madre Angélica, o doutor Scott Hahn, Marcus Grodi e outras pessoas da TV EWTN se converteram em minhas estrelas televisivas favoritas”.
Uma ação misteriosa de Deus na missa
Estava nos finais dos anos 90, e Ron seguia indo em sua comunidade luterana e sendo parte ativa dela. Mas algumas vezes ao ano ia à missa com sua esposa e filho, e começaram a suceder coisas surpreendentes (“milagrosas”, chega a dizer): “Esporadicamente, durante a missa, me sentia transbordar de alegria. E nunca era no mesmo momento da missa: umas vezes com um hino, outras com uma oração, outras na consagração, outras durante a homilia.
No princípio não dei importância a estas experiências, mas logo tive que admitir que, primeiro, nunca tinha experimentado algo assim em um serviço luterano, e segundo, que o Espírito Santo estava tentando dizer-me algo”.
Ron então começou a se formar, recorrendo entre outras fontes à uma livraria católica próxima ao seu trabalho: “Dediquei durante muitos dias minha hora de almoço para estudar a fé. Nunca esquecerei de um dia, lendo com lágrimas nos olhos o livro de Tim Drake sobre luteranos convertidos ‘There we stood, here we stand’ [Estávamos ali, estamos aqui, em tradução livre]. Eu o comprei e o acabei de ler essa noite. Cada uma das histórias me aproximava um pouco mais da fé católica”.
“Descobri a Presença Real na Hóstia, Maria e os santos, o rosário e a coroinha da Divina Misericórdia, e todas minhas objeções católicas se desvaneciam. Mas não disse nada a ninguém sobre meu itinerário, nem sequer para minha esposa”, recorda Ron.
Respeito humano
Na primavera de 2002 soube que “espiritual e intelectualmente” já era católico: “Mas a maior parte de minha família era luterana e minha mãe ministra luterana. As consequências ‘sociais´ de dizer à minha família e aos amigos de minha igreja que ia me converter à fé católica me aterrorizavam de morte”.
Uma noite seu filho William disse a ele e a Theresa que ia organizar um grupo para rezar o rosário no colégio: “Quando preguntamos por que, ele afirmou simplesmente que sabia que Deus queria que o fizesse. Agradou-nos muito a mim e à minha mulher,embora tenhamos ficado surpresos. Nosso filho era um grande garoto, mas geralmente chamava pouco atenção e evitava ´os focos´. Ele sabia que um garoto que começa um rosário para alunos de 12 ou 13 anos não é nada ‘legal´ e não seria bem visto pelos seus companheiros, mas ele sentia que tinha que responder ao chamado”.
“Logo”, continua Ron, “o orgulho que sentia pela coragem de meu filho se converteu em vergonha pelos meus temores. Meu filho de 12 anos estava disposto a enfrentar o ridículo para proclamar sua fé, e eu estava assustado por professar a fé que em meu coração sabia que era a verdadeira!”.
O passo final
Na primavera de 2003, enquanto ele continuava ruminando suas indecisões, chegou uma carta do coadjutor da paróquia católica de sua mulher e seu filho convidando para um curso de iniciação católica: “Uma vez mais, e de forma não demasiado sutil, o Espírito Santo tentava dizer-me algo! A carta esteve durante um mês em minha mesa, mas finalmente expliquei à minha mulher o caminho que estava percorrendo. Ela não podia acreditar! O luterano voltava para casa! Também disse à minha mãe, e mesmo discordando em alguns pontos de teologia, ela se sentiu feliz porque eu recobrei meu fervor religioso”.
“Assim que, com um ano de atraso, segui o exemplo de meu filho e respondi ao chamado. Uni-me ao curso de iniciação e entrei na Igreja católica na Vigília Pascal de 2004. Foi uma noite de glória que nunca esquecerei! E nunca esquecerei o exemplo de fé de meu filho, que moveu o Espírito Santo em mim!”, conclui Ron. (Em tempo: o grupo do rosário criado por seu filho chegou a mobilizar debaixo de sua liderança até quarenta garotos. Dois anos depois William se graduou e deixou a escola, mas já passou uma década e o grupo segue existindo e juntando-se uma vez por semana para honrar a Virgem com sua oração favorita.)
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segunda-feira, 4 de abril de 2016
Ex-protestante: “Comungar foi o momento mais feliz de toda a minha vida”
Ele resolveu se tornar católico depois de descobrir a presença real de Jesus na Eucaristia. “A Igreja Católica trouxe minha alma a Cristo e eu não tenho palavras para agradecer por isso."
Para os que me conhecem não é nenhuma surpresa o fato de eu ter nascido no "dia da mentira". Meus pais rezaram desesperadamente para que Deus permitisse o meu nascimento em literalmente qualquer outro dia, mas Deus tem o Seu senso de humor. O Seu humor — ou, melhor dizendo, a capacidade que Ele tem de mudar os meus planos — se tornaria um tema recorrente em minha vida.
Por exemplo, eu cresci tocando guitarra rítmica em bandas de louvor e de rock; agora, eu estudo música clássica na universidade. Também já quis ser atleta, mas, ultimamente, passo maior parte do meu tempo trancado, praticando meu instrumento. Fui criado, enfim, como protestante devoto, mas agora me juntei à Igreja Católica — e esta é a minha história:
Desde a mais tenra idade, meus pais me ensinaram que Deus é real, que Ele nos ama e que a Sua palavra é infalível. Eles me mostraram através das suas ações que seguir a Deus é a prioridade sobre todas as coisas, não importando quão absurdo isso parecesse.
Meu pai conduzia uma pequena igreja evangélica e não denominacional chamada Calvary Chapel("Capela do Calvário", lit.), na cidade de Lodi, no estado da Califórnia. Alguns anos depois, ele se sentiu chamado a mudar para Tulsa, em Oklahoma, onde ele se tornou pastor de outra igreja da mesma organização.
Viver para Cristo não era algo que eu fazia porque meus pais queriam, mas porque o Espírito Santo me atraía a Si. Minha fé era real e se manifestava em um envolvimento ativo no ministério de louvor e adoração, desde a minha adolescência.
Como cabeça do ministério de adoração, eu era simultaneamente pastor e ovelha no rebanho de Cristo. Menor apenas que o meu amor a Cristo era o meu amor à música. A capacidade de expressar o meu amor a Cristo por meio da música, e de levar os outros a fazer o mesmo, era bonita. Quando saí para estudar música na universidade, Deus me colocou na Universidade de Tulsa. Lá eu encontrei as pessoas que eventualmente me levariam a uma união plena com Cristo.
Na faculdade, eu me ocupava a maior parte do tempo com meu quarteto de cordas. Ensaiava por horas incontáveis, toda semana, com duas violinistas e um violista, procurando aperfeiçoar o nosso ofício. Quando você passa tanto tempo com outras pessoas, você termina conhecendo bastante sobre elas. Como queria a divina providência, aconteceu de ambas as violinistas do meu quarteto serem católicas devotas.
Essas mulheres, Ellen e Sarah, logo se tornariam duas das minhas amigas mais próximas. Quanto mais eu crescia em amizade com elas, mais elas me confundiam. De acordo com a minha educação, católicos não eram cristãos de verdade — eles não passavam de idólatras, escravos da lei e da tradição, que tentavam de uma forma ou outra ganhar a sua passagem para o Céu.
Essas católicas, no entanto, eram muito mais santas do que eu. Elas tinham um relacionamento genuíno com Cristo, e Ele era a motivação de cada ação das suas vidas. Elas rezavam com um fervor e consistência que eu queria desesperadamente ter. Interagir pela primeira vez com católicos fervorosos, depois de muito tempo sendo "poupado", foi o primeiro passo rumo à minha conversão.
Sarah e eu tínhamos várias conversas até altas horas da noite sobre Deus. Cada vez mais, eu pensava comigo mesmo: "Essa conversa foi muito boa! Acho que ela deve estar perto de entender as coisas!" Qualquer dia desses, ela veria a verdade, o erro das heresias católicas, e voltaria para casa, para a verdadeira igreja de Cristo. Mal sabia que seria eu a ver o erro dos meus caminhos e a voltar para casa, para a Igreja Católica.
A Eucaristia, verdadeiro corpo de Jesus
Em uma noite de janeiro, Sarah e eu debatíamos teologia, quando veio à tona o tema da Eucaristia. Ela me disse que os católicos acreditavam que, em toda Missa, o pão e o vinho usados para a comunhão (a Eucaristia) cessam de ser pão e vinho e se tornam literalmente a carne e o sangue de Jesus Cristo. A quem não está familiarizado, pode parecer um conceito absurdo — mas, como eu estava prestes a perceber, Deus é um Deus do absurdo.
Eu disse a ela que era irracional acreditar que Jesus estivesse realmente presente na Eucaristia. O que ela fez em seguida causou em mim uma impressão que eu jamais esqueceria. Ela me disse para pegar a minha Bíblia — que eu, como um bom evangélico, trazia convenientemente guardada em minha mochila — e, então, me levou a João, capítulo 6, onde Jesus pronunciava algumas palavras intensas para Seus seguidores:
"Os judeus começaram a discutir, dizendo: 'Como pode este homem dar-nos de comer a sua carne?' Então Jesus lhes disse: 'Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós mesmos. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia. Pois a minha carne é verdadeiramente uma comida e o meu sangue, verdadeiramente uma bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele." (Jo 6, 52-56)
Enquanto lia aquelas palavras em voz alta, eu tentava segurar as lágrimas. Era como se Deus começasse a soprar buracos em minha até então impermeável teologia. Se as palavras do Evangelho fossem literalmente verdadeiras, Jesus nos chama a comer da Sua verdadeira carne e sangue. A comunhão não seria apenas um símbolo de que eu deveria participar mais ou menos uma vez por mês, mas Deus que Se oferece totalmente para a humanidade.
Naquela noite, eu voltei para casa e perguntei ao meu pai por que acreditávamos no que fazíamos. Até hoje posso ouvir a minha voz trêmula dizendo: "Pai, eu preciso de uma boa razão para não acreditar nisso."
Tentei desesperadamente me convencer de que estava certo, mas, para a minha frustração, meu pai foi incapaz de explicar aquilo em que ele acreditava de um modo que satisfizesse às minhas questões.
Voltei-me para Sarah no dia seguinte com alguns contra-argumentos mal produzidos e claramente nada convincentes. Aleguei que Jesus estava apenas falando em parábolas, mas aquilo não explicava por que os discípulos de Jesus O deixaram depois de ouvir aquelas palavras. Disse que aqueles que saíram simplesmente não tinham entendido, mas isso não explicava por que os Seus discípulos tomaram as Suas palavras ao pé da letra quando confrontados. Como eu logo descobriria, é difícil argumentar contra a verdade.
Olhando para trás, é engraçado perceber o quanto eu aceitava mal a ideia de me tornar católico, mesmo depois que comecei a querer sê-lo. Fiz o que pude para evitar o assunto, mas o Espírito Santo continuou o Seu trabalho. Ele tem um jeito de tornar as coisas abundantemente claras. A cada vez que participávamos da comunhão na minha igreja, Deus me lembrava a todo momento do que eu havia lido em Sua palavra. Tentei imaginar que eu realmente tomava parte na Sua carne, mas eu ainda estava insatisfeito com nosso rito da comunhão.
Como Deus costuma fazer, Ele deixou que o assunto se assentasse por um tempo. No momento, eu não percebia o que estava acontecendo, mas as sementes que tinham sido plantadas começavam lentamente a formar raízes. Depois de um verão tranquilo, surgiu algo de repente, cerca de um mês antes da volta às aulas. Minha única explicação para o que aconteceu foi uma moção do Espírito Santo em mim. Eu estava de férias com minha família, descansando tranquilamente no lago, quando me veio essa ideia disparatada e persistente: "E se Sarah estiver certa? E se os católicos estiverem certos? E se a Eucaristia for realmente Jesus?"
As implicações seriam enormes. Eu precisava investigar a questão, independentemente de qual fosse o resultado. Se fosse verdadeira, seria a coisa mais bela que eu já tinha ouvido. Se Jesus me permitisse comer o Seu corpo físico, a cruz ganharia um significado ainda maior para mim. Se fosse falsa, no entanto, toda a Igreja Católica estaria imersa em completa idolatria.
Quanto mais eu pensava sobre o assunto, mais intenso ele se tornava. Os católicos literalmente adoravam o que parecia ser um pedaço de pão. Eu não queria parte nenhuma nisso se aquele pedaço de pão não fosse realmente Jesus Cristo, mas sabia que iria querê-Lo desesperadamente se fosse.
O testemunho dos Padres da Igreja
Na semana seguinte, fiz uma pesquisa intensa. Começando por João, capítulo 6, consultei as Escrituras de novo por minha conta. Esforcei-me por ver qualquer jeito de que Jesus pudesse ter querido dizer qualquer outra coisa que não literalmente comermos a Sua carne e bebermos o Seu sangue.
Eu ainda não estava completamente convencido da verdade do catolicismo, mas já sabia o suficiente para afirmar que ele não era absurdo. Sarah tinha me dito uma vez que, se eu acreditasse na doutrina católica sobre a Eucaristia, tudo o mais se encaixaria no devido lugar. As palavras dela não fizeram sentido para mim no momento. Quando Deus operou em meu coração, no entanto, comecei a perceber o que ela queria dizer.
Se os Evangelhos me fizeram perceber que eu podia possivelmente estar errado, os escritos dos primeiros cristãos me convenceram de vez. Descobri que, até o século XVI, os cristãos acreditaram por unanimidade que a Eucaristia era literalmente Jesus. Eis algumas das citações retiradas dos Santos Padres:
"Considerai bem como se opõem ao pensamento de Deus os que se prendem a doutrinas heterodoxas a respeito da graça de Jesus Cristo, vinda a nós. [...] Abstêm-se eles da Eucaristia e da oração, porque não reconhecem que a Eucaristia é a carne de nosso Salvador Jesus Cristo, carne que padeceu por nossos pecados e que o Pai, em Sua bondade, ressuscitou. Os que recusam o dom de Deus, morrem disputando." (Santo Inácio de Antioquia [† 110], Epístola aos Esmirnenses, 6-7)
"Não os tomamos como alimento e bebida comuns; do mesmo modo como nos foi ensinado que, pela palavra de Deus, Jesus Cristo Nosso Senhor se encarnou, assim também estes alimentos, para os que tenham pronunciado as palavras de petição e ação de graças, são a verdadeira carne e sangue daquele Jesus que se fez homem e que entra na nossa carne quando o recebemos." (São Justino Mártir [† 151], Primeira Apologia, 66)
"'Comei a minha carne', ele diz, 'e bebei o meu sangue'. Com esses alimentos o Senhor convenientemente nos abastece, tanto provendo a sua carne quanto derramando o seu sangue, e nada falta ao incremento dos seus filhos." (São Clemente de Alexandria [† 191], O Pedagogo, I, 6 [PG 8, 302a])
"Assim como, antes da santa invocação da Trindade adoranda, o pão e o vinho da Eucaristia eram simplesmente pão e vinho, depois de feita a invocação, o pão se torna o corpo de Cristo e o vinho, o sangue de Cristo." (São Cirilo de Jerusalém [† 350], Catequeses, XIX, 7)
"Cristo era carregado em suas próprias mãos quando, entregando o seu corpo, disse: Isto é o meu corpo." (Santo Agostinho [† 411], Comentários aos Salmos, XXXIII, 1, 10)Ler aquilo em que os primeiros cristãos acreditavam foi poderoso. Essas citações são apenas um pequeno exemplo da minha pesquisa, mas cada cristão primitivo com que eu me deparava em particular falava da Eucaristia como o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade de Jesus Cristo. Eu não podia mais lutar contra isso. Fui convencido. Lembrei-me do Evangelho de S. João, especialmente de como aqueles que escutaram as palavras de Jesus ficaram desgostosos e muitos deles O deixaram. Também me lembrei da clássica resposta de São Pedro: "A quem iremos, Senhor? Só tu tens palavras de vida eterna" (Jo 6, 68).
"O que vedes é um pão e um cálice, eis o que vossos olhos vos anunciam. O que a vossa fé, porém, propõe à vossa instrução é que o pão é o corpo de Cristo e o cálice, o sangue de Cristo" (Santo Agostinho, Sermões, 272)
Lembro claramente o momento em que parei de lutar contra Deus. Era ainda verão, e o departamento de música estava deserto. Sentei-me na sala de prática da minha faculdade, completamente sozinho. Parei de tocar o violoncelo por um momento e Deus finalmente me alcançou. Senti como se Jesus estivesse me dando um ultimato: ou eu acreditava em Sua palavra ou eu devia deixá-Lo de uma vez por todas. Eu sabia que seria difícil fazer algo tão contrário a como eu havia sido criado, mas também sabia que não podia jamais deixar de seguir a Cristo. A resposta de São Pedro se tornou a minha oração. Eu então disse a Jesus que realmente não tinha nenhum outro lugar para onde ir.
Voltando para casa
Jeremiah, em foto após a sua primeira Comunhão, na Vigília Pascal de 2015.
Contei a todos os que eu conhecia sobre a minha conversão de coração, e fui recebido com reações as mais positivas. Quase nenhum dos meus amigos católicos podia prever que isso aconteceria; eles ficaram chocados e cheios de alegria.Desde o início da minha conversão, a Igreja me ajudou a crescer mais do que eu podia imaginar. Comecei a rezar de verdade pela primeira vez na vida. Enquanto crescia, eu tentava rezar, mas nunca chegava muito longe. Participava de encontros de oração e dizia algumas palavras com os irmãos e as irmãs reunidos. Eu conversava com Deus e tentava escutá-Lo, mas hesitava muito e não tinha posto todo o meu coração naquilo. A minha oração era esporádica, para dizer muito.
Tudo mudou quando percebi que podia passar o meu tempo com Jesus em pessoa. A presença física de Cristo na Eucaristia é algo impressionante. Posso sentar-me em frente ao Deus que criou o universo, que veio a esse mundo na Pessoa de Jesus Cristo. O mesmo corpo que sofreu, foi crucificado, morreu, foi sepultado, ressuscitou do túmulo e subiu aos céus permanece no mesmo lugar comigo quando eu entro em uma capela.
Como a diferença entre passar o tempo pessoalmente com um amigo e mandar mensagem para ele, a presença física é incrivelmente significante em relação a Deus. É bom e necessário rezar a Deus onde quer que estejamos, mas é ainda mais valioso passar o tempo com Ele em pessoa. Comecei a me apaixonar pela oração e, por consequência, me apaixonei mais profundamente por Deus.
O tempo entre minha mudança de coração e minha entrada oficial na Igreja, na Páscoa, foi um dos períodos mais dolorosos da minha vida. Meus pais sentiram como se eu os tivesse traído e nossa relação ficou tensa. Deus usou minhas imperfeições nesse relacionamento para me ensinar a ser humilde e assumir a responsabilidade por meus erros. Mais do que isso, Ele usou meus sofrimentos para me ensinar que eles podiam ser, de fato, algo desejável. Pela primeira vez em minha vida, soube verdadeiramente o que significava não ter ninguém a quem recorrer senão Jesus.
Para tornar as coisas ainda mais difíceis, descobri que não poderia receber Cristo na Eucaristia até a Páscoa. Minha conversão inicial aconteceu por volta de agosto. O período de 8 meses entre agosto e abril pareciam mais como se fossem 8 anos. Apesar da minha impaciência, Deus usou esse tempo de espera para me fortalecer. Na medida em que a Páscoa se aproximava, Ele foi substituindo o meu sofrimento pela alegria.
Durante esse tempo, aprendi que é quando eu sofro que eu mais me pareço com nosso Senhor. Sua última prova de amor foi sofrer e morrer por nossa causa. Assim, quando eu experimento qualquer dificuldade, tenho a oportunidade de imitar o amor de Cristo que se apresenta na Cruz.Se antes eu reclamava da dor, agora eu posso unir minha dor à de Cristo. Assim, meu sofrimento recebe a mesma natureza redentora que tem a paixão de Cristo. Agora eu vejo que o sofrimento não é algo a ser temido, mas a ser acolhido. Se eu quero me unir a Cristo, o caminho mais rápido de fazê-lo é através dos Seus sofrimentos.
Enquanto focava mais completamente em Cristo, Ele colocava tudo o mais em ordem na minha vida. Eu não queria nada mais a não ser unir-me a Ele no sacramento da Sagrada Comunhão, e Deus usou esse desejo para atrair-me a Si.
Durante as semanas de preparação para a Páscoa, os dias pareciam meses. Quando a Semana Santa finalmente chegou, senti-me completamente pronto a receber Cristo. Na noite da Vigília pascal, finalmente fui acolhido na Igreja Católica e recebi o corpo de Cristo na minha primeira Comunhão.
Esse foi de longe o momento mais feliz de toda a minha vida, mas tentar colocar minha experiência em palavras seria injusto. Tudo o que posso dizer é que finalmente me senti completo. Por toda a minha vida estive à procura de algo que me completasse, sem jamais ter encontrado. Eu sabia que a resposta era Jesus, mas, mesmo tendo tentado de tudo, eu ainda sentia que algo estava faltando.
Receber em meu corpo o corpo de Jesus preencheu aquele vazio dentro de mim. No sacramento da Eucaristia, eu comi literalmente o corpo, sangue, alma e divindade de Cristo. Essa não é uma refeição como outra qualquer. O Deus que criou tudo o que existe quis vir fisicamente para dentro do meu corpo. Só de pensar nisso eu me arrepio até o dia de hoje. No coração dos Sacramentos, ninguém mais pode ser encontrado senão Jesus. A missão da Igreja é trazer as pessoas a Ele. A Igreja Católica trouxe minha alma a Cristo e eu não tenho palavras para agradecer por isso.
Por Jeremiah Neely
Fonte Original: We Dare to Say | Tradução: Equipe Christo Nihil Praeponere
Fonte traduzida: https://padrepauloricardo.org/blog/ex-protestante-comungar-foi-o-momento-mais-feliz-de-toda-a-minha-vida
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terça-feira, 7 de julho de 2015
Ex pastor protestante explica a fórmula que usava para enganar católicos (Steve Wood)
Eu era protestante durante vinte anos antes de me converter ao catolicismo. Eu fiz muitas pessoas deixarem a Igreja Católica. Minha fórmula para os católicos deixarem a Igreja em geral era composta de três etapas.
Passo 1: Convidar os católicos a terem uma experiência de conversão em um ambiente protestante.
Muitas igrejas fundamentalistas, evangélicos e carismáticos têm programas dinâmicos para os jovens, intensos ofícios religiosos toda quarta-feira e domingo à tarde e pequenos grupos de estudos bíblicos. Além disso, eles patrocinam cruzadas, seminários e concertos especiais. Os católicos, convidados por um amigo protestante, podem assistir a um ou mais desses eventos sem deixarem sua participação nas missas de domingo em sua paróquia local.
A maioria da doutrina protestante é simples, se arrependerem de seus pecados e seguir a Cristo na fé. Além disso, salientam a importância de uma relação pessoal com Jesus e a recompensa da vida eterna. A maioria dos católicos que frequenta estes eventos não está acostumada a ouvir tais desafios diretos a abandonar o pecado e seguir a Cristo. Consequentemente, muitos católicos experimentam uma verdadeira conversão.
Isto é, devemos louvar o fervor protestante, colocando para promover conversões.
Os líderes católicos devem aumentar as oportunidades para as pessoas terem um ambiente católico.
A razão é simples: há cerca de cinco em cada dez pessoas adotam as crenças na qual experimentou sua conversão. Esta percentagem é ainda maior para aqueles com conversões profundas ou experiências carismáticas graças aos protestantes. (Acredite em mim, eu sei muito bem, me formei em uma escola da Assembléia de Deus e fui ministro da juventude em duas igrejas carismáticas).
Pastores, líderes da juventude, e ministros leigos estão bem cientes de que as experiências de conversão em ambientes protestantes muitas vezes causam a adesão a fé ea igreja protestante.
Questões importantes:
Por que existem tantos líderes católicos que não têm conhecimento disto?
Por que são tão indiferentes a um processo que tirou centenas de milhares de católicos da Igreja?
Passo 2: "Dê a conversão a uma interpretação protestante".
A conversão genuína é uma das experiências de vida mais preciosas, comparável ao casamento ou o nascimento de uma criança. A conversão desperta uma fome profunda de Deus. Os ministros protestantes eficazes treinam seus trabalhadores para que deem seguimento a esse vivo desejo espiritual.
Antes de uma cruzada em um estádio, ele capacita seus trabalhadores por seis semanas. Ele mostra como apresentar uma interpretação protestante da experiência de conversão fazendo uso seletivo de versículos da Bíblia.
A citação escolhida, é claro, João 3.3, o verso sobre "nascer de novo": ". Jesus lhe respondeu: "Eu lhe asseguro, se alguém não nascer de novo, não poderá ver o reino de Deus".
Ele está usando a técnica semelhante a "touch and go" que é usada em treinamento de pilotos para pousos e decolagens. Jogamos João 3,3 brevemente para mostrar que era necessário nascer de novo para a vida eterna. Logo a conversão era descrita em termos de nascer de novo. Fazíamos uma abordagem rápida antes de ler João 3.5 que enfatiza a necessidade de nascer da água e do Espírito.
Eu nunca disse a eles que por 20 séculos as Igrejas ortodoxas e católicas, ecoando os ensinamentos unânimes dos Padres da Igreja, entendia esta passagem como referência ao sacramento do batismo! E, obviamente, nunca dizia a citação de Tito 3.5 ("Nos salvou ... pela regeneração pelo batismo e renovação pelo do Espírito Santo") como referência paralela à João 3: 5.
Na minha experiência como um protestante, todos os católicos que tiveram uma conversão em um ambiente protestante não tinham firme conhecimento da fé católica.
Em vinte anos de ministério protestante, eu nunca conheci um católico que sabia que João 3: 3-8 descreve o sacramento do batismo. Não foi muito difícil convencê-los que ignoraram os sacramentos e ao mesmo tempo a igreja que os enfatizavam.
O livro de Provérbios diz:
"Quem advoga sua causa, por primeiro, parece ter razão; sobrevém a parte adversa, que examina a fundo "(18:17).
Católicos que não têm uma base bíblica para as suas crenças nunca ouvem o resto da história. Meu uso seletivo da escritura fazia parecer que a perspectiva protestante tinha todas as luzes seguras. Ao longo do tempo, esta abordagem unilateral das escrituras fazia os católicos rejeitarem sua fé católica.
Passo 3: "Acusar a Igreja Católica de negar a salvação pela graça."
Os católicos geralmente consideram que os protestantes que fazem proselitismo são intolerantes. Isto é injusto e impreciso; uma profunda caridade vigoriza seu fervor equivocado.
Só havia uma razão que me fazia levar que os católicos deixassem a sua Igreja; pensava que estavam indo para o inferno. Eu pensava que a Igreja Católica negava a salvação pela graça; Eu sabia que qualquer um que acreditava nisso não ganharia o Céu.
Eu usei Efésios 2,8-9 para convencer os católicos, que era essencial para deixar a Igreja:
"Porque fostes salvos pela graça mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; Não vem das obras, para que ninguém se glorie. "
Primeiro, dizia "a Bíblia indica que a salvação é pela graça e não pelas obras. Certo? " A resposta foi sempre sim.
Então dizia "a Igreja Católica ensina que a salvação é pelas obras. Certo? " (Eu nunca conheci um católico que não dissesse sim. Absolutamente todos os católicos que conheci durante meus 20 anos de ministério confirmou minha ideia errada de que o catolicismo ensinava que a salvação era pelas obras e não pela graça).
Finalmente, lhes dizia "a Igreja Católica está sendo fiel ao inferno quando eles negam que a salvação é pela graça. Melhor parte de uma igreja que ensina o que é o verdadeiro caminho para o céu ".
Como também fazia uma rápida revisão do livro de Efésios, eu raramente citava versículo 10 que diz:
"Com efeito, somos obras sua criados em Cristo Jesus para as boas obras, que Deus de antemão preparou para que nós praticássemos."
Preste muita atenção ao Evangelho que pregam nos estádios, na televisão e no rádio.Nove em cada dez vezes enfatizam Efésios 2,8-9, mas nunca mencionam o versículo
“Porque é gratuitamente que fostes salvos mediante a fé. Isto não provém de vossos méritos, mas é puro dom de Deus.
Não provém das obras, para que ninguém se glorie.
Somos obra sua, criados em Jesus Cristo para as boas ações, que Deus de antemão preparou para que nós as praticássemos.
O Catolicismo ensina e acredita na mensagem completa de Efésios 2, 8-10, sem equívocos ou cerceando a verdade.
Por vinte séculos da Igreja Católica fielmente ensinou que a salvação é pela graça.
Pedro, o primeiro Papa disse:
"Mas nós acreditamos que somos salvos pela graça do Senhor Jesus" (Atos 15, 11).
O Catecismo da Igreja Católica, totalmente endossado pelo Papa João Paulo II, diz: "Nossa justificação vem da graça de Deus" (No. 1996).
O protestantismo começou quando Martinho Lutero declarou que somos justificados (feitos justos) pela fé. Quando tratava para que os católicos deixassem a Igreja, eu não me dava conta que Martinho Lutero acrescentou a palavra "somente" à sua tradução de Romanos 3:28 para provar sua doutrina. (A palavra "apenas" não é encontrada em qualquer tradução contemporânea protestante em inglês de Romanos 3, 28).
Eu não percebi que o único lugar na Bíblia que a menção de "fé somente" no contexto da salvação é em São Tiago 2,24, onde a idéia de somente fé é explicitamente refutada:
"Você vê como o homem é justificado pelas obras e não somente pela fé."
Este versículo era perturbador, mas eu o ignorei ou deturpei para significar outra coisa que o versículo e seu contexto claramente ensina.
******
Católicos podem participar em eventos protestantes?
Eu não me importo que os católicos participem de eventos orientados-protestante e atividades ecumênicas de valor, desde que:
- Tenham uma sólida compreensão da sua fé católica.
- Conheçam sua fé bem o suficiente para manifestar-la a um não-católico através da Escritura e dos Padres da Igreja.
- São maduros o suficiente para perceber que a presença mais profunda de Cristo não é, necessariamente, em um ambiente com muito barulho e muita emoção, mas em momentos tranquilos como na adoração da Eucaristia (cf. 1 Rs 19: 11-12 ).
Infelizmente, a maioria dos homens e mulheres católicos que nasceram após a Segunda Guerra Mundial não preenchem essas condições. Para eles, participar de eventos protestantes poderia significar abrir uma porta que levará diretamente para uma estrada fora da Igreja Católica.
Durante as últimas três décadas, milhares de católicos deixaram a Igreja por suas posições protestantes.
A maior igreja nos Estados Unidos é a Igreja Católica; o segundo maior importante grupo de cristãos na América são de ex-católicos. O movimento de homens católicos tem uma solene obrigação de ajudar os homens a descobrir as raízes bíblicas e históricas de sua fé católica. Então, ao invés de deixar a Igreja, eles se tornarão instrumentos para ajudar os outros a descobrir os tesouros do catolicismo.
Lembre-se que um homem que deixa a Igreja muitas vezes também leva com ele a sua família (por gerações e gerações).Demorou quatrocentos anos, 10 gerações, para minha família voltar para a igreja após uma geração de meus ancestrais na Noruega, Inglaterra, Alemanha e Escócia decidiram abandonar a Igreja Católica.
Como alguém cuja família fez seu caminho de volta ao catolicismo, deixe-me fazer um apelo pessoal para os homens católicos, especialmente aos líderes de vários grupos de homens católicos:
Não coloquem os católicos não treinados em um ambiente protestante. Eles podem ganhar experiência religiosa, a curto prazo, mas o risco de perder a fé a longo prazo. Seria muito irresponsável expô-los ao protestantismo antes de expô-los totalmente ao catolicismo.******
No funeral do meu pai, 29 anos atrás, eu cantei, cheio de lágrimas, seu hino favorito, "Faith of Our Fathers" (A Fé dos Nossos Pais). Nem meu pai, o filho de um ministro, nem nos demos conta de que a verdadeira fé dos nossos antepassados foi o catolicismo romano.
Todos os dias agradeço a Deus que me trouxe de volta para a antiga Igreja de meus ancestrais. Todos os anos que Deus me permitir passar neste mundo continuarei proclamando tanto aos meus irmãos protestantes e aos meus irmãos católicos emergentes como é a fé católica gloriosa de nossos pais.
Paz e bem irmãos!
Steve Wood
Steve Wood
Quem é Steve Wood?
Ex-diretor do Instituto Bíblico da Flórida, ex-pastor de uma igreja evangélica interdenominacional. Ele também estava servindo em Costa Mesa na Igreja Evangélica "El Calvario" ao fazer os seus estudos em um instituto da Assembléias de Deus. Ele trabalhou em projetos de evangelização da juventude; Foi líder de ministérios evangélicos na prisão; organizou o Instituto de estudo bíblico para adultos. Em seguida, fez estudos de pós-graduação no famoso Seminário Evangélico de Teologia de Massachusetts Gordon-Conwell.
Entre outras coisas em seu testemunho de conversão Steve diz: "Quanto mais eu estudava os primeiros séculos da igreja primitiva mais eu percebia que se assemelhava a Igreja Católica. Estudar mais os "primeiros padres da Igreja" e examinar mais a Bíblia. Mas houve uma confusão em mim. Para piorar as coisas, eu descobri que dois dos meus colegas do seminário mais inteligentes e anti-católicos começaram também a pensar em se tornarem católicos. “Um dia, quando estava pregando” , continuou Steve dizendo:" Eu senti o Senhor me dizendo: “Agora ou nunca”. Se no meio de tudo isso eu dava um passo à fé eu reconhecia a verdade que eu ia perder tudo.Perder o meu emprego como pastor, eu não poderia sustentar a minha família, era a minha carreira e meu chamado. Eu tinha passado 20 anos me preparando para ser um ministro protestante e Deus me disse :. Faça isso agora ... e eu fiz "
"Pedi desculpas à minha congregação reunida. Os líderes "anciãos" me acompanhavam. Eu lhes disse que não podia continuar enganando a mim mesmo. Minha peregrinação à Igreja que Cristo fundou: A Igreja Católica, já tinha começado. Então: eu orei mais, estudei mais, conheci a plenitude e cheguei. A plenitude de um relacionamento pessoal com Cristo é ter uma relação pessoal também com o corpo de Cristo, a Sua Igreja (1 Cor 12) Católica.
Traduçao Roma de Sempre: http://romadesempre.blogspot.com.br/2015/05/ex-pastor-protestante-explica-formula.html para o artigo publicado na infocatolica: http://infocatolica.com/?t=noticia&cod=23993
****** Revisão e tradução da ultima parte: Cezar Martins Fiorio
****** Revisão e tradução da ultima parte: Cezar Martins Fiorio
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segunda-feira, 22 de junho de 2015
Por que deixei o protestantismo : Testemunho
Por que deixei o protestantismo
FONTE: Catena Aurea
Testemunho de conversão de Ricardo Ribeiro.
Introdução
Nasci em família de "católicos não-praticantes" e, tendo crescido sem nenhuma instrução religiosa, na adolescência comecei aos poucos a descobrir a fé do meu Batismo. No entanto, as dúvidas e uma fé imatura levaram-me ao protestantismo. Eu já conhecia bem a Igreja Católica quando fui atraído para lá, e cheguei a frequentar igrejas presbiterianas e pentecostais. Por algum tempo, estudei autores clássicos e atuais da tradição protestante, e fiz amigos neste meio (inclusive muitos cristãos piedosos e sérios). Também participei ativamente dos cultos, embora nunca tenha sido inscrito como membro de nenhuma igreja.
Aprendi muitas coisas boas com o cristianismo protestante. Existem vários artigos de fé que eles ensinam corretamente, como a autoridade e inspiração das Escrituras, a providência de Deus sobre o mundo, a divindade de Cristo e sua ressurreição, pontos importantes da moral cristã, etc. Admiro a ênfase que colocam na confiança em Cristo e na necessidade de conversão pessoal, e o modo apaixonado como alguns defendem esses artigos de fé. Deixei os protestantes porque percebi a necessidade de algo mais para seguir a Cristo plenamente – ser parte de Sua Igreja. Quanto a todas as coisas que eles pregam e vivem corretamente, não tenho dificuldade em reconhecê-las.
O que me levou ao protestantismo foi a mentalidade de querer investigar e entender perfeitamente todas as questões teológicas possíveis. É claro que muitas vezes eu ficava insatisfeito com a posição da Igreja Católica e então buscava compor meu próprio sistema teológico. O protestantismo me atraiu justamente pela promessa de "liberdade intelectual", que é inerente a ele. Por algum tempo acreditei que a fé poderia desenvolver-se melhor sem as amarras da tradição católica, porém mantendo o essencial - a partir das Escrituras.
Mas o resultado dessa busca, depois de muita reflexão, é que o protestantismo tem grande dificuldade em manter este núcleo essencial da fé. Em vez de funcionar como Igreja de Cristo, ele cria confusão. Isso vem da própria mentalidade em que opera. E é isso que pretendo demonstrar a seguir. Este artigo é um esforço de resumir os pontos principais de uma longa reflexão.
O problema do denominacionalismo
Para ilustrar a confusão, pense no grande pregador inglês C. H. Spurgeon, um batista. Em 1865, ele pregou um sermão intitulado A Regeneração Batismal, no qual defende a visão tipicamente batista de que o sacramento do Batismo nada efetua - não é um instrumento nas mãos de Deus para comunicar a graça, mas sim um símbolo, um modo de fazermos nosso testemunho público de fé. Spurgeon expressa toda sua indignação diante do fato de que alguns protestantes professavam a doutrina da regeneração batismal e diziam que o Batismo realmente confere a graça.
Ele diz (os destaques são meus):
[...] de todas as mentiras que levaram milhões ao inferno, esta eu vejo como a mais cruel - que em uma Igreja Protestante seja encontrado quem jure que o Batismo salva a alma. Chame-se batista, ou presbiteriano, ou dissidente... isso nada importa para mim. Se ele diz que o Batismo salva a alma, fora com ele, fora com ele, ele diz algo que Deus nunca ensinou, algo que a Bíblia nunca deixou, e algo que nunca deve ser mantido por quem professa que a Bíblia, e toda a Bíblia, é a religião dos protestantes.
Spurgeon está indignado que alguém ouse afirmar ser "protestante" e confesse a regeneração batismal. Ele chega até mesmo a lembrar o nome de Lutero durante o sermão. Pois bem, se aí nós temos um exemplo de ponto essencial da doutrina, então também temos um problema sério: a maioria esmagadora dos Padres da Igreja expressou a regeneração batismal com toda clareza. E isso não era algo acidental ou de menor importância para eles. Da mesma forma, o próprio Lutero defendeu a regeneração batismal. Na verdade, o reformador alemão via este ponto de doutrina como o próprio "coração do Evangelho", pois por ele vemos a promessa gratuita de Deus nos sacramentos. No Catecismo Maior, Lutero ensina que o Batismo traz "vitória sobre a morte e o diabo, perdão dos pecados, a graça de Deus, Cristo inteiro e o Espírito Santo com seus dons".
Claramente, Spurgeon não entendeu a doutrina da regeneração batismal. Parece que ele a confundia com ser salvo pelo Batismo de forma automática (mesmo que a pessoa recuse-se a crer e arrepender-se)! Tendo interpretado mal a doutrina, ele não hesita em rejeitar séculos de tradição cristã e chamar tudo isso de "mentiras que levam milhões ao inferno". Mas como pode a Igreja subsistir assim?
Pode parecer uma discordância simples, mas ela revela uma profunda diferença de perspectiva, entre um cristianismo sacramental e um não-sacramental. O primeiro é o caso dos luteranos, católicos, ortodoxos, coptas e muitos anglicanos. O segundo é o que existe entre batistas, pentecostais e outros grupos evangélicos. Há quem tente traçar um meio-termo aqui. Mas o problema permanece: como a Igreja pode subsistir se aquilo que há de mais sagrado para uns cristãos é tido como mentira e absurdo para outros?
Essa confusão é perpetuada pelo sistema denominacionalista, isto é, os protestantes não se obrigam a permanecer todos numa só comunhão, com um só governo e uma só confissão de fé (ou um conjunto de confissões aceitas por todos). Qualquer um, a qualquer momento, podem proclamar-se um presbítero junto com uma nova comunidade e assim fundar sua denominação. As denominações são absolutamente independentes entre si. Não precisam aceitar os mesmos documentos (confissões de fé, catecismos, etc). Toda interpretação é tida como, em princípio, passível de revisão.
Uma outra questão ajuda a ver isso. Lutero e Calvino defenderam vigorosamente o Batismo de bebês, que os anabatistas rejeitavam; mais tarde, os batistas e outros grupos adotaram a interpretação anabatista e hoje ela é a mais comum. John Gill, um dos maiores teólogos batistas de todos os tempos, chamou o Batismo infantil de "pilar e fundamento do Papado", uma heresia que precisava ser extirpada urgentemente [1]. Quer dizer então que a Igreja inteira, desde as primeiras gerações dos Padres da Igreja, permaneceu em erro essencial sobre o sacramento, e isso sem que ninguém aparecesse, por séculos, para protestar contra essa situação! O absurdo é tão grande que o próprio Martinho Lutero fez notar, em seu Catecismo Maior, que a negação do Batismo infantil era equivalente a negar o artigo do Credo que diz: Creio na Igreja [2].
E quanto à presença real de Cristo na Eucaristia? Lutero defendeu essa doutrina com enorme insistência, mas Zwínglio a negou (e com ele a maioria dos evangélicos modernos). Calvino traçou uma doutrina intermediária, mas chamou o sacramento luterano de "ídolo". Novamente, o que para uns é sagrado e essencial, para outros é um ato de idolatria.
Outra divisão é que algumas igrejas protestantes celebram um culto litúrgico como o dos católicos e ortodoxos, com imagens, sinos, vestes litúrgicas, velas, etc. O próprio Lutero manteve as coisas assim. De outro lado, um grande número de igrejas mantém uma filosofia de culto oposta. Rejeitam qualquer uso de orações não-espontâneas, cerimônias, velas, imagens, sinos, etc. Muitas adotam música de estilo moderna, com baterias e guitarras. O abismo é tão grande que os membros de uma igreja batista, geralmente, não suportariam passar cinco minutos em uma liturgia luterana tradicional! O que para uns é sagrado e correto, para outros é superstição e cerimonialismo vazio.
A soma de denominações protestantes - mesmo tomando-se somente as mais tradicionais - não compartilha uma só "filosofia de culto". Não tem uma só lex orandi. Enquanto isso, as liturgias tradicionais desenvolveram-se organicamente desde os primórdios e representam a verdadeira universalidade da Igreja.
Outro tipo de divergência entre os protestantes é nas questões de soteriologia (doutrina da salvação). Muitos calvinistas fazem de certos pontos de sua doutrina a própria essência do Evangelho, como, por exemplo, a doutrina da perseverança dos santos, segundo a qual todos os verdadeiros crentes perseverarão e aqueles que caem nunca chegaram a crer verdadeiramente. Se isso é um ponto essencial de doutrina, então é forçoso admitir que o Evangelho teve sua pregação prejudicada pela heresia desde as primeiras gerações até a Reforma [3]. O próprio Lutero não admitia esse ponto, e com ele os luteranos e arminianos.
Aqui só estou fornecendo alguns exemplos. Na obra História das Variações das Igrejas Protestantes (esse livro teve um impacto muito grande na minha conversão), o bispo francês Bossuet descreve as idas e vindas do protestantismo até sua época (século XVII) e, ao mesmo tempo, corrige as más interpretações da doutrina católica. Hoje precisaríamos escrever uma obra maior para abranger as variações atuais.
Não estou dizendo que algum testemunho claro da Bíblia possa ser ignorado em prol da continuidade histórica. É óbvio que eu passei pelas diversas questões disputadas - quer as orações pelos mortos, ou a justificação, a expiação ilimitada ou o sacrifício eucarístico, etc - e procurei entender os argumentos bíblicos de ambos os lados. Não acredito que a Bíblia seja um livro enigmático e obscuro, cujo conteúdo só chega a nós pela Igreja. Se eu abracei a tradição católica, é porque consegui enxergar sua coerência com as Escrituras. O problema é que muitos não querem ver a subjetividade e sectarismo de suas interpretações.
Também não quero dizer que não existam divergências doutrinárias entre católicos. Muitas vezes nós temos até disputas e controvérsias difíceis também. A diferença é que, se há uma Igreja visível, as controvérsias não podem servir para separá-la e cada um ir pelo seu caminho. Por exemplo, duas escolas teológicas católicas discutem sobre a predestinação: os tomistas e molinistas. Mas eles continuam frequentando os mesmos sacramentos, estando debaixo do mesmo governo eclesiástico, e tendo que aceitar que o outro lado também é plenamente cristão. Se, eventualmente, a Igreja manifestar-se sobre o assunto em um Concílio Ecumênico ou algo assim, aí sim, a questão seria resolvida definitivamente.
Essa visão da Igreja corresponde exatamente ao que Sto. Agostinho descreve em uma controvérsia de seu tempo:
(...) dentro da Igreja diferentes homens tiveram opiniões divergentes sobre a questão [do Batismo ministrado por hereges], sem violar a paz, até que um claro e simples decreto fosse passado por um Concílio universal... Pois naquele tempo,antes do consenso de toda a Igreja ter declarado autoritativamente, pelo decreto de um Concílio plenário, qual a prática a ser seguida nessa matéria, pareceu a ele [Cipriano], de comum acordo com cerca de oitenta irmãos bispos das igrejas africanas, que todo homem que tinha sido batizado fora da comunhão da Igreja Católica deveria, ao juntar-se à Igreja, ser batizado novamente (Sobre o batismo, I, 18).
Perceba que Agostinho distingue dois momentos: antes e depois da Igreja ter-se manifestado definitivamente. Ele vai empregar a mesma linguagem para falar de outras controvérsias. Isso quer dizer que nem tudo é passível de revisão. Na verdade, há uma dupla garantia aí: primeiro, que a unidade não precisa ser quebrada quando a Igreja não se manifestou definitivamente (essa é uma garantia de pluralidade); segundo, que a manifestação definitiva da Igreja deixa claro para todos que o assunto não pode mais ser discutido.
É claro que isso só faz sentido se houver uma Igreja visível [4], mas é exatamente assim que os Padres viam aquela Igreja una, santa, católica e apostólica do Credo Niceno. É por isso que a sucessão apostólica é tão importante, porque é um elo físico de continuidade histórica da comunidade. Essa é a visão da Igreja que inspirou S. Irineu, escrevendo no século II:

Este dom [da verdade] de Deus foi confiado à Igreja, como o sopro de vida inspirado na obra modelada, para que sejam vivificados todos os membros que o recebem. É nela também que foi depositada a comunhão com o Cristo, isto é, o Espírito Santo, penhor de incorrupção, confirmação da nossa fé e escada para subir a Deus. Com efeito, "Deus estabeleceu Apóstolos, Profetas e Doutores na Igreja", e todas as outras obras do Espírito, das quais não participam todos os que não acorrem à Igreja, privando-se a si mesmos da vida, por causa de suas falsas doutrinas e péssima conduta. Onde está a Igreja, aí está o Espírito de Deus, e onde está o Espírito de Deus ali está a Igreja e toda a graça. E o Espírito é Verdade. Por isso os que se afastam dele e não se alimentam para a vida aos seios da Mãe, não recebem nada da fonte puríssima que procede do corpo de Cristo, mas cavam para si buracos na terra como cisternas fendidas e bebem a água pútrida de lamaçal; fogem da Igreja por medo de serem desmascarados e rejeitam o Espírito para não serem instruídos (Contra as heresias, III, 24).
Eis por que se devem escutar os presbíteros que estão na Igreja, e que são os sucessores dos Apóstolos, como o demonstramos, e que com a sucessão no episcopado receberam o carisma seguro da verdade segundo o beneplácito do Pai. Quanto a todos os outros que separam-se da sucessão principal e em qualquer lugar que se reúnam, devem ser vistos com desconfiança, como hereges e de má fé, como cismáticos cheios de orgulho e de suficiência, ou ainda, como hipócritas que fazem isso à procura de lucro e de vanglória (IV, 26).
A verdadeira gnose [conhecimento] é a doutrina dos apóstolos, é a antiga difusão da Igreja em todo o mundo, é o caráter distintivo do Corpo de Cristo que consiste na sucessão dos bispos aos quais foi confiada a Igreja em qualquer lugar ela esteja; é a conservação fiel das Escrituras que chegou até nós, a explicação integral dela, sem acréscimos ou subtrações, a leitura isenta de fraude e em plena conformidade com as Escrituras, explicação correta, harmoniosa, isenta de perigos ou de blasfêmias e, mais importante, é o dom da caridade, mais precioso do que a gnose, mais glorioso do que a profecia, superior a todos os outros carismas (IV, 33, 8).
Isso lembra muito a descrição que S. Paulo faz da Igreja em Efésios, capítulo 4: a Igreja como um corpo crescendo de forma harmoniosa, guiada pelo Espírito. Isso não significa infalibilidade de congregações individuais, e muito menos que todos serão perfeitos o tempo todo. As igrejas locais tem seus defeitos. A questão é que toda a Igreja, Corpo de Cristo, é um organismo visível instituído pelo Senhor. Isso faz toda a diferença. Porque uma mera soma de denominações protestantes não é um "corpo", logo não é a Igreja de Cristo.
Como o protestantismo tem uma eclesiologia deficiente, você vê, em uma mesma cidade ou localidade, dezenas de denominações. Cada uma absolutamente independente da outra. A unidade da Igreja deve manifestar-se pela comunhão eucarística e sacramental, pela concórdia dos Bispos e dos fiéis. Um só governo, uma só fé. O sistema denominacionalista falha completamente.
A fragmentação da fé
A origem dos problemas do protestantismo é, a meu ver, sua natureza derivada de esforços individuais. Uma vez que há a possibilidade de rever tudo, o cristão tende a focar sempre no ponto em que ele tem maior compreensão ou vê maior urgência, deixando de lado (ou negando) aquilo que ele não compreende. Veja este exemplo: os reformadores enfatizaram a devoção a Cristo porque compreenderam corretamente que Sua Pessoa deve estar no centro de tudo, mas tiraram daí a conclusão errada de que invocar a intercessão dos santos é idolatria. Provavelmente eles viram muitos cristãos mornos, que gostavam de encher as relíquias dos santos de flores, enquanto aprendiam pouco sobre Cristo. Nossa devoção deve ser "cristocêntrica" - este é o lado positivo do protesto. Mas daí vem o lado negativo: então devemos negar tudo aquilo que se falou na tradição sobre os santos serem nossos intercessores no Céu [5], denunciando como idolatria.
Um dos elementos típicos do evangelicalismo é a ênfase na necessidade de conversão pessoal. Por isso mesmo, muitos rejeitam a eficácia dos sacramentos. Eles compreenderam corretamente que devemos viver a conversão pessoal, e viram muitos cristãos que frequentavam os sacramentos (sem as disposições necessárias) e confiavam que isso era suficiente. Daí tiraram a conclusão errada de que, para enfatizar a conversão pessoal, é melhor rebaixar os sacramentos a meros símbolos. A tradição católica prega uma coisa sem negar a outra. Como o protestante tende a focar em esforços individuais (seus ou de alguns poucos líderes), prossegue fragmentando a fé.
Desse modo, o pietista dirá que a ênfase na conversão pessoal deve passar por cima também da doutrina. Isso porque ele viu cristãos que conheciam bem a teologia, e envolviam-se em disputas teológicas, mas não mudavam de vida. Então ele tirará a conclusão errada de que a doutrina é um empecilho. E assim com várias outras ênfases que caracterizam as denominações.
Em outras palavras, o protestantismo vai sempre enfatizar (muitas vezes corretamente) um aspecto da fé cristã; porém em detrimento de outros aspectos igualmente válidos, mas que ele ignora ou não compreende bem. O remédio mais eficaz para essa situação é justamente voltar à vivência da tradição da Igreja, onde há um patrimônio comum da fé que não pode ser reduzido. Mas isso é deixar o protestantismo, pelo menos em suas formas mais comuns (alguns grupos de anglo-católicos e luteranos tradicionais constituem uma possível exceção aqui).
Conclusão
Deixei o protestantismo porque ele não pode ser aquele organismo fundado por Cristo e descrito nas páginas da Bíblia Sagrada, e porque ele não prega "todo o conselho de Deus" (At. 20:27) - a plenitude da tradição apostólica. É preciso ir além da mera soma ou disputa de denominações e interpretações diferentes. Já tive muitas dúvidas com relação a questões que os protestantes contestam na doutrina católica. Eventualmente, eu percebi que não posso compreender perfeitamente tudo e resolver todas as disputas teológicas da história do cristianismo! Será que Deus espera que todos os cristãos saibam resolver ponto por ponto dessas disputas, em todos os seus detalhes (incluindo aí as disputas entre protestantes)? Eu creio que a tradição católica traz respostas razoáveis e muitas vezes claramente superiores.
Por tudo isso, decidi voltar à Igreja. Isso exigiu confiança. Não é confiança em homens falhos, mas em que Deus tem guiado Sua Igreja. Isso acrescenta uma outra dimensão à fé, com a qual o protestante não está acostumado. Assim como descobrir as riquezas da Missa, dos sacramentos e da espiritualidade católica e da doutrina, tudo isto tem sido uma aventura bastante inspiradora - mas somente quando entramos neste edifício com fé.
Neste artigo eu apenas resumi um dos aspectos da minha jornada. Existem outros pontos importantes no diálogo entre católicos e protestantes que eu gostaria de trazer à luz, mas farei isso em outra oportunidade.
Notas:
1. Desde os primeiros tempos do cristianismo, a unidade da Igreja era manifestada pela recepção comum de “um só Batismo” (Ef. 4.5). A posição dos batistas e outros evangélicos faz com que eles tenham que rebatizar presbiterianos e luteranos já batizados na infância. Então o sacramento perde também o sentido de “entrada na Igreja”.
2. “Que o Batismo das crianças é agradável a Cristo é suficientemente provado de Sua própria obra, ou seja, que Deus santifica tantos desses que foram batizados assim, e deu-lhes o Espírito Santo; e que há ainda hoje muitos nos quais percebemos que possuem o Espírito Santo tanto por sua doutrina quanto por suas vidas... Mas se Deus não aceitasse o batismo infantil... durante todo esse longo tempo, até os nossos dias, nenhum homem sobre a terra poderia ser cristão. Ora, se Deus confirma o Batismo pelos dons do Espírito Santo, como é plenamente perceptível em alguns dos Padres da Igreja, como em S. Bernardo, Gerson, John Huss, e outros, os quais foram batizados na infância, e se a Santa Igreja Cristã não pode perecer, até o fim do mundo, eles devem admitir que esse batismo infantil é agradável a Deus. Porque Ele não poderia fazer oposição a Si mesmo, ou patrocinar a falsidade e iniquidade, ou por sua promoção comunicar Sua graça e Espírito. Essa é, na verdade, a melhor e mais forte das provas para os simples e iletrados. Pois eles não tirarão de nós, ou subverterão, este artigo: Eu creio na Santa Igreja Cristã, a comunhão dos santos” (Catecismo Maior de Martinho Lutero).
3. Não quero dizer com isso que o teste histórico é o único que interessou-me. Procurei entender questões como a perseverança dos santos a partir da Bíblia e, mesmo como protestante, já estava rejeitando a noção. Mas aqui pretendo mostrar que existem suficientes razões para rejeitar essa abordagem da sola scriptura, como se nós pudéssemos avaliar ponto por ponto da teologia e desenhar nosso próprio sistema teológico (isto é, independentemente da autoridade da Igreja).
4. Muitos protestantes admitem que há uma Igreja visível, mas a definem como uma mera soma de denominações. Essa definição é inaceitável pelas razões que tenho apresentado.
5. A Igreja ensina que podemos e devemos orar diretamente a Deus, mas que também é um privilégio poder pedir a intercessão das almas que já gozam da presença de Deus no Céu. Agostinho explica a questão assim: “É verdade que os cristãos prestam homenagem religiosa à memória dos mártires, tanto para excitar-nos a imitá-los quanto para obter uma participação em seus méritos e a assistência de suas orações. (...) O que é propriamente adoração divina, que os gregos chamam 'latria', e para o qual não temos uma palavra em latim, tanto na doutrina quanto na prática, prestamos somente a Deus” (Contra Fausto, XX).
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